Senhor Jackson
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Eu estava sozinho na minha sala, tentando ver se corrigir provas tirava a Annabeth da minha cabeça. Vê-la sair correndo da sala chorando depois de eu escrever aquilo só me provou que ela ainda me amava, e isso fazia com que doesse mais ainda. Será que os pais dela descobriram de alguma forma e a mandaram se afastar de mim? Conheci a mãe da Annabeth em uma reunião e ela gostou de mim, se a Annabeth me contasse, eu ia falar com os pais dela e ver o que eu poderia fazer para que eles vissem que eu amo aquela safada. Lógico que eu não diria isso a eles, aí eu perderia a minha bebê para sempre.
A Thalia foi atrás dela, assim que ela saiu um silêncio mortal se instalou na sala, só quando o Connor perguntou novamente o que havia acontecido que a Thalia se levantou e foi atrás dela. Ela passou por mim e me fuzilou com o olhar, eu me senti com medo. Mas na aula daquele dia, ela me olhava com compreensão. Eu não estava entendendo, talvez meu tio estivesse certo e mulheres são loucas.
E algumas são umas vadias. Eu ainda estava perdido nas provas, olhando para a mesma desde a hora que sentei, pensando o que eu faria para conversar com a Annabeth. Tentei falar com ela pela apostila dela, mas ela apagou a pergunta “Podemos nos falar mais tarde?” que eu tinha escrito. Isso só me deixou mais triste. E voltar para casa não é uma opção, já que a casa toda cheira a ela.
O caso de algumas serem umas vadias é que eu estava distraído até notar aquela coxa molenga ficar sobre a minha mesa. Ao olhar para a dona da perna encontrei Rachel, sorrindo como se o mundo fosse dela.
– O que deseja, senhorita Dare? – perguntei tentando parecer cordial.
Ela sorriu mais ainda e saiu de cima da minha mesa e se ajoelhou ao meu lado com a apostila na mão. Ainda bem que ela saiu da mesa, só quem pode ficar sentada na minha mesa é a Annabeth.
– Estou com algumas dúvidas, professor. – disse ela, fazendo biquinho.
– Senhorita Dare, há alunos que podem te ajudar com isso e…
– Mas, professor – ela me interrompeu e agarrou a minha coxa – eu queria que você me ensinasse.
– Por favor, tire a mão da minha perna. – pedi calmamente, ela tirou e ficou me olhando em expectativa esperando que eu agarrasse só pode – A senhorita terá de me desculpar, eu tenho que sair agora, depois eu te ajudo com isso, certo?
Nem a deixei responder, eu logo entendi qual era o problema da minha bebê. Fui correndo para a sala que ela dava aulas extras. Que ódio daquela garota, ela teve a coragem de tirar a minha bebê de mim, ela devia estar ameaçando a Annabeth. Ainda bem que eu saí de lá, eu ia meter um soco na cara dela se ficasse mais. Acho que Rachel deve ter desconfiado para onde eu fui atrás dela, porque o estacionamento ficava para o outro lado e eu não podia estar indo para a sala dos professores porque ela também ficava para o outro lado, mas que se foda.
Bati na porta da sala, assim que a voz linda dela permitiu que eu entrasse, o fiz, Annabeth estava ensinando um garoto. Eles me olharam e a boca de Annabeth se entreabriu.
– Senhorita Chase, eu preciso falar com você. – disse.
O garoto respondeu por ela, já que Annabeth continuava calada, só me olhando.
– Eu já estava de saída, professor. – ele se levantou. Acho bom mesmo que ele já estava de saída! Ele olhou para a Annabeth – Obrigado pela ajuda, Annie.
Isso mesmo vá embora. Se afasta da minha loira devagar. Fiquei observando o garoto de modo ameaçador até ele sair. Entrei e tranquei a porta. Dei passadas longas até ela e a tirei da cadeira, agarrando a cintura dela e a prensando contra a mesa.
– Percy…
– Porque você não me falou que a Rachel estava te ameaçando, bebê? – perguntei apertando-a mais contra mim.
– Eu não quero que você perca o seu emprego, Percy. – ela disse baixinho.
– Que se foda o meu emprego! – disse nervoso – Eu não quero perder você.
