Senhor Jackson
30 Capítulo 30
Notas iniciais
Eu não sabia a quem recorreria. Eu queria ajuda. Eu queria provar a Annabeth que ela estava errada sobre mim. Tentei falar com ela por uma semana inteira. Meu celular não podia tocar ou vibrar com mensagens que meu coração disparava porque eu imaginava que era ela, mas sempre era Grover dando ideias do que eu poderia fazer. Ele teve duas grandes ideias: 1ª fazer Afrodite me ajudar de algum jeito; 2ª fazer o Frederick ficar do meu lado contando o que o Octavian havia feito com a filhinha dele, duvido que ele vá acreditar no que aquele moleque diga (eu me pergunto como a Annabeth – inteligente como é – acreditou no Octavian).
Fui na casa de Afrodite sem nem avisar. Estava desesperado. Eu esperei um bom tempinho na porta, acho que ela estava acompanhada. Ela abriu a porta e convidou-me para entrar. Sentei-me na sala, no sofá e de frente para mim estava um garoto. Devia ser esse o aluno que Afrodite estava tendo uma relação.
Depois de trazer água para mim, sentou-se ao lado do garoto e sorriu para mim.
– Percy, esse é Apolo. – disse ela apontando para o garoto.
Sorri.
– Muito prazer. – deixei de sorrir e olhei Afrodite com medo – Eu preciso de ajuda.
– O que fizeram com você e a Annabeth agora? – perguntou ela – Quem é a Rachel dessa vez?
– É um ex da Annabeth. Ele de alguma forma tirou uma foto de um cara beijando uma garota e esse cara parecia comigo de costas e a Annabeth está com ódio de mim porque acha que eu trai ela na festa que ela mesma me levou. – contei tudo rapidamente.
– Nossa. Quanta informação. – ela riu – Ele está na escola que Annabeth se mudou?
– Sim.
– Precisamos fazê-lo confessar. – disse Afrodite.
– Eu posso forçá-lo se quiserem. – disse Apolo.
Afrodite apertou a bochecha dele.
– Tão fofo.
Uni as sobrancelhas depois ri. Essa Afrodite não muda.
– Eu não sei o que fazer, Afrodite. – confessei.
– Eu devia é dar um tapa na cara da Annabeth. Que tipo de mulher acredita no ex? – disse ela.
Eu ri.
– Vai entender. – disse.
– Bom, eu posso conversar com o diretor da escola da Annabeth e conversar com o Octavian, com ajuda do Apolo e obrigá-lo a dizer o que ele fez.
– Pode ser uma boa ideia. – suspirei – E o que eu vou fazer?
– Você vai fingir que está com ódio da Annabeth por ela não confiar em você. Quando ela vier pedir desculpas, faça-se de difícil, ela merece isso.
Assenti.
– Entendi. É uma boa ideia. Ela tem que confiar em mim.
– Isso, querido. A gente vai dar um jeito nisso, pode deixar.
– Eu vou deixar vocês a sós. – disse levantando-me – Tchau.
Afrodite sorriu e me acompanhou até a porta. Acariciou meu braço e deu um tapinha carinhoso no meu rosto.
– Nós vamos dar um jeito nisso. – assenti – Tchau.
Voltei para o meu carro e fui para casa. Tenho certeza que Afrodite ia dar um jeito nisso. Ela sempre ajudava.
POV – Thalia
– Então a Annabeth e o Percy terminaram de novo? – perguntou Nico.
Revirei os olhos.
– Nem quero me meter nisso, porque a Annabeth está sendo estúpida e não está querendo me ouvir. – sentei no colo de Nico ficando entre ele e o console de videogame e a TV.
– Thalia, eu estou ganhando aqui, por favor… você sabe que isso me distrai. – murmurou ele abaixando o controle ficando olhando para meus peitos.
– Não era minha intenção distrair meu nerdzinho fofo.
Ele riu.
– Lógico que não. – ele foi sarcástico – Não que você usa seus peitos para ganhar de mim quando a gente joga juntos, não que você senta no meu colo para me fazer perder na última fase, imagina, você é uma boa namorada.
Eu ri e abracei o pescoço dele.
– Tadinho dele. Que dó. – sorri dando um beijinho nele depois saí do seu colo – Pode jogar eu espero.
– Quietinha então. – disse ele voltando a jogar.
– Quietinha, não vou falar nada.
