Semi deuses nos Jogos Vorazes
25 Capitulo 25
Eu odeio fazer a vigia porque eu sinto que se for atacada não posso fazer nada, mas meu tempo já está acabando, está tudo em silencio absoluto, o que é ruim porque assim me concentro em meus pensamentos, as respostas de Miguel só me ajudaram a saber que era tudo verdade, mas de resto não me ajudou em nada, eu ainda me sinto perdida, nem sei quem é minha mãe, sei que não é Atena porque eu não sou inteligente.
Um barulho de algo sendo cortado me acorda dos pensamentos, olho para o lado e percebo o que está acontecendo, Sofia conseguiu se soltar e está fugindo. Não sei direito o que fazer, devo chamar alguém ou correr atras dela? A segunda opção me parece mais atraente, não quero parecer impotente para os outros.
Ela faz muitas curvas para tentar me despistar até que uma hora ela consegue que eu não a veja mais. Continuo andando em frente até encontrar um livro no chão embalado em um paraquedas de patrocinador, Guia de Semideuses. Alguma coisa deve ter acontecido com ela. Continuo em frente até encontrar o seu elástico de cabelo.
Continuo seguindo na trilha que ela fez até uma pequena clareira, me escondo nas arvores ao redor, Sofia está presa por um pano longo em uma arvore e os carreiristas estão em volta. Seria uma boa oportunidade para me livrar dela, mas eu gosto dela, quero salva-la. Eu posso chamar os outros, mas nesse meio tempo eles podem matar ela, sei que a maioria dos carreiristas ou matam logo ou brincam com a comida, fazendo a vitima sofrer ao máximo antes de morrer.
Me aproximo um pouco mais e percebo que Sofia está conversando com os carreiristas, o que será que ela está fazendo?
Queria ser boa com o arco e flecha como o Josh, poder controlar a água como Miguel ou ainda construir coisas incríveis como Carlos. Qualquer uma dessas coisas me ajudariam com o meu plano. Pensei em tudo que eu sei fazer, ou seja nada que me ajude, eu tenho charme e consigo "controlar" roupas, grande coisa.
Preciso fazer algo que faça barulho ou chame a atenção. Sofia percebe que eu estou ali e aponta para um pássaro preto, me esforço ao máximo para reconhecer que pássaro é, acho que é um gaio tagarela, o ancestral do tordo. Ele é perfeito para o meu plano.
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