Separados Por Magia Ao Mar
1 Capítulo 1: Um olhar mágico.
Notas iniciais
Capítulo Um: Um olhar Mágico.
Perto da sua escrivaninha rústica, um homem ancião se posicionava sentado passando sua mão tão quanto idosa pelas penas douradas de uma Fênix repousada. Algo em sua mente vinha martelando o homem, que olhava com seus olhos azuis a fênix dormir delicadamente. Havia mais um... Menino que sobrevivera. Lily o contara por uma carta, antes de morrer... Antes de Harry nascer, a moça teve outro menino, praticamente igual a ele. Mas esse filho foi dado a mãos de outro homem, e Lily não explicou completamente como e por que... Ela só explicara para Albus que o menino estava em outra dimensão e estava seguro, até agora. Isso foi sua última palavra, e o mistério esbaldava de poucas letras e tantas informações. O ancião esfregou sua testa, exausto de tanto procurar uma resposta plausível. Quem seria esse menino? Qual o seu nome? Lily teve filho com outro? Ele era um Potter? E o que Lily quis dizer em outra dimensão? Se esse menino era ou não um bruxo... Tudo estava difícil para se encaixar...
- Albus! –Sibilou apressadamente uma voz um tanto rouca feminina, de traz de sua porta de pedra. O homem levantara uma sobrancelha, e virando sua cabeça lentamente, respondeu:
- Ah, Professora McGonnagal! Que bom que a senhorita veio até aqui no meu escritório! Entre, entre...
Com o convite, uma alta mulher idosa compareceu a rústica mesa do ancião, com rápidos passinhos quietos. Seus olhos eram claros e seus longos cabelos grisalhos eram presos formalmente em um coque na nuca de sua cabeça. Vinha com expressão ansiosa e ao mesmo tempo preocupada, com suas rugas da face conturbadas.
- Albus, quando Flitwich me contou sobre a carta, interrompi a aula com meus alunos e corri pra cá... O que exatamente essa carta tem a ver com a Lily?? Como isso...
- Acalme-se, Professora. –Interrompeu Albus formalmente com um pequeno gesto com sua mão. – Sente se um pouco e pegue fôlego, contarei para você em detalhes.
- É melhor me contar logo, Albus. Isso pode ter sérios problemas envolvendo a escola e principalmente o Harry! –Resmungou a senhora sentando preocupadamente na cadeira de couro vermelho sangue.
- Apenas relaxe, Professora. –Sorriu o idoso abrindo um sorriso discreto; A Professora mal apreciara o bom sorriso, sua preocupação a deixava incomoda. – Bem, começaremos primeiro falando de Harry. Ele já está no 4° ano praticamente, e então nós deveríamos ter cuidado ao comentar esse... Acontecimento perto do garoto.
— Não mancharei essa palavra. –Confirmou a anciã fitando fortemente no diretor da escola de magia e bruxaria.
- Acredito em você, Minerva. Andei pensando sobre esses eventos, e ainda não consegui encaixar um por que adequado... .A carta diz claramente que Lily deixou outro filho no mundo, e isso vem a nossas mãos com certa complicação...
— Céus... – Suspirou a professora secando sua testa com um pequeno lenço bordado de renda. – Mas... a carta fala onde o garoto está?
- Sim. Mas o complicado é que Lily escreveu que seu segundo filho está em outra dimensão... Creio que isso seja um dos piores problemas...
- Como assim outra dimensão?? Pela barba de Merlin... A carta é real mesmo?
O homem não hesitou, e com suas longas mãos idosas, mostrou uma pequena carta de cor amarelada à professora.
- Fiz o teste, já. Foi escrito por Lily...
- Albus... – Ganiu a professora suando frio, sua mão tremula limpando repetidamente sua testa. – O que diremos ao Sr. Potter?... E o pior, como achamos o garoto?
- Precisamos do Sr. Harry... Minerva, creio que ele esteja na aula agora, sim?
— S-sim... Os alunos da Grifinória estão na aula de Herbologia; Mas chamarei imediatamente o Sr. Potter para cá. –Concluiu a idosa levantando-se afobadamente da cadeira rústica. O diretor fez sinal de concordo, enquanto a professora corria com seus apressados passinhos para a saída do escritório.
Aula de Herbologia:
À tarde de Primavera jazia sonolenta, com seus fracos raios de sol refletindo sob as inúmeras janelinhas de vidro da estufa de Herbologia. Harry suspirou lentamente, botando as grossas luvas de couro em suas mãos. Nunca fora fã de Herbologia, a aula sempre era chata e... Exótica. Seu melhor amigo Ron sentava se ao seu lado no momento, e igual a ele, percebia que o menino de cabelos ruivos também estava entediado.
- Quando a velhota vai chegar, hein Harry?
Harry focou seus olhos nos de Ron, que estavam semi-abertos. A professora Sprout sempre demorava pra chegar à sala, talvez sempre perdia o horário. O resto da sala estava praticamente barulhenta, com vários alunos batendo conversa fora e fofocando segredos inúteis. A sala cercada por janelinhas de vidro tinha um cheiro forte de terra e adubo, e sua longa mesa vertical (Que estava entupida por alunos) carregava itens como potes, pares, plantas e utensílios para jardinagem.
-Sei lá... Tomara que a megera chegue logo, essa aula é uma chatice.
