Sempre com Você

7 Capítulo 6


Notas iniciais
ooi *-* to sumida née? Mas aqui esta um cap. que eu terminei a dias, mas tava desanimada, mas também 31 leitoras e 14 reviews... Quem escreve entende meu drama...
Mas não vou parar por isso jamais, agora deixa eu calar minah boca e vamos lá (:

Estar na garupa da moto de Jacob quase me fazia esqueçer de tudo, o vento que passava forte ia levando lentamente tudo àquilo que me machucava tudo aquilo que eu enfrentearia depois, sim depois de me dedicar totalmente ao momento que estou vivendo, ele prende totalmente minha atenção, e tudo pareçe tão pequeno ao lado dele, tão sem graça, me apertei mais a ele e escutei sua risada, seu cheiro já estava em mim, eu o conhecia bem, me peguntei até onde iria essa aventura, mas pra qu pensar no fim se esta tão bom assim? Ele nunca faz o que eu espero e eu amo isso.

Ele parou a moto. O penhasco. Sorri.

- Aqui é o seu lugar legal?

- Não é o meu preferido, mas foi aqui que quase joguei tudo por alto só pra te agarrar. – Disse me abraçando.

- Eu preferia que tivesse jogado tudo pro ar, sabe, pelo menos não ia tentar me matar.

Ele gargalhou.

- Você não sabe o quanto eu tive que me controlar, você tão perto de mim, seu cheiro. – enquanto falava cheirava meu pescoço me fazendo arrepiar.

- Sabe o que eu mais gostei aquele dia? – Perguntei fechando os olhos.

- O que?

- Você me chamando de Bells e eu ainda quero saber o porquê você teria que me matar se me dissesse.

- Eita menina curiosa, mas não se preocupa um dia eu te conto.

Sorrindo beijei seus lábios.

- Quer saber o que eu mais gostei aquele dia?

- O que?

- Você querendo invadir meu quarto. – respondeu com um sorriso malicioso nos lábios.

Não tinha como não sorrir, como também não tinha como impedir o medo de ficar me rondando.

- Sabe Jake, eu tenho medo.

- Medo de que?

- Sei lá, agente ta aqui, ta bem, mas pareçe que sempre tem algo pra nos atrapalhar, agente acaba brigando, fica com raiva um do outro.

- Mas no final agente acaba sempre aqui de novo Bella.

- E que eu nunca entrei em um relacionamento assim.

- Assim como?

- eu nunca sei que atitudes tomar em relação a você, nunca sei como você vai agir, e como se eu tivesse dançando em areia movediça.

- Aposto que eu te facino por isso – disse olhando em meus olhos. — Vai negar? – Perguntou baixinho.

- Não, mas...

- Esse que é o seu problema Bella, você pensa muito no amanhã e acaba deixando o hoje escapar, relacha, vai ficar tudo bem.

- Tem certeza? – perguntei baixinho. Me culpava por deixar essa ensegurança tomar conta de mim, nesse momento desejei ser como ele, jogar tudo pro alto e não me importar muito com as coisas.

- Claro e quer saber? Eu amo quando nós brigamos você fica tão linda quando esta com raiva.

Enquanto ele falava distribuia beijos e mordidas por meu pescoço, me arrepiando e me aquecendo no mesmo instante.

- Pra mim o melhor das brigas são as reconciliações Jake. – beijei sua boca totalmente entregue, suas mãos me apertaram mais contra seu corpo, mas nossas mãos não paravam quietas, ele acariciava, tocava, apertava, enfiei minhas mãos por baixo da sua blusa e deixei elas fazerem um caminho livre por suas costas, ele e tão quente, tão macio, tão cheiroso, quando estava em seus braços nada mais importava, eu queria ser dele, e como ele mesmo diz que se dane o amanhã.

Depois desse beijo de tirar o folego fiquei um bom tempo abraçada a ele, queria tanto ficar assim pra sempre, não ter que enfrentar a realidade.

- Já esta quase na hora do almoço Bella, vamos comer alguma coisa e eu te levo pra casa. – Disse ele baixinho.

- Tudo bem. – Não tinha como fugir disso não é? Sei que a Rose e meu pai vão precisam de mim, isso não vai ser nada facil.

