Separados Pela Profecia
41 39- A questão é a força?
Notas iniciais
POV Lucca
Ser apresentado a uma loba não é nada do que eu esperava. No caminho até a Lupa, a Sam explicou para mim e para o Possati quem era ela e a sua importância para o Acampamento Romano. Resumidamente, as crianças eram colocadas a prova de sobrevivência cedo, se fossem fortes o suficiente, elas entravam para a Legião, se não, viravam comida de lobo. Simples. Basicamente, ou eu e o Possati sobreviveríamos ao teste, ou viraríamos comida de lobo. Sem pressão.
Quanto mais nós nos aproximávamos do centro da floresta que eu e o Possati tínhamos acabado de sair, mais nervoso eu ficava. Qual é? Eu estava prestes a morrer ou quase morrer, calma não seria um sentimento normal.
Ainda no emaranhado da floresta um lobo apareceu, parando na frente da Sam.
—Sasha... — sua voz era respeitosa, mas eu ainda olhava incrédulo para o lobo, ou melhor, a loba em minha frente.
—Essa é a Sasha? Mas ela era um cão! — eu exclamei, enquanto a loba soltava um bufo por meio dos caninos afiados.
—A Sasha é uma loba sim, que foi encarregada de me proteger enquanto eu estivesse no mundo mortal. — a Sam me respondeu e olhou de volta para a Sasha. — Não é?
A loba apenas balançou a cabeça e eu olhei para o Possati, que entendia menos que eu nessa história.
—O cão que você levou para escola, era um LOBO? — o Possati, se alterou.
—A Sasha jamais atacaria alguém. — ela o olhou, incrédula. A Sasha passou sua cabeça na parte nua da sua perna que não estava protegida pela sua greave e nem pela sua saia, chamando a atenção dela. — O que foi? — então a Sasha levantou o pescoço, revelando um pergaminho ali. A Sam e abaixou, pegou o pergaminho e leu. — Bom, daqui pra frente, vocês vão com ela.
—Como assim sozinhos, com uma Loba? — o Possati perguntou.
—Calma cara. A Sasha é uma ótima protetora. Se querem que seguimos com ela, é porque é necessário. — argumentei.
—Exato. Agora eu vou voltar para a minha Legião, boa sorte.
Ela se afastou de nós, voltando por onde tínhamos acabado de passar. Observei a minha diamante se afastar até que ouvi o rosnado da Sasha.
—Acho que ela quer que a gente a siga. — o Possati falou, então passamos a segui-la.
A principio, achei que ela não tinha nem ideia de onde estava indo, porque o tipo de floresta começou a trocar, cada vez que entravamos mais na floresta. O tempo todo eu olhava pra cima, tentando descobrir que horas eram, mas o céu estava totalmente fora de observação graças às copas das árvores acima das nossas cabeças.
Em um determinado momento, nós paramos em um lugar onde havia vários tipos de frutas, o que julguei ser a hora do almoço, pois a Sasha se sentou e apontou a cabeça para as frutas.
—Vamos comer Lucca. Estou morrendo de fome. — o Possati falou.
Porém, eu me sentia em perigo, e quando o Possati ia pegar uma fruta verde que lembrava muito uma maçã, eu segurei a sua mão. Ele me olhou, confuso e eu continuei a olhar aquela fruta, concentrado. Algo me repelia da planta.
—Deuses! — o Possati exclamou do meu lado e eu parei de encarar a fruta para olhá-lo. — Obrigado, Lucca.
—O que? Não fiz nada...
—Claro que fez! Isso aí é venenoso! — eu o olhei confuso e ele explicou. — Isso aí é manzanillas de la muerte, o fruto daquela árvore super tóxica que o Quíron nos falou uma vez, lembra?
—Nossa!
