Senhores Do Universo, O Deus Desaparecido.
3 Meu Interrogatório é Brutalmente Interrompido
Nico
Como sempre sobrara para mim, ter que vigiar o semideus, eu que era filho de Hades, e podia convocar os mortos para ajudar-me.
Era isso que os outros diziam para me convencer, mas eu sabia a verdade, bem, pelo menos parte dela. Há dias eu suspeitava que eles estivessem tramando algo. Só não sabia o que.
Eu devia vigiar o semideus, mas estou mais preocupado com os problemas do Olimpo – Pensei- então o que é que custa tentar evocar os mortos e perguntar-lhes algo?
A resposta era um mini-ataque do coração.
Os fantasmas estavam saindo da enorme cova que eu tinha aberto naquela sala da aula (as cadeiras eu havia empurrado para o lado, e havia colocado um aviso de: Não Entre, na porta), e estavam se enfileirando. Eu sabia que para qualquer um que pudesse entrar naquela sala, eu iria parecer demoníaco, mas aprenda uma coisa sobre mim. Quanto mais dramático melhor.
Mas no momento em que fui interrogar o primeiro fantasma, á respeito do que havia acontecido no Olimpo, a porta se escancarou. O por ela entraram o sátiro Tyler, e o semideus que eu deveria vigiar...
Obviamente eles estavam fugindo de alguma coisa, e obviamente eu assustava mais o semideus do que aquilo que o perseguia...
-Nico, graças aos deuses- exclamou Tyler – achei que você tivesse nos abandonado.
- Você conhece esse homem? – perguntou, apavorado, o semideus que se chamava Matt
- Sim. Matt, esse é Nico, filho de Hades.
-Filho de quem?!
-Hades — eu respondi – meu pai é Hades.
- E o que me importa saber o nome do seu pai?! Sua avó deve ser louca, para dar o nome do deus dos mortos ao seu filho.
- Novatos... Meu pai é o deus dos mortos. E assim como seu pai é o deus de alguma coisa, isso nós temos certeza, basta a nós saber quem ele é...
-você está completamente louco.
-Matt, você é cego?
-Não, Nico, eu não sou cego, você já deve ter percebido.
- Então olhe para esta sala e me diga o que você vê.
-Eu vejo um buraco no chão, e pessoas se fazendo de fantasmas vestidas de armaduras e vestes gregas...
- Quase, Matt, quase... Ulysses venha aqui... Vê, ele me obedece, agora observe.
Eu peguei a cadeira mais próxima e desferi um golpe contra a cabeça do fantasma de Ulysses, que não sofreu dano algum.
- Está convencido?
-Sim. Estou. Já vi que não tenho outra opção a não ser aceitar mesmo.
Aleluia – Pensei comigo mesmo
- Então vamos.
- Vamos para aonde? E Michaell, se nós sairmos daqui ele nos espanca.
Eu me limitei a sorrir e desembainhei minha espada de aço estígio:
- Ele que ouse tentar.
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