Duca encarou a morena totalmente surpreso, não tivera como esconder o sorriso que se formara, nat estava na sua frente, com um sorriso no rosto, encarando-o, com a sobrancelha erguida.

_ perdeu a Língua Foi lutador? — Perguntou a lutadora vendo-o encara-la com um sorriso bobo.

_ Ah, desculpa.. é que.. ah, e que eu nunca imaginei ver você aqui de novo... — sorriu encarando-a.

_ Entendi! — riu — Acabei de voltar para o Rio — Duca o encarou surpreso, sem esconder o sorriso — Estava na Europa — riu, sem graça.

_ Novo campeonato? — Perguntou curioso — ah, desculpa!

_ Não, tudo bem.. — riu — Na verdade não, eu virei modelo! — Duca a encarou com os olhos arregalados, ela riu, concordando — É, essa também foi minha reação quando eu fui convidada, depois que a gente.. é... — ficou sem graça — Enfim, eu fui pra São Paulo, morei uns dois meses com minhas tias, e nisso, eu acabei sendo convidada por um empresario pra agenciar — explicou.

_ Nossa! Uau... quanta coisa aconteceu!

_ E Você, como que tá sendo a vida por aqui, enquanto eu estive fora??? — perguntou curiosa.

_ Nada muito relevante, eu ganhei alguns campeonatos, eu e a Bi agora estamos morando juntos.. — percebeu a cara dela, totalmente sem graça — Ai, desculpa Nat! — Pediu arrependido, ela negou, forçando um sorriso.

_ Nada! Mas me diz, casaram? tiveram filhos?

_ Casar, casar não, moramos juntos, tivemos uma filhinha, Clara, Ela é a cópia da Bi, adora teatro igual a mãe... — suspirou cansado, lembrando-se da briga.

_ Ei, que foi Du? — Perguntou, ao perceber a carinha dele — Se quiser desabafar, eu tô aqui viu?! — sentaram-se num dos bancos da praça.

_ Ah, e que eu e a Bi brigamos, não consigo aceitar ver ela com outros homens na televisão, ainda mais agora, nessa nova novela, ela vai ficar muito exposta... — desabafou — Mas ela não consegue me entender.

_ Entendo...

_ Mas ela não, sabe?! — ela concordou — Eu sempre a apoiei, mesmo sem gostar muito dessa carreira dela — suspirou — Eu pensei que com o tempo ela ia mudar de ideia, que depois do nascimento da Clara ela iria esquecer isso de ser atriz, mas pelo visto não...

_ Conversa com ela Du, vai que vocês se acertam? — Ele negou, já haviam conversado milhares de vezes e a resposta dela era sempre a mesma, que não iria desistir da carreira dela.

_ Não da Nat, a gente já conversou um milhão de vezes .. — suspirou Cansado, ela concordou, encarando-o — Ela sempre diz a mesma coisa, que eu tenho que aceitar, que esse é o sonho dela... que não vai desistir da carreira dela, por birrinha minha" — repetiu as palavras da atriz, na verdade, ele já estava cansado de tantas brigas.

_ Nossa! — respirou — E-eu nem sei o que dizer.. — Desviou o olhar — Você e ela são bem diferentes né?! — ele concordou, era verdade, ele e Bianca tinham sonhos diversos, ele sempre quis ter família, viver com uma vida calma, já ela era o oposto, sonhara com holofotes, Queria fama, brilhar nos palcos era seu sonho.

_ Verdade, eu nunca me imaginei com fama, holofotes, sempre preferi algo mais calmo, sempre quis ter ... — Nat o interrompeu sorrindo

_ .. Família, filhos, uma vidinha simples, com amigos.. Acertei? — Sorriu encarando-o profundamente, Duca deu um sorriso, tirando o cabelo do rosto dela — Eu sempre sonhei em montar família! — Sorriu, sugestiva.

O Lutador se encontrava numa sinuca de Bico, entre as Razões e as emoções, resolvera mandar tudo pro alto, e se aproximara dela, pronto para beija-la.

