Semideuses: A coroa Perdida.

16 A Historia não termina aqui.


Capitulo dezesseis: a Historia não termina aqui.

No pé da colina eu já podia ver o pinheiro da entrada do acampamento. Mais uma vez pegamos um taxi normal, pagamos o taxista mais do que ele realmente receberia. Subimos a colina e chegamos no acampamento a salvo. Quando as ninfas nos viram foram correndo espalhando a noticia. Quando chegamos perto da casa grande já havia uma multidão a nossa espera.

Os meninos do chalé de Apolo vieram me abraçar e me ergueram no ar, Will e mais um menino me colocaram no ombro, Chie foi levada pelos seus irmãos do chalé 6 e Rick pelos seus irmãos do chalé um, quer dizer eles tentaram, mas ai os meninos de Hermes ajudaram os pequenos.

O treinador foi carregado pelos meninos do chalé de Ares e todos nós fomos marchando e gritando ate o anfiteatro aonde estavam os outros semideuses, quando vi Quíron ele parecia surpreso ao nos ver, seu rosto se iluminou com um sorriso.

– tudo bem campistas coloquem os quatro no chão – disse o senhor D se levantando de sua cadeira com videiras, parecia o seu trono lá no olimpo. Os campistas no colocaram no chão e ficaram atrás de nós quatro – sejam bem vindos de volta.

– parece que estão bem – comentou Quíron – já estava ficando preocupado, já que hoje é o dia final... vocês entregaram a coroa?

– creio que o céu aberto sem nenhuma nuvem negra com raios é um sinal positivo – respondeu o senhor D – a coroa está no lugar mais seguro de todos, na cabeça de Hera.

– muito bem por cumprirem sua missão – falou Quíron – agora vão se arrumar, hoje a noite terá uma cerimonia especial para os quatro.

– claro – falou Chie sorrindo, ela parecia um pouco cansada, também carregar uma espada que deve pesar uns 50 kg nas costas não deve ser mole – acho que preciso mesmo de um sono.

– eu também – comentou Rick, ele nem me parecia cansado antes, mas assim que reparei bem em seu rosto, vi que seus olhos estavam com olheiras profundas, ele precisa dormir – um sono não seria nada mal.

– vou comer alguma coisa, sabe o que é passar mais de uma semana dentro de um barco e depois em uma ilha acorrentado sem comer nada? – perguntou o treinador para Quíron – vamos comer meu amigo.

– vamos – disse Quíron acompanhando o treinador.

– ah acho que no fim tudo ficou normal – comentei em voz alta.

– quem disse? – perguntou o senhor D serio – os deuses não tem falaram nada?

– falaram o que?

– já vi que vai sobrar para mim – o senhor D revirou os olhos e encarou furioso o céu – você podia me poupar disse Apolo – um raio caiu perto dele – já sei, já sei! – gritou – Harris venha comigo!

– é Hilton! – corrigi.

– tanto faz!

Eu revirei os olhos e segui o senhor D. os campistas de Apolo me olharam, eu sorri para eles e fiz sinal de que estava tudo bem, na verdade eu queria falar o com o senhor D sobre algumas pessoas que encontrei durante a missão. David, Clarisse. Queria saber se ele sabia da menina.

Quando chegamos na casa grande nos dirigimos para a sala de reuniões que era uma sala que me lembrava uma sala de jogos, ele se sentou em uma poltrona vermelha cheia de poeira e eu me sentei em uma cadeira de frente para ele, estávamos separados por uma mesa de tênis de mesa.

– o que quer falar comigo? – perguntei para ele, quero logo saber o que ele tem a dizer depois eu falo o que tenho a dizer – pode ser direto?

– ah uma coca cola light seria uma boa agora – falou estalando os dedos e um copo com coca cola light apareceu em cima da mesa e ele bebeu um gole – Rebecca, o que eu tenho a te falar é algo serio...

– é Deborah – corrigi, já estava ficando de saco cheio de dizer o meu nome para ele – será que dava para acertar pelo menos uma vez?

– Deborah? Tanto faz, enfim, é algo relacionado a uma profecia antiga que seu pai uma vez viu.

– meu pai?

– sim, Apolo, meu irmão, o deus da luz, sol profecia, musica, arte e medicina.

– nossa, ele é deus de tudo?

– é dizem que ele é de multiuso – comentou – agora não desvie da conversa se não vou te transformar em um golfinho.

– seria legal ser um golfinho.

– quer saber?

– não! Continue!

– não me atrapalhe.

– prometo!

– ah, melhor assim, deixe me ver por onde começo... seria uma boa você ir lá no sótão.

– porque ir lá? Eu tenho medo de sótão, é escuro, úmido e cheio de poeira.

– existe algo nesse sótão que você vai achar mais assustador do que germes e baratas.

– o que seria isso? – perguntei. Não queria subir em um sótão aonde podia ter sei lá o que, que pode me matar de susto, se bem que depois de lutar com monstros, ser atacada por duas tartarugas marinhas gigantes, ter minha perna queimada por uma larva de vulcão que criou vida e matar uma amiga, eu não deveria ter mais medo de nada.

– vá lá e descubra filha da luz.

– me chamou de que?

– ande logo Harris!

– é Hilton!

– tanto faz, agora vá logo depois volte!