Sensations
19 Pugna.
Notas iniciais
Então, o capítulo de hoje não está tão grande, mas acredito que irão gostar.
Pra hoje, três sugestões de música:
1 - Io (This Time Around) do Helen Stelar
2 - Let Me Fall do Josh Groban.
3 - Hurricane 2.0 do Thirty Seconds To Mars Feat. Kanye West.
Links diretos:
http://letras.terra.com.br/helen-stellar/810429/
http://www.youtube.com/watch?v=-3VpTnQAxns
http://www.youtube.com/watch?v=-3VpTnQAxns
Falo com vocês lá embaixo.
Divirtam-se. o
O ano novo passou, logo outros dias também.
Os ensaios aumentaram de carga horária. As minhas dificuldades eram inadaptáveis, mas me recusei desistir.
Pedi a Mia que me ajudasse. O que eu não sabia é que seria um carrasco dando aula.
Mas mesmo assim... Excitante.
Estávamos às vésperas de seu aniversário. Como “revanche” lhe preparei uma festa surpresa na companhia de dança.
Sua felicidade era imensa e gratificante.
Mais tarde, voltávamos para casa de carro.
-Deus, eu não poderia ter comido tanto.
-Duas fatias de bolo e três brigadeiros são muita coisa, de fato. –Ironizei.
-Desculpe, Senhor Genética Perfeita. Acontece que se eu respirar engordo cinco quilos.
-Como é exagerada. –Ri.
-Espero que na próxima encarnação nasça com meu “pequeno” — Simulou aspas com os dedos. — problema.
-Se tiver essas pernas, não vejo problema algum.
-... Bobo.
Perdemos alguns minutos calados. Suspirou e se espreguiçou.
-Não vejo a hora de chegar em casa. Estou exausta.
-Ainda bem que temos Shannon e minha mãe para cuidar de Miguel enquanto estamos fora.
-Eu não sei, Jared. Acho meio abusivo, sei lá.
-É só por enquanto.
-Tinha que ter outra forma.
-Não se preocupe.
Estacionei o carro. Peguei nossas bolsas e nos conduzimos ao elevador. Abraçou-me enquanto esperávamos chegar ao andar.
Sorri quando esteve por abrir a porta.
-SURPRESA!
Bingo.
Olhou-me sem entender, mas mesmo assim ainda sorria.
-A noite não acabou, meu bem. Feliz aniversário. –A beijei. –De novo.
-Seu podre.
Ri.
Voltou-se a todos.
-Queridos, eu estou toda suada. Poderiam me esperar durante alguns minutos para me banhar e me apresentar melhor?
Alguns disseram que estava linda do mesmo modo e outros concordaram. Mia saiu e ordenei para que a festa começasse.
Assim como minha noiva fui para o banho e me arrumar para a noite.
Acabei primeiro. As pessoas vinham me abraçar, mas minha vista estava a procurá-la.
Deixei um vestido para ela, mas não sabia se iria apreciar.
Gritos comemorativos me chamaram.
Aquela que chegava... Oh, Deus! Como defini-la? Todos os adjetivos referentes à sua luz seriam pecadores. Sua beleza não existia e nem se comparava a nenhuma outra.
Era perfeita.
Coloque Helen Stelar – Io (This Time Around) para tocar
As luzes se apagam.
Um vídeo se sobressai entre as sombras.
Fotos.
-“Quando eu era menina... — Uma voz falou.
-Sou eu... –Disse baixo e surpresa.
-... Sempre sonhei em voar.
De uma forma, acreditei que isso iria se realizar.
Depois de alguns anos, percebi que não estava errada.
Ao dançar, sei que posso alcançar e ser o que eu quiser.
Amo, sou e integro parte do que faço.
E por mais que haja dores ou pesares, a minha alegria nunca vai se esvair.
A minha melhor amiga estará comigo para me fazer sorrir.
Dançar sempre será o meu oxigênio.
Eu farei parte do ar.”
A escuridão dava lugar a outras luzes avermelhadas.