Ela suspirou triste e tentou me afastar. Dei um selinho bem de leve nela e ela ficou me olhando com uma carinha tão fofa, quando ela foi me beijar novamente alguém bateu na porta.
– Annabeth! Abre isso! – era Rachel.
Annabeth me olhou e tentou me afastar parecendo que estava voltando a si. Rachel bateu novamente, mas a batida foi interrompida abruptamente.
– Senhorita Dare, não incomode a Annabeth, ela deve estar sendo uma coisa que você não é. – era Afrodite.
– Que seria? – perguntou Rachel.
– Prestativa. Agora vamos, vamos, saia daqui.
Ficamos alguns segundos em silêncio, elas já deviam ter ido embora. Então tentei beijar Annabeth novamente, mas ela tentou me afastar.
– Percy, não…
– Eu nunca gostei muito de fazer o que os outros pedem.
E dito isso, capturei os lábios dela para mim. Primeiro ela hesitou, depois ela se entregou ao beijo agarrando meus cabelos fazendo meus olhos se revirarem de prazer, estava com saudades daquelas mãozinhas. Separei meus lábios do dela arfante. A boquinha dela estava vermelha e ela também arfava.
– Hoje eu vou realizar o sonho da maioria dos alunos dessa escola… vou trepar com você em cima dessa mesa. – rosnei e agarrei a coxa dela – Eu nunca percebi isso, mas acho que esse sonho também é meu.
Annabeth sorriu safada e me puxou para outro beijo. Eu já estava ficando duro, Annabeth chupava a minha língua de um jeito tão erótico que era impossível não ficar duro. Ela roçava a língua na minha e esfregava-se contra mim. Desci minha mão para a saia dela, coloquei minha mão por baixo e toquei a calcinha dela, enfiando minha mão por dentro da mesma a tocando lentamente.
– Nunca mais – comecei a dizer quando tirei meus lábios dos dela, ela mordeu os próprios lábios, rebolando em meus dedos, encarando-me – me deixe porque aquela vadia falou alguma coisa para você. Entendeu?
Ela assentiu rebolando com mais vontade para meus dedos mexerem-se nela e jogou a cabeça para trás. Eu ia tirar meus dedos dela e ia mandar ela me responder direito, mas não queria isso, continuei a estimulá-la e agora mais rapidamente. Ela gemeu baixinho e em seguida me olhou com aqueles olhos lindos e agarrou meu rosto capturando meus lábios.
As mãos safadas de Annabeth agarraram meu pau sobre a calça e começaram a apertá-lo enquanto ainda nos beijávamos. Ela murmurava meu nome baixinho de vez em quanto e ia abrindo as minhas calças. Meus dedos já afundavam freneticamente dentro dela e eu sentia que ela estava muito próxima. Tirei meus dedos de dentro dela a fazendo resmungar desgostosa e os dei para que ela chupasse, aquela safada ficou me encarando com uma cara tão sexy que eu fui obrigado a gemer. Ela limpou meus dedos com mais paciência do que devia. Depois que ela soltou-os, capturei os lábios dela, aproveitando o gosto dela direto da boca dela e fui tirando as minhas calças.
Afastei a calcinha de Annabeth e afundei-me dentro dela em uma estocada só. Ela gemeu alto e agarrou meus ombros, seu corpo tremeu todo e seu interior me apertou com força fazendo uma pressão deliciosa.
– Você é tão apertada. – murmurei no ouvido dela.
Ela gemeu e eu senti seu interior pulsar a minha volta. Sorri e estoquei novamente.
– E tá tão melada.
Novamente ela soltou um gemidinho e seu interior pulsou. Mordi a orelha dela e chupei o lóbulo enquanto passava a estocar com força. Annabeth gemia e chamava por mim baixinho, do jeito que eu gosto. Ela me olhava no fundo dos olhos, implorando sempre por mais. Deixei todas as minhas frustrações serem liberadas nas minhas estocadas. Eu ia acabar rachando aquela mesa, mas não tinha problema, do chão a gente não passava.
