Semideuses do Zeyggterasu

15 Parece que a Noite Não Tem Fim


Notas iniciais
Hey Du!! Falo mesmo, ficou grande SIM!! (DE NOVO) Última vez; depois não passa das 3 mil palavras. Oh. Sorry. De verdade, são 3 interações, e eu reeditei e nunca ficou bom. Vamos dar uns gritinhos maravilhosos porque graças á gambiarra da minha mamis; o computador etá ligando diariamente♥ Amo ela. Amo também o pc. Acho que por isso me empolguei. ♥ Já acho que podemos nos empolgar um pouco :3 Vamos torcer e aproveitar...♪♫ O contexto é que ninguém prende o "coiote" que o filho de Anúbis é. Capítulo novo♥ ~Enjoy♥

—Saí de perto dele! Estou falando com vocês dois!

—Nossa. Que emoção... – Falou Begpep esbouçando deboche. – Como ele grita alto!

—Vocês não são surdos! – Ele lançou uma lança que parou na frente de ambos e os fez parar e ficaram esperando o outro os alcançar. Se é importante citar, eles estavam segurando a risada.

—Um egípcio como você não devia sair à noite. – Luco resmungava. Begpep e Armin então riram. – Parem! Porque estão rindo?

—Porque é engraçado... – Começou Armin. – Mas, e você Bielek? Do que ri?

—Acho que é porque ele me faz rir! – Dizia Begpep.

—Como é? – Luco olhou indignado para os dois já que ele estava retirando a sua lança do asfalto.

—Mas, responde a pergunta dele cara. Isso é falta de educação.

—Oh sim! Eu saio à noite. A noite os egípcios dormem, e quando isso ocorre, eu dou um breve passeio... – Ele olhou para o céu. – Ao menos você me chamou de Bielek; então, tudo bem... Tem a minha atenção. – Luco ergueu uma sobrancelha.

-Sua atenção? – Armin se afastou de Luco e Begpep. – Para que eu quero a sua atenção Begpep Bielek? Eu só pedi que você se afastasse dele. – Luco apontou para o Oráculo. – Você está invadido território romano e

—Begpep não... – Ele resmungou revirando os olhos e sorrindo.

—Mas, se esse é o seu nome. E você sabe. – Falou O Oráculo com um semblante sorridente. Quase como um deboche ignorando que Luco estivesse ali.

—Sabe que eu detesto...

—Eu odeio Rowell e não vou deixar de.

—Não Armin. Pare! Agora, isso eu sei que é mentira. É uma mega besteira. – O outro gargalhou.

—Mega besteira é o filho de Belona vir brigar comigo sendo que nem romano eu sou. – Luco franziu a sobrancelha, era como se ele não estivesse ali, porque os dois riram.

—Como o seu Monitor te deixou sair do seu Bairro? – O outro riu.

—Eu acho que ninguém impede ele de sair. – Falou O Oráculo. – Convenhamos, nem no Colégio o impedem; porque fora dela o impediria?

—Eu... Eu vou impedir essa palhaçada agora! – Começou Luco que estava irritado com a presença de Begpep.

—Espera aí Sewar. – Então Luco avançou para cima de Begpep, que deu um passo para trás dando um sorriso irônico, sabia que o outro não o pegaria. Mas, mesmo assim, ele queria mandar o outro para o seu Bairro novamente; porém, foi nesse momento quando avançou, que o Oraculo tentou impedir dele tocar o amigo, e ao fazer isso acabou o tocando; Luco se assustou e tentou fugir, mas, o Oráculo o segurou pela gola. Begpep rangeu os dentes observando o modo que Armin ficou. Seus olhos ficaram azuis escuros e ele começou a falar. – “Vi estas stultulo; essa é a frase que você carrega consigo mesmo; mas, você sabe que a que deveria estar tatuada no seu corpo deveria ser Vi estos Mortigita”; a morte não conseguiu te pegar, mas, nesse verão, caça você será, pare de correr atrás da morte durante a estação. Se o céu souber onde você está que comece a maldição. Daquele olho de duas cores, do veneno de dois sabores.

Mas, quando ele soltou o outro, O Oráculo caiu no chão, ele parecia gritar de dor, apertava o peito com força e não conseguia respirar direito.

—Vi estos Mortigita? – Repetiu Begpep. – Você será morto? Uh, isso é péssimo. Na verdade, ser morto será horrível se você não tem um deus funerário como nós...

—É figurativo... – Sussurrou Armin respirando fundo e bem devagar. – Você sabe que. É figurativo. Não é sempre explicito.

—Pareceu bem explicito pra mim. – Falou Begpep.