A Sasha bufou, chamando nossa atenção, enquanto acenava a cabeça e indicava o outro lado onde uma macieira, com maçãs de verdade, não frutas tóxicas. Eu sorri pra ela, puxando o Possati para aquele lugar, nos empanturrando de frutas. Antes de ir embora o Possati se virou para a Sasha e perguntou:
—Sasha, será que podemos levar algumas para comer durante o caminho? — a loba arregalou os olhos, bufou e acenou, indicando que ele poderia pegar.
—Não se espante Sasha, esse come demais mesmo, é magro de ruim. — eu falei, com um sorriso irônico.
Enquanto ele pegava algumas maçãs, eu e a Sasha esperávamos. Quando o Possati parou de pegar maçãs para a viagem, eu percebi que estava fazendo carinho na cabeça da Sasha involuntariamente, mas se ela não gostou, nada fez para contestar, então apenas ignorei isso.
Andamos por mais horas, eu supus, comendo três maças durante a caminhada, enquanto o Possati já tinha comido o dobro. Do nada, a Sasha começou a correr na nossa frente, nos obrigando a correr também, para não a perder de vista.
Ao parar, percebi quatro coisas importantíssimas. A primeira era que não estávamos mais na floresta, e sim numa clareira. A segunda era que já era noite. A terceira foi a mansão de pedras e madeiras rústicas. E por último, a enorme loba de pelagem mesclada, que ia de marrom, a caramelo, branco e preto.
E é claro, como sempre, as coisas não terminam aí. Na minha cabeça e na Possati também eu suspeitei, uma foz feminina, forte e desafiadora emitiu as seguintes palavras.
"Eu sou Lupa, a deusa Lobo. Bem vindos à Casa do Lobo. Agora, vamos ver se vocês merecem serem chamados de romanos."
POV Sam
Eu mato a pessoa que falar que deixar os outros para trás é fácil. Deixar o Lucca e o Possati nas mãos da Sasha fez o medo e a insegurança que estavam no meu peito diminuir um pouco, mas não o suficiente para deixar a culpa de colocar dois gregos completamente despreparados irem enfrentar o teste de sobrevivência de Lupa.
Se eu achava que eles não tinham capacidade pra conseguir? Na verdade, eu tinha uma dúvida cruel se eles seriam capazes ou não. E se não fossem... Eu podia perdê-los... Meu Lucca.
Quando cheguei ao acampamento e segui para o treinamento da Quarta Coorte. Tinha que resolver logo as diferenças deles, e depois esperar a resposta da Quinta.
—Guerreiros! — chamei o grupo que lutava, observando a separação que os Centuriões haviam descrito. — Filhos de Marte façam uma fila aqui. — apontei um espaço na minha frente. Quando eles formaram uma fila eu dei dois passos para o lado e continuei. — Filhos dos Três Grandes aqui, por favor. — esperei eles se juntarem, dei mais dois passos para o lado e terminei. — Os outros aqui, por favor.
Quando todos estavam enfileirados, a Katharina e o Logan se posicionaram ao meu lado.
—O que você tem em mente? — o Logan sussurrou ao meu lado com confusão tocante na voz.
—Vai ver. — falei simplesmente. — Ótimo. Filhos de Marte, de sua fila, quem é o seu melhor guerreiro?
—Pablo, com certeza! — e ouvi muitos assovios e palmas.
—Venha até aqui na minha frente. — Um garoto alto, esguio, de cabelos pretos e olhos amendoados veio até a minha frente, de queixo erguido e com o peito estufado, que quase me fez rir, sabendo o que eu faria a seguir. — E vocês, — parei na fila dos Três Grandes. — Quem é o seu melhor guerreiro?
—Temos duas melhores, Pretora. A Gabriela e a Eduarda... — eles falaram. Duas garotas se colocaram a frente da fila, uma ao lado da outra. Uma tinha cabelos loiros e ondulados, olhos castanhos, com pele de porcelana, feições suaves e uma postura elegante, enquanto a outra tinha cabelos castanhos e olhos claros, mas indefinidos entre verde e azul. Sua pele era clara, porém não chegava aos pés da boneca de porcelana. — A Eduarda é filha de Vênus e a Gabriela...
