De tempos em tempos, uma a cada mil crianças nascem com uma aura milagrosa e muito poderosa, uma aura que muitos pastores e padres chamam de “benção divina”. Essa “benção” ainda não foram todas classificadas. As mais conhecidas dentre elas são “Benção de ferro”, “Benção da sombra”, “Benção de fogo” e dentre elas a mais poderosa, a “Benção do Demônio”.

Mas muitas pessoas acreditaram durante muito tempo nesses poderosos guerreiros, como forma de se proteger de todo mal.

Essa é a história que muitas pessoas conhecem, mas ninguém nunca viu nenhum desses guerreiros, por isso, muitas pessoas perderam sua fé neles.

Escola Magellan – 1998 Shikamusa

Um pequeno garoto de cabelo curto, muito tímido e com um terrível problema no nariz, que faz assim muitas pessoas sentirem nojo de tal garoto, estudava com seus colegas para a prova que se iniciaria as 14:00hs daquele mesmo dia. Concentrados nos seus estudos os garotos começam a conversar normalmente

- Oh! Vocês viram a nova classe de guerreiro que apareceu no Age of Darkness?

- Não, qual?

- classificação Mage, Giorion! Ele é muito forte, acho que não há classe mais forte do que aquela!

- Uau! Eu vou entrar no Age of Darkness hoje à tarde, você vai estar on?

- Ah! Não sei, se nós sairmos cedo daqui, talvez. Eu tenho que ajudar minha mãe a fazer compras, já que ela ta doente – diz ele com um grande sorriso em seu rosto.

Logo começam a perceber que suas visões começaram a ficar embaçadas.

Um dos colegas sente um leve puxão na sua perna esquerda, mas não da muita importância, talvez fosse uma brincadeira dos valentões da escola. Geralmente os valentões da escola atormentavam os nerds, mas eles não faziam nada violento, apenas zombavam por isso este garoto não levou muito a sério.

Pouco tempo depois todos começam a sentir um grande calafrio.

- Nossa! O que é isso?

- Vamos sair daqui? Eu estou com um mau pressentimento sobre isso. Não sei por que, estou começando a ficar com muito medo de ficar aqui.

-Ah! Vocês não querem parar de estudar só por que sentiram um calafriozinho, né? Seus medrosos!

- Bom... Não é bem assim. Eu estou sentindo que algo bem ruim esta para acontecer, você também não sente isso?

- Ah! Eu estou sentindo, mas não é pra tan...

O garoto é interrompido. Ele faz uma expressão de espanto e entra em estado de choque.

Os outros garotos começam a ficar com muito medo com o olhar que o garoto fez.

- Oh! Héblinger, o que aconteceu? Por que você esta assim?

- Eai, cara! Você ta começando a me assustar com essa cara, ai.

Ele não consegue abrir a boca de tão assustado que ele fica.

- O... Olha... P-Pra... Trás.

Todos começam a ficar receosos, e não conseguem se mexer, pois começam a sentir algo muito medonho atrás deles, o medo é tanto que eles giram suas cabeças para ver o porquê o garoto esta tão espantado.

Eis que se deparam com algo muito mais assustador do que eles imaginaram, muitos dos outros garotos começam a correr, mas um deles fica.

- Eu... Tenho que me conter... Isso não é real, não pode ser real! – diz ele com uma cara de assustado – não é possível... N-Não é possível...

Ele fica muito atormentado, e penso consigo mesmo.

- Se os valentões da escola viessem me bater, eu até deixaria, mas... Isso não!

Então ele solta um grito desesperado.

- POR QUE ISSO ESTA ACONTECENDO COMIGO!

Um Enorme espelho com traços antigos, e nele refletindo a imagem de uma enorme estatua de gárgula. Mas... Perto deles não havia nenhuma estatua de gárgula, muito menos sabiam se aquele espelho já estava lá quando eles haviam aparecido.

- Como isso veio parar aqui? Como?

A gárgula de dentro do espelho começa a bater suas asas, e soltar um som estranho como se fosse uma espécie de grito.

- Éhrrr Éhrrrr!

De repente a tal gárgula tenta sair do espelho. Quando o garoto percebe que o espelho começa a rachar com as tentativas da gárgula de sair dele, ele corre desesperado para se esconder.

Correndo desesperadamente ele tenta ver se alguma das portas do corredor da escola esta aberta para ele entrar e se esconder da terrível gárgula. Enquanto ele esta correndo desesperado pra achar algum lugar pra se esconder, seus amigos que o deixaram pra trás estão escondidos e esperando ele chegar, eles começam a ficar preocupados com o amigo deles, pois eles o deixaram pra trás ao invés de tentar leva-lo junto.

- Onde esta o Héblinger? Ele estava junto com a gente, onde ele esta?

- Não sei!

- Será que aquele monstro o engoliu?

Eles começam a imaginar o garoto sendo comido pela gárgula.

- Não. Não vamos imaginar isso dele, vamos procura-lo.

