Sem Controle
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Uma ideia simples que tive em baixo do chuveiro
Boa leitura!
Sem controle
A primeira coisa que percebo é a música do jogo tocando, ela marca o nascimento de todos os npc’s. Rapidamente meu modelo aleatório é formado. Sou uma mulher; pequena; muito branca; cabelos pretos, não muito longos e picotados; meus olhos são marrons; estou usando um casaco com capuz (algo não muito comum em modelos de mulheres por aqui); uma saia rodada com shorts por baixo e botas marrons com meias pretas.
Agora que terminei de ser formada, a música para e começa o load. Todos os npc’s começam a dar Spawn em lugares aleatórios. Eu sou posta em um apartamento na parte mais rica da primeira ilha. Pego uma mochila aleatória, coloco um mp3, fones, uma câmera fotográfica e uma mangá que achei da princess robot bubblegum (meio hentai, mas achei legal o estilo).
Todos os npc’s tem 2 caminhos a tomar no jogo: ficar escondido o mais longe possível de Niko Bellic para evitar ser morto ou ir ao seu encontro para ser visto pelo jogador. Muitos preferem ir ao seu encontro, para poder serem notado por meros segundos antes do jogo ser desligado e sermos apagados para sempre.
Eu sigo em busca de Niko, mas não para ser vista pelo jogador. Eu sentia uma enorme vontade de vê-lo. Não sei ao certo o porquê. Talvez para ver o único que não tem controle de suas próprias ações, talvez eu queira olhar em seus olhos e ver se ele realmente sente prazer em matar tão desenfreadamente cada um dos nossos.
Meu taxi vai até o centro de algonquin, o lugar favorito do jogador. Vejo uma enorme explosão ao longe. O taxista abandona o carro e corre gritando. Com o coração na mão, corro para a direção oposta. Tento seguir contra a correnteza de npc’s desesperados até que caio no meio da rua e a multidão finalmente acaba.
Eu então levanto, olho para frente e um turbilhão de emoções toma conta do meu corpo. Ele era alto; tinha um físico atlético; seu rosto era tão sério e compenetrado, que me causa arrepios. Rapidamente e sem pensar, apanho minha câmera, dou um bom zoom, foco e tiro uma foto dele. Niko parece sair do transe e me olha fixamente. Eu o encaro paralisada de medo e fascínio.
Ele então segue em minha direção lentamente me sondando com seus olhos. Até ele chegar tão perto que posso simplesmente esticar a mão para toca-lo. E foi o que fiz, toquei lentamente seu rosto, encarei fundo seus olhos e notei um certo brilho de carinho neles. Ele os fechou lentamente, e pressionou mais o rosto contra a minha mão.
Eu desviei o olhar constrangida, meu coração parecia querer explodir e porque eu sentia tanta vontade de abraça-lo? Ele então segurou meu queixo e forçou a encara-lo.
-Eu não sei porque estou me sentido assim... Na verdade, é tão raro o jogador não estar me controlando, que esqueço de pensar e sentir por mim mesmo.- Dizendo isso ele soltou meu rosto e eu tirei a mão do seu.
Ele me encara meio triste com a falta do meu toque. E posso notar o brilho em seu olhar se tornar diferente e intenso. Ele me puxa pela cintura e nos aproxima mais. Posso sentir sua respiração quente bater contra o meu rosto, posso sentir seu coração batendo tão rápido quanto o meu. Ele se aproxima e eu fecho os olhos, pedindo mentalmente que ele faça logo isso.
Um beijo calmo e profundo. Minha cabeça girava, ao mesmo tempo que a minha existência fazia sentido dentro daquele jogo. Eu agarro tremendo seu pescoço, o puxando para mim, timidamente pedindo por mais, ele me abraça carinhosamente e toca nossas línguas. Por um tempo que parecia horas. Só existia nos e o barulho do controle desconectando, avisando que poderíamos ficar mais tempo desfrutando daquele momento.
E então ele nos afasta bruscamente, somente segurando firmemente a minha mão. Ele então saca a arma e mira no meu rosto. Eu o encaro entendendo a aceitando meu destino. Niko deixa cair uma lagrima e atira bem no tanque de gasolina do carro próximo a nos. Ele me abraça forte ouço somente um sussurro antes da explosão.
“Eu te amo...”
Voamos sem controle enquanto o jogador larga o controle e o som do vídeo game sendo desligado, pode ser ouvido. Tudo vai se escurecendo. Junto todas as minhas forças e grito, em uma última esperança que Niko possa me ouvir.
“Eu também...”
Notas finais
Comentários são bem vindos!(não me xinguem plz!)
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