Sentimentos E Batalhas
5 A força da Titânia e a dor de Erza
Notas iniciais
Erza já estava indo em direção a Ogami pronta para atacá-lo, ele por sua vez já fazia uma posição com as mãos preparando sua magia contra ela, mas antes que ele pudesse acertá-la, ela o golpeou acertando o ombro de Ogami
Antes que ele pudesse se recuperar, Erza socou seu estomago duas vezes fazendo cair ao chão e quando ela se aproximou, ele inseriu um chute no joelho dela, e logo em seguida ele usou sua magia fazendo pedaços de terra saírem do chão e irem em direção a Erza, ela então colocou seus braços em frente ao rosto para protege-la e segundos depois todos aqueles pedaços caíram no chão, congelados.
- Gray! O que está fazendo? Porque está se metendo? Erza perguntou
- Estou protegendo um membro da família! Ele respondeu com um sorriso no rosto
Aquela frase fez o coração dela doer, fez ela se lembrar do que Lucy havia feito, espera aí, Lucy! Era por Lucy que ela estava lutando, ela não podia errar, não ali.
- Obrigada Gray! Ela respondeu com uma expressão triste
- Se precisar eu vou estar bem aqui.
- Vocês sempre estiveram!
- Titânia, erga logo suas espadas! Ogami disse num tom de deboche
- Não quero sujar as lâminas das minhas espadas com seu sangue imundo! Afinal, elas não merecem tal castigo.
- Reequipar, armadura samurai
Erza seguiu em direção a Ogami e ele fazia surgir pequenas montanhas do chão para acertar seus pés e na ultima pequena montanha que ele fez surgir, ela deu um salto e acertou um chute no maxilar de Ogami fazendo cair meio inconsciente e assim ela inseriu socos no rosto dele fazendo-o desmaiar enfim.
- Erza, você está bem?
- Sim, o meu joelho ainda dói um pouco mas nada para se preocupar!
Minutos depois que Erza se recuperava do cansaço, uma voz chamou a atenção dos dois
- Erza, Gray tudo bem? Happy perguntou vindo em direção aos dois acompanhado pelo rei
- Happy, onde você estava?
- Com o rei, Natsu pediu para que eu ficasse com ele.Nós observamos a luta daquela janela. Happy disse apontando para uma janela no alto do castelo.
- Bom, missão cumprida! Erza disse olhando em direção ao rei. -Nos desculpe pelo jardim, ele ficou um pouco destruído, se quiser pode descontar da nossa recompensa!
- Não, está tudo bem! Vocês salvaram meu reino e minha família! O rei disse sorrindo
- Erza, vamos ao hospital? Lucy precisa da gente! Gray disse num tom triste
- Vamos sim
- Eu vou mandar trazer a recompensa de vocês e eu já mandei avisar o conselho sobre esses bandidos, eles já devem estar chegando aqui.
- Obrigada rei Harume! Eu vou deixar uma carta para o conselho resumindo o plano deles. Erza se levantou ainda sentindo dor em seu joelho e Gray apoiou o braço dela sobre seus ombros.
Eles então entraram no castelo para pegar suas coisas e seguirem até o hospital; Erza escrevia a carta para o conselho e o rei mandava guardas para amarrarem e vigiarem os magos caídos em seu jardim.
- A carta está pronta.
- Então podemos ir
- Aqui está a recompensa de vocês! Aí tem 420.000
- Mas, tem mais do que foi combinado! Erza respondeu surpresa
- Happy me disse que pegaram essa missão para ajudar no aluguel de sua amiga, e do jeito que ela se feriu, ela não poderá pegar outras missões por um bom tempo. Vocês lutam por seus amigos e isso é muito bonito, fico feliz em saber que pessoas como vocês, cruzaram o meu caminho, eu só quero pedir duas coisas pra vocês, posso?
- Claro, eles assentiram
- Nunca abandonem seus amigos, continuem assim como vocês são e nada de mal acontecerá com seus amigos, meu pai morreu lutando por esse povo e eu tenho orgulho dele, e eu tenho certeza que sua amiga ficará bem. A segunda é que com os 20.000 comprem peixes para o Happy, ele foi um ótimo guarda!
- Ele goxxxta de mim! Happy disse sorrindo e com uma cara de que já estava pensando em seus peixes
- Pode deixar nós faremos isso assim que chegarmos em Magnólia! Erza respondeu
- Façam uma boa viajem!
- Obrigada
- Rei Harume, pode me dizer a localização dos hospitais mais próximos daqui? Precisamos achar a Lucy e o Natsu.
- Para a sorte de vocês nessa região só temos um hospital, vou mandar trazerem a carruagem para levá-los até lá
- Não queremos dar mais trabalho. Gray respondeu
- Não é trabalho nenhum! O hospital é um pouco distante daqui e você está com o braço ferido e ela com o joelho, sua amiga precisa de vocês então quanto mais rápido chegarem, melhor será para ela.
- Mais uma vez, obrigada! Erza respondeu
Eles então entraram na carruagem e seguiram para o hospital.
- Espere por nós Lucy, nós estamos indo!
No hospital
Natsu andava de um lado para o outro com os punhos fechados e com uma expressão preocupada em seu rosto, já tinha se passado mais ou menos uma hora em que ela estava naquele quarto e ele ali sem nenhuma notícia, foi então que uma enfermeira saiu daquele maldito quarto silencioso.
- Por favor, como Lucy está?
- Você é o marido dela?
Ele sentiu suas bochechas corarem.
- Não, sou só um amigo dela!
- Me desculpe, é que o jeito como o senhor olhava para ela me fez pensar...
- Tudo bem, mas como ela está?
A enfermeira abaixou a cabeça mas Natsu pôde ver a tristeza no olhar dela
- O buraco na barriga dela é bem profundo, sem contar na quantidade de sangue que ela perdeu, os médicos estão fazendo de tudo mas...ela...pode... morrer a qualquer momento!
O sangue sumiu da face de Natsu ao ouvir aquela palavra: morrer! Não, não a Lucy, não a sua companheira, ele precisava dela. Igneel já havia ido embora e agora Lucy o deixaria... só que para sempre
- Me...me desculpe por te dar essa notícia! A enfermeira disse saindo dali e o deixando sozinho.
Natsu estava imóvel, sem reação e uma lágrima descia seu rosto quando ele ouviu uma voz o chamar.
- Natsu! Como a Lucy es... Erza não terminou a sua pergunta quando viu a lágrima que escorria no rosto de seu companheiro.
- Ela...ela..ela vai morrer Erza! Natsu disse caindo de joelhos. — A minha Lucy vai me deixar!
Happy voou em direção ao seu dono o abraçando com os olhos cheios de lágrimas, Gray socava a parede sentindo uma dor parecida com a dor que ele sentiu ao perder Ur e Erza estala lá, parada sentindo as lágrimas descerem sem parar.
- A culpa é minha! Erza disse em meio aos soluços. — A CULPA É MINHA!
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