Senhores Do Universo, O Deus Desaparecido.
8 A Proposta
Percy
Eu estava em meu chalé, pensando novamente no meu passado.
Eu estava deitado em minha cama, girando e admirando o chifre de minotauro. Eu havia conquistado aquilo com meus doze anos. Dez anos atrás. Para um semideus, isso é quase uma eternidade.
Eu pensava em minha primeira missão. quando Annabeth, Grover e eu quase fomos feito em pedaços pelas Fúrias no ônibus, e depois quando quase viramos estátuas da Medusa, em como eu tive de dizer olá para o poodle, Quando destruí o Arco no Mississipi, quando Annabeth e Grover quase foram esticados até a morte, e quando quase ficamos presos no Mundo Inferior e também quando Ares quase me fez virar panqueca. tudo isso em 14 dias, sem contar os 5 que ficamos presos no Cassino Lótus.
Eu costumava repassar minhas lembranças em uma ordem cronológica:
Primeiro, quando tive de recuperar o Raio de Zeus e o Elmo das Trevas de Hades que Luke havia roubado para desencadear uma guerra.
Segundo, quando tivemos de resgatar Grover e recuperar o Velocino de Ouro para curar a árvore de Thalia que Luke havia envenenado, mas no fim Thalia também foi expelida da árvora pela magia do Velocino.
Terceiro, quando tivemos de atravessar o país inteiro para resgatar Annabeth e Ártemis de Luke e também descobrir o monstro que Cronos iria usar para destruir o Olimpo.
Quarto, quando Annabeth e eu descobrimos a entrada do Labirinto e tivemos de entrar lá, apenas Annabeth, Tyson, Grover, Rachel e eu. E no mesmo verão quando as tropas de Luke usaram o Labirinto para invadir o Acampamento.
Quinto, foi quando lutamos contra todos os exércitos de Cronos no Empire State finamente em uma batalha Final e onde Luke se sacrificara para salvar o Ocidente.
Sexto, quando Hera tirou minhas memórias e me fez ir para o acampamento Júpiter, e eu fora até o Alasca libertar a Morte.
Sétimo quando Annabeth e eu fomos até Roma e caímos no Tártaro...
Essa foi minha última aventura, eu estremecia toda vez que me recordava dela. Annabeth e eu passamos coisas horríveis naquele lugar, e chegamos a beira da loucura. Então decidimos nos aposentar na carreira de aventureiros e salvadores de donzelas e do Olimpo, e nos entregamos a treinar novos heróis.
Eu fui interrompido dos meus devaneios quando alguém bateu na porta. Eu achei estranho, pois já tinha dado o toque de recolher. Por isso pequei Anaklusmos de cima do criado mudo, destampei a caneta e abri a porta. Mas era só Annabeth.
- Entre...
Assim que ela entrou, eu fechei a porta atrás das minhas costas.
Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ela me beijou e me abraçou.
- Eu te amo — ela disse.
- Eu te amo mais.
- Isso é logicamente, claramente e impossivelmente impossível.
- Duvida?
- Duvido...
- Então eu vou provar que eu te amo mais... bem... — cara, Annabeth e eu já estávamos juntos há cinco anos, mas ela ainda conseguia me deixar nervoso muitas vezes — ... Eu estava esperando o momento certo, e também estava juntando coragem...mas... eu já não aguento esperar.
Fui até minha cômoda, e na terceira gaveta comecei a tirar todas as minhas roupas de lá. Quando tinha tirado metade das roupa Annabeth começou a andar em minha direção:
- Nananinanão. A senhorita trate de ficar aonde está.
Enfim toda minha roupa estava fora da gaveta. e eu achei o que estava procurando. Peguei a caixinha de dentro da gaveta. Andei até estar em frente a Annabeth e me ajoelhei em um joelho só, de modo a ficar igual a aqueles Romeus que fazem declarações a Julietas em teatros de Romeu e Julieta, e disse:
- Annabeth Chase, filha de Atena, minha amiga há dez anos, minha namorada há metade desse tempo, companheira em minhas aventuras, minha vida e meu amor, você em nome de nossos pais, Atena e Poseidon, e da deusa do amor, Afrodite, aceita casar-se comigo?
Quando terminei de falar isso abri a caixinha e lhe mostrei o conteúdo: Uma aliança de ouro, com uma pedra de diamante e desenhado em linhas vermelhas dentro da pedra uma coruja e um pégaso em pleno voo. era um desenho muito pequeno, para caber na pedra que também era pequena.
Annabeth olhava para mim atônita. Depois de alguns segundos ela se ajoelhou a minha frente, pegou a aliança da caixa, colocou em seu dedo anular e me beijou.
- Tomarei isso como um sim. — Falei em meio a beijos...
depois disso, tão rápido como quando começou a me beijar, Annie se conteve e disse cerrando os dentes:
- Como você se atreve a me fazer um pedido de casamento assim... Quer me matar do coração?! Seu cavalo insensível... E eu que vim te dizer boa Noite... O que as pessoas vão pensar quando virem a Aliança amanhã? Hein???!!!!
- Vão pensar que você é a pessoa mais feliz do mundo, e que vai se casar com um cara legal, bonito, charmoso, elegante, habilidoso, forte, galante, humilde....
- Aham... Com certeza um poço de humildade. Humildade é sua maior qualidade...
Com esse comentário eu passei um braço pela sua cintura, trouxe seu corpo próximo ao meu, dei-lhe um beijo e disse:
- Boa Noite, então, Sabidinha. Agora, como conselheiro, eu poderia dar-lhe um castigo por estar fora do seu chalé a essa hora.
Annabeth me empurrou e afastou o corpo e deu-me um sorriso:
- Ah... é assim agora? Pois bem. Dê o seu veredicto, meritíssimo.
- Culpada! e sua punição, será apostar uma corrida com o conselheiro do chalé 3 até a praia, sentar-se com aquele cavalo insensível na areia, tomar cocas e comer bolachas da loja do acampamento e após isso deverão ir até o mar e começar uma guerra de água, que logo deve virar uma guerra de lama, então os dois irão se lavar no mar e brincar nas ondas.
Foi exatamente isso que fizemos. Eu tinha um frigobar clandestino dentro do meu armário, peguei seis cocas, e alguns doces e bolachas que estavam em cima da mesa, uma toalha e fomos correndo o mais silenciosamente possível, até a praia.
Acho que os deuses estavam felizes com o nosso noivado, por que nenhuma Harpia e nenhum monstro veio nos perturbar. Nós só voltamos aos chalés quando a aurora começou a despontar, completamente felizes.
Decidimos falar com Quíron sobre nosso matrimônio, e pedir para que ele realizasse a cerimônia no sábado. Dali a dois dias.
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