- Falando em sumiço... Cadê a Mione?- Indagou Ron procurando a melhor amiga dos dois meninos, uma garota de dentes relevados e cabelos tufados de cor marrom escuro. Harry levantou uma sombrancelha, era para ela estar aqui, já que para os dois é uma nerd sem igual.
- Eu to aqui, Rony. – Suspirou uma voz familiar atrás de Harry.
- H-Hermione?? – Questionou Harry e Rony em couro, a amiga praticamente aparecera no meio do nada atrás deles.
-O que foi? Eu estava aqui faz tempo. –Sibilou a menina, cruzando os braços.
-M-Mas a gente nem viu você... Como...? Hã? – Gaguejou o ruivo olhando pra menina depois pra saída da estufa, com os olhos arregalados.
- Esquece Ron. – Bufou Hermione se ajeitando no banquinho. – A professora Sprout já deve estar vindo, melhor vocês se concentrarem.
Harry encarou Ron com os olhos arregalados, tinha algo bem errado acontecendo ou era só impressão? De repente, um som alto ecoou na estufa, fazendo todos os alunos olharem pra entrada de lá. Saindo de trás das plantas, uma baixa mulher vinha com um sorriso aberto, puxando um menino familiar em seus gordos braços. Sua face era vermelha que nem um pimentão, e vinha com uma roupa verde esmeralda de jardineira. Em seus braços, jazia Neville Longbottom, com um sorriso constrangido. Harry levantou uma sombrancelha, sabia que tinha notado que seu colega não estava na sua aula favorita.
-Desculpe o atraso, alunos! – Riu Sra. Sprout, empurrando Neville para a mesa que os grifinórios se encontravam, tropeçando. –Mas Neville tinha perco seu sapo de estimação, e é claro, como ele é um dos melhores alunos, foi um prazer ajudá-lo!
- Se ele perde aquele sapo idiota, imagina se não perde a cabeça por aí. – Sussurrou um menino loiro para dois garotos grandalhões, que riram com a resposta. Aquele menino, para Harry, era a pior coisa que existia na escola, em exceção o Professor Snape. Era Draco Malfoy, um estudante da Sonserina, que para Harry, era seu inimigo. Os dois não se deram bem dez de o começo do 1° em Hogwarts, e sua inimizade com o menino ainda pairava clara e pontiaguda.
- Cala a boca, Malfoy. –Sussurrou Harry dando um olhar penetrante para Draco, que nem percebeu.
- Então alunos! – Bufou alegremente a professora de Herbologia, ajeitando seus utensílios na mesa. – Hoje teremos uma aula sobre sementes incha-corpo, que quando moídas são ótimas pra poções coagulantes!
- Já ouvi falar delas. – Sussurrou Ron para Harry. –Fred e George já as usaram bastante, para eles essas sementes são as melhores pra atazanar as pessoas.
Harry riu, era comum os gêmeos Weasley terem um dom especial para pegadinhas e lorotas, então era de se prever que eles já usaram as sementes num de seus “planos”.
- Essas sementes, — Falou Sra. Sprout, mostrando para a classe uma semente bem grande e gorda, com a cor púrpura. –Se cultivadas formam um tipo de planta chamada Bombardus Pessonhentus, mais conhecida como Bomba de Bruxo, que talvez seja famosa entre vocês.
-Bomba de Bruxo? –Questionou Harry olhando pra Ron.
-Também são usadas em pegadinhas. –Riu Ron. –Elas emitem um fedor horrível quando são estouradas, Fred tinha uma plantação delas ano passado.
Talvez sua mãe deu um fim nelas? –Grunhiu Mione entrando na conversa.
-Quando ela descobriu, ela ficou pior que uma quimera raivosa! Ela fez questão de eliminar todas as sementes de casa.
-Com certeza eles guardaram umas. – Riu Harry.
-Mais do que certeza. –Replicou Ron.
- Talvez se já tenham notado, — Interrompeu Sra. Sprout botando suas luvas grossas em suas mãos gordas. – Mas separei várias sementes num caixote para cada casa. Cada aluno pegará uma só semente, e depois...
-Sra. Sprout! – Chamou de fora da estufa uma voz rouca e ofegante, interrompendo os alunos com curiosidade.
- Professora Minerva! Algo de errado? –Questionou Sra. Sprout virando-se a saída da estufa, onde por causa dos vidrais, podia se ver prof. McGonnagal, ocasionalmente sem fôlego. A professora, ajeitando seu chapéu pontiagudo, entrou formalmente na sala, mais não conseguira de fato esconder uma feição preocupada, com gotas de suor pingando de sua testa. Harry notara que a professora estava mais afobada do que o normal, e quando a anciã chegou no meio da estufa, grunhiu com sua voz rouca.
-Sr. Potter, quero que você venha comigo ao escritório do diretor.
Foi automático, a sala toda olhara diretamente à Harry, que engoliu a seco. Ron arregalou seus olhos para Harry, já pensando no pior; Enquanto Hermione apenas abrira a boca e fechara. Será que fez algo de errado? Todos sabiam, até Harry, que era um menino que sempre atraía encrencas e confusões, isso explicando no fato que em dois anos aqui, já causara tumulto que der e vier. Alguns pensaram no pior também, dez do começo do ano, um assassino chamado Sirius Black caçava o garoto, então tudo parecia estar ligado ao perigo desde então.
Harry levantou-se lentamente do banquinho, andando até a professora, cercado vários olhares curiosos. Quando chegou a saída da estufa, levantou seus olhos para McGonnagal, que apenas fez sinal para segui-la.
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