Dessa vez nem o vento nem a garupa do Jake me fizeram relaxar. Senti medo, mais uma vez minha familia estaria desmoronando, mais uma vez Rose podia fazer o que não é certo, talvez meu pai e Sue se acertem agora, mas o que será da minha mãe? Começei a me perguntar quando foi que ela se tornou aquele monstro? Será que sempre foi assim e só agora eu percebi?

Renée e um tipo de pessoa sem escrupulos capaz de deixar, filhos, marido, uma vida pra trás por causa de uma paixão, algo passageiro, sem fundamento, sem sentimento. Um ser capaz de deixar magoa dor e varios corações despedaçados assim, simples, façil.

Acho que Charlie nunca a perdou de verdade e ninguém podia culpa-ló, as brigas entre eles já estavam muito mais frequentes e cada vez piores. Não acreditava que mais uma vez minha mãe acabava com nossas vidas, dessa vez não vai ter perdão. Minha mãe é o tipo de pessoas que não nasceu pra ser mãe, não nasceu pra criar e dar carinho e principalmente passar valores a ninguém. Se eu tive algo de bom na minha formação foi graças a Sue.

E pensar nela doia tanto, tenho que agradeçer a Deus por ter colocado ela em minha vida, só de imaginar o que ela já passou com minha mãe pra estar perto da quem ela ama. Não é qualquer um que aguentaria o que ela aguentou.

Que bagunça.

- Bella. – Sussurrou Jake enquanto descíamos da moto.

- Oi.

- Não fica assim, eu te trouxe aqui pra você esquecer um pouco tudo isso, tenta relaxar um pouco.

Suspirei.

- Obrigada Jake, você esta sendo maravilhoso, mas e tão difícil.

- Eu posso imaginar a dor que você sente Bella, mas me ajuda, eu só quero te ver sorrir.

E tinha como não sorrir com ele assim? Não só sorri como o enchi de beijos, me pegava cada vez mais apaixonada e mais envolvida por seus encantos, sabia que sem ele naquela hora estaria perdida.

- O que vão querer? – Perguntou uma garçonete depois que entramos e escolhemos uma mesa perto da janela.

- Pra mim o de sempre Karla. – disse Jacob sorrindo pra ela, comecei a reparar e vi que a galinha estava se atirando pra ele. Fechei a cara na hora.

- E sua amiga Jacob? – perguntou sem olhar pra mim.

- Uma salada — respondi olhando pro Jake de cara feia, ele tentava controlar o riso.

- E pra beber? – A voz dessa vaca já estava me tirando do sério.

- Um suco Bella? – Perguntou Jacob.

- Uma coca esta ótimo. – respondi de mal humor.

- Então uma coca, já volto Jacob.

A piriguete de quinta saiu rebolando, ela que não tome cuidado não se não tudo que tem vai cair.

- Vai ficar com ciúmes toda vez que alguma menina chegar perto de mim? – O descarado perguntou sorrindo.

- Não Jacob, só estou gostando mais da Bia agora. — Respondi passando a mão pelo meu cabelo.

Ele explodiu em gargalhadas.

- Já pegou essa garçonete? – Perguntei olhando pra fora e tentando controlar meu tom de voz irritado.

- Quer mesmo saber? – perguntou com a sobrancelha arqueada.

- Pensando bem não quero.

- Larga de ser boba Bella eu nunca fiquei com a Katia.

- O nome dela não era Karla?

- Ta vendo? Nem sei o nome da garota. – respondeu com um sorriso de lado.

- Como você é cínico Jacob Black.

- Não é cinismo Bella eu só não quero brigar.

- Esta bem, mas não adiante nem te pedir pra não me levar nos lugares onde não tem ex peguete sua não é? Se não, não poderíamos nem passear pela cidade.

- Exagero. – disse ele revirando os olhos.

- Mas vamos deixar isso pra lá, como estão Billy e Rachel?

Ele fez uma careta.

- Estão bem, enchendo o meu saco como sempre.

- E posso saber o porquê?

- Já virou um monologo. O que você esta fazendo com a Bella? Ela não é como as outras Jacob. Se magoar a filha do meu amigo eu te pego moleque. Não vá machucar a Belinha Jacob. Ela e diferente.

Eu ria com ele tentando imitar as vozes da Rachel e do Billy.

Logo a garçonete oferecida chegou com nossos pedidos, comemos entre risos e esquecendo o mundo lá fora, ficava tão bem com ele, eu ficava forte, nada me abalava era uma sensação tão boa.

Só pedia pra Deus pra ele sentir o mesmo por mim.

