Sentimentos Ocultos

15 Capítulo 14 - Desespero...


Notas iniciais
Olá pessoal! Mais um capitulozinho acabado de sair do forno!Demorei um pouco em postar porque fiquei triste ao ver que só tinha 2 comentarios no cap anterior e a fabrica dos capitulos fechou para greve >.< kkkkSem mais demoras, espero que gostem! Comentem onegaiiiii :3

______NA MENTE DE SOUL_____

Soul (sussurrando): Maka, lamento … parece que não vou chegar a tempo do jantar… – disse enquanto pousava uma das minhas mãos sobre os meus ferimentos.

XX (sorrindo): Que tal se eu te der uma pequena ajudinha… em honra dos bons velhos tempos, parceiro?

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Mostraram-me céu… para logo em seguida me atirar para o inferno.

Hontoni, a vida é mesmo irónica!

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Narrador: Maka

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Vocabulário:

Shokunin — usuário/ a

Baka — idiota/ parvo

Hai — Sim/ OK

Dõmo Arigatou (Domo) — Muito obrigado/a

Kami- Meu Deus/ Deus

Anno – Bem...

Mochi mochi – Estou sim... (maneira de atender o telefone)

Hontoni/ Honton: É verdade/ De verdade.

Gambare – Esforça-te

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______UMAS HORAS ANTES______

Observei o Soul acenar para mim, ainda de costas e sair do nosso apartamento.

Caminhei para o meu quarto, fechei a porta e deixei o meu corpo deslizar sobre a porta até ficar completamente sentada no chão.

Maka (murmurando): Soul… onegaii volta rápido!

Tentei convencer-me a mim mesma de que tudo ia correr bem e que daí a pouco tempo ele estaria de volta, sorrindo, com aquele sorriso de vitória, com aquela atitude arrogante, com aquele fogo sútil e tranquilizante nos seus olhos.

Ele estaria bem sem mim, não é verdade? Afinal… eu estou a falar do Soul!

O Soul que me protegeu, mais vezes do que eu gostaria, e conseguiu escapar com vida.

O Soul que deu o seu máximo em todos os treinos para concretizar o seu desejo de se tornar Death Scythe.

O Soul que sempre me inspirou confiança!

Tentei libertar-me dessa tortura mental e pousei a cabeça sobre os meus braços, que estavam apoiados sobre as pernas.

Depois de 5 minutos sem me mexer um milímetro levantei-me e peguei numa moldura que tinha na minha secretária, que continha uma fotografia tirada à 1 ano atrás, sim, lá estávamos nós!

Eu apoiava-me nos ombros de Soul, atrás dele, mostrando um sorriso aberto. Enquanto isso, o meu parceiro tinha as suas mãos nos bolsos na típica pose de monotonia e olhava para mim pelo canto do olho, com um pequeno sorriso de lado.

Apertei a moldura contra o meu peito e suspirei de leve, enquanto me deitava na minha cama ainda segurando a moldura.

Maka (murmurando): Gambate Soul!

_____VOLTANDO Á HORA ATUAL_____

::::::::::NA MENTE DE SOUL:::::::::::

XX: Então… o que me dizes Soul?

Soul (petrificado): Como é que…? Porquê??

XX: Assim até me feres os sentimentos! – disse com um sorrisinho irónico- Não estás feliz por me voltar a ver?

Soul: Como é que tu…? Mas eu...?

XX: Podes ter conseguido livrar-te da loucura por um tempo ao “aceitar-me” mas ao me devolveres ao teu corpo só conseguiste fazer com que fosse mais fácil chegar a ti e à tua alma!

Soul: …

Diabinho: Em outras palavras, ao absorver-me, embora consigas selar essa loucura praticamente todo-o-tempo tornaste mais fácil para a loucura de te possuir quando estás em situações de desespero e não consegues mais manter essa “falsa calma” de sempre!

Soul (gemi): Grr...Maldição! – remoí entre dentes ao sentir uma forte dor no abdómen.

Diabinho: Se fosse a ti prestava mais atenção ao que se passa fora da tua alma, não podes simplesmente por a batalha em "Pause" e continuar depois de ir buscar petiscos – deu uma pequena risada.

Soul: Mas afinal o que se passa com a Ressonância de Almas??

Diabinho (revirando os olhos): Baka! Ainda não percebeste?

Soul (gritando): AHH! – recebi um novo impacto desta vez mesmo em cheio no meu braço direito.

:::::::NA BATALHA:::::::::

O Kishin e o Shinigami-sama moviam-se de novo na dança mortal de antes, mas desta vez era Shinigami quem estava com problemas em conseguir escapar ileso.

Shinigami (concentrado): Soul-kun?

Soul (com voz fraca): E-eu estou b-bem!

Shinigami (sério): Esta batalha… vai ser mais difícil do que as anteriores!

Kishin: Muahhh, será que consigo sentir uma pontinha de medo vinda do poderoso Shinigami-sama? Não acha que apenas se está a humilhar ao mostrar que partilha esses mesmos sentimentos idiotas de que transbordam os corações humanos?!