—Tudo sua culpa!

—Minha culpa? Você que veio pra cima de mim. – Luco ia falar alguma coisa quando Armin respirou fundo, parecia que estava tendo um ataque de asma. – Eih Rowell, fica vivo; eles precisam de você. Não existe ou existirá outro Oráculo melhor que você... – Armin sorriu e colocou a mão no peito fazendo um chiado. – Você não vai fazer nada? – Ele olhou para Luco que entrou em choque.

—Você pode ficar aqui com ele? – Ele revirou os olhos. – Tipo, eu já volto; de verdade....

—Tá bom. – Begpep riu concordando.

—Estou falando sério!

—Mas, eu falei sério! – Era difícil acreditar nele; não dava para entender e decifrar aquele garoto com os glóbulos oculares pretos. – Pode ir! – Luco pensou e repensou um pouco. Deveria mesmo confiar nele? (...) Não! – Olha ele, tá passando mal...

Luco estreitou os olhos.

—Não encoste nele! – Exclamou Luco correndo atrás de alguma coisa. Begpep olhou para Armin.

—Do que ele foi atrás?

—Do meu Monitor.

—Da Sessão ou da Ala?

—Ala. – Ele disse se sentando no chão.

—Não chama ele de irmão?

—Não. É meio brega; eu não tenho lá intimidade com ninguém; você sabe.

—Quase te entendo. – Begpep sorriu e olhou para o céu. – (...) Porque você não sai pra passear além desse Bairro?

—Hun; eu não tenho lá a sua coragem. E é contra as regras. Você que é meio sem noção. – O outro gargalhou.

—Se eu tocar em você; você vai prever alguma coisa? – Armin respirou fundo e colocou a mãos no peito acenando negativamente. – O que você tá sentindo?

—Não dá. Para respirar. – Begpep olhou para o céu. – Gosta né?

—Eu adoro. E pensar que o céu foi a primeira coisa que eu vi. – Ele olhou para o amigo. – Qual foi a primeira coisa que você viu?

—(...) Não faço. Ideia. – Ele respirou fundo novamente. O pior é que Begpep queria ajudar, mas, não sabia o que fazer, era a segunda vez que ele passava por essa vontade de ajudar e não poder.

Ele acabou fazendo o outro deitar na calçada, na rua era bem perigoso, mesmo que não passasse carros, era mais fácil confortável e mesmo assim seguro na calçada do que no asfalto da rua. O cimento estava aliado e era perto do fogo das piras perto dos correios.

—Não seria melhor chamar um Semideus que sabe o mínimo de primeiros socorros? – O outro negou. – Tá certo; não sei porque eu falei isso sendo que ocorre quase a mesma coisa comigo.

Armin o olhou intrigado e confuso, mas Begpep o fazia se lembrar de como respirar; se acalmar.

—Cheguei, cheguei... Eu cheguei! – Falou um jovem de cabelos castanhos claros, com uma cicatriz profunda perto do olho esquerdo, seus olhos eram cinzas claros, sua pele era morena clara, ele tinha inúmeras tatuagens em código morse pelo corpo e uma marca de queimadura que ia do queixo ao pescoço.
Ele usava uma bermuda e só. E parando para revisar, Luco também estava com roupas de piscina.

“Pool party”. Begpep pensou; nada mal... Porém, demorou.

—Mas, que demora! – Exclamou Begpep e recebeu um olhar assustado do outro. – Uma demora dessas custa a vida das pessoas você sabia? Devia sempre estar muito alerta sobre o Oráculo.

—Quem é ele? – Ele fez uma expressão de indignação, quem aquele ser pensava que era para falar com ele daquele jeito?

—Você chegou, atende o cara aqui, antes dele morrer. – Falou Begpep se afastando um pouco do corpo de Armin. – Me ignora, eu não estou aqui. Estou só preocupado; Me ignore! – Ele dizia.

—Oi Armin, — Ele devia colocar a mão sobre o pescoço dele para sentir a pulsação, mas, hesitou. – Sou eu o Lucius Preston; e vou te aj.

—Oh céus! – Exclamou o egípcio sorrindo. – É uma consulta médica! E você nem é filho da medicina! Que formidável!

—Cala a boca Bielek! – Resmungou Luco fazendo Begpep dar um passo para trás com as mãos levantadas. – Você é insuportável! Como a Mc Dermott te atura? Como o Reinhart tem paciência cont.

—Shiu! – Pediu Begpep. – A consulta vai começar.

