Sempre com Você
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Bom aqui esta o primeiro cap. e o segundo já esta quase pronto (:
Hoje acordei mais cedo, sem motivo, só pra pensar, já tinha me arrumado pra mais um ano letivo, o ultimo, me sentei na varanda e fiquei olhando a natureza, os pássaros cantando, brindando a vida, o céu estava limpo, tão lindo, o sol brilhava, não estava forte estava agradável, um vento fresco passou por mim, meus cabelos voaram enquanto fechei os olhos, me sentia viva, alegre só por mais um dia, poderia morrer hoje e com certeza partiria feliz, não que eu quisesse morrer, longe disso, mas eu teria a certeza de que sempre fiz a coisa certa, muitas pessoas me achavam boba por isso, mas ao contrario de minha irmã e de pessoas como ela eu não gastava minha vida com coisas erradas pra chamar a atenção.
Minha irmã não entendia, ela dizia que é um absurdo eu ser mais popular que ela sendo que eu sou chata, careta e nunca fiz nada de errado. Que tola, desperdiça sua vida e a vida de nossos pais com a sua loucura, meus pais não sabem mais o que fazer com a Rose, ninguém sabe, uma hora ela esta ótima, segundos depois tem um ataque.
E por falar nela, acho melhor acorda-la ou ela chega atrasada.
A porta de seu quarto era de frente pra minha, mas totalmente diferente, a porta do meu quarto era branca com flores rosa, bem delicada – sorri – A da Rose era preta, com vários avisos, não entre, não perturbe, entre essas tinha até uma que dizia assim: Vá pro inferno, mamãe quase pirou quando ela fez isso.
Entrei, ela tinha sorte que só quem entrava no quarto dela era eu, imagina se meu pai vê essa cena, ela e Emmett namorado dela, deitados, agarrados e nús, odeio ver isso, mas vejo essa merda direto.
Fui até o banheiro que ficava em seu quarto peguei água e joguei em sua cama. Eles pularam com o susto.
- BELLA? ENDOIDOU? – Gritou Rose tentando cobri o Emmett, sorri.
- Não grita e para de palhaçada, não tem nada no Emmett que eu já não tenha visto né Rose.
Ela tacou um travesseiro em mim.
Emmett na maior cara de pau veio me abraçar, corri no quarto.
- Fique onde esta acho melhor tomarem um banho, e vestirem uma roupa, se não vão chegar atrasados e nossos pais já vão levantar Rose.
- Ta mamãe.
- Para Rose.
Ela sorriu.
- Eu sei que você me ama.
- Eu também sei que você me ama cunhadinha.
- Larga de ser gay Emmett.
E foram tomar banho, meu pai já liberou que o Emmett dormisse aqui em casa, afinal a Rose vai fazer dezenove, mas nem sempre ele e bem vindo, na maioria das vezes que isso acontece e por causa dos ataques repentinos da Rose, meu pai acha que ele levou a Rose pro mau caminho, mas não e bem assim, a Rose pode gritar gostar mais de preto e rock pesado, mas ainda sim e uma boa menina, às vezes age com imaturidade, mas acho que isso e normal, todos nessa idade fazem isso, não e porque eu não goste de sair e voltar no outro dia morta de bêbada que eu nunca faria isso.
- Bom dia minha flor.
- Bom dia Sue. – Disse abraçando a minha segunda mãe.
- Isso tudo é saudades?
- Claro que sim, ficar um dia sem te ver e muito pra mim Sue.
Ela gargalhou.
- Você bem que podia ter ido a minha casa não é?
- Sim, mas hoje e o primeiro dia de aula, tinha que descansar.
- Esta certa, já acordou a Rose?
- A Rose é o Emmett. – disse revirando os olhos.
- Seu pai não vai gostar, ele já disse que nada de dormir na minha casa quando vocês tem aula. – Disse Sue tentando imitar a voz de meu pai.
- Falando de mim Sue?
- Que isso Charlie.
Ele me abraçou.
- Dormiu bem filha?
- Sim pai. – Disse beijando seu rosto.
- A Rose já acordou?
- Sim dona Renée, a Rose e o Emmett.
- Esse menino não tem casa não? – Gritou meu pai.
