Sem mais desculpas. Sem arrependimentos.
19 Capítulo dezenove - Sem mais desculpas
Notas iniciais
Benjamin já não tinha noção de quantas garrafas de Heineken e nem de quantos copinhos de Vodka já havia bebido desde que chegara à festa. Bárbara já começava a ficar em cima do melhor amigo, não queria vê-lo caindo pelos cantos.
O menino de olhos verdes já tinha tirado até a sua camisa. Estava exibindo todo o seu tronco despido na frente de todos. A bebida já tirara todo o seu pudor. Mas ele não foi o único a fazer isso, depois de ter sido o primeiro, outros garotos tiraram a camiseta para dançar – inclusive o Matheus e o Fred.
O DJ realmente tinha caprichado na seleção de músicas, transitando com louvor do Rock atual ao Funk da modinha. A Fernanda já estava de olho no DJ desde que pisou na pista – de fato, tinha uma quedinha por eles. Matheus nem percebeu os olhares da menina para o cara.
Yuri já estava se cansando de ficar na pista com a Bruna, volta e meia, encarava o Benjamin pulando e se divertindo muito sem ele. Quando viu o amigo tirar a camisa no meio da pista, sentiu raiva do menino de olhos verdes e ainda mais quando percebeu as investidas de umas primas e amigas da Bárbara.
Às vezes, ele também via o Ben olhando para ele e para a Bruna. O seu olhar era de indiferença, obviamente aquilo o incomodava, quem gosta de receber olhares daquele jeito?
— Você é o Benjamin, né? Me chamo Alicia, tô de olho em ti desde que veio para a pista com a Báh e o Thur. Posso dançar com você? – Era uma morena de olhos castanhos, o seu vestido tinha uma abertura do tamanho do mundo nas suas costas e um decote que ia até o umbigo dela. Ela foi apoiando uma mão sobre o abdômen sarado do menino e a outra, na cintura dele.
Benjamin nem respondeu, puxou-a contra seu peito e partiu para um beijo devorador. Cheio de intensidade e que poderia até ser confundido por algo cheio de violência, no entanto, Alicia adorou a pegada do garoto. Aquele beijo chamou a atenção dos seus melhores amigos; Yuri foi o primeiro a perceber o que estava acontecendo, depois, Arthur, que mostrou a Bárbara.
Se já não fosse o bastante, ele ainda levantou a morena pela cintura, dobrando-se para trás. Quando Benjamin a pôs no chão, deu um último selinho e virou as costas para a moça, caminhando na direção dos garçons.
— Hei, Benjamin, vai me deixar sozinho aqui?
— Menina, foi só um beijo, não estamos namorando. Beleza?
Ela quase deu um tapa na cara do menino, mas ele escapou pela culatra. Alicia se afastou cuspindo fogo pela boca e chorando. Bárbara se aproximou do amigo e sussurrou em seu ouvido:
— Que merda, tu tá fazendo, Benjamin? Se não se comportar, vou ser obrigada a ligar pros seus pais para eles virem te buscar. Por que deu um fora daquela maneira na minha amiga? Com que cara vou olhar para ela depois?
O menino de olhos verdes deu de ombros e quando estava deixando a amiga, recebeu um puxão da ruiva.
— Pra que me violentar desta maneira, Báh? – Ele estava com a voz irreconhecível. Os seus olhos estavam vermelhos e mantinha um sorriso sarcástico.
— Não seja um grosseiro, menino – repreendeu ela, apertando os lábios do amigo para o seu descontentamento. – Não quero lhe ver passando nem perto de uma só garrafinha de cerveja ou Vodka. Já chega de bebidas por hoje. Está me entendendo?
— Sim, senhora, minha mãe. Esta é a última festa que curtimos juntos antes de me mudar e tu me trata como se eu fosse uma criancinha, Bárbara Ronsoni?
Arthur se aproximou dos dois e, depois, contra a vontade da namorada, Yuri também se aproximou do pequeno grupo, isolado em um canto do salão, entre a pista e uma enorme caixa de som.
— Perfeito, todos estão vindo aqui para brigar comigo. Estou certo ou mais do que certo? – O menino ainda conseguia fazer o discernimento daqueles rostos. Olhou para o japa com um sorriso provocador nos lábios como se dissesse: e aí, está gostando do showzinho para você?
— A coitada da Alicia foi lá para fora chorando por causa da sua babaquice, Ben. Não percebe que isso machuca uma menina, man? – comentou Arthur para a infelicidade de Benjamin.
