Notas iniciais
Oi, essa é a minha primeira fanfic que já está quase terminada e já conta com mais de 160 capitulos. Já estou escrevendo-a á mais de um ano e decidi postar tambem no NYAH.

Selena POV

Eu e Harry dormíamos abraçados numa cama já que era a única que tínhamos naquele pequeno espaço debaixo da extensa escadaria. Toda a calmaria acabou quando a senhora Dursley gritou do lado de fora.

— ACORDEM, LEVANTEM SEUS PREGUIÇOSOS. QUERO O CAFÉ DA MANHÃ EM CIMA DA MESA IMEDIATAMENTE – bateu na porta com muita força – JÁ!- Harry saiu primeiro da cama, procurou sua roupa e a pegou.

Harry: Bom dia irmã – me deu um abraço e um beijo da testa.

Selena: Bom dia irmão. – dei um abraço nele.

Harry: Vou me trocar então se prepare. – ele desaparece daquela dispensa enquanto eu sento na cama.

Vesti um vestido muito simples, azul-marinho de manga comprida para esconder os cortes que fiz nos pulsos ontem e calcei minha sandália e esperei Harry sair do banheiro.

Quando ouvi a porta do banheiro bater sai do nosso “quarto” e dei seus óculos.

Harry: Valeu Selena, vou arrumar a cama.- diz se apressando para não levar bronca.

Selena: Só vou acabar de me arrumar e vou fazer o café da manhã.

Ele assentiu e eu entrei no banheiro. Escovei meus dentes, lavei meu rosto e comecei a escovar meu longo cabelo negro. Ele antes era ruivo e por não ser muito comum acabava por chamar muito a atenção. Ele era a minha marca, além da cicatriz que compartilho com o meu irmão, pois minha mãe também era ruiva. Mas num dia alguém na rua elogiou o meu tom de cabelo então tia Petúnia ficou furiosa. Ela me obrigou a pintar de preto mas acabou me destacando ainda mais então estou proibida de sair de casa. Para não chamar a atenção.

Agora ele está enorme, já passa da minha cintura e é todo enrolado em cachos bem largos naturalmente. Comecei a trançar e ajeitei a minha longa franja porque segundo tia Petúnia tanto a cicatriz de Harry como a minha são um horror então devemos esconde-la com nossa franja. Tirei duas ataduras da caixa de primeiros socorros e enfaixei meus pulsos. Me olhei no espelho e suspirei. Meu rosto está pálido, meus olhos azuis quase cinza estão cansados e meu pequeno corpo dorido. Apertei o colar da minha falecida mãe que é apenas uma meia lua prateada e sai do banheiro para preparar o café da manhã.

Selena: Bom dia senhor e senhora Dursley. – cumprimentei e como sempre fui desprezada. Até que eles se levantaram quando ouviram seu filho entrando na cozinha.

Petúnia: Lá vem ele, o aniversariante. – deu um beijo nele

Válter: Parabéns meu filho.

Selena: Feliz aniversário Dudley. – todos viraram a atenção para mim como se tivesse cometido algum crime

Dudley: JÁ DISSE QUE É SENHOR DURSLEY. – gritou. Eu e Harry somos como os escravos da casa, fazemos tudo e somos tratados como criados.

Selena: Desculpe Senhor Dursley, irá querer ovos mexidos ou panquecas para seu café da manhã? – perguntei meiga.

Dudley: As panquecas, JÁ – Harry entrou na cozinha e começamos a preparar tudo.

Petúnia: Seu aniversário vai ser perfeito. – disse tapando os olhos do filho e caminhando até à sala.

Válter: Rápido, quero meu café agora.- ordenou impaciente.

Harry: Claro senhor já estou levando. – meu irmão enche a caneca e leva até ele enquanto eu continuo meus afazeres.

Petúnia: Me diz que eles não são lindos querido – disse em frente de vários e vários presentes.

Dudley: QUANTOS eu ganhei? – perguntou amargamente

Válter: 36 eu mesmo contei- diz carinhoso. Carinho algo que só recebera de Harry. Temos apenas um ao outro.

Dudley: 36 MAS NO ANO PASSADO EU GANHEI 37. – gritou revoltado.

Válter: É mas alguns são maiores que os do ano passado –disse carinhoso de novo enquanto eu e Harry reviramos os olhos.

Dudley: O TAMANHO DO PRESENTE NÃO INTERESSA.

Petúnia: Não, não, não. Eu já sei o que vamos fazer. Vamos sair e comprar mais dois presentes. – disse acalmando o filho.

Harry me ajudou a botar a mesa e eles sentaram enquanto eu e Harry lavávamos a louça. Quando acabaram foram se arrumar e eu Harry podemos tomar nosso café da manhã.

Harry: Não entendo porque não podemos tomar o café com eles.

Selena: Eu também não. – suspiramos

Quebra de tempo.