_ Papá! — Clara gritou assim que o viu, Saiu correndo direto para os Braços do Pai, Bete acabara de busca-la na escolinha, a garota tinha as bochechas rosadas, observava atentamente Nat.

_ Oi minha Princesa! — Beijou a Pequena por todo o rosto, amava aquela menina mais que tudo — Já voltou foi meu amor?! — A pequenina sorriu, assentindo, ainda observando a lutadora, com um olhar curioso.

_ Quem papá? — Perguntou a menina um pouco mais baixo, Nat sorriu observando-a, era mesmo a cópia de Bianca, apenas os olhos de Duca.

_ Essa é Nat filha, ela é uma amiga do Papai, lembra quando eu lutava?! — ela assentiu, com os dedinhos na boca, chupando-os — Então, ela treinava nessa época na academia do vovô Gael.

_ Vovô! — Gritou animada — Papá, sabia que a tia Kalina falou que ia leva eu, a aninha e a Sophia pala tomar soverte? — perguntou animada, Duca assentiu, pegando-a no colo — Me leva papá, prá academia, leva? — Pediu, com os olhos brilhantes.

_ Só um minutinho filha.. — Pediu, ao vê-la puxando-o pelas mãos, numa tentativa falha — Bem, er... — falou sem graça, pelo quase beijo — Tchau Nat, foi um prazer rever você! — deu-lhe um beijo na bochecha, o que a deixou um pouco corada.

_ Ah claro, também foi um prazer te rever lutador — sorriram — Bem, a gente se ver... tchau gracinha! — falou, dando um beijo em Clarinha, que sorriu.

_ Xau tia Nat! — sorriu — Vamó papá, vem... — E saiu o puxando, Duca sorriu, negando com a cabeça, pegou-a no colo, seguindo para a fábrica.

***

_ Por que em João? — Perguntou a atriz chorosa — Por que eu não me apaixonei por ti?! — Falou se aproximando, João se via cada vez mais em uma sinuca de bico, não sabia como reagir, tudo bem que ele não sentira mais nada por Bianca, ele amava realmente sua namorada, mas ao vê-la tão perto, confessa que ficara nervoso.

_ B-bi.. — suspirou, vendo-a, selar os lábios ao dele, num selinho demorado. Ao se afastarem, ele a encarou, afastando-a um pouco, o que fez a atriz perder o sorriso, ao ver sua cara.

_ João .. — ela se aproximara, mas uma vez ele se afastara, encarando-lhe nos olhos, suspirou, — isso não podia ter acontecido — Pensou.

_ Bi, olha, você deve tá confundindo as coisas, é isso, você.. — Bianca calou-o, colocando o dedo em seus lábios, negando com a cabeça, as lágrimas ameaçavam voltar novamente.

_ Não João, e-eu não confundir, E-eu e você, a g-gente deveríamos tentar d-de novo... é, deveríamos t-tentar! — ela falou, tentando, a todo custo, encontrar seus olhos, e quando fizera, preferira não ter feito, eles faiscavam raiva, João negou, segurando seus pulsos.

_ Bianca, me escuta! — Elevara alguns oitavos, mas que se dane! — Não podemos fingir que somos adolescentes, que nada mudou.. — suspirou — Por que mudou, você sabe que mudou... — Bianca já soluçava — Você fez a sua escolha, e eu, fiz a minha, eu não sei o que aconteceu, nem vou querer saber, o fato é que, eu tenho namorada, você tem o duca.. — ela o interrompeu, entre lágrimas.

_ Não! — gritou — N-nós terminamos... — Falou um pouco mais baixo.

_ Mas ainda tem a tomtom, eu realmente a amo, mais que um dia eu poderia imaginar, e de verdade, eu não quero ser consolo de ninguém...

_ João, n-não .. — Falou desesperada — V-você nunca foi só um consolo, eu gostava de você, quer dizer, eu gosto.. é, eu gosto de você.. não faz isso, por favor! — Pediu chorosa.

_ Bi, olha pra mim! — pediu, e assim ela fez, encarando-o, naquela imensidão verde — eu não Posso.. — suspirou — Desculpa! — Pediu, antes de sair, batendo a porta. ótimo dia pra sair de casa!