Nico me olhou sem acreditar e voltou a jogar. Meu pé foi se aproximando da coxa dele e foi indo em direção ao membro dele. Nico se remexeu.
– Thalia, não. – repreendeu-me ele.
– To quieta. – disse levantando as mãos fazendo-me de inocente – Não abri a boca.
– Mas você está me provocando e quietinha que eu disse não era para ficar falada, era para ficar paradinha.
Fiz biquinho e fiquei de quatro no sofá e acariciei o membro dele com a mão.
– Me da atenção e eu deixo você jogar.
– Você disse isso antes de eu começar a jogar agora mesmo. – disse ele rindo – Porque eu ainda tento?
Ele soltou o controle sobre a mesinha de centro e agarrou minha cintura e colocou-me sobre seu colo, agarrou meus cabelos beijando-me. Acariciei os cabelos dele e desci minhas mãos para a calça dele, abri-a enquanto Nico levantava minha saia e puxava minha calcinha para o lado esfregando meu sexo com seus dedinhos compridos.
Gemi na boca dele e acariciei seu membro duro levemente antes de colocá-lo dentro de mim. Nico agarrou minha cintura e me impediu de sentar no seu membro.
– Depois você vai ter que ser boazinha. – disse ele.
Sorri e mordi o pescoço dele.
– É, vou ser sim. – disse irônica.
Nico riu e estocou seu membro em mim com força. Gemi mordendo o pescoço dele. Nico apertou minha bunda com força ajudando-me com o ritmo dos movimentos. Subia e descia com vontade engolindo seu membro todo. Nós dois gemíamos olhando um nos olhos do outro. Sorriamos um para o outro aproveitando o momento.
Nico apertou minha bunda com uma mão e com a outra apalpou meu seio mordendo os lábios. O membro de Nico se expandiu dentro de mim quando seus dedinhos brincaram com meu clitóris. Logo seu gozo estava inundando-me e seus movimentos não pararam entraram no ritmo dos movimentos dos seus dedos na verdade. Gemi por Nico e apertei seu membro gozando gemendo longamente, meu corpo tremia todo e minhas mãos agarraram os cabelos de Nico.
Meu nerdzinho sorriu e me deu um beijo que começou um pouco ousado e foi se acalmando. Nico ajeitou suas roupas e as minhas sendo fofo e voltou a me beijar. Toquei o seu rostinho e acariciei-o. Nico me deu um beijinho na ponta do nariz e suspirou.
– Agora eu vou deixar você jogar. – saí do colo dele sentando-me ao seu lado – Você tem dez minutos antes que eu te agarre de novo porque você está sendo fofo xingando o jogo e se contorcendo todo para jogar como se isso ajudasse.
Ele sorriu.
– Você é uma ótima namorada.
– Eu sei. – deitei-me no sofá e esfreguei o pé na cara dele.
– Para. – pediu ele.
Eu ri.
– Desculpa, agora eu vou ficar quietinha.
Nico novamente me olhou sem acreditar e riu voltando a tentar jogar. Eu vou deixá-lo quieto um pouco antes de voltar a encher o saco dele batendo nele com os pés ou arrancando o controle da mão dele e sair correndo pela casa. Eu sou muito chata. Pobre Nico.
POV – Annabeth
Eu queria conversar com a Thalia, xingar o Percy até não poder mais, porém ela não quer falar comigo porque ela acha que eu estou errada. COMO ELA PODE PENSAR ISSO SENDO QUE ELA VIU A FOTO? Tudo bem que foi o Octavian que me mostrou a foto e que ele me magoou muito no passado além de me bater, não do jeito que eu gosto como o Percy faz. Além do que o Octavian tinha vindo me chamado para sair com ele, mesmo tendo apenas se passado uma semana depois do acontecido com Percy. Eu neguei obviamente, ele não parecia muito irritado com isso, não estava nervoso como ficava antes quando eu dizia não.
Suspirei. Eu não estava conseguindo nem me concentrar na minha tarefa. Era tarde da noite e eu ainda estava na escola, naquela biblioteca tentando terminar minhas tarefas. Fiz duas de cinco, e essas duas feitas devem estar horríveis porque eu não conseguia prestar atenção nelas. Eu só pensava em Percy e como ele faz falta e como ele podia ter beijado outra garota e como o sorriso dele é fofo.
Fechei o livro. Eu tinha que parar de tentar fazer algo pensando em Percy. Tinha que ir para casa. Comer. Tomar um banho. Tentar pensar em outra coisa. Outra coisa que não seja o Percy sorrindo para mim com seus óculos fofos ou sorrindo enquanto passava a mão pelo meu corpo ou nos beijos dele. Ai que desgraça.