-Acorrentada. Aquele pode descobri-la entre as muralhas. Deu-lhe a notoriedade, mas ela lhe deu a vida... Como não amar todos os seus defeitos?
Todas as fotos, pequenos takes de ensaios, comerciais e vídeos caseiros estavam retratando a vida de Mia.
-A pequena menina cresceu e se tornou a grande mulher do futuro. Alguém duvida que seja mais do que apenas a mínima Face de Van Gogh? Não, meu bem. Não se diminua. É maior do que todos nós.
Fique... Pra sempre... Em minha vida presente.
Eu te amo. –Disse em português. –Feliz aniversário.
-“Eu farei parte do ar”. –Repetiu sua voz.
Novamente um show de luzes psicodélicas tingiu nosso apartamento.
Uma última foto...
Nossa.
Um sorriso interior se fez.
“When she was just a girl
She expected the world.”
Aplausos.
Retribuiu o meu olhar. Por alguns momentos o tempo parou e não estou certo se perceberam isso. A única coisa que eu poderia enxergar era o meu paraíso.
Caminhamos reciprocamente na mesma direção. Tocou meu rosto com sutileza e me beijou o queixo.
-Como não te amar, anjo? –Fechou os olhos.
-Não podemos fugir de nossos destinos.
Sorriu.
-Valeu à pena esperar.
-Cada segundo. –Beijei-a.
Sua mãe trouxe Miguel para recebê-la.
-Hey-e. –Puxou seu bracinho e o beijou.
-Esse é o meu presente pra você. –Disse.
Olhou-me desconfiada.
-Isso é desculpa pra dizer que não comprou nada pra você, Mia. –Shannon gritou.
-É, eu sei. Deixa ele. No próximo ele só vai ganhar um cinto de recordação.
-... Cinto? –Disse sem entender.
-Piada brasileira. –Olhou para os demais. –Vamos à festa!
Salves.
A noite correu ótima. Presenteei-a ainda com fogos de artifícios que podiam se ver pela cidade. Tudo cuidadosamente programado.
Deixaram-nos a sós. Nosso filho dormiu em minutos. Sobramos.
-Foi glorioso, Jared. Tudo. Muito obrigada. –Segurou minha mão.
-Você merece. Mas ainda tem mais uma coisa. –Peguei uma caixa. –Seu presente.
-Pensei mesmo que tivesse esquecido. –Sorriu.
-Até parece. Abra. Espero que goste.
Encarou-me mais e pegou de minha mão. Quando abriu, vi o brilho de seus olhos aumentarem.
-Meu Deus. É lindo. –Alisou o colar. –Deve ter sido caríssimo.
-Não importa. Posso? –O tomei.
Ela se virou para que pudesse vesti-la. Contemplei seu reflexo no espelho a frente.
-Tive medo que esse colar de alguma maneira ofuscasse o seu brilho, mas... Vendo-o agora, acontece totalmente o contrário. Nada é capaz de te apagar a não ser você mesma, querida.
-... Minha mãe sempre diz isso. –Segurou o pingente. –Mas sempre tenho a impressão de que o faço inconscientemente.
-Te ajudarei no que precisar.
-Eu sei, amor. Eu sei. –Me envolveu com os braços. –Cansado?
-Morto.
Riu.
-Eu também. Vamos dormir.
-Ah... Dormir?
-Ainda tem fôlego pra isso?
-Não, mas posso tomar um energético.
-Se você diz... –Riu mais e me beijou.
Acordei primeiro. Me retive na cama para conservar o calor de sua presença. Na maior parte do tempo estávamos juntos, porém tão distantes. Como se percebesse que a contemplava, acordou e sorriu.
-Me espionando, bonitão?
-Tive medo que fugisse de novo.
-Não sou previsível.
-E eu adoro.
Riu. Virou-se para se alongar e estalar todos seus ossos assim como em todas as manhãs. Notou meu olhar assustado.
-Ainda não se acostumou?
-Nunca vou conseguir.
-É uma pena. Sabe, não é tão aterrorizador quanto parece. Relaxa bastante.
