Notas iniciais
Notem que há conteúdo adulto neste capítulo. Se quiserem pular, o trecho está separado por esse símbolo ***** Boa leitura!

CENTRO DE CONVENÇÕES DE WASHINGTON

Sara Sidle chegou ao centro de convenções reservado para a Conferência Forense daquele ano acompanhada de sua chefe e amiga Catherine Willows. As peritas de Las Vegas estavam deslumbrantes em seus vestidos de festa, Catherine com um vestido tomara-que-caia de renda, em um tom vermelho e Sara em um azul-marinho de um ombro só.

Os olhares de desejo para cima da dupla deixavam Sara um tanto constrangida. Sendo sempre muito básica no quesito roupas/maquiagem, ela se sentira um tanto fora do eixo ao deixar Catherine carregar a mão na maquiagem. O resultado, acompanhado do vestido, ficou ótimo, mas fez com que os homens prestassem mais atenção a ela do que o de costume. Sara respirou fundo e falou a si mesma para aguentar a pressão. Afinal, fora ela quem decidira se vestir assim, e tinha um motivo forte para isso.

Na última conferência da qual participara, em NY, Sara ficou o tempo todo com uma sensação estranha, de que alguém não tirava os olhos dela. Mas toda vez que ia procurar o culpado, ela nada via. Aquilo fez com que a perita checasse a toda hora sua aparência. Será que havia algo de errado com ela, ou com as roupas? No fim, ela não pode achar nada de estranho, porém a sensação de que estava sendo vigiada ocorreu algumas vezes mais durante o evento. Por isso, quando recebeu o convite para vir para Washington, sua primeira providência foi achar as roupas certas para cada ocasião. Afinal, ela queria ter certeza de que não estava causando nenhuma má impressão.

—Vamos, Sara, tornar esse evento mais interessante.

Mais interessante para a loira era encontrar alguma bebida alcoólica. Logo as duas se serviram de uma taça de frisante, e alguns rostos conhecidos vieram conversar, e elogiar as apresentações das duas nos painéis aos quais participaram. Em determinado momento Sara foi apresentada ao Doutor Jack Hodgins, um entomólogo forense, que teceu elogios a Grissom, dizendo que um de seus livros era o seu preferido e a Temperance Brenan, antropóloga chefe do Smithsonian. Sara ficou entretida com aquela dupla, e não pode deixar de pensar em como a excentricidade deles se equiparava a de Gil. Mas cortou o pensamento por aí, não querendo se lembrar de seu “finado” noivo.

Quando Brenan se desculpou, dizendo que tinha que partir para alguma cena de crime, Sara rodou o salão a procura de Catherine. Encontrou a amiga muito bem acompanhada por um homem de terno e gravata. Pelo jeito dos dois, aquele encontro ali poderia muito bem render. A morena resolveu então não atrapalhar a amiga, mas isso a deixava sem muito o que fazer. Sara somente aceitava os convites para essas conferencias por conta das companhias de seus amigos. Eles eram fonte de risada certa, e davam algo para ela se concentrar. Porque, sozinha como estava agora, ela só conseguia se lembrar de Grissom.

Afinal, fora em uma certa conferencia onde eles se conheceram, e toda vez que ela participava de uma, suas lembranças o traziam à tona. Apesar de a dor não ser mais tão forte, a melancolia se apossava dela à menção daquele nome. Sara se sentou em um dos pufes dispostos perto do bar e ficou a observar o vai-e-vem dos participantes da convenção. Uma meia hora mais tarde e ela já estava pronta para se retirar. Assim que se levantou, entretanto, foi parada por um garçom que lhe entregou um drink e um papel bem dobrado.

—Com licença, senhorita. Fiquei de te entregar isso.

—Ah, obrigada. Mas quem...

—Tudo o que precisa saber está em suas mãos, senhorita. Agora, com licença...

O garçom se retirou rapidamente, deixando Sara com uma cara de boba, segurando um copo de bebida e um bilhete. Sacudindo a cabeça, a morena olhou para o drink em sua mão, e de repente percebeu. Aquele líquido espesso e vermelho não podia ser encontrado nas mãos de mais ninguém na conferência, por não estar entre as bebidas escolhidas para serem servidas. Somente com o olhar ela não podia dizer com certeza, mas acreditava que segurava em suas mãos uma Margarita....