—Vai ser exercício de controle respiratório. Você sabe os gregos; então eu vou começar... Olha pra cima e vou te ajudar. – Armin acenou positivo. – Possa a lira me ser cara,

e também o arco encurvado, – Ele dizia bem devagar.

e para os homens eu, – Lucius o acompanhava.

proclamarei em oráculos o

infalível conselho de Zeus.

—Certo... – Ele sussurrou. Faltava-lhe voz.

—Isso... Você consegue; como sempre... – Lucius continuou respira devagar. – Deixa, Febo, o correr tão apressado;

— Não sigas essa Ninfa tão ufano;

— Não te leva o Amor, leva-te o engano;

Com sombras de algum bem a mal dobrado. – Ele conseguiu respirar fundo, quase para normalizar a respiração.

E quando seja Amor será forçado;

- E se forçado for, será teu dano; (...) – Lucius ficou o observando como se pedisse para continuar, Armin o olhou e em seguida olhou para Begpep.Um parecer não queiras mais que humano;

—Em um Silvestre adorno ver tornado. (...)

— Não percas por um vão contentamento; (...)A vista que te faz viver contente; Modera em teu favor o pensamento.

— Porque menos mal é tendo-a presente;(...)?

— Sofrer sua crueza, e teu tormento; Que sentir sua ausência eternamente! – Begpep disse rapidamente recebendo um olhar assustado dos três. – Gente, vocês demoravam demais... E essa consulta aí é péssima!

—Ao menos ajuda Bielek... – Armin começou falando bem normal, sem perceber. – É concentrar toda a atenção em uma coisa e.

—Quando eu passo mal Reinhart pressiona o meu peito. E pronto. Estou bem e feliz. – Ele riu e se estralou um pouco. – Está melhor senhor Oráculo Romano?

—Estou; filhote de Chacal! – Ele usou um tom de deboche.

—Que consulta mais mequetrefe. – Armin ergueu uma sobrancelha.

—Você sabe o que é “mequetrefe”?

—Mais ou menos... Mais foi horrível! – Ele e Armin gargalharam.

—Você me tirou da minha festa, com as filhas de Prosepina para ficar perto desse enxerido aqui? – Ele apontou para Begpep que colocou a mão no peito simulando completa surpresa falsa.

—Ah, não se preocupe, eu não pretendo ficar aqui mais tempo, essa disciplina toda me causa arrepios... – Ele passou a mão pelo corpo enquanto o Oráculo ria. – Eu tenho que ir pra bem longe. Certo? – Ele deu a mão para o Oráculo que o olhou desconfiado. – É para me dar a sua mão e fazer um toque.

—Ele quase morreu fazendo premonições, você é doido? – Perguntou Lucius irritado. Begpep riu.

—Talvez... – Ele fez um semblante que passava confiança para Armin. Depois de uns segundos pensando, e antes de Luco e Lucius tentarem fazer uma intervenção, ele tocou na mão de Begpep. Seus olhos ficaram azuis escuros e ele novamente não ouvia nem via nada. Mas, depois de colocar a mão na cabeça encarou o egípcio.

—O que você fez comigo? – Ele riu e os outros que não entenderam, ele parecia sério. – Eu não consigo prever o seu futuro! – Ele berrou irritado, foi aí que os dois começaram á gargalhar, os olhos do outro ficaram claros e Begpep acendeu a sua chama.

—Mas, eu não fiz nada...

—Foi um prazer te rever Bielek.

—O prazer foi todo meu Oráculo Romano. – Ele disse se curvando para o outro que fez o mesmo. E começou á andar em direção aos seus inúmeros atalhos.

—Você não pode andar com ele. De fato. – Começou Lucius encarando Armin. – O Conselho proibiu. Independente se foi por baixo assinado ou não, eu não gosto disso.

—Mas, ele não se machucou.

—Ele é estranho! – Exclamou Luco irritado.

—Especial...

—Especial vai ser o soco que eu darei na cara dele. – Falou Luco.

—Nossa... – Murmurou Armin. – Que grosseria.

—De fato. – Disse Begpep se virando para trás quando já estava no meio da rua, uns vinte passos à frente deles. – Grosseiro demais da sua parte filho de Belona.– Armin tampou o rosto. E ele se virou com tudo, sorriu, piscou com um olho e mandou beijo para os dois; então o coração de Luco e Lucius dispararam, suas pernas tremiam, e era como se tivessem borboletas no estômago e ao mesmo tempo eles se coraram. Foi um misto de “querer abraça-lo, beija-lo e dizer a ele que o amava”. Foi como um golpe que os pegou desprevenidos. – Boa noite Senhor Rowell... – Falou Begpep voltando á caminhar rindo.