Bianca desabou assim que ele o fez, estava tão confusa, tudo que queria era sua filha em seus braços, assim que sentisse o seu abraço, tudo iria passar, sabia que iria, pelo menos, ela torcia que passasse.

***

_ Oia mamá, papá tubalão! — Sophia Gritava a plenos pulmões, Karina, Pedro e as crianças aproveitavam o resto da tarde na piscina, enquanto o guitarrista revezava com os filhos quem iria no "Tubarão", Karina aproveitava para tomar um sol, enquanto terminava os relatórios da academia.

_ Tô vendo meu amor... — riu, Sophia gargalhava das palhaçadas do pai, que sorriu, saindo da piscina, aproximando-se dela.

_ Pode sair de perto de mim com essa água gelada.. — murmurou, tarde de mais, Pedro a abraçou, chocando-se com ela, Karina deu um gritinho.

_ Sai senhor Ramos... — fingiu-se de brava — Está de castigo pelo resto da semana! — Parou de tremer, secando-se, sentou na cadeira, ao lado da borda da piscina, Pedro deu de ombros, sorrindo.

Pedro — ... — se virou pegando a toalha em cima da outra mesa.

Karina — O que ? — Perguntou, vendo-o se secar, sem nem olha-la.

Pedro — Ok, tudo bem, quanto a sua greve, sem problemas...

Karina — Porque está dizendo isso ? — se levantou caminhando até ele

Pedro — Não estou dizendo nada... — indiferente — Estou dizendo que por mim tranqüilo...

Karina — Pronto, era só o que me faltava, você não consegue Pedro..

ele segurou o riso, encarando-a novamente, dando de ombros.

Pedro — Ok você está certa...

Karina — Porque tá concordando comigo em tudo o que eu falo?

Pedro — Por nada querida... — virou se segurando o riso, novamente.

Karina — Não me chame de querida quando estamos discutindo, parece irônico — resmungou.

Pedro — Ok K..

Karina — Não me chame de K ! — Ele franziu a sobrancelhas a mirando -

Pedro — Hey pergunta ! Porque está nervosa?

Karina — Eu não estou nervosa... — Resmungou, com um bico.

Pedro — Ok, você não está nervosa...

Karina — Pare de concordar comigo... — Falou, entredentes.

Pedro — Não...

Karina — Porque não ?

Pedro — Você acabou de pedir que eu parasse de concordar com você...

Pedro segurou o riso por mais alguns segundos, com o olhar incrédulo de Karina sobre si, até que não aguentou e gargalhou com vontade a puxando de encontra ao corpo — É maluca , só pode ser... — Gargalhou novamente, vendo-a com um olhar brava

Karina — Ahá... muito engraçado você... — se apertou a ele

Pedro — Você treme os lábios quando está nervosa... — beijou-lhe.

Karina — Eu não estou nervosa... — Rebateu, sem dar o braço a torcer, ele realmente a conhecia bem.

Pê — Ok, você....

Karina — PEDRO!! — Ele soltou outra gargalhada, lhe beijou o pescoço caminhando com ela, Karina deu outro passo para trás sentindo os lábios, mais não sentindo o chão, caiu direto na piscina, e o pior sozinha... Voltou a superfície incrédula mirando Pedro, com um olhar mortal — Filho da mãe... — ele gargalhou, para depois morder os próprios lábios da borda da piscina.

Pedro riu, dando-lhe um selinho.

_ Paii, olha a Ana! — Rafael falou emburrado, enquanto dava a língua pra irmã, que rebatia.

_ ó Pai olha o chato do Rafael! — Resmungou, cruzando os braços, na típica posição esquentadinha — Tanto quanto a mãe — Pensou o Guitarrista, rindo de seus próprios pensamentos.

Sentiu um soco em sua barriga, Karina o encarava com um olhar esquentadão.

_ Idiota... — Sabia exatamente o que ele pensara, Pedro riu, balançando a cabeça, foi até os filhos, sorrindo.

Notas finais
Oi amores, demorei? mas agora eu voltei, só passei pra postar, bem, já vou, beijos e boa noiteeeeee
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.