—De Plutão, eu sei. — interrompi, olhando fascinada para a minha irmã. — O que uma filha de Vênus faz no meio dos filhos dos Três Grandes?
—Meu lugar não é junto com aqueles lá. — ela respondeu com desgosto.
Apenas assenti e falei:
—Apresentem-se.
—Eu sou a Gabriela, tenho 17 anos e me chamam de Pand. — a boneca porcelana falou.
—E eu tenho 15 anos e me chamam de Duda... — a filha de Vênus falou.
—Tudo bem. — Segui para a terceira fila. — E de vocês quem é o seu melhor guerreiro? — Começaram os murmúrios e eu me lembrei de um detalhe. — Ah! Tinha me esquecido, quem de vocês preferia estar na fila dos filhos de Marte, por favor, vão até lá. A mesma coisa para os filhos dos Três Grandes. — esperei se colocarem nas devidas filas e repeti a pergunta. — Então quem é o melhor guerreiro?
—Henri! — eles gritaram.
—Venha até aqui e se apresente, por favor. — eu pedi.
—Meu nome é Henri, tenho 16 anos e sou filho de Vulcano. — falou quando chegou a minha frente. Era um garoto grande, musculoso e de olhar fechado. Seus olhos eram castanhos e sugeriam a origem asiática já que eram puxados, sua pele morena e ele tinha cabelos lisos e castanhos.
—Ótimo, Pablo, Gabriela, Eduarda e Henri, venham até aqui com as suas armas, por favor. — pedi.
Pablo veio com um machado, com uma santa aparência letal, com lâminas duplas que não seguiam um arco corretamente em nenhum dos lados. A curva maior era seguida mais lâminas, só que menores. Henri veio com uma espada de dois gumes, grande. Seus cortes eram de ouro imperial, igual ao corte do machado de Pablo, mas o seu emitia um brilho vermelho. A Gabriela estava segurando um gládio de lâmina negra, seu punho era um osso protegido por uma tira de couro.
—Sua arma não é de ouro imperial. — eu comentei.
—Meu pai me deu um bloco de ferro estígio e eu mesma fiz meu gládio. — ela declarou séria, mas com um brilho orgulhoso nos olhos.
Logo em seguida, a Eduarda se juntou aos outros, com um arco de prata ornamentado com pedras preciosas. Nas suas costas uma aljava, também de prata, carregava flechas semelhantes ao arco com pontas de ouro imperial.
—Belas pedras, Eduarda. Onde conseguiu? — perguntei. Algo me dizia que aquelas pedras não me deixava muito confiante em relação a ela.
—Templo de Plutão. — respondeu simplesmente. Mentirosa. Aquelas pedras não eram de lá
—Os quatro melhores guerreiros da Coorte então. O que eu irei lhes dizer serve para toda a Coorte. — eu disse com a voz elevada. — Todos entraram na Legião para aprender! Aprender a lutar, a se defender, a sobreviver. Porém, algo que me chama a atenção nesta Coorte é que nenhum aprendeu até agora a respeitar seus superiores!
—Nós respeitamos nossos superiores, sim! Jamais desacatamos você ou ao Martin. — a Eduarda me interrompeu.
—Se respeitasse, não teria me interrompido. E seus superiores não são somente eu e o Martin. Katharina e Logan são seus Centuriões, merecem o seu respeito direto!
—Eles não têm capacidade! — o Pablo declarou.
—Katharina! Logan! Venham até aqui, por favor. — eu os chamei.
—Sim, Pretora? — Logan perguntou.
—Pablo, responda-me, o que você vê ao olhar para o Logan? — perguntei segurando o braço do Logan.
—Um magricela, covarde, que não sabe se defender. — ele respondeu com um sorriso superior.
—Quem o colocou na Centúria, então? Segundo o seu tom, um garoto com essas características não deveria liderar uma Coorte jamais!