—Boa noite senhor Bielek. – Respondeu o Oráculo tirando a mão no rosto e rindo dos dois. – (...) que cena engraçada. – Lucius sentou no chão e sentiu vergonha do seu próprio corpo.

—Mas, que merda foi isso?

—O senhor Bielek é incrível! – Exclamou Armin com os braços para trás os observando, aquela era uma cena fantástica, os dois excitados ao máximo, vermelhos e obviamente tiveram um orgasmo com aquilo. – Vocês são gays é? – Ele riu. – É algo que eu não esperav.

—Cala a boca! – Mandou Luco se sentando no chão também e cobrindo o corpo com a mão, todo vermelho. – Ele vai ver.

—Não vai atrás da morte... Tá na profecia. – O outro parou. – Deixa ele em paz e troquem de roupa, acho que ocorreu um acidente com os dois. – Ele começou a rir, enquanto os dois estavam bem nervosos.

—Onde que Anúbis pode fazer uma coisa dessas? – Dizia Lucius em pânico. – Como é que você anda com ele?

—Eles não andam mas juntos. – Resmungou Luco sem jeito. – Não sei porque estavam juntos.

—Porque não aconteceu contigo também? – Armin sorriu. – Não é possível!

—Aquele infeliz! Tá marcado para morrer!

Era algo tão comum ver alguém nervoso depois de ter aquele garoto cruzando o seu caminho, era tão embaraçoso... Begpep sabia o que fazia, com quem fazia, como o fazia; ele poderia ser perigoso e ao mesmo tempo nem tanto assim. Ele poderia pregar peças ou apenas fazer isso para o seu próprio desejo. E nem sempre era seguro.
E sim; Armin Rowell, o Oráculo Romano, achava o egípcio, Begpep Bielek uma ameaça-armada. E ficava feliz por tê-lo como amigo para não passar por essas coisas e ter alguém rindo dele. Então o bom, era rir dos dois.

*

Indo pelos atalhos do Bairro Romano, ele ficou bem agoniado com todas aquelas coisas simetricamente bem organizadas e colocadas. Mesmo que não percebessem, tinham um padrão; e Begpep agradeceu por ter uma parentada tão desorganizada nas férias. Ao menos nas férias!
Como eles não percebiam isso?

O bairro mais próximo do romano sem dúvida era o grego, e mesmo que tivesse que entrar em várias ruas e andar meia floresta poderia parecer longe se ele não tivesse acostumado com aquela andança. E não era tão longe quanto o romano era do Bairro Egípcio.

E mesmo que ainda não fosse um dos seus destinos, o que estava o levando além de serem os seus pés, era o vento daquela noite de verão. E o fazia se sentir bem. “Porque quando um Semideus nasce com um poder que não é por parte imortal, ele tem que ter total atenção dos demais...” Aquela frase de Armin ficava rodeando na sua cabeça e por mais que o incomodasse, não era mentira.

Anúbis é um deus da mumificação, antigo deus do submundo. E fazer fogo azul e charme não são duas coisas que existe no currículo de um filho do deus. Todos os filhos de Anúbis são ensinados e treinados á fazer rituais de enterros e velórios, mexem com regeneração, e são velozes. Não que ele também não fizesse isso; mas, ninguém sabia ou fazia fogo. É mumificação e não do incêndio. Por isso que havia uma segurança para que “ele voltasse cedo”? Ou “não saísse”? Porque ou ele era uma ameaça ou uma arma; talvez ele fosse os dois. Uma ameaça para os filhos de Anúbis e para os Egípcios.

Assim que chegou no bairro grego ele ficou meio desnorteado. Os postes não pareciam emitir tanta luz. Mas, na verdade, ele nem precisava de luz, tinha seus olhos prontos para o escuro e sua chama azul para o caminho. Ele não sabia em qual ponto do bairro ele estava. Só percebeu que havia alguém na rua saindo de sua casa, que olhando rápido ele não a reconheceu. Na verdade, ele não tem um contato íntimo com os gregos. Só se fosse para brigar com eles, discutir ou os deixassem nervosos. Esse era o único contato que ele tinha com os gregos, de raiva ou para a confusão; se não fosse por isso; ele não conhecia eles; porque não eram todos que mexiam com ele. Begpep elevou a chama para perto do rosto e tentou focar na pessoa que estava saindo de casa. Era uma garota.

—Ora, mas, porque uma menina como você está saindo de casa tão tarde? Sem companhia dos seus pais? Está tarde! – A jovem se assustou e o encarou. Ele nem fez nenhum movimento brusco, estava do outro lado da calçada. se assustou.

