Notas iniciais
Sei que demorei e peço que me perdoem, mesmo já tendo avisado vocês. Entendam que final de ano é complicado pra quem estuda.

Bem, a ida até o Acampamento Júpiter com os lobos foi uma coisa simples. Corríamos, parávamos para descansar e voltávamos a correr, depois parávamos, comíamos e dormíamos. Demoramos mais ou menos uns três dias assim.

Quando entramos no túnel, senti a essência da minha alma romana pulando de alegria. “Finalmente em casa” pensei. Estava finalmente em casa. Ao atravessar o pequeno Rio Tibre, me lembrei de algumas coisas legais daqui.

Os treinos sem pausar que tinha com Reyna e com Jason. Os pretores. Deuses, que saudades deles!

Ignorando todos os movimentos em cima da muralha em volta. Primeiro eles levantaram as armas para mim. Depois viram os lobos e ficaram espantados. Em seguida eu consegui fazer com que todas as armas permanecessem fixas ao chão.

Entrei calmamente no Acampamento, na minha casa. Andando diretamente para a Colina dos Templos.

Os lobos tinham seguido seu caminho, afinal, já tinham me deslocado em segurança. Apenas a Sasha continuava ao meu lado. Em sua forma de lobo ela alcançava na minha cintura, enquanto que, como cão, atingia o meu joelho, o que considerando a minha altura a tornava um cão grande e um lobo enorme. Seguindo até a Colina dos Templos, muitos paravam para me olhar.

No caminho para cá, havia trocado a camisa grega por uma camisa preta. Eu não era nem doida de entrar com a camisa grega dentro de território romano. Porém, mesmo assim, chamava atenção por onde passava. Até mesmo os Lares me olhavam assustados. Escutei até um dizer “Ela não estava morta?”.

Já na Colina dos Templos, me dirigi diretamente ao templo do meu pai. Entrei me ajoelhei e agradeci silenciosamente a ele e a Lupa pela escolta até meu verdadeiro lar. Eu não poderia ficar no acampamento grego, o treinamento de lá não seria o suficiente para o que eu enfrentaria, não era o suficientemente forte.

Sai do templo e entrei no templo de Júpiter, para agradecer por me deixar entrar no solo romano depois de sair no território grego. Sei que minha entrada aqui foi graças a ele, meu pai, meu avó, Sasha e Lupa. Falando em avô, era vez de encontrar o templo dele, o que não era difícil já que era o maior de todos ali na Colina, sendo avistado de longe.

Entrei no templo e não me surpreendi ao encontrar um homem enorme de forte, vestido em uniforme de exército, cheio de cicatrizes, novas e velhas, e com o cabelo curto. O que me surpreendeu foi a ausência de armas com aquele homem.

–Marte. – saudei-o e me ajoelhei. Marte sorriu.

–Levante-se, pequena cria da riqueza. – ele disse com aquela voz forte que já ouvira muitas vezes em meus sonhos. – Como foi a viajem?

–Tranquila senhor. – respondi.

–Então, minha neta, você voltou ao seu lar. Eu tenho alguns avisos para lhe fazer. – sem esperar alguma resposta, continuou a falar. – Um: algumas coisas mudaram por aqui. Dois: você perdeu muitos amigos por aqui, então pode começar a ligar a parede de pedra aí dentro. Três: seu amor grego não deve ser mencionado em momento algum, em hipótese alguma. Diante de Aurum e Argentium, nenhuma omissão relacionada a esse assunto será detectada. Quatro: prepare-se, essa noite você assumirá uma nova responsabilidade assim como o seu dia te trará múltiplas dores e problemas.

E com essas palavras ele desapareceu, sem mais nem menos.

Notas finais
Aqui tem um capítulo novinho e espero que gostem! Se estiver bom, comentem. Se estiver uma bosta comentem mesmo assim, é motivante e ajuda a melhorar.