Ben abaixou a cabeça e começou a rir friamente, de uma maneira como ninguém ali já tinha visto.
— Me dá o endereço dela que amanhã eu mando flores com um cartão de desculpas. Que ela pensou? Que eu ia pedi-la em casamento? Foi ela que se atirou para cima de mim igual a uma vagabunda.
Bárbara horrorizada pôs as mãos sobre a boca, e olhou do namorado para o Yuri.
— Levem ele ao banheiro para lavar o rosto, meninos.
— Saí daqui, Arthur. Eu não sou criança, estou bem e ainda consigo me virar sozinho – disse com rispidez, se afastando dos três. – Vou voltar a dançar ali bem quietinho, prometo pra vocês que não farei mais nenhuma burrada por hoje e, muito menos, irei estragar a festa do seu aniversário.
Eles viram o rapaz se afastando do grupo e se misturando à multidão na pista de dança.
— Meu, mas por que porra o Ben está agindo igual ao Pedro e ao Fred hoje à noite? – Bárbara estava preocupada com o amigo.
— Se ele piorar, eu o ponho a força dentro do meu carro e o levo para casa – prometeu Yuri. – Vou continuar de olho nele até o fim da festa, mas, agora, preciso voltar para perto da Bruna.
— Vai lá, Yuri – concordou Arthur.
O DJ começou a tocar um remix de “I gotta feeling”, do The Black Eyed Peas. Os jovens foram à loucura em poucos segundos, e Benjamin também foi, contudo estava tentando se comportar assim como prometeu aos amigos. Yuri teve que enganar a namorada para conseguir chegar mais perto do menino de olhos verdes.
O garoto não estava nem um pouco preocupado com Yuri, já tinha se esquecido de que ele estava por perto. Uma prima da Bárbara sorrateiramente começou a se aproximar do solteiro. Ela já conhecia o menino de outros carnavais, mas nunca conseguira nada com ele.
Benjamin pulava ao som do refrão da música com os olhos fechados. Era até engraçado de vê-lo naquela situação. Há quem diga que as pessoas se tornam mais elas mesmas quando estão bêbadas – isso se encaixava perfeitamente no caso do Bem. Ele já tinha apagado da sua mente que aquela seria a sua última semana na ilha da magia como um residente dali, já tinha apagado até que estava com um sentimento desconhecido e crescente pelo amigo.
Quando a música acabou, a menina deu o bote.
— Olá, Ben, como está? – A sua voz lembrava a da Bárbara, era ruiva como a prima, contudo tinha olhos castanhos escuros ao invés dos azuis da outra. Era mais baixinha do que a aniversariante, beirava a média de 1,50 – 1,56 metros de altura. – Vejo que continua malhando o abdômen na academia e na natação, hein, gatinho.
Ele sorriu com um olhar assanhado e, logo em seguida, procurou ver se algum dos seus amigos estava vendo, ótimo, Benjamin conseguiu localizar justamente quem ele mais queria encontrar. Yuri encarava-os, não muito distante dali. Realmente parecia um segurança contratado para vigiar o menino.
— Nem estou malhando muito, preciso correr atrás do prejuízo antes que a natureza me tire estes gominhos – confessou ele, sensualizando ao acariciar seu próprio abdômen. A menina quase perdeu a cabeça igual fez Alicia. – Eu sei que te conheço, só que não me lembro do seu nome, gatinha... É prima da Báh, né?
— Isso, a gente se conheceu naquela competição de natação lá na minha cidade, em Chapecó, ano passado. O meu nome é Renata Ronsoni.
Ela mordiscou seus próprios lábios, pondo uma mão sobre o bíceps do menino de olhos verdes. As pessoas ao redor dos dois já tinham voltado a dançar ao som das batidas e da música Bang Bang, da Jessie J.
— Foi mal, então, mas sua prima me fez jurar que ficaria longe de outra garota nesta noite. Imagina só como ela não ficaria puta se eu pegasse justamente a prima dela.
— Cara, relaxa, eu me entendo com ela depois, afinal sou maior de idade e bem vacinada, muito bem, obrigada. A Bárbara que vá cuidar do seu macho. – A menina não deixaria passar mais uma oportunidade sem beijar aqueles lábios carnudos e rosados. – Ah, não estou usando calcinha alguma por debaixo da saia – continuou, deslizando seus indicadores pelo peitoral do alvo e descendo até tocar as abas do seu box, baixando um pouco da cueca até ver a marca da virilha do menino em meio a tantas luzes que piscavam.
