Sem luz nos seus olhos azuis
3 Capítulo 2
Alguns já devem ter ouvido a historia da idade das trevas, onde o reinado dos Lunanoff estava sendo exterminado e o grande cavaleiro Breu tinha sido uma marionete de medonhos pesadelos, quase semelhantes aos piratas, mas sombrios e maldosos com qualquer pessoa que fosse.
Quando leu o livro que contava essa historia, pensou se Lunar tinha sobrevivido junto a sua família, mas pelo ver dentro da lua e o jeito solitário que ele era, já concluirá que ele era assim desde que veio para cá, perto da Terra.
Quando notou o olhar preocupado no rosto antes sereno de Lunar, sentiu um mal presságio lhe tomar, que alguém poderia se ferir, pessoas como borrões em momentos que tentava se lembrar de quem era, se ferindo.
— Tem a denominação de quem seria essa ameaça? — Indagou preocupada.
— Alguém criado em meio ao desespero e caos, alguém tomada pela tristeza e vingança... — Explicou.
— Um espirito vingativo? — perguntou.
— Não, é pior... — alarmou-se e voltou a passar a mão pelo painel, uma imagem em holograma apareceu mostrando um ponto no globo na parte da Ásia — Quando uma mãe perde seus filhos em meio a guerra entre território, o que poderia acontecer a ela?
— O mínimo seria vingança... — completou, entendendo onde o assunto chegaria — Uma mulher é a ameaça? Mas... Pensava que o inimigo poderia ser o rei dos pesadelos, aquele que se chama Breu.
— E deveria, mas Breu perdeu suas forças no último confronto com os guardiões... Quando uma luz forte o bastante afastou ele e seus medonhos pesadelos — explicou — Esta mulher perdeu os filhos recentemente... E com a falta de fé em todos a sua volta, acabou acatando ao desespero e angustia.
— Acha que foi ela quem estava aqui a pouco? A sombra que se espreitou? — indagou.
— Ela não sabe de nossa existência, não agora... Mas tomara noção quando os guardiões souberem de sua existência e a ameaça que representa...
— Vai reuni-los? — indagou curiosa, vendo o sorriso de Lunar crescer.
— Não posso convocar outra pessoa a ser guardião... Mas irei alerta-los! — falou convicto e apertou um enorme botão vermelho, fazendo com que o chão tremesse e o telescópio emitisse um tipo de luz, tão forte que ambos cobriram os olhos.
Aquilo era novo, mesmo passando pouco tempo ali, não tinha sido alertada do que a nave ou lua poderia fazer.
— Estamos em movimento! — avisou — Recomendo que abra a mente e deixe o possível entrar!
Em movimento? Quer dizer que o recurso para avisar os guardiões era mover a lua por inteiro? Com toda a certeza aquilo era simplesmente incrível e estupendo!
Novamente um barulho de alerta soou pelo salão e a luz começava a ficar fraca, no lugar do holograma da Terra se deu a um outro salão.
Haviam seis pessoas e entre elas, Eliza pode reconhecer o tal coelho e uma mulher que voava com graça ao redor de onde a luz do telescópio tinha atingido. Tinha um homem pequenino parecido com Lunar e outro mais velho, de barba e casaco vermelho. Uma garota de cabelos pretos ao lado de um jovem de cabelos albinos e com uma coroa de louros, sua roupa tinha detalhes azuis.
— Lunar? Aquele garoto... — apontou no holograma — Que é?
— Esse minha cara, é Jack Frost. O rapaz da qual você salvou da escuridão — explicou — Mas agora eles sabem o perigo que tem a frente e que precisaram de forças para enfrenta-los.
— Mas se é uma mãe buscando vingança, por que ela seria uma ameaça tão preocupante? — perguntou.
— Ela vai se vingar, e qualquer criança que esteja ao seu alcance... Ira ser o alvo de sua obsessão e parte do monstro que esta se tornando.
— Ele ira se ferir? O garoto — apontou novamente para o albino no holograma.
— Se você se lembra-se, saberia a resposta.
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