Guardei minhas coisas. Despedi-me da bibliotecária e parei na mesa que Octavian estava.
– Octavian, eu já vou indo. – suspirei, ele assentiu – Desculpa por ter te dispensado. É que faz pouco tempo que tudo aconteceu, eu ainda não estou pronta para seguir em frente.
– Eu entendo, Annabeth. Fique tranquila. Eu que fui inconveniente. Perdão.
Sorri.
– Imagina. Tchau, Octavian.
Ele acenou e voltou a ler seu livro. Sai da escola e comecei a caminhar na rua vazia. O Octavian tinha mudado mesmo. Ele parecia mais normal agora. Impressionante.
Caminhava sozinha com meus pensamentos sentindo-me desconfortável por aquela rua estar tão vazia e eu não estar com meu carro. Não gosto de andar sozinha, à noite, numa rua tão deserta. Até sentia estar sendo seguida. Respirei fundo tentando relaxar. Não tinha nada, eu estava sozinha mesmo, talvez fosse um gatinho perdido me seguindo.
Senti braços agarrarem minha cintura, meu coração disparou, soltei um berro, mas minha boca foi tampada imediatamente. Eu não conseguia me soltar, era alguém forte demais me segurando e me arrastando para um beco entre dois prédios comerciais. Fui colocada de pé na frente do agressor. Ele estava de capuz e naquele escuro não conseguia ver muita coisa. Tentei dar um soco nele, ele segurou meu punho e me deu um tapa com as costas da mão. Senti o sangue escapar do interior da minha bochecha e escorrer pelo meu lábio inferior.
– Você não me quis, não é? – perguntou ele – Porque ainda prefere o merda do seu ex de merda.
Desgraçado. Ele me agarrou a cintura e me jogou no chão. Eu me debati e levei um chute no estomago. Minha barriga ardeu e eu consegui sentir a bile subir pela minha garganta. Abracei minha barriga e ele subiu em mim, pegou um canivete e cortou minha blusa.
– Se não aceita por bem, vai ser por mal. – disse ele.
– Octavian…
Murmurei em meio às lágrimas de medo e ódio. Pude ouvi-lo rir depois rasgou meu sutiã.
– Quietinha… – ordenou ele colocando sua mão sobre minha boca.
Mordi a mão dele com força até sentir o gosto de sangue fazendo Octavian soltar minha boca, me debati e gritei o mais alto que conseguia.
– SOCORRO!
Senti algo duro bater no meu nariz. Acho que ele me deu uma cotovelada. Minha visão ficou embaçada entre as lágrimas e a dor. Meu nariz estava ardendo e algo quente escorria dele, devia ser sangue, muito sangue. Eu continuava a mexer minhas pernas, chorando inconsolavelmente. Octavian abriu minha calça e a arrancou de mim. A brisa gelada chegou nas minhas pernas, arrepiando-as. Eu nunca senti tanto medo na minha vida.
– Por favor… socorro… Percy … – disse baixinho sem conseguir gritar por toda aquela dor e o medo havia me paralisado. Eu queria Percy ali, ele iria me proteger, sempre protegeu.
Eu podia ouvir Octavian descer o zíper da calça.
– Você vai gostar…
De repente, sem que eu esperasse, o peso de Octavian saiu de cima de mim. Eu me senti leve e extremamente exposta. Ouvi algo ser jogado contra algo duro. Minha visão ainda estava embaçada, mas pelo o que consegui ver alguém estava empurrando Octavian contra uma parede e dava socos nele. O frio nas minhas pernas passou e ao olhá-las tinha um cara de preto ali, ele havia colocado algo que eu diria que era sua jaqueta sobre minhas pernas, além de levemente embaçada, minha visão estava um pouco lenta.
– Calma. – disse ele – Está tudo bem agora. Você está bem agora. – ele olhou para trás – Ares, vai com calma, não é para matá-lo, leve ele para o carro. Vamos para a casa da Afrodite.
Afrodite?
– Afrodite? – perguntei baixinho.
– Não fale muito… qual é o seu nome? – ele me pegou no colo e ajeitou sua jaqueta sobre meu corpo.
– Annabeth… – sussurrei no ouvido dele.
– Eu já ouvi esse nome. – disse ele para si mesmo – Eu sou Apolo. Você está bem agora.