—Foi você, Pretora... — ele respondeu confuso e eu senti o Logan ao meu lado recuar.
—Pois é, verdade... — me aproximei do Pablo pegando a borda do peitoral de bronze e o empurrando em direção ao chão, obrigando a se ajoelhar. Girei o pulso, transformando o anel de caveira em espada e aproximando do seu pescoço. Ele engoliu em seco. — Eu o coloquei na Centúria, por diversos motivos, entre eles por saber onde é o seu lugar, diferente de alguns, como você, que se acha melhor que os outros. — soltei seu peitoral e o empurrei. — Gabriela e Eduarda?
Elas se aproximaram de mim, ambas com o peito estufado.
—Pretora. — elas saudaram. Eu tinha gostado mais da boneca, ela me parecia mais humilde, enquanto a outra parecia se achar a rainha do mundo.
—Katharina venha até aqui. — olhei para o lado e vi o Pablo tentando levantar. — Não ouse se levantar! —ameacei, enquanto a Katharina se postou ao meu lado. — Duda, me diga, a Katharina é uma boa Centuriã?
—Não. — ela respondeu com uma voz monótona. — Ela mal sabe lutar...
Olhei para Katharina com uma sobrancelha erguida, mas ela encarava o chão.
—Mesmo? — indaguei. — Como sabe?
—Eu lutei contra ela. — respondeu orgulhosa.
—Interessante... Algo pra declarar, Pand? — perguntei.
—Eu não concordo com a Duda, Pretora. — ela disse, sorrindo. — Katharina pode sim liderar a Coorte, assim como o Logan. Eles estão aqui para nos guiar, não para nos derrotar em uma batalha. Centuriões estão ali por terem mais a oferecer para a Coorte, não por terem mais músculos, por serem mais inteligentes ou por serem melhores na luta.
—Tudo bem. — sorri e olhei para o Henri. — E você?
—Eu concordo com a Pand, Pretora. — ele respondeu e eu assenti.
Chamei a Katharina e o Logan com um aceno, esperando os dois chegarem ao meu lado.
—Então, por favor, Coorte, os que concordam com o Pablo e com a Duda venham para a direita e os que concordam com a Pand e o Henri para a esquerda. — vi a Coorte ficar com a maioria no lado do esquerdo e deixei escapar um sorriso presunçoso. — Perfeito. Os da direita, qual o motivo principal? — um "força" coletivo veio do grupo e eu bufei. — Empunhem suas armas! Agora! — minha voz era carregada de raiva.
O grupo rapidamente empunhou suas armas. A maioria deles eram filhos dos Três Grandes, havia uns cinco filhos de Marte, o restante só perguntando. Arcos, lanças, espadas, gládios, pilos, machados e entre outras armas foram empunhadas.
—Juntem-se em pares, alguém perfeito para lutar ao seu lado. — eu continuei. Logo eram em torno de dez pares. — Separem-se em uma distância segura de cada dupla. Agora virem-se de frente para a sua dupla. — estavam confusos, mas fizeram o que eu mandei. — A força, segundo vocês é mais importante que a sabedoria de liderar que nasce ou é adquirida com o tempo. Lutem! — me encararam confusos e eu abri um sorriso maquiavélico. — Agora! — gritei.
—Pretora, tem certeza que é uma boa ideia? — a Katharina perguntou baixo quando eles começaram a lutar hesitantes.
—Sim, ainda não terminei. — respondi no mesmo tom, mas me direcionei ao grupo que lutava com a voz mais alta, praticamente gritando, por culpa do tilintar de ouro imperial. — Vocês estão lutando ou brincando de bonecas?!
Eles melhoraram suas lutas, enquanto eu observava os magníficos guerreiros que eu tinha, mas que precisavam melhorar as suas ideias. Eles ficaram por pelo menos uma hora lutando, sem pausas. Às vezes um ou outro ia para o chão, mas dali ele levantava rapidamente ou usava ele a seu favor.