O corpo todo de Sara foi tomado por um leve tremor e seu coração acelerou. O drink se tornara um dos favoritos de Sara, pois fora essa a bebida com a qual ela e Grissom dividiram em seu primeiro encontro... correu os olhos pelo salão, a procura de um vislumbre dele... ele tinha que estar perto... mas havia tanta gente por ali que Sara temeu não encontra-lo. Foi então que lembrou do bilhete. Colocando a bebida no chão- seu estomago estava embrulhado demais para isso- ela abriu o bilhete com as mãos trêmulas... nele somente havia o nome de um hotel e um número. Provavelmente o de um quarto.

O que fazer? Que garantia ela possuía de que era mesmo Grissom o autor daquele bilhete? Era certo que a bebida era a cara deles, mas seus amigos já sabiam desse fato. Por outro lado, a única que poderia saber era naquele momento era Catherine, e a loira não seria cruel ao ponto de fazer tal brincadeira de mal gosto com ela, não é? Agora, ela estava alta o suficiente para contar para alguém que a bebida favorita de Sara era aquela... mas também, quem se daria ao trabalho de conseguir arrumar os ingredientes assim?

Sem se despedir de Catherine, a perita resolveu seguir as “pistas” deixadas para ela. O hotel era um que ficava logo ao lado de centro de convenções. Era o mesmo que ela estava hospedada. Sara foi até a recepção e se apresentou para a recepcionista. A moça sorriu e lhe entregou uma chave, idêntica a que ela já possuía.

— Aproveite a estadia, senhorita.

Sara ruborizou. O que essa moça pensava dela? Rapidamente, a morena entrou no elevador e apertou o último botão da lista. Recostada na parede, ela ficou se perguntando se estava fazendo a coisa certa. O elevador parou bem no andar de seu quarto, mas não havia ninguém do lado de fora. Era como se o universo estivesse dando uma chance de desistir. Mas ela continuou parada onde estava, e o elevador fechou as portas e seguiu caminho. Chegando ao último andar, Sara se forçou a sair da caixa de metal, mas parou logo em frente. Suas pernas estavam fraquejando, não sentia que possuía forças para continuar. A lembrança de ter sido abandonada a corroeu por dentro naquele momento. A raiva que sentira quando descobriu que o homem estava vivo acendeu novamente. E foi essa raiva que a fez seguir em frente, colocar a chave no local apropriado, abrir a porta com força e... encontrar um quarto vazio...

Como um balão de ar, Sara murchou. Todo o ímpeto que a forçara a entrar naquela suíte desaparecera ao entrar no cômodo e o encontra-lo vazio. O lugar era lindo e espaçoso, com as paredes em um tom creme, o chão de uma madeira escura, e no meio do quarto uma enorme cama sob um aveludado tapete. Na cama, várias almofadas em diferentes tons de azul. Havia um closet do lado direito e uma porta que devia dar para um banheiro. A julgar pelo nível do quarto, devia ter uma daquelas jacuzzis chiques lá dentro. Era tudo tão requintado que Sara se perguntou novamente se encontraria seu ex-noivo ali. Ele não era dado a extravagancias com aquele quarto. Decidiu finalmente que não queria descobrir quem a convidara aquele lugar. Virando-se rapidamente, sua saída foi interrompida pela chegada do hóspede do quarto.

— Sara...

Sara levou a mão ao peito, tamanho o susto que levou. Afinal, estava tão distraída que não tinha ouvido a porta abrir. E lá estava ele...quanto tempo fazia que ela não via aquele homem a sua frente? Quase quatro anos se passaram desde a última vez que os dois se viram pela última vez. Como no vídeo que fizera, Grissom se encontrava magro, com um pouco mais de cabelos brancos... entretanto, a expressão em seu rosto era mais suave, e já não portava mais a espessa barba.

Tanta coisa se passava na cabeça de Sara naquele momento, tanta coisa que ela congelou. Assustado com a reação dela, Gil tomou cautelosos passos na direção da mulher amada. Ao chegar bem próximo a ela, ele tentou mais uma vez.

—Honey... está tudo bem?

Sara mordeu os lábios... agora que estava próxima a ele, pode sentir aquele cheiro que sempre associou a Gil, um cheiro que já estava se esquecendo... os olhos marejaram...