O kishin elevou-se no ar e começou a disparar pequenas lanças contaminadas com a sua insanidade na nossa direção. Shinigami-sama não demorou um segundo a elevar-me acima da sua cabeça e rodopiar-me gerando um escudo que repeliu aquelas lanças com as minhas lâminas.

Estava a ficar cada vez mais difícil superar aquela loucura que fazia o sangue negro contaminar todo o meu corpo e alma.

::::::::::NA MENTE DE SOUL::::::::::

O Diabinho sorriu e estalou os dedos ao ritmo daquele horrível jazz que soava no gira discos.

Já fazia algum tempo desde que eu me encontrava naquela sala.

Eu estava confuso com tudo aquilo, e não era pouco!

Soul: …

Diabinho (ainda sorrindo): Porque não aceitas a ajuda de um velho amigo?

Soul (pensa): “Maka: Onegaii, não faças nada desnecessário.”

Diabinho: Então Soul?

Soul (sorri): Põe-te de joelhos e pede com jeitinho que talvez eu pense em reconsiderar essa proposta.

Diabinho (provocando): Por quanto mais tempo vais resistir e manter essa fachada de “senhor calmo e auto-confiante”? Não será arrogância a mais dado a situação?

Soul (sorrindo mais abertamente): Tu continuas a falar mas tudo o que eu ouço é “Bla, bla, bla, junta-te a mim e perde a tua alma, bla, bla, bla!”

Aquela sombria parte de mim, aquele diabinho, caminhou calmamente na minha direção crescendo mais e mais até ficar da minha altura.

Diabinho: Será que queres mesmo esperar para ver quem ganhará esta batalha? Ambos sabemos que a única maneira de saíres daqui com vida é aceitares o sangue negro mais uma vez.

Soul (irónico): Desiste meu, eu não vou fazer mais parte dos teus joguinhos, por isso o melhor é colocares um lacinho na cabeça e ires oferecer-te de prenda de natal a outra infeliz criancinha!

Diabinho: Queres mesmo que tudo termine assim? Queres mesmo partir para outro mundo com esse segredinho ainda fechado bem aqui? – disse enquanto pressionava o meu peito com o seu indicador.

Soul (sem reação): …

Diabinho: Queres mesmo morrer com esse peso na consciência? Queres mesmo partir desta maneira tão pouco, hum…fixe? Hahaha! — riu de forma maléfica.

Soul (murmurando): Eu não vou ceder, eu prometi que...

Diabinho (interrompendo): Já é bastante tarde, a Maka com certeza ficou chateada por não chegares a tempo do jantar, certo? Diz-me… Como achas que ela se sentirá se tu não regressares nunca? Pensei que os homens fixes cumpriam as promessas que faziam à sua parcei…. Não! As promessas que faziam à sua amada! – disse pressionando o seu indicador com mais força.

Soul (gritando): Eu não vou desistir!!!! – disse enquanto o empurrava e afastava de mim – Posso ter faltado a essa promessa… eu reconheço-o mas… mas …. Eu prometi à Maka que não a ia abandonar e… EU NÃO TENCIONO VOLTAR ATRÁS COM A MINHA PALAVRA!!!

Diabinho: …

Soul (gritando): AHHH! — Senti um forte impacto nas costas e caí de joelhos no solo. Aquela batalha estava a começar a acabar com todo o auto-controlo que eu possuía. Sentia como me afundava cada vez mais nessa loucura.

Diabinho (rindo): Estás mesmo decidido, hein? – disse enquanto se sentava na cadeira junto do gira discos e escutava a musica — Isto vai ser interessante!

_______COM MAKA_________

Abri um pouco os meus olhos, por quanto tempo tinha dormido?

TOC TOC TOC

Blair (ronronando): Maka-chan! — disse enquanto batia à porta do meu quarto.

Levantei-me ainda um pouco atordoada, pousei a moldura no seu lugar e abri a porta, fechando-a atrás de mim de seguida.

Maka: Hai Blair?

Blair (choramingando): A Blair tem fome! Não podes fazer o jantar onegaii?

Observei o relógio do forno instantaneamente e os números 22h00 ficaram dolorosamente gravados na minha mente.

A minha respiração foi cortada no momento.

Blair (suplicante): Maka-channnnnn! – disse enquanto fazia beicinho.

Maka (num tom baixo): Tem marmitas no frigorífico apenas basta aquecê-las eu … vou esperar pelo Soul para jantar então…

Não terminei a frase... Comecei a caminhar até à sala e sentei-me no sofá observando nada mais que o relógio de parede, observando os segundos, contando os minutos, sofrendo pelas horas que passavam.

A minha vista começou a ficar turva com pequenas gotinhas de àgua que ameaçavam cair e a minha alma desesperada sem saber o que fazer!

Maka (pensa): “Soul…. Tu… tu prometeste!”

Notas finais
Espero que tenham gostado!Não se esqueçam de deixar os vossos reviwes porque uma escritora feliz é uma escritora inspirada :P muahhhhBeijos :3