-Não duvido nada. Se eu o fizesse, aí que seria o problema.
Olhou para meu celular a mão.
-O que está fazendo?
-Dando uma olhada no twitter.
Chegou-se e apoiou seu queixo em meu abdômen para checar o conteúdo virtual.
-Nossa! São inúmeras mensagens, Jared. Por que não as responde?
-Gosto de ficar escondido quando pensam que estou fora do twitter para ler o que escrevem sobre mim.
-Ainda bem que não estou mais do lado de lá. –Pausou. –Será que já leu alguma mensagem minha antes?
-Devo ter ignorado.
Bateu em meu braço.
-Outch! –Ri.
-Não é por que me deu aquele colar que vou te perdoar.
-Não pedi isso. –A encarei.
Suas maçãs ficaram vermelhas e a tive desprevenida.
Levantou com pressa.
-O que há?
-... Nada. –Baixou o rosto.
-Eu disse alguma coisa?
-Não. Não se preocupe. Sou eu mesmo. –Começou a catar roupas do chão.
-Sério, Mia. O que foi?
Parou, olhando para a parede e respirou. Finalmente me encarou de novo.
-É só que... –Olhou pras roupas em sua mão. — Você está tão atraente essa manhã que me fez enrubescer. É isso.
Foi a minha vez de ficar sem graça.
-E por um momento eu me senti feia por ter um homem tão bonito como meu namorado.
-Mia, que história é essa?
-... Eu sei, é ridículo.
-Desde quando sou seu namorado? Sou seu noivo.
Olhou-me com falsa raiva.
-Idiota.
Corri atrás dela antes que fechasse a porta do banheiro. A abracei por trás.
-É a mulher mais linda do mundo, garota. Vai me cansar de tanto me fazer repetir. –Disse em seu ouvido.
-Sempre consegue. –Arfou.
-O que?
-Me excitar... Eu preciso me controlar.
-Não, não precisa.
Vir-lhe-ei para mim e fechei a porta.
Uma semana se passou. Voltei mais cedo do ensaio em um dia. Mia ficou para acerto de detalhes. Disse que depois iria sair com algumas amigas, mas que não tardaria em voltar.
Esperei cerca de uma hora para ligar.
-Fala, amor.
-Mia, precisa vir pra cá. O Miguel não está bem. –Disse nervoso.
-Deus! Estou indo pra aí, ou melhor, leve-o para um hospital! Encontrarei vocês lá.
-Ok, vou levá-lo num hospital na esquina entre a Wall Street e a Broadway. Te passo o endereço por mensagem de celular.
-Ok. Estou indo pra aí! –Desligou.
Sorri.
-Espero que ela me perdoe.
(Mia’s POV)
Recebi a mensagem. Segui suas instruções, mas não conseguia encontrar o endereço.
Todos apontavam para uma igreja. Reconheci o carro de Jared e Shannon que se aproximava. Saltei do carro.
-O que está acontecendo? Onde está Miguel? E Jared?
-Calma, Mia. –Disse sorrindo. –Miguel está bem. Não aconteceu nada a ele. E Jared... Bem, ele poderia te explicar melhor, mas fui instruído a te levar pra aquela porta. –Apontou pra uma que se localizava na lateral.
-Eu não entendo. Foi tudo uma brincadeira?!
-Vai saber em breve. Venha. –Me puxou.
Quando entrei, ele ficou do lado de fora.
-Só posso ir até aqui.
-Shann, me diga que raios está acontecendo.
-Abra aquela caixa. –Apontou. –Tem as instruções. Te vejo em breve. –Fechou a porta.
Respirei. Fui até a maldita caixa e a abri. Um pequeno bilhete estava lá.
Leia em voz alta.
-Querida, Estou cansado de que me enrole. Venha se tornar a minha esposa. Espero-te em meia hora. Com amor, seu noivo... Mas o que?!
Inúmeras pessoas invadiram a sala. Não conhecia nenhuma. Apenas começaram a tirar minhas roupas e trocá-las pelo vestido que eu tinha encomendado para o casório.