- O que? Você pirou? Eu não vou ir lá, muito menos se for pra salvar o Héblinger.

- O que? Ele faria o mesmo por você – e faz uma expressão séria.

- Não! Com certeza ele não faria.

- Lembra daquela vez que ele te salvou daquele grupo de moleques? Ele arriscou a vida fazendo aquilo, ele ficou todo machucado. Agora você vem me falar isso?

Ele segura a blusa do moleque, e fica alterado e indignado com o que ele acabou de dizer.

- Você tem coragem de dizer isso na minha frente? Seu traidor, jamais olhe na minha cara de novo, esta bem?

Ele chama seus outros colegas de classe e parti para buscar o seu amigo. Enquanto o outro garoto corre para sair da escola são e salvo

- Aqueles otários, é melhor que morram tentando salvar o Héblinger.

Quando eles chegam ao corredor principal da escola, se deparam com uma cena que jamais sairá de suas mentes tão fáceis.

Eles enxergam a escola inteira em pedaços, a escola que eles conheciam agora tinha virado um monte de escombros e sangue. Vários corpos de alunos espalhados pelo corredor e alguns dependurados por suas vísceras nos escombros da escola.

Então eles olham para o lado e vê seu amigo debaixo de uma parede demolida, mas vivo.

- Héblinger?

- Me ajudem! Ele vai voltar... Aquele monstro vai voltar.

- Nós sabemos. Vamos sair daqui, se nós ficarmos juntos ele não vai nos atacar.

Héblinger fica aliviado quando ouve isso do seu amigo Rusan.

Rusan faz uma expressão de que tudo vai ficar bem, e seus amigos atrás dão apoio a ele, para o garoto não ficar assustado. Mas na verdade, eles sabiam que nada iria ficar bem. Eles sabiam que cedo ou tarde naquela escola eles iriam morrer, todos perderam suas esperanças de viver depois de ver aquela cena da escola.

Vendo de cima a escola, parecia que alguém tinha cortado ao meio. Os helicópteros da cidade tentavam dar apoio aos alunos sobreviventes daquela tragédia, mas aquele monstro não os deixava em paz, ninguém que estava ali perto conseguia escapar daquele monstro.

Sabendo que um helicóptero da policia, estava dando apoio aos sobreviventes, os garotos correram até o terraço de sua escola para conseguir escapar daquele cenário de terror e morte. Quando eles viram o helicóptero chegar perto da escola eles começaram a gritar para ele.

- Eiii! Estamos aqui!

- Oh! Por favor, nos ajude!

O piloto do helicóptero sobrevoa a região onde os garotos estão.

- Avistei 4 garotos no terraço da escola, irei resgata-los.

O piloto fala com eles pelo megafone acoplado no helicóptero.

- Fiquem calmos, iremos resgata-los.

Os Quatro garotos ficam aliviados ouvindo isso, as esperanças deles voltaram depois do que o piloto falou.

- Que bom!

- Ufa! Acho que a primeira pessoa que vou ver quando sair desse lugar vai ser minha querida mãe. Eu quero muito ver ela.

- Eu também!

Eles começam a ver uma coisa voando bem de longe. Quando começam a se aproximar eles percebem duas asas nas costas e ouvem um grito bem semelhante ao da gárgula.

- O que é aquilo?

- Não me diga que...

- Não! Por favor, não... EU QUERO IR PRA CASA!

O piloto do helicóptero começa a perceber que os garotos estão apontando pra algum lugar e entrando em desespero, então ele vira o helicóptero pra ver o que era.

- Mais que diabos é isso? É uma estatua? Esta vindo na minha direção...

A gárgula se aproxima demais e atravessa o helicóptero, causando uma explosão.

Os garotos não acreditam no que estão vendo e se ajoelham surpresos, pois a partir daquele momento suas esperanças acabaram de se esvair por suas mãos, como grãos de areia.

Ver o helicóptero que iria resgata-los cair no chão em chamas foi um choque tremendo para aqueles garotos.

O monstro pousa logo na frente dos quatro garotos, os três menos o Héblinger saem correndo para tentar salvar suas vidas. Mas, Héblinger sabe que não adianta correr, as mortes de todos já estão traçadas por esse monstro.

A gárgula avança em direção ao Héblinger, com suas garras afiadas para mata-lo.

Ele sabe que não adianta nada ele se esconder ou correr, ele iria morrer de qualquer jeito. Ajoelhado ele abaixa sua cabeça e se contenta com sua morte.

De cabeça baixa ele ouve um barulho estranho, e vagarosamente levanta sua cabeça para ver oque havia acontecido.

- Desculpa a demora garoto, mas essa cidade esta cheia de monstros, eu não pude chegar aqui mais rápido, você esta machucado?

O garoto fica espantado com o que acaba de ver. Um cara encapuzado com uma espécie de manta rasgada até os pés, segurando uma espada pequena com um formato retangular com uma mão na lamina para segurar as garras do monstro.