Desci meus dedos pelos nossos corpos e acariciei o clitóris dela com vontade porque sentia que não aguentava mais. Annabeth gemeu mais alto dessa vez e arranhou a minha nuca, o interior dela apertou-me bruscamente e logo a senti gozar. Liberei-me segundos depois chamando por ela. ficamos nos encarando arfantes, as bochechas dela estavam vermelhas, o tom mais lindo e o que eu mais gosto de vermelho. As beijei e a puxei para mim, abraçando-a um pouco. Quando nos acalmamos, a soltei e ajeitei as minhas roupas.
– Você não deveria ter feito isso. – disse ela – A Rachel tem fotos nossas, ela pode mandar para todo mundo, mesmo sem ter certeza de que você estava aqui dentro.
– Você viu as fotos? – perguntei sentando-me no chão enquanto ela ainda estava sobre a mesa me encarando. Ela assentiu – Estavam bonitas? Porque se estiverem eu quero também.
Ela riu.
– Isso é sério, Percy. – afirmou ela.
Dei de ombros.
– Eu não quero perder você! – afirmei novamente, respirei fundo – Essa história de fotos, me fez querer tirar fotos suas. – mordi os lábios – Em posições inimagináveis, e que eu tenho certeza que você consegue fazer com essa sua elasticidade.
Ela ficou com as bochechas coradas de vergonha.
– Pare com isso. – ela ficou de pé, me encarando com as mãos na cintura.
– A primeira você vai ter que estar vestidinha assim, de colegial safada.
Ela olhou para a própria roupa.
– Eu não estou de colegial safada. Estou bem comportada até. – disse ela.
– Então como é uma colegial safada, bebê?
Ela sorriu.
– Feche os olhos que eu te mostro.
Eu fechava até as portas da morte se ela pedisse. Fiquei de olhinhos fechados só ouvido farfalhar de roupas e de um dos zíperes da bolsa dela se abrir, depois um pequeno silêncio e, por fim, o barulho de embrulho de bala sendo aberto.
– Pode abrir os olhos. – murmurou ela sedutoramente.
Ela não podia fazer esse tipo de coisa comigo. Ela tinha que me preparar psicologicamente primeiro. Ela abriu três botões do topo da sua camiseta formando um decote generoso. Em baixo estava amarrado logo abaixo do busto, ela encurtou a saia até eu conseguir ver a calcinha azul dela da minha posição. Ela prendeu os cabelos em duas marias-chiquinhas e estava com um pirulito na boca. Ai caralho, como é perfeita essa safada.
– Não faz isso comigo não, bebê. É demais para mim. – disse.
– Está ficando velho, senhor Jackson? – perguntou ela sensualmente enquanto chupava aquele pirulito e lambia ele.
– Acho que sim, senhorita Chase. Talvez a senhorita devesse procurar outro para mostrar esse seu estilo de se vestir, alguém jovem… que não seja suscetível a enfartos.
Ela ficou de quatro na minha frente e engatinhou até mim, parando na minha frente, sentando-se sobre meu colo, tirando o pirulito da boca.
– A gente dá um jeito no seu coração fraco desafiando ele, o que você acha? – perguntou ela sorrindo safada, ela lambeu os lábios – Eu gosto de caras mais velhos.
Apertei a cintura dela rosnando.
– Você é a minha perdição, bebê. – beijei o pescoço dela a fazendo suspirar – Esse pirulito é de que?
– Morango.
– É gostoso?
Ela assentiu.
– Prova.
Ela me ofereceu o pirulito. A pobrezinha acha que eu vou provar daquilo se a boca dela está perfeitamente ao meu alcance? Puxei-a pela nuca e capturei os lábios dela, os chupando e depois lambendo a língua dela. Era realmente gostoso. Continuei a beijá-la até quando o gosto de morango foi embora. Só separei meus lábios dos dela quando fiquei sem ar. Ela recolocou o pirulito na boca e acariciei delicadamente o rosto dela.
– Não se preocupe com a Rachel, bebê. A gente dá um jeito nesse problema. – ela assentiu e deitou a cabeça no meu ombro – E se ela quiser, eu posso mandar umas fotos suas de quatro vestida desse jeito para ela. – Annabeth me olhou com os olhos reprovadores – Vai que ela quer essa foto. Porque eu também quero, agora seja uma boa garota e faça o que o professor mandar: fique de quatro no chão e faça aquela carinha de safada que só você sabe fazer.
