Sem luz nos seus olhos azuis
6 Capítulo 5
Notas iniciais
Desde duas semanas, o homem da lua não deixou mais algum aviso ou falou da misteriosa mulher, o que deixava os guardiões apreensivo e temerosos do impossível, porque afinal, Breu conseguiu por um fio, quase conseguiu para falar a verdade, derrotar por completo uma vez os guardiões e na segunda vez precisou atingir um deles para o resto desmoronar sozinho e no final marcou presença triunfal com o que parecia um novo "Jack". Mas como toda história, está teve um fim diferente.
Em um lugar da Ásia, a tal mulher agia como se fosse o único objetivo restante de sua vida, mas que queria presencia-lo até o último "suspiro" restante.
De forma distorcida, sua imagem parecia um borrão a quem quer que tentasse vê-la e seus cabelos pretos caídos sobre sua face deixavam o medo vagar em quem a ver, mas o seu objetivo não era deixar o medo, era deixar sua marca, sua vingança pela perda de seus filhos tirados de si pela guerra local que teve. Se suas crianças não tivessem sido tolas, se tivessem ouvido a "mamãe", não teria sido seguradas, brancas e manchadas de vermelho nos braços da mãe, a mulher modesta e que colhia a renda através do trabalho braçal do campo.
"Se" tivessem, tudo o que não tinham fora para o inferno quando armas e seus portadores atingiram um sangue inocente e atacaram também a pobre mulher de joelhos e com almas perdidas e corpos vazios junto ao corpo.
Mas ele não podiam contar que ela retornaria, e tentaria de maneira diferente, da maneira mais obsessiva possível e impossível, ficando presa num limbo de lugar nenhum e voltando para sua terra natal e vendo o monstros de armas comemorando. Comemorando o que? Um sorriso surgia na face esbranquiçada e da face distorcida do que antes era uma mãe.
E esse foi o primeiro de muitos ataques da mesma.
Uma mãe faz de tudo por seus filhos, e pode fazer uma justiça assustadora.
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— Tem certeza que é por aqui? — indagou Coelhão, vendo a amiga guardiã sobrevoar um campo molhado e com plantas que precisavam desse meio — Taiwan é meio que um dos lugares que eu poderia tirar uma férias, isso se eu usar minha forma humana... Porque esse lugar é meio tranquilo.
— O chapéu que a mulher da qual o homem da lua falou é dessa região da Ásia, não podemos descartar nada... Mesmo se ela for do Japão... — comentou, atraindo uma risada do amigo — Não é motivo para risadas, coelho — suspirou cansada e "pousou" ao lado de onde o mesmo estava e olhava o cenário abandonado de uma antiga aldeia.
As montanhas se destacavam ao longe e os templos abandonados com sinos tocavam, mas apenas o vento o fazia. A pequena garoa e o céu escuro anunciava a chuva que estava para chegar.
— O que essa mulher faz as crianças para ficarmos alarmados? — indagou o Coelhão, vendo o cenho franzido na face da amiga — Deveríamos mesmo nos preocupar com ela? Não são pesadelos e medo que ela trás.
— Verdade, mas a mesma deve trazer algo novo... Algo que nenhuma criança sentiu e isso a deixa num patamar melhor que o Breu.
— As crianças passam de tudo, Fada — comentou.
— Nem tudo, tem coisas que nem os adultos passam... E se ela atinge de uma maneira devastadora? — falou alarmada e isso deixou a face do coelho séria.
— Devastadora? Mas eu apenas educo as crianças a minha maneira, como uma mãe descente — a voz de uma mulher atrás de ambos os fez pularem de medo e se virarem atentos, vendo uma mulher de cabelos pretos soltos e sua imagem se distorcer cada vez mais, a roupa branca estava suja de terra e seus pés descalços mostravam o sangue seco — É o dever de toda mãe educar seus filhos, e não há ninguém melhor do que eu para tal tarefa...
— Quem é você? — perguntou Fada, desembainhando suas espadas e Coelhão colocava a mascara em seus olhos, preparando-se para uma batalha — Não ira fazer mal algum as crianças!
— Claro que não, irei educa-las para elas não fazerem algum mal a si mesmas. Seus erros e sua imaturidade são responsáveis pelo que lhes acontece e irei corrigir — um sorriso crescia em sua face — Meu nome se perdeu há um tempo e o que restou agora é apenas meu objetivo, proteger...
— Acho que você pode fazer de tudo, menos proteger senhora — comentou sério o coelho de armadura.
— Senhora? SENHORA? Seu atrevido... Não é atoa que desviou uma garota para lhe amar... Você, um saco de pulgas... Alexandra ou Alex, seria uma pena se ela fosse uma das minhas primeiras filhas a aprender a não se machucar! — gritou e com isso o céu escuro favorecia a saida da mulher misteriosa, um raio cortou os céus e atingiu o chão, bem no lugar em que ela estava e a fez sumir logo depois que o barulho ensurdecedor sessou.
O olhar de pânico tomou a face de Coelhão, que em desespero abriu um túnel e entrou no mesmo, correndo em direção ao outro lado do mundo e para a casa de Alex, que estava em perigo.
Frustrada e assustada, Fada voou o mais rápido que pode para o polo e pedir ajuda a Jack e Norte, porque ela sabia que se algo acontecesse com a garota Alex, Coelhão ficaria louco como Jack estava pelo sumiço de Elizabeth.
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