Em meia hora tudo estava finalizado. Aqueles que me aprontaram, me empurraram para um corredor. Segui em frente.
-Eu te mato, Jared.
Abri as portas da igreja e o vi lá.
Estava tão bonito.
Coloque Let Me Fall – Josh Groban para tocar.
Toda a raiva e preocupação se esvaíram. Deu-se lugar ao nervosismo.
Andei lentamente, segurando aquele buquê que parecia a única realidade aonde me agarrar.
Logo, rostos conhecidos começaram a aparecer. Não eram muitos, mas os necessários para acompanhar um decisivo passo em minha vida.
Meu rosto voltou-se a ele novamente.
Meu noivo e daqui a alguns minutos, o homem da minha vida.
Sorri e ele sorriu junto de mim.
Como continuar zangada diante daquele sorriso? Sempre me fazia desmanchar em pedaços.
Faltava meio metro para meu abismo. Poderia eu optar entre voltar ou não. Eu o escolhi.
Dei meu buquê para Tomo que o esperava. Ri de sua reação ao recebê-lo. Ainda tive tempo de olhar para Shannon que fazia sinal de “ok” para mim com a mão.
Novamente olhei para meu amor. E sorri de canto de boca.
-Está divina.
-Vai me pegar por isso.
-Eu sei. –Pegou minha mão e me ajudou a ajoelhar perante o padre.
Tantas palavras foram ditas. A nossa promessa também chegou. Fizemos sem nenhum tipo de medo e nem gaguejamos. Sabíamos o que queríamos. Nos desejávamos mutuamente.
-O noivo pode beijar a noiva.
Jared se virou para mim. Lentamente levantou meu véu. Fixou seus olhos em toda a parte de meu rosto. Beijou-me.
Saímos da igreja com as demais saudações. Jogaram-nos arroz e pétalas brancas. Miguel se divertia com isso no colo de Constance.
-Cuide bem dela. –Disse ao filho.
-O farei.
-Já o faz. –Completei.
Houve festa, mas fora breve. Miguel já mostrava pequenos indícios de irritação pelo cansaço.
Um motorista nos levou de volta a casa.
-Eu queria muito uma lua de mel. –Falou.
-Quando terminarem os ensaios, teremos uma.
Acariciou meu rosto.
-Espero que não esteja chateada por ter te enganado.
Sorri.
-Passou. Adorei a surpresa.
Retribuiu-me.
-Minha esposa. –Beijou a aliança de minha mão. –Seremos muito felizes.
-Eu sei.
(Jared’s POV)
Como prometido e esperado, a gravação de Hurricane 2.0 estava para acontecer. Foi difícil convencer Mia a fazê-lo como minha musa, mas no fim... Eu sempre ganhava.
No estúdio, nos arrumamos separadamente para haver uma surpresa de ambos. Encaramos-nos uma última vez como marido e mulher.
Quando a vi no set, já não era mais a mesma pessoa e talvez nem eu. Parecia que não nos conhecíamos, mas a atração era igual.
O passado retorna e as visões ocupam minha mente.
Coloque Hurricane 2.0 — Thirty Seconds To Mars Feat. Kanye West para tocar.
Não acredite em seus olhos.
São terríveis pecadores do desejo.
Viva-o.
A cidade dos trovões é ilustrada.
No matter how many times that you told me you wanted to leave.
Uma mulher seminua aparece de costas pedindo silêncio.
No matter how many breaths that you took, you still couldn't breathe.
Sua mão é focalizada. Segura um instrumento para tortura.
No matter how many nights that you lie wide awake to the sound of the poison rain.
“Afinal, dor é insignificante.”
Risos.
Where did you go? Where did you go? Where did you go?
Heart beat, a heart beat, I need a heart beat, a heart...
Seus movimentos imitam as batidas.
Tell me, would you kill to save your life?
Ela o encara pelo espelho.
Tell me, would you kill to prove you're right?
É o que gostaria de questionar. Não acredita em nada desse lixo.
Crash, crash, burn, let it all burn.