—Está tudo bem?- ela repetiu a pergunta, e depois negou com a cabeça. Nada estava bem! Ela quase se esquecera do cheiro dele... a próxima vítima a ser esquecida seria a voz, e em seguida ela não se lembraria do rosto dele sem recorrer a uma fotografia. Esquecer-se dele, a quem ela considerava família... não, nada estava bem...

—Você foi o único para mim, Gil... a única pessoa a me fazer sentir em casa, bem comigo mesma... você foi o único lar que eu conheci, e ainda assim...

Não aguentado mais segurar as lágrimas, Sara caiu em prantos. Gil, que nunca soube ver sua amada chorando também derramou algumas lágrimas, e a puxou para seus braços.

—Perdão...perdão, honey...

Gil manteve os braços em torno de Sara, mas a morena não retribuiu o abraço. Não importava a Gil... somente de sentir aquela mulher em seus braços já estava feliz. Enquanto Sara chorava, Gil murmurava em seus ouvidos o quanto deixa-la para trás doeu nele, o quão arrependido estava... Todavia, quanto mais ele pedia perdão, mais ela chorava... sem saber o que fazer para Sara parar de chorar, ele a levou até a cama e a fez se sentar. Ajoelhando bem em frente a ela, Gil tomou uma das mãos na dele e a beijou.

—Amor...

Sara balançou a cabeça ao ouvir aquele apelido tão comum entre casais. Respirou fundo e finalmente conseguiu dizer algo.

—Não... eu não sou seu amor... se fosse... se fosse você teria tido o mínimo de consideração, e não teria me feito acreditar que você estava morto... MORTO, Gil! Como pode?!

Gil se levantou e se afastou um passo de Sara. Gustav alertara a ele. Contar a verdade fez com que Sara ficasse puta da vida com ele. Mas Gil não era um mentiroso... e ele sabia, que no lugar dela, ele também iria querer saber a verdade.

—Você merecia a verdade, Sara. Eu sei.

—Grande merda você saber! Você me conhece, Gil... sabia que eu poderia estar junto de você... sabia que eu escolheria isso não é? E foi por isso que não me deu alternativas... por que não me queria por perto?

—Sara, não... eu sabia sim que, dado a chance você viria comigo... mas você estaria em maior perigo comigo, mesmo com a retaguarda do FBI... Eu mesmo não queria fazer aquilo... você não faz ideia do que é... estar na linha de frente de uma operação destas... é tudo muito falho... eu me preocuparia muito com você, em te manter a salvo... onde você estaria...

Gil arriscou se aproximar novamente de Sara. Sentando ao lado dela, ele continuou.

—Sei que Gustav explicou os motivos de eu não querer você no programa de proteção... Eu tenho a maior fé em você. Sei que tentaria ao máximo se adaptar...- Gil deu uma risada- Provavelmente teria mais sucesso que eu nessa empreitada... mas minha mãe não. Caso você sumisse comigo, eles iriam atrás de mamãe, para me fazer voltar. Retirá-la de casa seria doloroso demais... ela é durona, mas talvez fosse mais do que ela podia aguentar... Eu preciso que você entenda, Sara... eu tive muito pouco tempo para decidir tudo isso, no dia que eu sumi... meu desaparecimento parecia ser a melhor forma de deixar vocês duas a salvo. E no fim, minha morte... eu protelei o máximo que pude... mas aqueles bastardos não me deram chance... E tudo isso que eu fiz... o desmantelamento de uma rede internacional de tráfico...bem, eu só consegui cumprir minha missão por saber que as duas preciosidades da minha vida estavam a salvo. Pode me chamar de egoísta, Sara... mas o que eu fiz foi por te amar mais que a mim.

Sara continuou a olhar para baixo, sem falar uma palavra. Ela não podia negar, havia lógica naquilo tudo. Não havia como se prever o que aconteceria caso Gil tivesse tomado uma decisão diferente. Ela e Betty podiam ter se dado bem no programa de proteção, ou não. Mas só o fato de elas estarem com Gil já aumentaria as chances de algo ruim acontecer. Gil tomou uma escolha baseado no menor dos males. Ao se pôr em perigo em vez de ir se esconder com elas, Gil podia controlar melhor suas ações, garantindo assim um resultado positivo. Ainda assim, ser deixada para trás doía.

—Você é irritantemente um bom homem, Gil...e eu não posso te culpar... ainda que eu acabe sofrendo por isso... mas eu me apaixonei por você desse jeito ...

