Notas iniciais
Mais um capítulo fresquinho... Penultimo capitulo... Boa Leitura Kissus jane' RCB

Passara-se um mês e Alícia se encontrava sentada à mesa de um pequeno restaurante em Paris, pensando se realmente valera a pena ter deixado Paulo para estar ali. Achara que fosse esquecê-lo, mas seu coração estava lhe provando que seria difícil conseguir isso. "Como será que ele está? Será que já está em outra e me esqueceu?" Seus pensamentos foram interrompidos por seu celular que tocava insistentemente.

– Quem será agora? – ela se perguntou enquanto pegava o celular em sua bolsa. – Alô... – ela atendeu.

– Alô. – respondeu uma voz masculina, que fizera o coração de Alícia parar, por alguns segundos. – Alícia? Você está aí?

– Paulo? – perguntou Alícia sem acreditar naquilo.

– Sou eu. – ele respondeu e pelo tom de voz dele, ela pôde perceber que ele sorrira. Como ela daria tudo para ver aquele sorriso. – Como você está?

– Estou bem. – ela disse ainda sem acreditar. – E você?

– Também. Um pouco triste, mas bem.

– Triste, por que? – ela perguntou sentindo seu coração pular, pela expectativa da resposta.

– Por que será? – ele indagou sarcástico. – Porque uma linda garota me deixou.

– Eu sinto muito, Paulo. – ela respondeu com tristeza.

– Tudo bem, Alícia. Eu entendo porque fez isso. – disse Paulo. – Mas não liguei para falarmos de coisas tristes. Liguei pra saber de você e para ouvir sua voz. – Alícia corou.

– Como você conseguiu meu número?

– Uma tal de Carmen que trabalhava com você me deu.

– E como você conheceu a Carmen?

– Descobri onde você trabalhava.

– Nem vou perguntar como fez isso. – ele sorriu.

–Tenho meus métodos.

– Sei... – ela respondeu um pouco incerta.

– Mas e aí? Paris é um lugar bonito?

– É lindo. – ela disse com uma expressão de tristeza. – Me divirto muito aqui. – ela não queria que ele pensasse que ela ficava chorando pelos cantos.

– Sério? – ele perguntou incrédulo. – Porque eu podia jurar, que te vejo sentada na mesa de um restaurante, com uma carinha triste, olhando sua mão e pensando: "Eu deveria ter ido à manicure?" – Alícia estava chocada. Como ele deduzira isso? – Posso ver sua cara de choque pensando: "Só falta ele dizer que o meu vestido é lilás." – Alícia deu um pulo da cadeira e ficou de pé.

– Como você sabe tudo isso? – ele sorriu de novo.

– Agora você vai olhar para todos os lados o procurando e pensando: "Será que ele está aqui?" Você anda de um lado pro outro e de repente para e olha pra trás. Então você o vê. Ele está lindo. Usa uma calça jeans e uma camisa preta e você pensa: "Eu quero arrancar essa roupa dele". Os olhos dele brilham ao vê-la. – Alícia sorri pelo que ele disse e por ver ele andando em sua direção. Ela ainda segurava o celular na orelha. – Acho que não precisamos mais disso. – ele pegou o celular da mão dela.

– O que faz aqui? – Alícia perguntou sem entender.

– Estava com saudades de você. – ela não parava de sorrir.

– Eu também senti. – ela o abraçou e lhe deu um beijo no rosto.

– É só isso que eu ganho? – perguntou ele sorrindo. – Eu acho que mereço mais. – Alícia o puxou para mais perto pela nuca e ficou acariciando a mesma.

– O que eu quero fazer... – ela sussurrou no ouvido dele. – Não posso fazer aqui. – Paulo a beijou intensamente.

– Isso nós podemos resolver. – ele lançou um olhar malicioso para ela e a levou para seu carro.

~*O*~*O*~

Algumas horas depois Alícia desperta. Ela estava deitada em uma cama enorme e Paulo estava a seu lado. Ela deu um beijo no rosto dele, que sorriu.

– Quem me dera acordar assim todos os dias. – disse Paulo, puxando-a para mais perto. Ela deitou sobre o peito dele.

– Quem me dera também. – ela respondeu. – Estou feliz que esteja aqui.

– Eu também. – ele a beijou na testa.

– Por quanto tempo pretende ficar?

– Eu não te contei?

– O que? — perguntou a morena confusa.

– Eu me mudei pra cá. – ela se jogou em cima dele.

– Que bom! Mas... E o seu emprego?

– Bom... Eu sou o dono das empresas e decidi me transferir para a filial daqui.

– Muito inteligente. – ela respondeu e lhe deu um beijo. – E isso tudo para não ficar longe de mim.

– Convencida.

– É mentira?

– Não. – ele virou-a na cama, ficando por cima dela. – Então... Acho que mereço mais uma dose daquele prêmio que voce me deu quando eu cheguei. – ela sorriu.

– Você merece tudo, meu herói.

– Herói? – ele perguntou, sem entender. — Digamos que sou mais para vilão. — rindo.

– Não,você é o meu herói. – Alícia falou. – Você me salvou. Porque eu ia morrer de tristeza sem você perto de mim.

– Que dramática... – Paulo respondeu rindo.

– É verdade. – ela fez um biquinho, como se fosse uma criança.

– Eu acredito. E acho que como te salvei, realmente mereço mais uma dose daquele prêmio. – ele a beijou, antes que ela pudesse responder, como se realmente ela fosse negar algo a ele.

~*O*~*O*~

Passaram-se dias e eles estavam muito felizes. Paulo praticamente se mudara para o apartamento de Alícia e finalmente tomara uma decisão.

Ele marcara com Alícia de encontrá-la numa praça muito bonita, perto do apartamento dela. Ela o esperava, observando um chafariz.

– O que uma mulher bonita como voce faz aqui? – perguntou alguém atrás de Alícia.

– Estou esperando uma pessoa. – ela respondeu sem olhar pra ver quem era.

– Eu não deixaria você esperando.

– Por que?

– Porque nunca há tempo suficciente para satisfazer uma mulher.

– Vamos fazer o seguinte... – Propôs Alícia. – Se eu me virar e ele não estiver aqui, eu vou com você.

– Tudo bem. – ela se virou sorrindo para ele. Eles se abraçaram.

– Você é muito bobo Paulo. – ele a beijou.

– Mas você gosta de mim, assim mesmo.

– É. – ela respondeu feliz. – Mas o que você queria falar comigo?

– Vamos sentar ali. – ele a levou para um banco. – Quero te pedir uma coisa, mas você vai prometer que vai deixar eu falar tudo antes de responder.

– Eu prometo.

– Alícia, você quer um homem que tape seus olhos e te leve na praia, só pra você sentir a areia sob seus pés... Quer um homem que te acorde de madrugada, porque quer muito a sua opinião e não pode esperar até o amanhecer para ouvir sua voz... – ela ouvia com lágrimas nos olhos. – Eu provavelmente não sou esse homem, mas eu gostaria muito de tentar ser. – ele tirou uma caixa de seu bolso e abriu-a. – Alícia Gusman... Quer se casar comigo? – algumas lágrimas cairam do pelo rosto de Alícia.

– Paulo, e-eu — gaguejando — É claro que eu aceito. – ela o beijou. – Eu te amo, Paulo Guerra.

– Eu também te amo, Alícia Gusman.

Notas finais
Então? O que acharam?? Hoje ou amanhã postarei o ultimo capítulo... Mereço algumas recomendações ou reivews?? Kissus jane' RBC