—Não sou uma menina! Tenho idade o suficiente para sair de casa a hora que eu quiser! – Ela hesitou um pouco. – E você? Que não devia andar(...) você não é um deus; é? – Ele riu.

—Nem um pouco. – Ela se aproximou dele, já que ele não o fazia, só estava com aquela chama nas mãos acessas... A garota tinha os cabelos loiros e estava usando apenas uma camiseta que ia até um pouco acima dos seus joelhos. Ele estava usando biquíni por baixo da camiseta. Quantas festas na piscina devia estar ocorrendo naquela madrugada? Tinha a friagem da noite, mas, ele não ia comentar. Apenas a observou. – Não sou um deus; sou um semideus.

—Quem é você? – Ela perguntou sem de fato notar nas vestimentas dele. Ela tinha uma caixinha nas mãos, o que fez ele dar dois passos para o lado, sem entrar no quintal de ninguém, muito menos encostar nela.

—Bem; essa é uma pergunta engraçada de se responder e. – Como ele poderia se identificar sem falar o próprio nome? O que ele odiava tanto, e obviamente os gregos não sabiam.

—Hey! Um egípcio? – Ela pareceu surpresa quando o olhou da cabeça aos pés. – Você pode sair à noite? Não! Vocês não saem à noite. – Begpep apagou a chama da mão e colocou as mãos na cintura e depois no peito; como se sentisse ofendido. Pura encenação.

—Você está me estereotipando!? – Ele exclamou. – É isso mesmo? Nem todos os egípcios são iguais sabia? Eu me acho um pouco diferente. – Ela estreitou os olhos. – Eu fiquei um pouco chateado.

—Desculpa. Eu não quis te chatear! – Begpep a olhou nos olhos por alguns segundos. – O que foi? Seus olhos são diferentes e. – Ela paralisou. – E...

—Você é a ex namorada do West e do Belzer? – Begpep riu em seguida. – Céus! Graças à você sua culpa eles não se falam mais.

—(...) Não....

—Sim.

—Não, não! – Ela colocou a caixa no chão e prendeu o cabelo em um rabo de cavalo. – Está delirando? Que West e Belzer? – Begpep revirou os olhos.

—Simon West e Andi Belzer! – Ela pensou um pouco. – Eles são da Sessão Egípcia!

—Oh! Filho de Thoth e Hathor?

—Sim... – Ela revirou os olhos.

—Mas, puta que pariu viu? Ainda isso? Quem vive de passado é museu! – Ela resmungou e ele riu. – (...) Espera... Você é o egípcio que sai de noite! Oh céus! Pelos deuses! – Ela exclamou pulando eufórica. – Por todos os deuses! Realmente a morte saiu do mausoléu! Céus! Por Tique da sorte! – Ele riu da euforia da garota que nos seus saltos acabou pulando em cima dele, que pareceu bem surpreso e a segurou; mas riu. Ele não esperava por aquela reação. – Begpep né? Perdão; Beg né? Nossa, como seus olhos são diferentes! Pelos deuses!

—Vocês chamam o Colégio de mausoléu?

—Eu particularmente não. Porém, convenhamos, você basicamente mofou no Colégio. Sua sepultura! – Ele concordou com ela, com um ar sério. – Você é uma lenda! Te ver pessoalmente e ver fora do Zeyggterasu é a coisa mais emocionante e rara que uma pessoa pode ver! – Ela ainda estava animada e no colo de Begpep. Ela até tentou beija-lo, mas; estava eufórica.

—Eu? Uma lenda? Oh, quero saber dessa lenda!

—O egípcio que sai ao anoitecer... – Ela falou com voz de suspense. – E (...) eu não devia estar no seu colo. – Ela desceu do colo dele, e ambos sorriram. – Enfim! Isso é muito legal! Saber que você pode aparecer por aqui! Porque?

—Ninguém me prende, eu sou um filho da noite. É meu lema!

—Lema fantástico.

—Katherynne Karlan né? – Ela deu um sorriso passando a mão no cabelo.

—A própria! Eu mesma, quanta honra saber o meu nome... Até porque você não para quieto né? – Ele acenou positivamente.

—Certo... E você saindo de noite? Do nada? Por nada? – Ele ergueu uma sobrancelha

—É... – Ela começou a enrolar os cabelos do seu rabo de cabelo com os dedos, dando um sorrisinho. – Um amigo está machucado; e eu vou cuidar dele. – Ele ergueu uma sobrancelha.

—Mas, você não é cria da medicina grega, né? – Ela deu um olhar malicioso para o rapaz.

—Eu não disse como eu ia cuidar, né? – Ele cruzou os braços.