- Tenho sim meu querido sogro, mas o senhor sabe que eu amo o senhor e prefiro ficar aqui.
- Abusado. – Disse Charlie já rindo e abraçando o Emmett, só revirei os olhos.
- Vocês se amam. – Disse minha mãe se sentando à mesa.
- Nem tanto amor. – Disse Charlie se sentando ao lado da minha mãe.
- Quando você vai trazer o Ed pra dormir aqui Bellinha? – Engasguei com a pergunta da Rose, essa palhaça me pega.
- O que? A Bella esta saindo com o Ed? – Perguntou Emmett entre gargalhadas.
- Bella? Mais um Cullen pra família? Não faz isso minha filha. – Disse Charlie sorrindo.
- Ei, parem estão loucos? Respondendo a pergunta da Rose, não seja idiota sua besta, Emmett seu burro para de palhaçada e papai, meu amor nós não vamos ter outro Cullen na família.
- Sabem o que eu acho? – Perguntou Sue enquanto colocava a mesa.
- Diga querida. – Disse Charlie, minha mãe olhou pro lado nervosa.
Ela morre de ciúmes da Sue, uns três anos atrás minha mãe teve um caso com um homem e saiu de casa, ela não se importou em nós deixar, ela não se importou com nada, na verdade acho que por isso Rose não liga muito pras regras, então Sue cuidou de nós, ela sempre foi nossa mãe, seu marido tinha morrido há pouco tempo, ela e Charlie precisavam de apoio, então encontraram isso um no outro, eles ficaram um ano juntos, mas a Lee não aceitava isso muito bem, então eles terminaram e minha mãe voltou, mas eu ainda sinto que os dois se amam, eu amo minha mãe, mas ela não merece o Charlie. Loucura não?
- Acho que a Bella sempre gostou do Paul.
- O QUE? – Ser perceber eu gritei, minha mãe me olhou assustada e Rose me olhou rindo. – Esta doida Sue?
- Não querida, eu lembro que quando vocês eram crianças viviam juntos.
- Mas eu não sou mais criança e ele tem namorada.
- Então porque ainda tem uma foto dele de quando vocês eram crianças?
- Rose eu juro que vou socar sua cara se você não calar a boca. – Falei em um tom baixo, mas bastante intimidador.
- Ta parei.
- Pra mim já deu, vou pra escola. – disse me levantando da mesa.
- Espera Bellinha, eu te dou uma carona. – Disse Em.
- E perder a estreia do meu lindo carro? Deixa pra outro dia Emmett.
Todos gargalharam.
Peguei minha bolsa e fui pra garagem, suspirei ao ver meu porsche vermelho, eu tinha uma queda por carros, estranho pra uma menina, mas eles me fascinam, a Rose tem um amarelo ganho de presente de 18 anos, mas como eu sou uma boa menina o meu veio adiantado, só tenho 17.
Entrei, coloquei uma musica, Senti o cheiro de novo do carro e dei partida, a escola era perto, 5 minutos de carro, ainda faltava 10 minutos pro sinal bater, mas pelo que conheço desse povo eles estavam aqui meia hora antes pra falar da vida dos outros.
Todos me olhavam, não necessariamente pra mim, mas pro meu bebê. Estacionei o carro, tirei a musica, peguei minha bolsa, coloquei os óculos escuros e sai.
Mas tive que parar assim que uma moto preta reluzente entrou cantando pneu na escola. Tinha que ser.
Ele parou na vaga ao lado do meu carro, eu estava encostada na porta, ele desceu em um movimento gracioso, tirou o capacete sorrindo, ele tinha um sorriso lindo, mas absolutamente nada no celebro.
Por um minuto seu olhar ficou preso no meu, ele parou de sorrir, eu nunca entendi o porque dele mexer tanto comigo. Ele era irresponsável, idiota, não sabia tratar uma mulher, mas ainda sim todas caiam aos seus pés. Eram raras às vezes em que nós olhávamos, mas quando isso acontecia me deixava sem ar.
- Oi meu amor. – disse o Edward ao entrar na minha frente, praguejei mentalmente por ele ter quebrado meu contato visual com o “Rei da escola”.
- Oi Ed.
Ele me beijou, já vi que não teria paz hoje.