Depois de um bom sermão que o senhor Dursley deu na gente para nos comportar mos podemos entrar no carro. Fomos no zoológico na parte dos répteis e adentramos. Nossos tios e primo na frente é claro e eu de mão dada com Harry. Temos esse costume. Sempre estar de mão dada e grudado um no outro. Eu estou felicíssima apesar de tudo. Já fazia um bom tempo que não saia de casa, quase à dois anos. Mas como a nossa vizinha quebrou uma perna esta semana e as amigas de minha tia estavam ocupadas, tivemos que vir com eles.

Paramos num cativeiro onde havia uma cobra gigante, senti os meus olhos arderem.

Dudley: Faz ela se mexer . –ordena

Tio Válter bate no vidro e nada

Dudley bate com mais força no vidro: MEXA-SE

Harry: Está dormindo – responde meu irmão do meu lado.

Dudley: Ela é muito chata – sai dali com os pais enquanto eu e Harry nos aproximamos mais.

Selena: Não liga não. Ele não entende o que é ficar o dia após dia vendo as pessoas colocando suas caras feias para ver você. – a cobra olha directamente para meus olhos enquanto Harry parecia concordar. – Você consegue me entender?- pergunto fazendo a cobra assentir como uma pessoa normal.

Harry: É que nunca falamos com cobras antes. –diz apertando minha mão. – Você sempre, bem…, fala com as pessoas? – a cobra nega.

Selena: Veio do Brasil não foi? Era legal lá? – pergunto calmamente.- Sente falta da família? – a cobra desvia a atenção para um cartaz que informava que era nascida em cativeiro- Ah já entendi, você é igualzinha à gente.

Harry: Não conhecemos nossos pais também. Eu e Selena temos apenas um ao outro. – Foi exactamente no preciso momento que Dudley nos empurrou e caímos no chão.

Dudley: Pai. Mãe. Venham cá.- apoiou suas mãos no vidro quando eu e Harry olhamos a cobra de novo vendo nosso primo cair dentro do lago do cativeiro. Obviamente Harry riu muito e eu dei um pequeno riso até observar mos a cobra vir na nossa direção.

Cobra: Agradeço. – diz fazendo uma reverência.

Harry/Selena: Não há de quê. – a cobra seguiu até à saída enquanto pessoas gritavam e a gente se divertia muito, até nosso tio nos olhar. Harry levantou e estendeu sua mão para me ajudar. Eu amo meu irmão, ele sempre teve muito cuidado comigo e eu por ele.

Válter: A gente se acerta mais tarde. – ele sussurra para nós fazendo a vontade de rir sumir.

Quebra de tempo

Entramos no cativeiro como eu e Harry chamamos aquele lugar e enquanto Petúnia foi ajudar o filho Válter nos empurrava até á dispensa.

Válter: O que houve?

Harry: Um minuto o vidro estava lá e depois não.

Selena: Foi como magia. – ele nos empurra para dentro da dispensa e tranca a porta por fora.

Válter: Não existe essa história de magia. – ele me puxou contra ele.- Você vem comigo mocinha e você garoto, pra dentro já.

Harry: Não machuque ela, não foi culpa nossa.

Válter: Você não manda aqui seu pirralho. Pra dentro já.

Harry: Mas..- eu interrompi-o ao sentir o aperto do senhor Dursley se intensificar no meu braço.

Selena: Harry, obedeça- ele me olhou incrédulo.- Sabe que é pior se não o fizer.- Harry me olhou e logo foi empurrado e trancado no armário.

Válter: Vamos para a sala.- diz me arrastando.

Ele estava calmo, o que era estranho. Ele acendeu um cigarro.

Válter: Sente-se.- diz num tom calmo. Eu sentei no sofá mais longe dele.- Sente se aqui do meu lado, tenho algo para lhe contar.- engoli um seco e fiz o que ele pediu. Ele assoprou a fumaça no meu rosto me fazendo tossir.- Tire essa blusa.- eu o encarei amedrontada mas ele olhou em direção ao armário então eu logo me apressei.- muito bem, vire se de costas pra mim.- eu obedeci já me preparando psicologicamente para o asco que iria sentir mas nada veio. Senti algo quente nas minhas costas até queimar. Eu gritei de dor mas logo ele cobriu a minha boca com uma mão. Aquilo doía horrores mas eu tinha de aguentar ou seria Harry a pagar. Se fosse apenas as queimaduras eu não estaria fazendo todo aquele drama. O problema é que ele fazia exatamente em cima de algumas cicatrizes que não tinham curado completamente.

Ele me queimou 12 vezes e ordenou que eu fosse diretamente para o armário, sem jantar.

Eu fui ainda fungando. Destranquei a porta do lado de fora e entrei encontrando Harry sentado na cama tapando os seus ouvidos.

Harry: Você está bem?- perguntou assim que percebeu a minha presença. Eu não respondi.- O que ele fez?- como eu ainda estava sem blusa me virei de costas. Ele tocou no meu ombro.- Vai ficar tudo bem. Eu prometo Selena.

Notas finais
Obrigada por ler até aqui e continua...