– E se eu disser que não vou fazer? – perguntou ela mordendo os lábios.
– Você vai ser castigada. – respondi.
– Se é assim, então… não. – murmurou ela desafiadoramente.
Dei um tapa na bunda dela a fazendo dar um saltinho e gemer.
– Agora! – ordenei.
– Não.
Dei outro tapa e ela gemeu novamente.
– Senhorita Chase – disse ameaçador – agora!
Ela mordeu os lábios e sorriu saindo do meu colo, engatinhando até um pouco mais para frente, deixando aquela bunda linda e empinada apontada para a minha direção. Ela se ajeitou ficando de lado e olhou para mim.
– Assim está bom, senhor? – perguntou ela manhosa.
Mordi os lábios e assenti freneticamente a fazendo rir. Quem diria que aquela sala daria uma boa área para tirar fotos da minha bebê e também transar entre umas fotos e outras. Estava com tanta saudades dela que nem me dei conta do tempo, parecia que estávamos ali nem há uma hora e já eram seis e nós ali nos beijando e nos tocando. Antes de sair de lá, sussurrei no ouvido dela, enquanto ficávamos abraçados:
– Não se atreva a me deixar assim, sem me dizer nada, não existe problema que eu não queria atravessar com você. Promete para mim que vai conversar comigo sempre que houver algo errado.
– Prometo. – ela sussurrou.
– Você quer namorar comigo, Annabeth?
Ela suspirou.
– Quero.
Eu sorri quase explodindo de felicidade por dentro.
– Eu te amo, bebê.
– Eu te amo, senhor Jackson.
Dei um último beijo nela e assim nós saímos. Lógico que antes ela teve que ajeitar as roupas, não queria ninguém olhando para os atributos da minha bebê, já ficam olhando quando ela está com a roupa da maneira certa de ser usada. Se ela ficar andando por aí daquele jeito vão surgir possas de baba por toda a parte. Isso me lembra de que o meu celular tem que ficar mais protegido agora que tenho fotos tão preciosas nele. Quando cheguei em casa já fui ver todas aquelas fotos só para poder matar a saudade.
Eu fiquei nem sei quanto tempo encarando a foto do rostinho da Annabeth ela estava sorrindo e não olhando para a câmera, ela estava olhando para mim naquele momento. Sorri e peguei o anel que havia comprado para ela e guardei no bolso. Só precisava saber agora o que faria sobre a Rachel.
POV – Thalia
A Afrodite me disse assim que eu cheguei que tinha visto o professor Jackson quase expulsar um aluno da sala de aulas extras que a Annabeth estava e depois se trancou lá o dia inteiro com ela. Isso significava que o meu shipp irrefutável estava unido novamente, mas ainda tínhamos a Rachel para nos preocupar, ela não tinha apagado as fotos ainda. Contudo a Afrodite tinha uma ideia que me envolvia, envolvia o Nico e o professor Hermes, lógico que o professor não sabia de nada, ele não shippava o mesmo casal que eu e a Afrodite, mas tava valendo.
No meio da aula dele, peguei meu celular e liguei para o número de Rachel. Eu havia conseguido o número dela com um dos garotos que já tinha ficado com ela, o que não faltava era opção para conseguir esse telefone. Assim que o celular dela tocou o professor Hermes olhou para trás com raiva nos olhos, ele é muito de boa, mas ninguém interrompe enquanto ele está explicando.
Rachel, como é idiota, praticamente esfregou o celular na cara do professor, levantou ele e ficou olhando para ver se conhecia o número. O professor se aproximou e agarrou-o da mão dela. Ela fez cara de santa.
– Professor, era a minha mãe. – disse ela tentando disfarçar.
– Podia ser Zeus te chamando para polir o raio dele, você está na minha aula e quem manda sou eu. – afirmou ele levando o celular até a mesa e o jogou na gaveta – Amanhã a sua mãe vem e pega ele para você e fala para a diretora o que ela queria falar com você.
Ele deu um sorrisinho da cara de babaca da Rachel e voltou a escrever no quadro. Acho que o plano da Afrodite foi melhor do que eu pensei. Agora era só dar um jeito de apagar essas fotos.
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