Eduarda lutava contra um garoto muito maior que ela, mas sabia usar a altura ao seu favor. Não a vi tirar uma flecha sequer da sua aljava, mas seu arco foi direcionado em minha visão que eu cheguei a constatar que o final de cada curva era completado por muitas lâminas pequenas. Seu oponente era armado com duas espadas. Muitas vezes ele juntava as duas por um encaixe no punho da espada, formando uma naginata de duas lâminas muito assustadoras, mas que era interceptada pelo arco. O Pablo lutava com um guerreiro com o mesmo porte que o seu, mas que usava uma espada dourada simples, porém grossa.
—Parem! — eu gritei quando eu vi o Pablo com a lâmina do oponente perigosamente próxima do seu pescoço e suor escorria da sua testa. Alguns tinham cortes, mas nada muito grave. — Ótimo, vocês lutam bem.
Com o anel de cachorro na mão, movimentei ele, esperando ele se transformar em um chicote. Agitei ele no ar e arranquei três espadas, agitei novamente e mais nove gládios cairam em baque no chão. Eles fizeram movimentos para recuperá-los, mas mas eu chicotiei o ar em suas frentes os fazendo se afastar.
Fui me aproximando de cada um deles que se posicionavam rápidamente em defesa para evitar que fossem desarmados, mas com movimentos rápidos eu conseguia desarmá-los. Deixei a Bela e o Pablo por último. Ao chegar na frente do Pablo, encarei a sua altura. Tranformei o chicote em anel novamente, mas tranformei a minha espada e empunhei.
—Vamos lá, Pablo. Vai lutar? — perguntei pra ele, mas ele sorriu superior.
—Sério? Eu sou um filho de Marte! Só perdi uma luta para o Martin, acha mesmo que consegue me desarmar? — ele respondeu, e enquanto ele falava eu prendi a lâmina da espada na curva do machado e o prendi no chão.
—Deuses! Deixe de ser orgulhoso, garoto! — retruquei chutando a sua mão o fazendo soltar o machado e segurar o pulso com uma expressão de dor.
Andei até a Bela e a deixei se preparar com o arco. Guardei a espada assim que ela voltou a ser um anel, transformando o meu arco e a minha aljava.
—Então você também tem um arco? — a Eduarda desdenhou.
—Sim, um arco. Gostou? — perguntei sarcástica.
—Assim que eu te desarmar ele vai para a minha coleção. — ela afirmou, olhando com ganancia para o meu arco, enquanto a raiva fervia dentro de mim.
Ela começou a atacar e eu só me defendia, observando seus movimentos. Chegou um momento em que eu consegui captar a sua sequencia e já revidava. Ela girava muito, mas deixava constantemente a suas costas desprotegidas nesse movimento.
Após um tempo de luta, ela deu mais um giro e eu a empurrei no chão com o arco, a segurando com o pé e preparando a flecha. Ela tinha caído de costas. Soltei a flecha e senti tensionar embaixo dos meus pés quando a flecha levou um pedaço de pele da sua orelha.
—Pode ficar com o seu arco. — debochei. Fiquei ao lado do Logan e da Katharina e comecei a gritar. — Se vocês são tão fortes, por quê vocês caíram aos meus pés?
—Você é a Pretora! — um garoto gritou.
—E ela designou duas pessoas competentes para guiar vocês! — escutei o Martin gritar e me virei. O Martin entrou com a mão no punho da espada que estava em sua bainha e a outra agitava ao seu lado. — São duas opções. A primeira é respeitá-los e seguir sempre prosperando, ganhar força e se superar. A outra é não aceitá-los, saírem da Legião e virarem comida de lobos. — ele pontuou.
—A escolha é totalmente de vocês. — eu complementei, ignorando as expressões perplexas e assustadas. — Tem até amanhã. — me virei e saí, o Martin vindo atrás de mim.
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