—De fato. – Ele disse sorrindo. – Sabemos como uma cria da deusa do amor “cuida” dos outros. – Ele se aproximou da orelha dela. – Mas, sabe que eu cuidaria muito melhor de você né?

—O que? – Ela o encarou. – Como é? – Ele sorriu.

—É que esse é o meu jeitinho....

—Eu acho que esse “seu jeitinho”... – Ela fez aspas. – É meio estranho.

—Eu acho que posso te acompanhar até a casa do seu amigo...

—Não preciso de companhia. Como eu disse, eu tenho idade para fazer isso sozinha.

—Ah; — ele disse parecendo chateado. – Mas, é sério que você achou que eu ia falar isso se eu não soubesse que você tivesse idade para sair de casa só?

—Eu não entendi o que você quis dizer... – Falou Kathy descendo a rua em direção á casa de Peter. Até agora, Begpep ainda estava com os glóbulos oculares pretos, porém, quando ele começou a acompanhar Kathy, passou a mão sobre seus olhos e ele ficaram brancos e se aproximou dela estralando a língua.

—“Você entendeu sim. ” – Ele sussurrou.

—Charme? (...) Mas... Você é filho de Anúbis! – Ele olhou para o lado. – Não é?

—Eu ser filho de Anúbis não interfere em muita coisa...

—Interfere em tudo! Você é meio sombrio, meio mórbido e... – Ela o olhou da cabeça aos pés. – Você não tem nada a ver com um filho de Anúbis. – Ele passou a mão sobre os cabelos.

—Porque o meu pai não me fez sozinho né? – Ele respondeu obviamente.

—Verdade! – Kathy riu e o encarou com um olhar de deboche. – Mas, não venha me dizer que ganha de mim em charme bem dado.

— E você namora? – Houve uma pausa. – Só pra saber... – Ela riu.

—Não sei como é o “seu” conceito em namorar...

—Estando com uma pessoa por mais de uma estação. – Ele falava olhando para o céu.

—Nem por uma lua... E não vejo problema nisso! – Ela disse sorrindo. – E você? Está?

—Aan. – Ele só colocou a mão para abafar o riso diante a pergunta. – Eu acho que não...

—Acha? Você acha? Como assim, você acha?

—É que eu não sei?!

—Como você não sabe? – Ele ficou em silêncio por um tempo, e começou á olhar para as estrelas mais uma vez e estralou os dedos.

—Não, e não! Não estou! Tô não! Faz tempo de horrores. – Agora sim ele riu. – Eu sou um pouco esquisito para os outros.

—Ora; de louco e esquis. – Antes de Kathy terminar de falar, ela parou um pouco no meio da rua e fez um movimento para passarem para o outro lado da rua. – Não podemos passar nem na mesma calçada da casa 7. – Begpep não entendeu. – De louco e esquisito todo mundo tem um pouco.

—7? A casa nº7 do bairro grego? – Ela acenou positivamente; ele a seguiu. – Porque não podem passar na frente dela?

—Eu não sei! – Ela disse nervosa. – Sei que agora tem moradores ali e é para evitar alvoroço! – Ele parou na frente da casa 7. – Egípcio?

—Se a casa do “seu amigo” é ali; eu acho que é melhor eu voltar daqui... – Ele apontou para cima.

—Você não vai voltar pela floresta? – Ele negou. – Você vai subir tudo isso de novo? Você é louco?

—Não. Vou demorar para chegar aonde eu quero indo por ali. Se você não vê problema, eu acho que posso ficar te olhando daqui. – Ele sorriu pra ela.

—Como você é gentil... – Ela sorriu de volta passando as mãos na cabeça e soltando os cabelos, o deixando corando. – Gentil e cavalheiro...

-Oh! Não sei se sou cavalheiro; então com toda a sua licença... – Begpep então se aproximou de Kathy e pego no seu queixo a fazendo olhar em seus olhos. Ele deu um sorriso que também a deixou corada, mas, ele piscou para ela e em seguia passou a língua nos lábios da garota que levou um susto e um arrepio na espinha em seguida a beijando.
Quando Begpep se afastou Katherynne levou um susto. Mas, estava literalmente tão vermelha quanto poderia ficar.

—Como que você faz isso? – Ela parecia tremer quase derrubando a caixa que estava em suas mãos.

—Desculpa pelo beij.

—Desculpa? Porra egípcio! Você beija muito bem! Se tivesse uma pegada(...) Por Afrodite... – Ela se abanou com a mão respirando fundo. – Como você consegue ter esse charme e fazer isso?

—Eu nem fazia ideia que isso era charme. – Ele passou a mão na nuca. – Mas, você também beija bem, hein garota.