Os dois abrem os braços e se deixam cair.
This hurricane's chasing us all underground.
Talvez houvesse salvação no final.
No matter how many deaths that I die, I will never forget.
Finalmente estão frente a frente.
No matter how many lives that I live, I will never regret.
Ela repete sua frase com prazer.
There is a fire inside of this heart in a riot about to explode into flames.
Algo a incomoda e ela quer arrancar.
Where is your God? Where is your God?
Where is your God?
Novamente gesticula suas perguntas, cada uma com um tom diferente para finalizar pela ironia.
Do you really want?
Lágrimas descem pelo seu rosto.
Do you really want me?
“É bem verdade isso?!”
Do you really want me dead?
Havia perigo nos olhos dele, mas mesmo assim: Cuidado.
Or alive to torture for my sins?
Poderia machucá-lo mais.
Do you really want?
Um soco no ar.
(Heart beat, a heart beat, I need a heart beat, a heart beat...)
Do you really want me?
É o que faria.
(You know I gotta leave, I can't stay, I know I gotta go, I can't stay)
Do you really want me dead?
Nunca a pegaria.
Or alive to live a lie?
Tinha-o a sua mercê.
Tell me, would you kill to save your life?
E seus rostos estavam próximos quando de pé.
Tell me, would you kill to prove you're right?
Ela arfava e o indagava de novo.
Crash, crash, burn, let it all burn.
O empurrou apenas em sua imaginação, na realidade ainda o encarava.
This hurricane's chasing us all underground.
Correu e ele a seguiu.
You say you wrong, you wrong, I'm right, I'm right, you're wrong, we fight.
Acende um abajur quando chega. Está sentada para dar as ordens.
Ok, I'm running from the light, running from the day to night.
O olha divertida e pede silêncio com as mãos.
Oh, the quiet silence defines our misery.
Perpassa os dedos pelos lábios. Apreciando casa palavra dita.
The riot inside keeps trying to visit me.
Levanta e o esmurra o rosto.
No matter how we try, it's too much history.
“Nada como encarar sua própria derrota.”
Too many bad notes playing in our symphony.
Sorri pronta para o ataque de frente ao seu olhar curioso.
So let it breathe, let it fly, let it go,
Let it fall, let it crash, burn slow.
O acarinha a face. Não o machucaria...
And then you call upon God.
... Externamente.
Oh, you call upon God.
Puxa seus cabelos para trás.
Tell me, would you kill to save your life?
Sussurra em seu ouvido.
Tell me, would you kill to prove you're right?
O força a encarar sua imagem no espelho.
Crash, crash, burn, let it all burn.
Morde sua orelha.
This hurricane's chasing us all underground.
O diz as últimas frases a lamber e morder seu rosto. Larga-o e o chuta no ventre.
Oh oh whoa,
This Hurricane
A mesma aparece de costas com o corpo coberto por uma pele dourada de uma cobra.
Oh oh whoa,
This Hurricane.
Ela se contorce junto com seus movimentos de quadril.
Oh oh whoa,
This Hurricane.
Um sorriso diabólico pinta seus lábios e sua coluna é jogada para trás.
Do you really want?
O corpo dele cobre o seu.
Do you really want me?
O sexo os une num único objeto científico.
Do you really want me dead?
Ela ri quando percebe que está perdendo o controle.
Or alive to torture for my sins?
O arranha as costas com o rosto retorcido de vitória e prazer.
Do you really want?
Seus movimentos aumentam para provocá-la.
Do you really want me?
Mas ela era mais forte que ele.
Do you really want me dead?
Ambos estavam para chegar o ápice.
Or alive to live a lie?
Levantou o corpo para adentrá-lo mais.
Running away from the night, running away from the light.
Fechou os olhos agarrando seus dedos em sua nuca.
Running away to save your life.
Abriu-os satisfeita.
Naja.
A cidade se dissipa rapidamente.
Terminamos. Olhou-me gratificada. Extensos minutos de aplausos se seguiram. Nossa atuação tinha sido perfeita.
