Sem Me Controlar
3 Sim, eu amo ela.
Notas iniciais
e fiquem ai com o Próximo capitulo , boa leitura ! rs
PS: Leiam as notas finais hein !
A minha noite foi péssima, eu fui pregar os olhos às 4 horas da manhã.
– Vamos, querido. O sábado está perfeito para um passeio. Levante.
Levantei, sentei-me na cama, passei a mão pelo meu rosto para despertar. Olhei para o relógio e eram nove horas. Só uma pessoa poderia me tirar da cama, num sábado, às nove horas.
– O que você está fazendo essa hora aqui, Camila? — perguntei, me deitando na cama novamente.
– Não... nem pense em deitar de novo, Pedro Gabriel Lanza Reis. — ela disse autóritária, segurando meu braço, me fazendo sentar na cama.- Eu quero um sorvete, vamos. Dessa vez você paga.
– Camila, só você pra querer sorvete essa hora. Tem que comer alguma coisa nutritiva.
– Quem disse que sorvete não é nutritivo? Claro que é... e vai fazer um bem pra você e pros seus treinos. Nós somos adolescentes, precisamos dessas coisas.
– Tá bem, eu desisto.
– Isso. Agora vai pro banho, eu te espero lá em baixo. Vou ajudar sua mãe. — ela disse, indo em direção a porta.
Antes que ela saísse, eu a chamei.
– Preciso falar com você sobre a Vitória.
– Ok. Agora vai pro banho. — ela fechou a porta e gritou — Não demora!
Me levantei da cama muito lentamente e fui tomar um banho. Deixei a água gelada cair sobre o meu corpo. Estava morto. Não sabia nem se iria aguentar sair com a Camila. Mas logo saímos, compramos o sorvete que ela tanto queria e fomos para a praça. Sentamos em um dos bancos que tinham por ali.
– Então... — ela me olhou — o que você quer falar sobre a Vitória?
– Acho que eu vou terminar com ela. — Camila me olhou e começou a rir.
– Tá rindo de que?
– Quem ela atacou dessa vez por notar que você estava olhando inocentemente para alguém? E é bom você ter cuidado com as palavras que vai dizer a ela, pense em mim. Você sabe muito bem que aquela garota me odeia. — eu sorri.
– Ela não fez nada. Eu fiz. — ela me olhou assustada, e pelo seu silêncio percebi que ela queria que eu continuasse — Eu beijei a Beatriz.
– Aquela garota que você contou que era linda e que sumiu? Que não deixava ninguém se aproximar e que batia em quem tentasse beijá-la?
Camila cerrou seus olhos e aproximou do meu rosto, analisando cada traço.
– O que? Me sujei de sorvete?
– Onde está? — ela continuou me analisando.
– Até você? Ela não me bateu. — ela gargalhou.
– Claro que não, bobinho.
– É sério. Ela correspondeu. Tudo que eu senti por ela a primeira vez que a vi voltou assim que eu a beijei.
– Espera... você tá falando sério? — ela perguntou ainda incrédula — Como você conseguiu?
– É uma longa história...
– Eu tenho tempo.
Contei toda história para Camila. Tirando a parte que ela me bateu por ter roubado o gabarito da prova, ela me deu apoio para terminar com a Vitória.
– Você está totalmente apaixonado por ela.
– Eu não estou apaixonado por ela. — ela me encarou — Talvez. — ela continuou — Tá, eu estou apaixonado.
– O que você vai fazer?
– Segunda eu vou falar com a Beatriz, contar tudo o que eu sinto, desde a primeira vez que a vi.
– Se precisar de ajuda, sabe que pode contar comigo. — Camila disse, me abraçando.
Para chegar até Segunda, parece que passou-se uma eternidade. A prova de física seria no início da aula. Cheguei na escola cedo e logo a avistei. Estava sentada embaixo de uma árvore que tinha ali no pátio, uma mais afastada das outra. Ela estava lendo, concentrada. Estava simplismente perfeita dentro daquele uniforme que não ficava bem em ninguém. Seu cabelos estavam soltos e era assim que eu gostava, pareciam mais ondulados que o normal. Sua franja teimava cair em seus olhos. Sem que ela percebesse me aproximei e sentei ao seu lado.
– Preciso falar com você.
– Vai ter que esperar. A prova já vai começar. — ela pegou seus materias que estavam ali na grama e se levantou rapidamente.
– Mas eu preciso falar com você ago...
– Agora não dá. — ela falou, me interrompendo e logo sumiu da minha vista.
Eu sabia exatamente todo o gabarito da prova, mas errei umas três para não ficar na cara. Durante as aulas não deu para falar com ela, Bia ela era muito concentrada nas aulas. Antes do almoço nós tínhamos um pequeno intervalo e era aí que eu iria falar com ela. Tinha que falar com ela. Tinha que lhe explicar o que estava fazendo na sala do diretor naquele dia. A vi indo em direção à biblioteca, corri até lá e segurei sua mão e a puxei para dentro de uma porta que tinha ali no corredor. Parecia um armario e estava um pouco escuro, dava pra sentir seu nervosismo.
– Agora deu pra você ficar me segurando? Me solta, Pedro.
– Você precisa me ouvir.- O que você quer?
– Quero te contar porque eu estava na sala do diretor aquele dia.
– Não é do meu interresse.
Ela ia saindo, mas antes que fizesse a puxei, trazendo-a pra mais perto.
– Eu fui pegar o gabarito da prova de física, eu perdi. Tive que ir lá pegar. — ela abriu a boca incrédula.
– Agora está arrependido e envergonhado... acha que me contando isso, sua vergonha vai passar?
– Eu até estaria se não fosse o que aconteceu entre nós.
– Nada aconteceu. — ela disse convincente — Agora que já disse o que tinha que dizer, eu já vou.
– Vai fingir que nada aconteceu? Você sabe muito bem o que aconteceu, nós nos beijamos.
– Você me beijou.
– Você correspondeu. Foi maravilhoso. — vi seu rosto ruborizar, mas não me impediu de continuar — Eu não quero que você pense algo de ruim sobre mim.
– Por que se importa tanto que eu ache algo de ruim a seu respeito? — eu fiquei calado — Eu vou embora. — ela virou-se e foi aqui que eu disse.
– Eu estou completamente apaixonado por você e me preocupo bastante com o que você pensa de mim.- ela voltou seus olhos para mim — Eu acho que me apaixonei por você desde que te vi entrar por aquela porta, só faltava isso para perceber.
Ela ficou surpresa, com certeza. Olhava pra mim, mas ao mesmo tempo parece que não me via. Estava distante, perdidas em pensamentos.
– Você não vai falar nada? — perguntei.
– Isso é patético.
– Essa não era a resposta que eu esperava.
– Você está falando sério? — ela perguntou, ignorando o que eu havia falado — Isso é loucura.- Talvez, mas o amor é loucura, certo? — ela me olhou confusa.
– Fique longe de mim. Ela virou-se e ia saindo, tentei segurá-la, mas outra vez ela me deixou ali sozinho.
Eu havia dito o que eu jamais disse para outra pessoa, o que a Vitória sempre quis ouvir da minha boca e ela foge. Eu deveria odiá-la, mas não. O sentimento pareceu crescer.
Notas finais
e divulguem a fanfic poxinha ? :C
E então? Mereço reviews? *-*
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