Benjamin vibrou e, antes de beijá-la, deu uma última olhada para o amigo oriental, sorrindo, atrevido, para ele. Yuri sabia que o amigo tinha feito aquilo de propósito para provocá-lo e, felizmente, alcançou o seu objetivo.
O menino parou de dançar e baixou os olhos, suspirando profundamente. Bruna não deu importância e continuou a dançar energicamente com as pessoas. Ela estava achando o seu namorado muito estranho desde que voltaram com o namoro, porém prometeu a si mesma que não daria importância.
O beijo que o Ben e a Renata trocaram não foi interrompido nem mesmo quando algumas pessoas esbarraram neles. O DJ começou a tocar Marvin Graye, de Charlie Puth e Megan Trainor. Aquela era a música favorita dos dois amigos, havia marcado muito eles na época da maratona de vestibulares do ano passado.
Yuri sentiu um aperto no coração quando viu o outro apalpando a guria ali mesmo como se tivessem em um motel. Enquanto mordiscava a orelha da Renata e as suas mãos alisavam o corpo magricela da menina, Benjamin parou para pensar na letra da música e também para lançar olhares provocantes ao japa.
Aquilo foi o bastante para Yuri, ele se afastou da namorada e caminhou em direção ao amigo e a prima da Bárbara. Quando chegou do lado dos dois, disse:
— Ben, eu preciso falar com você agora.
— Agora não posso. Não vê que estou ocupado?
A ruiva lançou um olhar devorador sobre o oriental, só faltou ranger os dentes para ele.
— Benjamin, eu preciso falar com você e é urgente, cara. Venha comigo!
— Ele já disse que não, guri. Pare de ser tão intrometido, vá procurar a sua turma.
Yuri mordeu os lábios para não retrucar à ruiva e puxou o amigo pelo braço.
— Venha comigo, eu preciso falar contigo e não vai ser depois. Tu me entendeu?
— Tudo bem, japa do caralho. Eu já volto – garantiu ele, beijando a boca da Renata, mas o beijo foi interrompido quando Yuri já cansado o puxou para o lado.
A menina ficou no meio da pista com muita raiva do amigo do Benjamin. Yuri não soltou o braço do menino de olhos verdes até o momento em que o empurrou para dentro do banheiro masculino, que ficava do lado esquerdo da pista. Ninguém os viu entrar lá. Aliás, nenhum dos amigos do menino além do Yuri viu o que o ele estava fazendo na pista.
— O que pensa que está fazendo, japa? – disse o menino de olhos verdes, tentando empurrar o outro contra as pias do banheiro, que por sinal estava vazio.
— Não escutou o que a Bárbara te disse? Vai querer estragar a noite dela e a dos outros?
— Que outros? Tu abrange todos esses outros?
Yuri avançou contra o amigo e o empurrou para trás, forçando-o a entrar em um dos boxes do banheiro. Depois, envolveu suas mãos contra a nuca do menino e o beijou a força. Benjamin tentou empurrá-lo, mas logo cedeu a pressão, começando a chorar.
Os seus lábios aos poucos foram se tocando, pausadamente, em um beijo arrastado. As mãos do Belucce tremiam em contato com as costas do outro, sentiu um impulso de rasgar a camiseta dele, mas se controlou. Yuri abraçava a cintura e o tronco nu dele, enquanto aprofundava e aumentava a intensidade do beijo.
Se esqueceram completamente de que estavam num banheiro aberto a todos os homens da festa. Não se importavam se seriam pegos durante o ato de desespero e atenção.
Benjamin foi o primeiro a ousar e enfiou as suas mãos dentro da cueca do japa, fazendo o mesmo que o outro havia feito na sua casa. Ele adorou agarrar aquelas nádegas macias e um pouco rígidas ao mesmo tempo. Elas pareciam perfeitamente esculpidas e a pele era tão lisa, que o menino de olhos verdes não aguentou e deixou seus dedos descerem a depressão entre as nádegas, e tocar o esfíncter do Yuri.
— Hei, calma aí, rapaz – alertou Yuri, olhando para trás a fim de encarar as mãos quentes do outro. Benjamin respeitou o seu pedido e tirou as mãos da cueca dele, apertando-as contra o peitoral duríssimo do japa enquanto mordia os lábios do outro, deliciosamente.
— Vamos para a sua casa – sugeriu Benjamin, com os olhos semicerrados.
— Vamos – aceitou o outro –, não estou aguentando tanto tesão aqui.