Ele ficou comigo no colo no carro o tempo todo. Estávamos no banco da frente e tinha outro cara dirigindo e Apolo me deixou ficar agarrada a ele e acariciava meu braço esperando que eu parasse de tremer. Paramos depois de alguns minutos. Apolo abriu a porta e me ajeitou no seu colo para poder me levar para algum lugar. Antes de sair ele olhou para o outro cara, o tal de Ares.
– Leve ele para a policia, depois eu levo ela, ela precisa descansar um pouco. – disse ele saindo.
Eu voltei a tremer quando pensei que quem poderia estar no carro também era Octavian.
– Calma. Ele está desmaiado, ele não vai te fazer mal.
– Obrigada. – sussurrei.
Ele sorriu para mim.
– Eu não fiz nada mais do que deveria. Agora, a minha namorada vai te ajudar, fique tranquila.
Ele bateu na porta e assim que abriram uma moça engasgou com a cena.
– Annabeth? – perguntou a mulher. Como ela me conhecia? – Entra, entra! O que aconteceu? – Apolo entrou na casa e me deitou num lugar macio. Minha visão estava melhorando apesar de eu ainda estar meio lenta de medo, eu ainda tremia. Estava em um sofá. Seminua. Eu estava tão exposta.
– Eu encontrei ela num beco e tinha um cara em cima dela, eu pensei em vir aqui para ajudar. Você era a única pessoa que eu pensei que poderia ajudar. – disse Apolo.
– Ela é a Annabeth, Apolo. A namorada do Percy, o professor que veio aqui mais cedo.
– Percy! – choraminguei.
– Toma meu celular, liga para ele. Eu vou cuidar dela.
Ela se aproximou de mim e acariciou meu cabelo.
– Annabeth, você está bem agora, certo? – disse Afrodite – Vamos tomar um banho e colocar outra roupa e depois eu te dou algo para comer.
– Eu quero o Percy, Afrodite. – disse chorando.
– Eu sei, querida. – ela colocou a mão nas minhas costas e me ajudou a sentar depois, me levantar – Você vai tomar um banho e colocar uma roupa confortável para encontrar ele.
– Eu quero ele… a-agora… – disse ainda chorando.
– Calma, querida. Ele vai chegar rapidinho.
Ela me levou ao corredor e entramos no banheiro. Ela me sentou no vaso, encheu a banheira com água quente, ajudou-me com as minhas roupas e a me colocar na banheira. Afrodite me deu um banho, limpou todo o sangue estava escorrendo do meu nariz, lavou meus cabelos e me deu uma roupa confortável de dormir dela. Afrodite perguntou se eu queria comer alguma coisa me levando para a sala. Eu não respondi, eu vi Percy ali sentado esperando, estava com os cotovelos sobre as coxas e balançava uma perna demonstrando sua preocupação.
Quando o vi comecei a chorar.
– Percy. – choraminguei como uma criança. Ele me olhou e se levantou vindo rapidamente até mim abraçando-me – Eu fiquei com tanto medo, Percy.
– Está tudo bem agora. – ele acariciou meu cabelo e beijou minha testa, agarrei a blusa dele e chorei afundando meu rosto no peito dele. Os soluços saiam facilmente pelos meus lábios. Percy me pegou no colo e sentou-se no sofá comigo agarrada a ele – Porque eu não estava lá? – perguntou ele acariciando minhas costas – Eu devia ter te protegido.
– Não se culpe, Percy, não é culpa sua. – disse Afrodite – Agora ela tem que comer alguma coisa.
– Eu não quero comer. – disse.
– Mas você tem que comer, bebê. – murmurou ele beijando minha testa – Você sabe quem era o cara?
– Era… era… era o Octavian…
– Filho da puta. – rosnou ele – Eu vou matar esse desgraçado.
– Nada de violência, Percy. Chega disso. O importante agora é cuidar da Annabeth. – disse Afrodite.
Ele me olhou e sorriu.
– Você tem razão. O importante agora é cuidar da minha bebê.
Dei um sorrisinho e dei um selinho pequeno nele e voltei a deitar minha cabeça no peito dele e esperei Afrodite trazer o lanche que havia feito para mim. Eu não queria sair do colo de Percy, não agora. Eu não quero ficar longe dele, nunca. Sinto que preciso mais dele do que ele de mim, mas não me importo, realmente preciso dele.
– Eu te amo, Percy.
– Eu te amo, bebê.
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