Hurricane 2.0 nos rendeu diversos elogios e ótimas críticas. Fora indicado como um dos melhores clipes dos últimos dez anos. Mia se sobressaiu pela intensidade e sensualidade, o que gerou diversos convites de revistas masculinas para um ensaio nu. A proibi de aceitá-los.
Com o sucesso, a alta sociedade nos convidava cada vez mais a aparecer em eventos. Ela escolhia rigorosamente aqueles que valiam e eu seguia a risca.
Certa vez, não tivemos uma boa recepção. Após alguns minutos, ouvimos piada aos quais Mia soube se safar.
-Não entendo, Jared. Como pôde escolher uma subdesenvolvida para casar. Têm tantas a seu dispor. O que ela tem demais? Um sexo selvagem? –Falou uma modelo a qual conheci e infelizmente transei nos meus tempos de solteiro.
-Sabe uma coisa que não consigo compreender? –Disse Mia nos surpreendendo ao chegar silenciosamente. –Como vocês americanos, franceses, ingleses ou o raio que sejam podem continuar a chamar o Brasil de país subdesenvolvido. Se realmente são inteligentes como tanto enchem o peito para dizer e tão desenvolvidos demonstrando esse tipo de educação devem saber que meu país está na lista dos primeiros que mais crescem entre os demais. E, além disso, a maioria de vocês “desenvolvidos” estão passando por uma crise, não? E a quem recorrem? –Pausa. -Burrice ou falta de informação? –Encarou a todos. -Se não tomarem cuidado, perderão os lugares de potências mundiais.
-Eu não estaria assim tão convicta.
-Nem eu se continuasse a ler revistas de moda em vez de jornais. –Sorriu e se voltou para mim. –Podemos ir, querido? Sinto-me indisposta.
-Claro.
Assim que deixamos o local a beijei ferozmente.
-O que foi isso? –Falou rindo.
-Não sabe como me orgulha. Todos devem estar de queixos caídos até agora.
-Eu sinceramente estou cansada de ouvir esse mesmo papinho baixo. Já estava na hora de vomitar tudo.
Sorri.
-Não poderia ter feito melhor escolha.
Voltamos para casa. Afrouxei minha gravata que há tempos me enforcava. Ela jogou seus saltos por qualquer lugar. Quando chegou do quarto de Miguel, já tirava suas poucas jóias.
-Ainda dorme.
-Excelente. –A ajudei com o colar e beijei sua nuca. –Eu te amo.
-Eu também, meu amor. Muito.
-Sinto por tantos constrangimentos com toda essa gente. Às vezes penso que seria bom nos afastarmos dessas festas por um tempo.
-E deixar pensar que ganharam de mim? Não mesmo.
-... Quantos anos têm mesmo?
Riu.
-É falta de educação perguntar isso a uma dama.
-Sinto muito. Sou de um país subdesenvolvido.
Me bateu levemente no braço. Recolheu seus sapatos e foi para nosso quarto.
-Eu deveria escrever isso, sabia? –A acompanhei.
-Ok. Só quero meus direitos autorais.
-Posso pagá-los com beijos e promessas de um amor eterno? –A agarrei.
-É pouco. Te quero todo pra mim.
-Já me tem, amor. –Peguei-a no colo e lhe deitei na cama.
Dormiu facilmente depois de nosso ato. Não poderia culpá-la. Seus dias não a deixavam espaço para respirar.
Pensei um pouco sobre tudo o que ocorria. Sentia-me culpado por expô-la tanto, porém como poupá-la?
Expirei.
Eu faria alguma coisa, só tinha que saber o que.
Abracei-a mais uma vez.
-Eu prometi te proteger. Nunca quebrarei minha promessa. Nunca.
Notas finais
Bem, eu entendo que devido aos últimos acontecimentos o número de reviews tenha baixado e por isso não vou cobrar nada. A única coisa que peço é que continuem a comentar e a divulgar essa fanfic. A #Sensations já está valendo.
Soldiers, ajudem-me a promovê-la.
Vejo vocês em breve.
Beijoletos. ;)
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