Terminaram o ato se beijando tranquilamente e soltaram as mãos quando abriram a porta para sair do banheiro. Devagar, eles saíram do salão se desviando de vários jovens, que dançavam uma música eletrônica.
— Eu não sei onde está a minha camisa e também perdi a que a minha mãe comprou para ti – confessou Benjamin, atordoado ao se sentar no banco do carona.
— Deixa pra lá! Eu te empresto uma camisa quando chegarmos lá em casa.
Yuri ligou o carro, engatou a primeira marcha e desceu a pequena elevação do estacionamento até a rodovia, e virou em direção ao centro, deixando para trás a namorada, a festa e todos que se preocupariam com o sumiço dos dois.
Yuri tinha medo de que, ou ele, ou Benjamin se arrependesse daquilo antes mesmo de chegarem ao seu apartamento. Não trocaram nenhuma palavra durante todo o trajeto. Ao entrarem na casa, Yuri pegou as mãos do amigo e o conduziu mesmo no escuro até ao seu quarto.
Lá, Benjamin tomou partida e começou a beijar os lábios finos do japa. Ele ajudou o Yuri a tirar a camiseta e, sem pensar direito, jogou-o em cima da cama e subiu com o seu quadril nas coxas do Takashi. Dobrou-se sobre o tronco nu do outro e voltaram a se beijar.
Ben começou a mordiscar os lábios alheios, em sequência, se dirigindo aos lóbulos da orelha do amigo. Yuri começou a se contorcer de prazer quando o menino de olhos verdes começou a chupar os seus mamilos, peitos, só refreando-se nos gomos do seu abdômen.
Depois disso, ele voltou até a boca do japa, arrastando a língua por todo aquele trajeto. Yuri sentia o pênis duro do outro se chocando contra o seu também ereto e ouvia o som do tecido das suas calças em atrito enquanto se beijavam. Ele enfiou as suas mãos dentro da calça e da cueca do amigo, pensando que Benjamin iria afastá-las dos seus glúteos como fez da outra vez.
Quando o japa fez isso, Belucce sentiu o cós da sua calça queimar a sua pele ao pressionar sua cintura. Para aliviar a pressão, abriu a braguilha rapidamente, permanecendo com a sua cueca no mesmo lugar. Vê-lo fazendo aquilo, aumentou ainda mais o tesão de Yuri, que tentou baixar a cueca do outro, mas do ângulo em que estava não conseguiu.
O menino de cabelos castanhos saiu de cima do amigo e ficou de pé de frente para a cama.
— Tire as suas roupas, japa – ordenou ele, tirando as suas também. Mesmo bêbado não conseguia acreditar no que tinha acabado de pedir. Yuri terminou de se despir antes do outro, e Benjamin arregalou os olhos surpresos ao encarar pela segunda vez o pênis do japonês. – Porra, Yuri, vendo ele daqui de frente, tenho a impressão de que é ainda maior. Ele é muito grande e bo-bonito.
O japa sorriu maliciosamente e começou a tocar em seu membro. Benjamin ficou constrangido e até desistiu da ideia de tirar a sua cueca também.
— Ben¸ termine o que estava fazendo. Vamos lá, eu quero ver o seu pau já faz um bom tempo – pediu ele, sem vergonha alguma.
O amigo lhe obedeceu e retirou de uma vez só a própria cueca, Yuri sorriu assim que viu o pênis de Benjamin – ele também era grande, mas devia ter uns três centímetros a menos do que o do japa.
— O seu pau também é bem grande, não sei o porquê de ter ficado constrangido. Agora venha e se deite aqui do meu lado – disse, apontando para o espaço vazio na cama de casal.
Benjamin se deitou de lado, ficando de frente para o amigo. Yuri se aproximou lentamente, pondo sua mão direita sobre as nádegas macias do menino, que em contrapartida apertou suas costas largas, arranhando-as. Os seus abdomens estavam em contato direto, ao mesmo tempo em que o japa encaixava sua perna entre as coxas grossas do outro, subindo o suficiente para sentir os pelos e o saco dele.
Belucce puxou o corpo do amigo para cima do seu, mas fez isso tão rápido que a mão do japonês ficou presa atrás das suas nádegas em contato com o colchão.
— Foi mal, japa – desculpou-se, visualizando o corpo gostoso do Yuri próximo do seu pênis duríssimo. A bunda do japa estava entre os joelhos e a virilha de Ben.