Quando estava saindo do pequeno restaurante vi o Paul, sorri, eu era apaixonadinha por ele quando era pequena.

- Oi Bella, que bom te ver por aqui. – sorriu ao me abraçar.

- Posso dizer o mesmo, quanto tempo em? – perguntei sorrindo.

- Verdade, o que faz por aqui?

- Ela esta comigo Paul. – Disse uma voz forte atrás de mim.

Paul me olhou de forma interrogativa como se esperasse que eu negasse.

- Esta tudo bem. – falei sem graça.

- Desde quando anda com esse tipo de pessoa Bella? – Não sei porque, mas a forma em que ele falou isso me irritou profundamente.

- Que tipo de pessoa? – Perguntou Jacob com fúria.

- Ei parem, se comporte Jacob – falei séria. – E não entendi sua pergunta Paul. – me dirigi a ele ríspida.

- Esquece. – Disse serio também.

- Ótimo. Vamos Jacob. – Sai puxando ele até a moto. Ele e Paul ainda se encaravam.

- O que foi isso? – Perguntei baixo olhando pro Jacob.

- Não sei, só sei que não gostei. – disse firme.

Balancei a cabeça, não vou deixar que isso viesse apagar a felicidade que estava sentindo ao lado do Jake.

- Ei. – sussurrei puxando o rosto do Jacob pra que ele me olhasse. – Esquece isso, até porque todo mundo vai reagir assim quando ver nos dois juntos.

Ele acariciou meu rosto de leve.

- Eu não sou bom o suficiente pra você.

Passei a mão pelo meu cabelo nervosa.

- Escuta Jacob, eu sei o que é melhor pra mim e sei onde estava me metendo quando comecei a me relacionar com você.

- Você não sabe de tudo. – sussurrou enquanto ficava de costas pra mim.

- O que você quer dizer com isso? – Perguntei confusa.

Ele suspirou.

- Deixa pra lá, vamos ou você vai se atrasar.

De alguma forma eu sabia que esse não era o momento pra tentar arrancar algo dele, e esse algo me pareceu ser maior do que eu posso ao menos imaginar.

Rapidamente chegamos em casa, pelo que vi ninguém ainda tinha chegado melhor assim, eu não queria entrar, queria ficar aqui abraçada com o Jacob, não queria mesmo ter que ver a queda da minha família, com certeza ela ia desmoronar e o que eu podia fazer? Ficar calada e de alguma forma louca aceitar.

Sabia que essa explosão ia ser bem luminosa e ia levantar muita poeira.

Por um momento pensei em vacilar, deixar tudo como está.

Mas isso não era justo e não fazia parte da minha personalidade, não ia fazer uma inocente pagar por algo que sofreu, ainda mais sendo Sue.

- Vai ficar bem pequena? – Sussurrou Jacob quando me soltava um pouco de seu abraço.

- Vai ser difícil, mas eu vou tentar.

- Queria estar com você. – ele disse olhando em meus olhos.

- Eu queria que estivesse comigo. – enterrei meu rosto em seu peitoral pra tentar esconder ás lágrimas.

- Eu não posso Bella, você tem que enfrentar isso sozinha por mais que eu quisesse estar lá te dando força eu não posso, mas eu acredito em você, vai conseguir, você é forte.

Dei um longo suspiro, sei que é um absurdo querer que ele esteja comigo, mas eu queria. Mas só essas palavras me deram o conforto e a coragem que eu precisava pra fazer o que tinha que ser feito. Ver seu apoio foi o que bastou pra que ás lágrimas rolassem, nunca imaginei que ele poderia me fazer sentir tão bem, nunca pensei que ele falaria algo assim pra mim.

Passei a mão pelo meu rosto tentando fazer ás lágrimas pararem e passei a mão pelo meu cabelo.

- Vou entrar. – Sussurrei olhando em seus olhos.

- E eu vou estar pensando em você.

Sem me dar tempo de dizer nada, me tomou em seus braços, um beijo urgente, quente, viciante, me fez ficar a 3 metros do chão de tão bom, me fez sonhar viajar e mais uma vez tive vontade de ser dele, ali, assim e pra sempre.

- Até mais pequena.

E assim se foi.

Me deixou com cara de boba e um sorriso lindo nos lábios, me fez esquecer a guerra que eu iria enfrentar, me fez esquecer de tudo menos o seu corpo.

