Sempre Contigo.
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Depois de longas horas de sono, acordamos la pelas 15h. Mandei a mensagem para Pedro, Tia Elena ja tinha ido trabalhar, fomos apé para o shopping, almoçamos e ficamos procurando roupa para ir de noite. Gabriela e Camila estavam esperimentando vestidos, fiquei sentada esperando.
-Não vai comprar um vestido, Ni? –Gabi perguntou.
-Não posso mais ir de short?
- Não. – Elas disseram em coro.
- Não tenho escolha né?
-Não mesmo. – Gabriela disse rindo.
Escolhi um vestido preto, um dos mais simples que tinha. Curtinho e justo. Camila quem escolheu, ela disse que “era a minha cara”. Ficamos andando um pouco, pra passar o tempo, e meu celular tocou. Bruno.
- Fala, maninho.
- Onde você tá?
- No shopping.
- Papai e mamãe viajaram?
- Sim, to passando os dias na casa da Gabi. Oque que se quer?
- Arruma suas coisas que eu to aqui em casa já, te esperando.
Como assim? E a faculdade? Essa é a melhor noticia que já recebi dele.
- Tá, vou terminar aqui, passar lá na casa da Gabi pra pegar minhas coisas e já vou.
Desliguei o celular e assim fiz, passei na casa da Gabi pra pegar minhas coisas, me despedi das meninas e combinamos de nos encontrar 6h la em casa para nos arrumarmos, como era só uma quadra, fui andando. Ou melhor, correndo. Entrei em casa e fui procurar o Bru, fui para seu quarto. Vi a porta meio aberta. Ele estava na estante arrumando as coisas.
- Bruno!
Gritei e pulei em cima dele, derrubando-o no chão.
- Nossa, isso tudo é saudades, pequena?
- Sim. – Senti uma lagrima caindo. Ele se levantou e me ajudou a ficar de pé e me abraçou.
Já tinha seis meses que não via ele, quando ele mudou para o Rio, fiquei tão mal, que comecei a me cortar, ai veio a pedrada no Pedro e nem se fala..Ainda tínhamos uma hora pra botar as novidades em dia, ele começou me contando que desistiu de fazer a faculdade no Rio de Janeiro, e pediu transferência. Ficamos jogando conversa fora, contei que de noite iria pra balada com o Pedro e os meninos, ele falo pra mim “tomar cuidado”, ninguém merece. Depois de um tempo subi para meu quarto e tomei um banho. Coloquei um short e uma blusa qualquer, coloquei as maquiagens e minha roupa em cima da cama. Ouvi a voz das meninas la em baixo e desci correndo. Elas estavam quase matando o Bruno com abraços. Subimos e fomos nos arrumar. Depois de fazer chapinha na Camila, fazer a maquiagem delas, a minha, me trocar, arrumar o cabelo, escolher sapato, já eram quase 8 horas. Pedro passaria em casa em poucos minutos. Descemos e ficamos esperando lá em baixo. A campainha tocou e fui lá atender. Era ele. Com seu famoso chapéu, uma camisa, com cara de envergonhado.
- Oi.
Ele disse coçando a cabeça e sorriu, me olhando dos pés a cabeça.
- Oi Pe.
- Nossa, você ta..linda.
Tenho certeza que fiquei um verdadeiro pimentão.
- Obrigada, você também.
Ele foi se aproximando de mim, estávamos realmente perto.
- É ele, Nicollie?
Camila gritou la de dentro. Merda.
Respirei fundo e nos afastamos.
- Sim, vamos.
Pedro sorriu envergonhado e eu fiz o mesmo, ele colocou a mão em minha cintura e fomos andando até a vãn. Camila e Gabriela vieram atrás. Entramos na vã e cumprimentamos os meninos e nos sentamos na seguinte ordem. Eu e Pedro, Gabi e Camila, Pedro Lucas e Lucas, e Thomas sozinho. Eu e Pedro fomos calados o caminho todo.
- Chegamos.
Disse mo motorista alto e loiro. Todos descemos e fomos para um camarote reservado, onde teria somente nós sete. A musica estava alta, estávamos todos muito animados dançando, Pedro estava do outro lado da pista, pedindo uma musica. Um tempo depois ele veio em minha direção e disse no meu ouvido, “Preciso falar com você”, arrepiei e o segui para um camarote onde ficaríamos somente nós dois.
- Senta ai. – ele disse e foi pegar uma bebida no Open Bar. – Vai querer oque? – Ele perguntou e sorriu inocentemente e eu ri de leve.
- Pedro, eu tenho 15 anos. Não bebo.
Ele arqueou a sobrancelha e se sentou ao meu lado. Abaixei a cabeça em quanto ele bebia. Senti sua mão tocando as minhas e ergui a cabeça, seu rosto estava muito próximo do meu, realmente próximo. Ele se aproximou mais ainda, e senti seus lábios nos meus. Depois de um longo tempo nos beijando, nos afastamos um pouco.