A mão do garoto estava latejando, porém escolheu continuar a pegação. Yuri recomeçou, agora mordiscando o queixo quadrado do amigo, subindo para os lábios rosados, que ficou a noite toda desejando, depois, indo para a orelha onde permaneceu um bom tempo; entre chupá-la e mordê-la.
Aliada a isso, deslizava sua pelve sobre as coxas do outro, simulando uma penetração. O pênis de Yuri se arrastava sobre o pênis do outro, eles estavam mais flexíveis no momento. Claro que aquilo forçava o corpo do Ben a produzir gemidos contra a sua própria vontade. Yuri estava adorando fazê-lo ficar naquele estado e também adorando sentir uma onda de adrenalina muito grande dentro do seu próprio corpo.
Quando Yuri ficou cara a cara com o volume do pau do outro, subiu novamente. Não teve coragem de chupá-lo, não se sentia nem à vontade se imaginando naquela situação, ao invés disso, caiu sobre o colchão com os olhos fechados e buscando fôlego.
O oriental arregalou seus olhos puxados quando sentiu a mão do amigo tocando em seu pênis com muita delicadeza. Virou a cabeça na direção do rosto rosado e envergonhado de Ben. Logo aquele toque sensível evoluiu para uma puta e gostosa masturbação. O japa nunca imaginaria que Benjamin tomaria partida para aquilo.
Yuri se virou de lado novamente sem perder o contato com a mão do outro e aproximou seus rostos, beijando-se enquanto recebia a melhor masturbação da sua vida. No momento em que se sentiu à vontade, segurou em suas mãos o pau grosso e grande do menino de olhos verdes. Conseguia sentir as pequenas veias saltadas daquele membro ereto.
Vencido a resistência inicial, Yuri já retribuía o favor com a mesma intensidade. Benjamin sentia que poderia gozar a qualquer minuto e queria que isso ocorresse sobre a mão do outro. O oriental gemia um pouco alto enquanto Ben mantinha uma respiração pesada e muito ofegante. O japa abriu seus olhos para contemplar a sua mão em ação. Estava simplesmente adorando masturbar o menino de olhos verdes.
O coração de Benjamin quase saiu pela boca quando sentiu um jato muito quente e viscoso atingir suas coxas, e lambuzar seus dedos em contato com o pênis do amigo. Yuri havia gozado bem ali. Ainda faltava que ele fizesse o mesmo, por isso enquanto o japa continuava a masturbá-lo, acelerando um pouco mais, os dois voltaram a se beijar.
Ben não soltou o pau do outro, agora, apenas o alisava com o polegar. O menino sentiu uma grande adrenalina se depositar entre as suas pernas, culminando no que os dois esperavam. Um monte de esperma voou em direção ao abdômen do Yuri e também lavando a mão do amigo. Eles soltaram os pênis alheios e repousaram seus troncos no colchão já aquecido.
Continuaram lambuzados e contemplando o teto do quarto. Yuri alisava seu próprio abdômen, sentindo o esperma do Ben, mal acreditando que tinham feito aquilo. Benjamin afundou a sua nuca ainda mais no travesseiro, mordendo seu lábio inferior e sentindo as palmas de suas mãos sendo empurradas para cima e para baixo à medida que sua caixa torácica se expandia e se contraía.
O japa começou a sorrir quando viu que Benjamin realmente estava deitado do seu lado, completamente nu e sujo por seu esperma. Ele surpreendeu o amigo ao beijá-lo outra vez, só que esse beijo durou poucos segundos.
— Vamos nos limpar? – convidou Yuri, se levantando. Benjamin viu as nádegas perfeitas do japonês se dirigindo ao guarda-roupa.
— Jogue uma pra mim também, por favor – pediu Ben quando o japa pegou dentro do guarda-roupa duas toalhas. Depois, ele entrou no banheiro para lavar, na pia mesmo, as mãos, as coxas e o abdômen.
— Benjamin, tu tem uma bunda do caralho. Eu acho ela a coisa mais gostosa que já pus as mãos em toda a minha vida – confessou em alto e bom som, totalmente desinibido, ali do quarto mesmo.
O menino de olhos verdes riu baixinho, colocando suas mãos sobre o próprio bumbum e empinando-o em seguida.
— Valeu, eu acho...