Gil sorriu com aquela declaração e Sara não pode deixar de reparar em como ele continuava um homem muito bonito, para aqueles olhos apaixonados. Pois Sara ainda nutria um sentimento forte por ele, e começava a achar que isso nunca iria mudar. Estar ali ao lado dele somente a fazia querer se jogar em seus braços e não mais sair de seu abraço. Mas ela sabia que nada seria mais tão fácil entre eles.

— E agora... por que está aqui agora, Gil? Se quando sua missão acabou, por que não voltou para mim? Gustav disse que não podia... algo mudou desde então?

Gil balançou a cabeça, confirmando o que ela imaginava. Nada mudara. Aqueles infelizes do FBI roubaram a vida dele e Gil não fazia nada para tê-la de volta.

—Então por que está aqui? Por que aparecer assim?

—Pois... eu não podia deixar passar essa oportunidade. Você aqui, em Washington.

—Você vive aqui, agora?

—Sim... próximo ao F.B.I. Honey, eu não devia estar aqui com você, mas acho que existe uma força que nos impele a estarmos juntos. Sabe , esta não é a primeira vez que nossos caminhos se cruzam nos últimos anos... aquela conferencia em NY?

—Ano passado?

—Sim, eu estava de passagem por lá. Não fico em um lugar por muito tempo... mas naquela ocasião, eu consegui um convite para participar, só como ouvinte... e lá você estava... e eu...

—Você ficou me vigiando?! Eu sabia!

—Sabia o que?

—Tinha uma sensação estranha... como se alguém estivesse me seguindo... achei que estava ficando maluca!

—Seguindo, não... só estava te observando... de longe...

—Por que de longe?

—Porque estava com uma “babá”, por assim dizer. Um colega do FBI. Eu não podia muito bem me virar e dizer para ele que precisava ver minha noiva, não é? Ele me tiraria dali mais rápido do que qualquer coisa...

— Ainda assim, você está aqui agora.

—Estou... pois novamente o destino nos colocou na mesma cidade... e eu não podia deixar passar mais essa oportunidade.

—Oportunidade para que, Gil? O que você esperava que acontecesse? Que eu o visse e caísse em seus braços, como se não houvesse vivido esses últimos anos em agonia?

—Na verdade... eu não pensei muito. Se o fizesse, com certeza não estaria aqui.

Era verdade. Por algum motivo, Gil se mantinha preso ao F.B.I. durante todo aquele tempo, mantendo-se fiel à Instituição que lhe roubara sua vida. Ele não era homem de ir contra as regras que os superiores imputavam sobre ele. Não era de seu feitio. Que ele estava ali mostrava a Sara a força dos sentimentos dele a respeito dela. E o mesmo era verdade para a perita.

Sara parou então de combater a vontade de tocar em Gil, colocando sua mão no rosto do homem a seu lado.

—Eu não entendo, Gil... quando olho para você agora...há momentos em que não te reconheço, com essa sua insistência em trabalhar com eles depois de tudo... e ainda assim, quando você diz algo como o que disse a pouco eu consigo ver o homem que amo...

—Essas partes a que você se refere, Sara- ele correu a mão pelo braço estendido de Sara, passando por toda sua extensão até chegar ao ombro e dali seguir até o pescoço da morena. Sua outra mão acompanhou e ele ficou acariciando o rosto dela- Sou eu... todo eu. Sou o homem por quem você se apaixonou, aquele jovem universitário, que achava que o mundo se dobraria a seus pés, que queria fazer a diferença no mundo... é o mesmo cientista maluco da conferência de São Francisco.

Sara recostou a cabeça no ombro de Gil e o abraçou. As lágrimas escorreram livremente, molhando a camisa do homem.

—Eu só não entendo o que você ainda faz com eles... você os abandonou uma vez, não poderia fazer de novo?- ela perguntou, ainda encostada nele.

—Como você já sabe, eu não poderia voltar a minha vida antiga... eu não tinha para onde correr, Sara, e o F.B.I. ao menos me dá um propósito, uma missão... eu não trabalho no campo, não se preocupe! — Acrescentou após Sara levantar rapidamente a cabeça, com uma expressão de preocupação no rosto- Eu ministro aulas para os cadetes, principalmente.

—Ao menos faz algo de que gosta lá- respondeu, menos preocupada.