Fiquei sem saber o que fazer, estava desorientada, queria rir e chorar, mas isso era tão bom, uma sensação maravilhosa que se apoderava de mim, era como se eu ouvisse uma musica, uma musica única, tocada só pra mim.

Mas era hora de acordar, deixar pra sonhar depois – suspirei – estava na porta de casa, reuni a coragem necessária e entrei.

Me deparei com uma sena ridícula, lá estava Renée no chão, toda descabelada e arranhada, maquiagem borrada e uma garrafa de uísque ao seu lado.

- Que palhaçada é essa? – perguntei sentindo a fúria me consumir.

- Esta vendo o que aquela empregadinha fez comigo? Ela não presta Bella, me ajuda? Me ajuda a expulsar ela daqui? Das nossas vidas? – Renée falou fingindo chorar.

Não acreditava que ela estava fingindo de novo, fiquei com raiva do seu cinismo, teatro barato, sena ridícula, mas isso era bem a cara dela.

- Você só pode estar ficando louca, da pra parar com esse teatro fracassado?

- Escuta aqui Isabella, eu que te coloquei no mundo, não a infeliz da Sue. – ela gritava histérica.

- Escuta aqui você, esse teatro não vai funcionar, se recomponha se tem um pouco de dignidade.

- Se você não me ajudar Bella eu minto pro seu pai, vou inventar uma mentira tão feia a seu respeito que ele vai te expulsar de casa.

- E porque você faria isso mãe? – A Voz de Rosálie se sobressaiu alta, poderosa.

- Ho Rose, você é minha única salvação filha, você não sabe o que a Bella quer fazer comigo. – Foi toda chorosa pro lado da Rose.

Rose me olhou séria, como se esperasse uma resposta minha.

- Renée passou dos limites Rosálie, estava ameaçando a Sue, apertando o seu braço e tudo, eu esqueci meu celular e quando volto encontro Renée acabando com Sue e pior quando eu vi e mandei-a largar a Sue ela me ameaçou e ainda me bateu.

- Eu não acredito que você fez isso Renée. – Gritou Rosálie com fúria se afastando dela.

- Mas a Sue me bateu.

- Só depois de você ter vindo pra cima de mim e ter me batido Renée, ela me defendeu, fez coisa que uma mãe de verdade teria feito. Foi horrível Rose, o que Renée fez foi baixo, eu vi ela ameaçando a Sue e ainda falou que quem começou foi a Sue.

Já estava prestes a desabar, era a minha mãe poxa, porque ela não podia fazer as coisas do jeito certo?

- E mentira Rose, a Bella quer me ver fora de casa. – dizia se fazendo de vitima.

- Olha a barbaridade que você esta falando Renée. – gritei com raiva.

- Chega, já entendi tudo. – Gritou Rose que já chorava. – Porque fez isso mãe?

- Mas meu amor eu...

- Fez sim, por mais que me doa admitir isso, você fez sim, isso faz parte do seu caráter, não estar nem ai pros outros, só pensar em você.

- Não fale assim comigo Rosálie.

- Falo sim, só quero que lembre de uma coisa, quando você foi embora, quando nos deixou sem se importar foi ela que cuidou da gente, ela que nos deu amor, ela deu tudo o que você não quis dar e agora pra que isso Renée? Pra que? Você esta fazendo de novo, esta jogando tudo pro alto sem se importar com os nossos sentimentos.

Não deu pra aguentar, já estava aos prantos também, a Rose estava desesperada gritava e gesticulava muito isso sem contar nas grossas lágrimas que escapavam de seus olhos.

- Vocês não entendem, mas eu fiz isso pro bem de todos.

- Cala a boca Renée, você só pensa em você e no seu bem, mas que merda de pessoa e de mãe você é? Tem pedra no lugar de coração é? Mas sempre foi assim, nunca esteva nem ai pras suas filhas e pro seu marido. Eu... Eu pensei que tinha mudado. – Rose continuava seu desabafo enquanto eu chorava, só tinha forças pra isso.

- Eu fui ingênua a ponto de acreditar que queria você aqui de volta, mas era muito melhor você nunca ter voltado. – E Rose saiu correndo, querendo deixar o mundo e essa dor pra trás.

- Esta vendo o que fez? Tudo culpa sua. – Gritou Renée em minha direção.

- Isso não rola mais Renée, não vai mais me manipular com isso. Chega. – gritei sem forças.