Quando estava saindo do banheiro, deu de cara com Yuri, e começaram a se beijar ali mesmo na porta. Depois, Benjamin deixou o japa entrar no banheiro e seguiu para a cama, vestiu sua cueca do avesso mesmo, na situação que em estava não conseguia discernir qual lado era qual, e pulou de bruços na cama. Adormeceu em questão de poucos minutos, no momento que o outro voltou para o quarto, Benjamin já roncava baixinho. Yuri permaneceu por alguns minutos diante da cama, vendo as costas arranhadas do amigo.
Custava a acreditar que os dois haviam tido uma noite daquelas, e por falar da noite, o seu WhatsApp estava cheio de mensagens grossas da sua namorada – Bruna mandou ele se foder e que a esquecesse de uma vez por todas. Yuri não quis visualizar as mensagens vindas do celular da Bárbara, do Arthur e da Fernanda.
O oriental apagou a luz e foi se deitar ao lado do Ben, cobriu os dois com um edredom macio, se aproximou sorrateiramente dele e deu um selinho rápido. Afagou a nuca e o rosto do menino, por fim se virando para dormir.
Benjamin Belucce Furlanetto acordou na manhã sozinha sem a ajuda de qualquer despertador ou soma algum. Abriu seus olhos e deu de cara com o corpo seminu do amigo, que vestia apenas uma samba canção azulada. O edredom estava caído no chão, ao lado da cama.
Porra, aquilo realmente aconteceu? Jurava que tinha sido um sonho maluco. Que droga! Eu preciso ir embora antes que ele acorde. Caralho já são dez da manhã — viu o horário no relógio digital sobre a escrivaninha do computador.
O menino de olhos verdes se levantou lentamente da cama e procurou suas roupas no chão, só aí se lembrou de que havia perdido sua camisa na festa. Ele também sabia que nenhum taxista por mais gente boa que fosse aceitaria transportá-lo por aí com o peitoral de fora.
Yuri acordou com o barulho da porta do guarda-roupa se fechando, pulou da cama ao ver Benjamin acabando de pôr uma camiseta do amigo.
— Ben, por que tu já vai indo? Fique mais um pouco comigo, vou te dar uma carona até a sua casa.
— Não, eu sei me virar sozinho, valeu. Volte a dormir, que ainda é cedo – dispensou, sendo um pouco estúpido em seu tom natural de voz.
Yuri ficou surpreso pela reação agressiva e quando começou a andar na direção do menino, ouviu uma repreensão:
— Não se aproxime nunca mais de mim. Tu está me entendendo? Eu quero distância de você e de que como está me fazendo agir?
— Cara, que absurdo tu está dizendo? – protestou o japa, dando outros passos em direção ao menino já perto da porta.
— Eu já disse pra não se aproximar de mim, Yuri – vociferou ele, mas o amigo só parou quando ficou a poucos centímetros dele. – Como pôde se aproveitar de um bêbado, cara? Eu não ousei te agarrar quando bebeu pra caralho na festa da automação.
O japonês não fingiu sua expressão de descontente e surpreso.
— Tu fez tudo aquilo na noite passada porque quis, não te obriguei a porra nenhuma. Não aja como se eu fosse um monstro, Benjamin, justamente no início da sua última semana aqui em Floripa.
— Não me toque nunca mais, Yuri, por favor – pediu Ben quando o japa tentou pôr uma mão sobre o seu ombro.
— Tu só está confuso, Benjamin. Eu também me sinto igual a ti – Yuri tentou novamente segurar os braços do amigo, mas ao invés disso foi golpeado por um forte soco na cara, caindo de lado, apavorado e surpreso.
Benjamin arregalou os olhos ao ver o que tinha feito, porém virou as costas e quando estava saindo do quarto, sentiu o peso do corpo de Yuri contra o seu. O japa tinha levantado e depois, pegou impulso, se jogando contra as costas do outro, que bateu o peito e o rosto contra a parede do corredor.
Yuri girou o corpo do amigo rapidamente e deu dois socos na cara dele em sequência, tirando um pouco de sangue dos seus lábios. Benjamin acertou uma cotovelada na boca do estômago do amigo, então o japa deixou-o partir para não piorarem a situação.
O japonês caiu de joelhos e com as mãos no chão, começando a chorar e a sentir o seu coração partido. A sensação era a de que alguém tivesse arrancado o seu coração sem dó e sem piedade.
Infelizmente, não foi um choro silencioso, daqueles que apenas as lágrimas saem dolorosamente. Na realidade, foi um choro alto, arrasador, como se tivesse sido surrado por alguém e só restassem cacos quebrados no chão, e gemidos doloridos na garganta. Definitivamente foi a pior sensação que Yuri já sentira até o momento.
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