- O Q-Que é isso? O que ta acontecendo? Quem é você?

- Calma garoto. Uma resposta de cada vez. HÁ HÁ. Bom... Pra te responder rápido, eu vou acabar com esse monstro maldito primeiro. Espere só um minuto, tudo bem?

- Você é louco? Só pode. Esse monstro já matou todos da minha escola praticamente, você acha que é palio para ele?

- Você esta me subestimando garoto? Eu irei mostrar do que sou capaz.

Ele empurra o monstro com sua espada, o monstro é arrastado pelo terraço da escola, chegando perto do terraço ele da um impulso com sua espada para empurrar o monstro pra fora do terraço.

A gárgula abre suas asas para parar seu ataque e joga sua espada com uma patada em sua mão.

- Você acha que eu não sei lutar sem minha espada, Gárgula maldita? Eu irei te mostrar.

Ele fecha seus punhos e avança pra cima do monstro, ele revida todos os ataques da gárgula desviando e contra-atacando. Cada soco dele fazia um som assustador, como aqueles boxeadores profissionais socando o saco de areia.

Depois de ter tomados vários socos o monstro desvia do cara encapuzado e sobrevoa a escola para escapar daquele cara.

- Espera maldito! Acha que vai escapar de mim?

Ele corre em direção a sua espada que encravou no chão perto do garoto.

- Você não vai escapar!

Ele agarra sua espada e corre pra fora da escola, chegando na ponta do terraço ele pula para dar o golpe final na gárgula, mas com o impulso que ele deu, acabou não conseguindo chegar perto dela.

- Desgraçada, acha que vai escapar? – diz ele caindo do terraço.

O garoto fica indignado com a monstruosidade daquele rapaz, ele lutava muito bem, e estava ganhando da gárgula, mas ficou impressionado com sua burrice, principalmente com ela.

A gárgula vendo que o rapaz encapuzado não estava mais perto do garoto, começa a perseguir ele.

O garoto corre pra dentro da escola, o lugar que ele acha mais seguro no momento. Após abrir a porta do terraço para o andar inferior, ele vê a coisa mais cruel de toda sua vida.

Seus amigos que o ajudaram a chegar vivo até o terraço estavam todos ensanguentados e sem cabeças.

Ele não consegue se mover de tão assustado que ele fica vendo aquela cena horrível. O homem que fez isso estava bem na sua frente.

Um garoto de praticamente quatorze anos de idade, pelo menos aparentava, segurando um cutelo gigante com sua mão direita e apoiando ele em seu ombro, aparentava ser bem pesado. Todo ensanguentado o garoto pergunta pra ele.

- Você era amigo deles?

O garoto em estado de choque, não consegue dizer uma palavra sequer.

- Você era A-MI-GO-DE-LES?

Héblinger tremendamente apavorado, não diz uma palavra sequer, apenas observa os seus amigos no chão das escadas, todos decepados.

- Eu acho que alguém cortou sua língua. Quem foi?

O garotinho se aproxima tão rapidamente dele que ele só percebe ele encarando bem de perto.

- Será que fui eu?

Ele cai no chão apavorado e começa a se arrastar pra longe do garotinho.

- Ahhh! Quem é você? V-Você vai me matar?

- Você deseja a morte? Eu posso providencia-la, é só me pedir.

- N-Não... E-Eu não quero morrer... Eu sou muito jovem ainda.

- Você acha isso mesmo? Que pena, seus amigos falaram o mesmo. Mas eu vi ao contrario nos rostos deles, assim como eu estou vendo no seu agora – diz o garotinho o encarando nos olhos.

Ele fica apavorado com o garoto, ele não tinha expressão de sentimento algum no rosto, muito menos de prazer, por estar matando as pessoas.

O garoto olha para o lado e vê a gárgula parada, olhando pra ela, ele fala.

- Você deseja a morte? Eu estou vendo nos seus olhos que você é um monstro que deseja morrer. É verdade o que estou vendo?

A gárgula ergue a mão com suas garras, e num piscar de olhos Héblinger se vê coberto de sangue, mas não o dele.

Ele sai correndo pelos lados, descendo as escadas, ele pisa na cabeça de seus amigos para escapar daquele banho de sangue, ele jamais se esquecera do dia em que dois monstros invadiram a escola e mataram todos os seus amigos, ele não tirara aquela imagem da cabeça, de seus amigos todos mortos.

Descendo as escadas ele encontra com o rapaz encapuzado.

- Oh, Que bom que você esta bem.

- E-E-E-EU.

- O que foi?

O garoto começa a ficar com um olhar profundo e escorrendo lagrima de seus olhos ele solta um grito desesperado.

- EU NÃO QUERO MORREEEER!

O rapaz encapuzado o abraça e encosta a cabeça do garoto em seu peito

- Calma! Você não ira morrer, eu estou aqui — Diz o Rapaz encapuzado olhando convicto de que não iria perder.