POV Charlie, delegacia.

Meu dia de tédio foi interrompido pelo telefone.

- Alô? – Perguntei de vagar.

- Desculpe incomodar xerife, mas a Sue esta aqui querendo falar com você e disse que é urgente.

- Mande-a entrar Simone.

Meu coração não parava quieto, só de ouvir seu nome e pensar que ela queria falar comigo me lembrava de sua voz doce, seu jeito meigo e sua pele delicada, as coisas não andavam nada bem, mas ainda sim não queria nem podia parar de pensar nela, ela era minha força.

Meu coração se apertou ao ver ela entrar, ela parecia ter chorado, rapidamente me levantei e fui em sua direção sem me importar com nada, só queria abraça-la e deixa-la protegida em meus braços.

- O que foi Sue? Porque esta assim? – Me dirigi a ela aflito.

Ela se afastou do meu abraço, sei que tem algo que a machuca e a sua dor reflete em mim.

- Aconteceu algo muito sério hoje Charlie.

- Já percebi, mas me fale não quero te ver assim. – Falei apressado.

- E sobre sua mulher. – Sussurrou desviando o olhar.

Tremi, não de medo, mas de raiva, René não tinha o direito de fazer Sue chorar ou se quer magoa-la.

- O que ela aprontou dessa vez? – Perguntei frio.

Ela suspirou e fez uma careta.

- Me ameaçou como já vinha fazendo há algum tempo.

- O que? Porque não me contou isso Sue? Sabe que eu nunca permitiria. – Bradei com uma fúria terrível.

Era impossível controlar a irritação de saber disso, todas as brigas intermináveis com Renée tinha o nome da Sue no meio, mas nunca imaginei que Renée chagaria a esse ponto, e fiquei com raiva de mim por ser tão ingênuo.

- Pra que? Você é o marido dela e eu só sou uma empregada. – Disse amarga.

- Você sabe que foi o único jeito de te ter perto de mim. – Me defendi magoado.

Ela sabia que eu a queria como minha mulher, não como uma empregada ou algo do tipo.

- Não vamos discutir isso Charlie, tenho problemas mais sérios.

- Tipo o que? Não vejo nada mais sério que isso, Renée vai me pagar.

- Tenho problemas mais sérios sim, Bella viu tudo.

Eu não acreditava nisso, como se não bastasse a infeliz da Renée fazer algo contra Sue, Bella presenciou tudo. Minha filha deve estar arrasada por saber a cobra que tem como mãe.

- Ela até bateu na Bella. – Disse Sue com raiva.

Foi à gota d’água, comecei a pegar minhas coisas sob o olhar atento de Sue.

- Aquela filha da mãe não poderia ter feito isso, eu nunca encostei um dedo se quer em minhas filhas, ela não tem o direito de fazer. Ela só foi a infeliz que ás, pois no mundo, nada mais ela fez pelas filhas. Não tem o direito de fazer isso.

- Eu bati nela. – Sue confessou baixinho, pude jurar que falou com medo.

- Como é? – custava acreditar já que Sue literalmente odiava violência.

- Bati. Bati e pronto, me perdoe, mas não aguentei ver ela bater na Bella.

Parei. Fique admirado.

Nem quando Renée ameaçava Sue ela reagia, mas pra defender minha filha, minha menina ela bateu em Renée, se possível a amei mais ainda, por sua coragem e por ter defendido minha filha, ela sim devia ser a mãe de minhas meninas.

Sem me conter a agarrei, como sentia saudades de seus beijos, seu toque quente, ela correspondeu com a mesma paixão. Ela também sentia minha falta. Eu a queria e não dava pra negar, não importa mais o que eu vou ter que enfrentar, eu a quero e não da pra negar ou tentar viver sem ela, somente ela que me completa.

Depois de encerrar o beijo lhe falei:

- Vamos acabar com essa bagunça de uma vez por todas.

E sorrindo saímos da delegacia.

Ela tinha vindo no carro da Bella, então deixamos a viatura lá e partimos pra casa, no caminho pedi ela pra me detalhar tudo que tinha ocorrido conforme ela ia fazendo minha ira ia aumentando, e até que fim decidi uma coisa, Renée não ficava mais um dia se quer em minha vida.

Notas finais
Gostaram? Amei escrever o POV do Charlie *-* Nunca, jamais tinha escrito e gostei do resultado...
Bjão lindas ;*