—Sim... e consigo passar para eles minhas experiências... tento ser muito sincero e mostrar a eles tudo o que eles ganham e perdem ao entrar nesse mundo. Eu não vendo sonhos, como fizeram comigo. Eu mostro a realidade.

—Ok... tudo bem, eu entendo.

Gil conseguira mostrar a ela um pouco da razão que usava para fazer o que fazia. Entretanto, nada daquilo que conversaram dizia respeito a eles, como casal. Se é que eles ainda o eram. Os dois afirmaram ainda se amar, mas o amor as vezes não era o bastante para que duas pessoas ficassem juntas. Sentindo-se cansada, Sara desabou na cama macia do hotel. Gil observou os movimentos dela, mas não fez menção de segui-la. Receava não ser aquilo o que Sara queria.

—E agora... você me viu, deu suas explicações...fez tudo o que quis e será só isso? O que acontece em seguida?

—Ainda não fiz tudo o que quis.

—E o que te falta?

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Gil não respondeu com palavras, mas deitou ao lado de Sara na cama e roubou um beijo dela. Um beijo rápido, somente o toque dos lábios. Mas aquilo não satisfaria nenhum deles.

—Só isso?- Sara provocou e Gil não demorou em aprofundar o beijo. Os anos passados sem o toque um do outro imprimiu no casal o desejo avassalador. Com movimentos rápidos, roupas foram despidas e o casal ficou abraçado na cama, pele sob pele.

—Você continua maravilhosa- disse Gil após lançar um olhar rápido pelo corpo dela, querendo ver se em seus sonhos sua mente imaginara a perfeição que era ela. Gil lançou beijos do rosto, descendo pelo pescoço, entre o seios, onde se deteve para sugar um mamilo, arrancando um gemido de Sara, aumentando ainda mais o fogo que o homem sentia por ela. Sem poder mais esperar, Gil levou uma de suas mãos até a entrada de Sara e deslizou um dedo, encontrando a mulher mais que preparada para ele.

—Gil...por favor- à súplica de Sara Gil respondeu se posicionando novamente por cima dela. Uma mão o apoiou no colchão enquanto a outra desceu até a cintura dela, enquanto Sara se abria para ele e apoiava as pernas nas coxas dele, e Gil finalmente deslizou para dentro dela. Mesmo com seu corpo buscando por mais, Gil parou um momento, deixando Sara se reacostumar com seu volume. Por sua vez, Sara passou os braços pelo ombro de Gil e levantou o torço para buscar a boca dele.

—Eu amo você dentro de mim...

Gil sorriu e se retirou dela, somente para deslizar novamente para dentro, arrancando mais gemidos da mulher. Sem demora, o casal encontra seu ritmo, cada vez mais intenso, os dois trocando beijos e palavras desconexas. Maia algumas investidas e Gil já sentia-se prestes a explodir, e querendo garantir que Sara gozasse com ele, inverteu as posições, com ela agora controlando a ação.

—Amor...- Mais uma súplica e Gil resolveu ajudar sua amada, usando os dedos em seu clitóris para aumentar o prazer, levando o casal ao ápice juntamente.

As energias gastas, o casal desabou na cama, sem se separar um minuto. Assim que conseguiu se recompor, Gil puxou Sara ainda mais para perto e beijou-lhe a testa e os lábios.

—Incrível... você é incrível...

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Deitada com as costas apoiada na cabeceira da cama, Sara observava Gil falando ao celular. O homem vestia apenas uma toalha amarrada na cintura, e tinha os cabelos molhados, do banho que tomaram juntos. Há quatro anos, aquela seria uma cena normal, mas a situação mudara drasticamente para o casal. Tanto que, apesar de ter passado a noite fazendo amor com Gil, Sara não se sentia feliz. A hora de dizer adeus se aproximava e ela não conseguia suportar.

Virando-se de bruços e se agarrando ao travesseiro, Sara tentou impedir as lágrimas de caírem, mas o luto era mais forte.

—Honey- Gil colocara a mão em seu ombro e fazia um carinho as costas dela- Sara, olhe para mim, por favor.

Como a morena se recusou, Gil respirou profundamente e se deitou ao lado dela, passando as mãos em seus cabelos para retirá-los de cima do rosto da amada.

—Eu não posso me perdoar por te fazer sofrer assim...

—Não se perdoe... só me diga que volta para mim...

Gil suspirou e puxou Sara para seus braços... havia de ter uma maneira para os dois ficarem juntos.