Sentimentos

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Boa leitura.

Eles eram tão diferentes que…

Não! Eles eram parecidos, eram apenas distantes, isso sim. E mal sabiam da existência do outro, ou sequer ouviram falar que o outro existia em algum plano ou se existia mesmo algum plano no qual eles existissem.

Ela jazia um dia colorida, quando em seu início. Agora, coitada, estava cinza, estava velha demais para todo aquele alvoroço que um dia foi a sua chegada. Mas isso não eram motivos para seu abalo. Já havia sido feliz no passado e ainda era no presente, só não tinha mais aquela força de sua juventude que um dia teve.

Ele estava coloridíssimo, tinha até disposição e postura. Mas estava morto por dentro. Não tinha tantos motivos para sorrir, e os que tinha logo eram substituídos por algum choro ou raiva. Na certa, a morte já vivia ali dentro; dentro daquele corpo que transparecia apenas candura.

Só se sabia que por onde eles passavam, tudo mudava. A perspectiva, os pensamentos, as atitudes e comportamentos. Absolutamente tudo. Era como se tudo virasse de ponta-cabeça. A única diferença era sobre quem fazia essa diferença, mas nem importava mais quem ou o quê fazia tamanha bagunça.

Às vezes eles até se batiam, se chocavam, mas nenhum dos dois era suficiente para enxergar o outro. E quanto mais se batiam, mais se maltratavam. E quanto mais se feriam, mais queriam se ferir – sim, a si mesmos. E aí, cada um, fazia tanto mal para o outro quanto para eles próprios.

Notas finais
Alguma interpretação? Se sim, solta o verbo!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!