- Vamos pra sala. – Sugeri.
- Vamos.
Ele pegou minha mão e saímos andando, nem vi que o “rei da escola” continuava parado, nós olhando, merda, seu rosto não estava nada amigável.
Depois de poucos passos, senti algo esbarrar no Edward.
- Não olha por onde anda não é? – Gritou o Edward.
Ele parou, quando se virou vi a fúria em seu olhar, sem falar nada ele socou o rosto do Edward, ele caiu no chão, varias pessoas correram fazendo uma rodinha ao nosso redor.
Eu fiquei paralisada, não sabia o que fazer, o Edward estava no chão, sangrando e o “rei da escola” me olhava, como se esperasse uma reação minha.
- Oh meu Deus o que houve aqui? – Perguntou Alice se ajoelhando ao lado do irmão.
O “rei da escola” saiu ainda sem falar nada, esse menino me irrita, ele prensa que pode tudo, mas isso não vai ficar assim.
- Alice leva o Edward pra enfermaria.
- Aonde você vai Bella? – Perguntou o Edward, com dor na voz.
- Vou resolver essa historia.
- Vai atrás dele? – Perguntou Alice com desdém.
- Vou.
- Esta louca?
- Não.
- Bella ele e perigoso. – disse o Ed.
- Eu não tenho medo dele, agora leva o Edward logo Alice.
Eles saíram, a rodinha estava se desfazendo, as pessoas me olhavam, ninguém era louco o bastante pra enfrentar o “rei da escola” ele não se importava com ninguém, por isso todos tinham medo dele, mas eu não.
Respirei um pouco e fui andando em passos firmes em direção à escola.
Conforme ia andando todos me olhavam, eu nunca fui de confusão, de briga ou gritaria, mas ele me tirava do serio, sempre ele, com suas confusões, ou as vezes que partia o coração de mais uma menina, as vezes que humilhava as pessoas, isso não era coisa de um humano, isso era coisa de um monstro, ele pensa que o mundo gira em torno dele, e ele esta enganado, muitas pessoas fazem a vontade dele, uns por medo, outras por serem perdidamente apaixonadas por ele, não sei por que, o máximo que ele fazia era deixar a garota de quatro por ele e cair fora, eu o conheço desde pequeno, meu pai e amigo do pai dele, mas ele e totalmente diferente de todos da família dele, ele e mimado e tem um jeito horrível de tratar as pessoas, ele nunca me tratou assim, mas já fez isso com varias pessoas que eu amo e isso eu não admito.
Entrei no corredor e nada dele, sai bufando de raiva, ele não vai escapar de mim, entrei no refeitório e ele também não estava lá, sai olhando de sala em sala e nada dele, o sinal já ia tocar, mas eu não entro na sala enquanto não achar esse menino, foi ai que eu lembrei como sou tonta e logico que ele ia estar lá, subi as escadas quase correndo, passei o segundo e o terceiro andar, entrei pela pequena porta e estava destrancada com certeza obra dele, fechei a porta sem fazer barulho, o lugar estava meio escuro, a única luz que vinha era das janelas do quarto e ultimo andar da escola, área extremamente proibida, aqui não tinha divisão de salas nem nada do tipo, isso virou um deposito pra mateis velhos e alunos matadores de aula, nunca matei aula aqui, mas sei muito bem que tem gente que até já transaram aqui, bando de sem o que fazer, olhei em tudo e nem sinal do “rei da escola” estava pra desistir, quando vi a porta que dava pro teto da escola aberta, já estava aqui iria até o fim, já perdi o primeiro tempo mesmo, fui andando devagar, a cada minuto que passava meu coração acelerava, era como se ele tivesse deixado o caminho todo preparado pra mim, como se esperasse que eu fosse até ele, pronto estou até delirando, onde ele ia querer me ver, logo eu que não faço absolutamente nada errado, ele e um menino mau, mas e melhor eu parar de pensar nisso ates que me esborrache no chão, subi a pequena escada de ferro, não sabia exatamente o que esperar, o que fazer se tudo isso fosse fruto de minha imaginação e ele não estivesse lá, mas me enganei, ele estava lá, estava parado em uma forma despreocupada, ele fitava o horizonte e estava de costas pra mim, perdi a fala não sabia o que iria fazer, muito menos falar, minhas pernas começaram a tremer, mas eu vim aqui por um motivo e não posso esquecer qual é, mesmo que minha vontade seja outra.
