Puxa não tinha pensado nisso, que roupa eu vou vestir na entrevista? Eu não sei costurar e não sei repetir o milagre da roupa do desfile. O que eu vou fazer?

Além de me preocupar com o vestido ainda tenho que me preocupar com o treinamento, eu não sei usar arma nem uma, nem arranjar comida e fazer fogo, quanto menos combate corpo a corpo. Que arma que eu devia tentar?

O jantar estava sendo queto, até o garoto do meu distrito chegar começar a conversar com o meu mentor, que alias até agora não me ajudou em nada, acho que ele sendo um carreirista, sabe que eu não tenho canse nem uma, então ao inves de desperdiçar o tempo dele, ele se concentrou no meu companheiro.

Não consegui dormir, sempre que conseguia tinha pesadelos com a minha morte. Na manhã seguinte tive que acordar logo cedo para o treinamento. Fomos os terceiros logo apos a dupla do 2 e o menino do 4.

As 7:30 o ultimo tributo chegou e Atala começou a dar as instruções. Não ouvi nem a metade, era tão chato que preferi ficar prestando atenção numa mosca que estava por ali. Depois que ela nos liberou eu decidi tentar espada, uma menina do 2 já estava lá.

– Cai fora pirralha — disse ela quando cheguei — a menos que queira me encarar numa luta de espadas

A garota era enorme e muito feia, então decidi ir embora e não encarar, como a estação mais próxima era tridente resolvi tentar. Mas eu sou péssima, mas o que eu tenho de ruim no tridente, o garoto do quatro tem de bom, ele até que é bonitinho, mas nem se comprara a um garoto do distrito 12, ele deve ter uns 13, 14 anos e é muito bom no arco e flecha, não errou nem uma. Em compensação eu não acertei nada.

Depois de tentar tridente, arco e machado, desisti e fu para as técnicas de sobrevivência, resolvi tentar primeiro a estação das plantas comestíveis, tinha uma garota bonitinha lá, tinha o cabelo escuro e os olhos cinzentos. Acho que é do distrito 8 ou 12 não tenho certeza.

– Oi — Disse a garota, depois de um tempo — Precisa de ajuda?

– Hã... eu quero — respondi constrangida por ser um fiasco.

Ela me ajudou e nos tornamos bem amigas, ela se chamava Sofia e era dois anos mais velha, ela era extremamente inteligente.

– Então, eu to com problemas para achar uma arma — disse a ela

– Hum... Eu gosto de lutar com a adaga, quer tentar? — respondeu me levando para estação.

Assim que peguei a adaga na mão senti uma coisa diferente, ela não era pesada de mais como as outras armas, parecia do tamanho perfeito. Eu tentei lutar e até que eu sou boa modéstia parte.

Notas finais
Alguns dos tributos que eu mencionei nesse capitulo são semi deuses, adivinhem quais e quem são seus pais.