- Pe, eu acho melhor agente descer, vai que alguém vê.
- Ta de boa, só mais um pouquinho.
Ele me beijou por um bom tempo e descemos, de mãos dadas e eu com um sorriso de orelha a orelha no rosto.
- Finalmente né?
Pedro Lucas disse emburrando. Gabriela e Thomas estavam quase se “engolindo” e Lucas e Camila estavam conversando, nem tinham notado a nossa presença.
- Coitadinho do Pedro Lucas gente. – disse apertando suas buchechas e rindo.
Eu e Pedro nos sentamos.
- Coitadinho mesmo, é ruim ficar de vela, sabia?
- Sim, eu sei. Né Gabriela?
- Eu oque? – A loira parou de beijar o Thomas, os dois estavam em outro mundo.
Todos rimos e ficamos conversando. Os meninos – e Gabriela — bebiam. Eu e Camila somente coca cola. Um tempo depois, eu e as meninas fomos ao banheiro. Que estava vazio.
- Que sorriso é esse, Nicollie?
- Nada não, curiosa.
Tentei disfarçar, mas não adiantou. Elas me conheciam melhor do que ninguém.
- É, ela fico com o Pedro. – Camila disse.
- E daí? Você tava em outro mundo conversando com o Lucas –apontei para Camila. – E você – apontei para Gabriela – nem se fala né?
Sai do banheiro zangada e fui até a mesa.
- Ué, cadê o Pedro? – Perguntei assim que chegamos.
- Ele saio logo depois de vocês. Achei que estava com vocês. – Pedro Lucas disse, notei a preocupação em sua voz.
Os meninos se entreolharam e se levantaram.
- Agente vai ali e já volta. Fiquem aqui. – Lucas disse, muito preocupado.
Olhei para as meninas – que já estavam sentadas – e sai em direção a porta, sem dizer nada. Procurei em todo canto, a rua acabava em um beco escuro. Era mancada ir até lá, mas fui.
- Pedro? Você ta ai?
Gritei, e nada.
- Eai gatinha? Que ajuda?
Um cara, caiu veio em minha direção derrepente.
- Não, obrigada. To procurando um amigo.
Sai de lá com medo. Continuei andando, voltando até a porta da balada. Então o vi jogado no chão da calçada. Corri em sua direção e o ergui.
- Pedro? Você ta bem?
Perguntei, mas ele estava bêbado de mais para responder. O puxei até um taxi que estava parado na porta da balada. Passei o endereço de casa e em questão de segundos já estavamos no meu quarto, sem fazer barulho para Bruno não acordar. Como Gabriela –sempre- ficava bêbada, já estava acostumada. Tirei sua calça e sua camisa e o coloquei de baixo da água fria do chuveiro. Ele estava quase sóbrio – e eu quase o agarrando –, peguei uma toalha de lhe entreguei, joguei meu salto em qual quer canto, o deixei no banheiro e fui até o quarto do Bruno, com muito cuidado para ele não acordar, e peguei uma cueca e uma bermuda. Cheguei no banheiro e ele estava com a cabeça na pia vomitando. Meu coração de fã bateu mais forte do que nunca, senti uma dor no peito e uma lagrima caiu. Coloquei minha mão em suas costas, ele limpou o rosto na pia e me abraçou.
- Me desculpa? – Ele disse manhoso.
- Desculpar pelo que? Você só bebeu de mais, isso é normal. Você tem 20 anos.
- É.. – Ele pareceu misterioso, mas se eu tocasse nesse assunto seria pior.
Ele me abraçou mais forte ainda, e eu comecei a chora. Ele se afastou um pouco, limpou minhas lagrimas e me beijou.
- Princesas não choram.
- E eu não sou uma princesa.
Disse e ele riu, lhe entreguei as roupas e ele foi ao banheiro se trocar. Peguei um pijama no armário e esperei Pedro sair do banheiro. Ele saiu esfregando a toalha no cabelo, todo molhado.
- Pronto, pode ir.
Ele disse e eu entrei no banheiro. Me troquei, e quando sai, ele estava olhando meus posters na parede.
- Você era fã mesmo eim.
- Eu não era fã. Eu sou fã e sempre serei fã.
Ele riu e disse.
- Então, como vai ser? Eu durmo aqui ou ligo pros meninos virem me buscar?
- Pode ficar aqui mesmo, já ta tarde. Mas os colchões estão no quarto do meu irmão. Não da pra mim ir pegar agora, ele já ta dormindo. – Eu disse e ele sorriu maliciosamente. – Não, não foi isso que eu quis dizer.
- Eu sei, tava zuando contigo. Vou ligar pros meninos ta?
Depois do interrogatório de Lucas perguntando se ele estava realmente bem, nos deitamos, e Pedro me envolveu em seus braços.
- Boa noite, pequena. Obrigado.
Ele disse me dando um selinho e fechou os olhos.
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