Notas iniciais
Fala aí pessoas providas de beleza (ou não, né). Semana passada eu não postei porque estava correndo em função do meu aniversário (foi segunda), mas estou aqui de volta para vocês.

O homem com dois rostos

Em frente ao espelho, de costas para eles, estava um homem. Olhava o objeto a sua frente muito atentamente. Usava capa e um turbante roxo.

– É esquisito, meninos. – falou o professor sem virar-se para eles. – Me vejo entregando a pedra para o meu mestre, mas não sei como pegá-la.

Os meninos estavam chocados. Não esperavam encontrar o espelho na sala. Muito menos o professor Quirell.

– Você? – Harry estava pasmo. – Mas Snape tentou me matar.

– Concordo que faz realmente o tipo, mas fui eu que tentei te matar! Se a capa dele não tivesse pegado fogo eu teria conseguido, mesmo com aquele contra feitiço que ele estava murmurando.

– Snape tentou salvar você? – Percy indagou baixinho.

O amigo deu de ombros, igualmente confuso. O homem ignorou o pequeno diálogo e continuou falando, como se estivesse sozinho.

– Se ao menos eu soubesse onde está a pedra... – insistia.

– Use um deles. – disse uma voz sibilante.

– Jackson, venha aqui agora! — O professor ordenou. – Fique aqui na frente e me diga o que vê.

– Eu vejo a pedra, mas eu não a possuo. – falou.

Não era mentira, só não era toda a verdade. Ele não disse, por exemplo, que Harry estava com a pedra. Omitiu também que seu amigo percebera o objeto no bolso.

– Não esconda tudo o que sabe. – a voz sibilante ecoou novamente, porém os garotos nada falaram então a voz insistiu. – Deixe-me falar com eles.

– Tem certeza mestre? – o professor questionou.

A voz deve ter dito alguma coisa na mente do traíra porque ele começou a tirar o turbante virou-se de costas. Finalmente um explicação para sua vestimenta bizarra, era realmente um duas caras.

O filho de Poseidon arrepiou-se. Frequentemente essa sensação o dominava, como se já tivesse visto algo do tipo. O feitiço de Hécate não permitia que ele se lembrasse da vida real dele, porém algumas coisas deixavam alguns traços na memória.

– Faz onze anos que não possuo um corpo só meu. Tudo por causa daquela noite. Podemos fazer uma troca, dê-me a pedra e vocês podem ganhar o que mais querem. – falava. – Potter quer a família de volta e você quer algo de que não se recorda. É fácil de conseguir.

– Está mentindo! – Harry apertou a pedra na mão.

Os dois garotos começaram a correr na direção da porta de onde tinham vindo. Porém o professor fez um movimento com a mão e a porta fechou-se com um barulho estrondoso.

– Destrua-os. – era a voz reptiliana do lorde das trevas.

Quirell começou a persegui-los, porém Harry era o alvo prioritário, afinal a pedra filosofal era o que realmente desejavam. No entanto quando ele tentou arrancar o objeto das mãos do aluno, suas próprias mãos começaram a queimar. O menino também sentia uma leve dor, nada comparado ao professor.

Aproveitando-se disso começou a tocá-lo propositalmente, de repente o adulto explodiu em pó dourado. Harry sentou-se no chão, de costas para poeira. Contudo Percy viu quando algo saiu do monte de sujeira e foi na direção do amigo.

O outro teve apenas tempo de virar-se para o lado e ver o colega ser atingido. Então caiu no chão desmaiado, escapou ileso em função disso.

Notas finais
O que acharam? Twitter: @MariMarsiaj