—Não me deixe mais sem graça do que eu estou... Preciso me recompor.

—Desculpe.

—Não é pra se desculpa! Ainda bem que eu saí na rua naquela hora. – Ele não sabia o que falar.

—Você tem uma beleza fantástica também... nem precisa de.

—Chega! – Ela exclamou empurrando o rapaz quando na verdade o queria puxa-lo para beija-lo. – Eu tenho que ir senão eu não vou. Tenha uma: “boa noite”. E que Selene te acompanhe... – Katherynne desceu a rua com passos mais largos com que ela estava dando quando estava com Begpep.

Ele ficou esperando até ela entrar na casa de Peter, e então acender a sua chama estando sozinho na rua. De frente para a casa 7. Ele ficou em silêncio olhando para a casa. E ao mesmo tempo ficava pensando na profecia “figurativa” de Armin... A guerra vai entrar no seu caminho de repente. Porque a guerra entraria no seu caminho?
Ele estava olhando para as janelas da casa nº7 quando sentiu uma sensação esquisita emanando da casa. “Um Escaravelho”, ele murmurou consigo mesmo, e até pensou em entrar no quintal da casa e procurar o tal escaravelho que emitia energia; porém, quando elevou os olhos para cima percebeu que tinha alguém na janela.

Ele deu dois passos para trás, tentando observar direito a face da pessoa. Era uma garota; e pelas vestes, devia estar dormindo, mas, algo a acordou e estava na janela. A garota inclinou a cabeça para o lado o observando fixamente; também tentava identificar a pessoa que estava em pé na frente da sua casa. Ele também inclinou a cabeça para o outro lado. E refez o movimento quando ela inclinou a cabeça pro outro lado e ele o lado oposto.

Mas... A garota murmurou intrigada.

Ela se virou rapidamente para chamar alguém para observar aquele estranho, mas, ela não queria mais plateia e voltou a subir a rua, com sua chama azul mesmo e aqueles glóbulos oculares pretos. Ele só achava estranho que em uma casa grega, houvesse ou emanasse um símbolo egípcio. E aparentemente ninguém percebera. Ele se sentia mais confortável no bairro grego, onde ele se dirigiu até a casa nº37; jogou três pedrinhas na porta e ficou esperando no outro lado da cerca. Ele nem tinha certeza se estava na casa certa, mas, caso fosse a errada daria tempo de correr. Era isso que ele tinha em mente.

Quando a porta se abriu, ficou aliviado, porque era exatamente quem ele esperava ver. Paul Black. Aquele que segundo Armin Rowell, não tinha permissão para conversarem. Mas, Begpep nem ligava. Ele não poderia obedecer todas as ordens e ficar entediado. Na verdade, Wilgner nunca disse nada para ele; então estava tudo bem se ninguém ficar sabendo.

—Boa noite filho da Neblina Secreta Noturna. – O garoto de cabelos castanhos sorriu quando viu Begpep do outro lado da cerca. Ficou entre muito surpreso e desacreditado.

—Mas, não é mesmo que o filho de Coiote com Fogo Azul apareceu? Não é que essa entidade surgiu!?

—Na verdade é Chacal... – Begpep reformou.

—A mesma droga né? – Mas, era sim a mesma coisa.

—Obviamente... – Ele esticou o corpo. – Estava dormindo? – Paul saiu de dentro de casa e se aproximou da cerca, estava sem camiseta e com calça do pijama.

—Quase; mas, não posso sair de dentro de casa a noite.

—Que desgosto. Sua mãe é uma deusa noturna!

—Pra você ver... – Ele fez um gesto com as mãos significando que estava medindo alguma coisa. – Eu não poso passar de um certo perímetro... Só se eu estiver com o meu irmão. – Ele revirou os olhos.

—Então acorda ele lá!

—Porque? Sabia que a gente não pode conversar né? – Paul cruzou os braços. – Porque somos uma ameaça horrorosa!

—Ainda por causa do Suzunosuke? – Paul ergueu as sobrancelhas. – É sério? Qual é o problema?

—Aan... Deixa eu ver. – Paul se debruçou ao lado da cerca. – A gente deixou o Ronswell tocar nele. E nós dois fomos no Submundo atrás da alma dele e nem foi no nosso Submundo. Arrastamos as meninas e todos os semideuses que não tem poder por parte imortal e causamos uma bela bagunça. – Ele ergueu uma sobrancelha. – Esse é o problema.

—Huun... Eu vi o Rowell; que tipo de Oráculo ele se tornou?

—Faz tempo que eu não vejo ele... – Paul pensou um pouco e se esticou. – Tudo bem; a noite tá bonita mesmo, quero ouvir as suas fofocas; dá pra gente dar uma volta.