- Veio defender o namoradinho? – Sua voz rouca ecoou me arrepiando, mas o tom de sarcasmo em sua voz me deixou indignada.
- Quem você pensa que é? – Gritei andando em sua direção.
- O Rei da escola, não é assim que me chama?
Ele continuava de costas, mas eu podia ver o sorriso idiota que ele tinha nós lábios.
- Anda sabendo de mais sobre mim babaca.
Eu estava furiosa, eu vim aqui pra coloca-lo no lugar dele, não pra ele me fazer de idiota, não mesmo.
Mas ao ouvir minhas palavras ele se virou pra mim, vi a fúria percorrer seu olhar, mas tinha certeza que a mesma fúria estava estampada em meu rosto.
- Anda muito abusada pro meu gosto Bella.
- Isabella pra você.
Começamos a andar um de encontro ao outro, não sabia bem o que esperar desse encontro, mas não ia parar.
Paramos a poucos centímetros um do outro eu tinha que olhar pra cima pra poder encarar seu rosto, esse idiota era alto e lindo de mais e constatar isso me deixou ainda mais nervosa.
- Da pra me dizer o que veio fazer aqui? – Disse entre dentes.
- Sim, mas depois que você me dizer por que socou a cara do Edward.
- Ele me irritou. – gritou ele.
- Eu não sou surda. – rebati.
- Não grita comigo. – Disse ele entre dentes.
- E só falar direito comigo ogro.
- Você esta me irritando Isabella.
- E o que vai fazer? Vai me socar também “rei da escola”?
Em um impulso senti meu corpo sendo suspenso do chão, ele me colocou em seus ombros como se eu fosse um saco de bata, eu batia em suas costas e gritava pra que ele me colocasse no chão, ele me mandava calar a boca e isso me deixava com mais raiva ainda, paramos na borda do prédio, ele me pegou pelos braços e me pendurou.
- Grita comigo agora Isabella, grita e eu te jogo lá em baixo.
- Cala sua boca, ogro idiota, não ameace faça.
- Não me provoque que eu te jogo mesmo.
Senti minhas pernas balançando ao ar livre fez um calafrio gelado passar por minha espinha, mas não vou abaixar a bola pra ele não, se quer me jogar que jogue logo, pelo menos eu morro com dignidade.
- Então jogue Jacob. – A merda da minha voz saiu muito baixa, baixa de mais e eu odiei isso.
Ele parou, não sei por que, mas me puxou de volta e me colocou no chão, eu não entendia o que deu nesse garoto, acho que ele e mais bipolar que eu, olhei em seus olhos e me arrependi na mesma hora, ele me olhava tão intensamente que me fez corar, tive vontade de me socar e me chutar, quando viu meu embaraço começou a gargalhar.
Meu sangue ferveu.
Corri em sua direção comecei a distribuir tapas e socos em seu peitoral, não demorou segundos até ele pegar meus braços e prender no aperto de suas mãos grandes.
- Esta louca?
- Me solta. – gritei.
- Você e mais louca do que eu pensava.
Ele me soltou.
- Fica longe do Edward, mas fique bem longe dele.
- Por quê? Ele vai botar a namoradinha pra vim defendê-lo de novo?
- Eu não sou namorada dele.
- Não foi o que pareceu.
- Eu não tenho que te dar satisfação nenhuma da minha vida, mas eu quero você bem longe do Edward.
Dei as costas pra ele e peguei minha bolsa que estava no chão e sai.
Já tinha perdido dois tempos com essa palhaçada, mas não estava com nenhuma vontade de assistir aula hoje, liguei pra Alice pra saber sobre o Edward, o ogro quebrou o nariz dele, tiveram que mandar pro hospital, coitado do Edward.
Sai da escola e fui pro estacionamento, entrei no meu carro e coloquei uma musica pra relaxar, olhei pro teto da escola e lá estava ele, imbecil.
Bastou um piscar de olhos pra ele sumir, mas não queria mais pensar em Jacob hoje, liguei o carro e parti pra onde eu tinha sossego.
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