— Quando vai pagar o que me deve? Espero que não esteja achando que gosto de te ver voltando atrás.

Disse a garota, com uma expressão serena no rosto. Ali era assim. A calma de alguém que não tem nada a perder inundava o local, tirando um certo sentimento de culpa.

— E o que eu lhe devo?

Perguntou o garoto, temendo a resposta.

— A vida, seu covarde. Se não pretende pagar, tire a de outros. Acha justo tomar apenas de mim?

Depois disso, apenas silêncio, devolvendo o turno da garota.

— Espero que tenha esse raciocínio na cabeça. Vista-o. Como um chapéu.