—E ir ver o Ronswell? – Begpep estralou os dedos.

—Talvez... Pode ser.

—Você vai assim?

—(...) Espera um pouco. Eu vou chamar meu irmão.

—Ah; é sério?

—Begpep, você não se importa com as regras; e é até velho para entende-las, mas, eu? – Ele colocou a mão no peito. – Eu não quero perder meu posto de Monitor!

—Verdade! – A palavra soou como deboche. – Você é monitor. Uma grande dor de cabeça... – Paul sorriu.

—Às vezes... Eu já volto. – Quando Paul chegou perto da porta, Begpep entrou em seu quintal.

—Deixa eu te fazer uma pergunta... – Paul parou e se virou para Beg sugerindo que ele fizesse a pergunta. – Você já viu os novos moradores da casa 7?

—Na verdade não...

—E entrar na casa? Você já chegou á entrar? – Paul ergueu uma sobrancelha.

—Onde quer chegar? – Paul começou a bater na porta e na janela, era como se chamasse seu irmão.

—Eu vi uma das moradoras hoje. E senti que lá dentro tem um escaravelho egípcio. Ninguém sente se não for da sua crença... (...)

—E qual a ligação do escaravelho e a moradora?

—Nenhum. Mas, eu acho que posso ser amigo dela. – Paul pareceu assustado. – Ela é intrigante... Gosto de gente intrigante. – Steffano apareceu na porta e esfregou os olhos.

—Você é intrigante!

—O que ele tá fazendo aqui? – Paul o olhou de cima a baixo.

—A gente vai andar, troca de camiseta.

—É sério?

—Seríssimo... – Falou Begpep sorrindo. – Eu vim ver uns amigos. – Ele olhou para Paul. – Sou meio complexo.

—Complexo de Egípcio. – Murmurou Steffano.

-Um egípcio complexo. – Falou Paul encarando Begpep. – Um semideus errado.

—Especial; segundo Armin Rowell...

*

—Porque você não vai dormir? – Perguntou Jaqueline deitada, com a coberta por todo o corpo enquanto a irmã mais velha intercalava entre a cama da irmã e a janela que estava aberta.

—Porque tinha um cara muito estranho olhando pra janela. Nossa janela. Ele vestia umas roupas estranhas e estava segurando algo como fogo de fogão

—Sei... – Murmurou a irmã.

—Estou falando sério!

—Ele ainda tá ali? – Jaqueline tirou um pouco a coberta da cabeça e olhou pra Mikaele.

—Não; ele sum.

—Sua imaginação! Vai dormir...

—Mas, eu vi.

—Cala a boca Mikaele vai dormir! – Berrou Vitória.

—Mas.

—Fecha a janela, pra não entrar bicho. – Finalizou Jaqueline.

—Mas, eu sei o que eu vi. – Ela disse se sentando na cama. – Mas, que droga foi aquilo?

—Se não deitar eu vou te bater. – Falou Vitoria irritada se virando na cama. – Eu quero dormir.

—Vem que tu vai dormir pra sempre se tentar.

—As duas, calem a boca. O que eu fiz pra vocês?

Mikaele fechou a janela, mas, mesmo assim, não conseguia tirar aquela imagem assombrosa do lado de fora da sua casa. E se nem suas irmãs acreditaram; os pais iriam acreditar?
Podia até tentar, de manhã. Porque ia ficar mais um pouco na janela, se ele subiu, uma hora ia descer. E o que ela ia fazer? Gritar. Obviamente.

Notas finais
Desculpem o tamanho do capítulo, depois desse não terá outro enorme... Bom, não que eu esteja planejando; mas... Begpep é Begpep. ~ Coiote ou Chacal tem diferença, sim. É cabeça de Chacal a de Anúbis. Mas, é semelhante á coiote, eu mesma achava que era coiote até umas horas atrás. Coiote é um apelido fofo. :3 NOTA: ~Cada Semideus é importante nessa história, os demais que não apareceram é porque ainda estou recolocando eles no caderno, cada um como filho de um deus. Os que eu descrevi já foram realojados com seus pais deuses. E bem, os bairros são difíceis descrever; o mais fácil foi o japonês. ♥Eu sempre direi; estou aqui para vocês. Lady é o meu nome, e a minha imaginação é extremamente expansiva, criativa e magicamente adorável ♥ ♠Da sua Autora Semideusa criativa Favorita♠ ♣E uma salva de palmas para o nosso computador favorito♣ ♦ Até o Próximo Capítulo♦ ~♥~Um Beijo da Autora ~♥~