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2 Que Deus me ajude.
Notas iniciais
Bella Pov.
Parecia que eu tinha piscado os olhos e já era o dia que teria que ir para o castelo. Assim que vovô chegou naquela noite em que recebi o envelope, eu corri para seus braços que me receberam de bom grado como sempre, chorei baixinho com a cabeça em seu peito. Quando estava mais calma contei a ele o que havia acontecido, ele ficou triste é óbvio, mas me lembro de suas palavras:
“- Às vezes certas coisas acontecem na nossa vida que a gente não entende o porquê passarinha, mas é porque lá na frente tem algo para você, você só ainda não consegue ver...”.
Agora deitada em minha cama com os braços atrás da cabeça e encarando o teto eu pensava nessas palavras, o que teria para mim lá na frente? Em minha cabeça sempre tive a imagem de que viveria como meus avós. Encontraria alguém para amar, teríamos uma família, filhos e viveríamos aqui perto, quem sabe em um pequeno chalé, eu fazendo meus doces e cuidando da casa.
Mas agora outra imagem vinha a minha cabeça, a do palácio, já havia passado na frente dos enormes portões protegidos pelos guardas, era o mais perto que havia chego dele, e agora estava indo “morar” lá.
Suspirei puxando o lençol sobre mim e fechando os olhos, amanhã bem cedinho iria ter que estar preparada, pois iriam me buscar. Minha pequena mala estava pronta ao lado da porta, estava levando apenas o que achava necessário, minhas roupas, algumas só, pois não tinha nada digno de um palácio.
– Bella? – chamou-me Rose com a porta entre aberta.
– Oi, o que houve? – respondi me sentando na cama.
– Posso dormir com você? – perguntou-me ela torcendo as mãos timidamente.
– Claro, venha... – disse-lhe deitando de lado na cama e dando espaço a ela.
Rose se deitou de frente para mim e puxei o lençol sobre nós.
– Esta com medo? – perguntou ela baixinho.
– Um pouco... – assumi em um sussurro.
– Você não vai esquecer-se de mim não é? – indagou-me triste.
– Hey, nunca... – disse tocando sua testa e afastando o cabelo dali.
– Te amo. – disse ela beijando minha bochecha.
– Te amo. – falei tocando a ponta do seu nariz – agora vamos dormir.
Rose fechou os olhos e fiquei observando-a por alguns minutos até também fechar meus olhos e pegar no sono.
Na manha seguinte acordei cedo e tomei meu banho enquanto Rose ainda dormia em minha cama, terminei meu banho e me vesti.
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Não queria parecer algo que eu não era então resolvi ir o mais simples possível. Terminei de pentear meus cabelos e desci a cozinha.
– Você esta linda... – disse vovó assim que me viu.
– Obrigada vó. – agradeci beijando seu rosto.
Vovô estava sentado á mesa quieto, sabia que estava pesaroso por minha ida, mas não queria demonstrar. Andei até ele sentando em seu colo, fazia isso desde pequena e agora que tinha crescido simplesmente não queria perder esse hábito ali no colo dele eu me sentia protegida, sabia que vovô me amava e eu o amava mais ainda.
Estava fazendo isso também por eles, nunca me faltou nada, porém eu queria retribuir tudo que eles fizeram por mim, e queria dar mais a Rose.
– Dormiu bem? – perguntou ele beijando minha mão.
– Sim, e o senhor? – indaguei arrumando seu cabelo grisalho.
– Na medida do possível... – falou ele.
– Não fique triste vovô, eu vou ficar bem... – tranquilizei-o.
Eu estava nervosa e apreensiva, mas não queria que isso o afetasse. Ele assentiu e vi que seus olhos estavam marejados, abracei-o o mais forte que conseguia.
– Eu amo o senhor... Obrigada por tudo... – falei dando vários beijos em seu rosto o fazendo sorrir.
– Não agradeça passarinha... – disse ele.
– Não, não quero clima de despedida, vamos ter um café da manha normal, ok? – disse Rose entrando na cozinha.
Dei risada concordando com um aceno, nos sentamos à mesa e tomamos café normalmente, como sempre fazíamos. Rose e suas palhaçadas e vovô e suas piadinhas sem graça.
Quando já tínhamos terminado o café e tirávamos a mesa ouvi o barulho de um carro se aproximando, respirei fundo olhando para cada um que estava ali, Rose veio até mim me abraçando forte.
– Promete que vai nos ver assim que der? – pediu ela com a voz chorosa.
– Assim que puder é a primeira coisa que vou fazer... – prometi.
Olhei para a porta da cozinha e vovô já estava ali com minha mala ao seu lado, virei-me para vovó e ela abriu seus braços em um convite silencioso. Abracei-a apertado beijando sua bochecha.
– Te amo vó... – falei a ela.
– Eu também meu anjo... – disse ela beijando meu rosto com carinho.
Ouvimos a campainha e vovó foi atender a porta. Andei até vovô e dei mais um abraço nele, senti seu beijo em meus cabelos e sorri.
– Você vai ser feliz... – afirmou e assenti pegando aquelas palavras e colocando-as em meu coração.
Peguei minha mala e fui em direção à porta onde um homem loiro com olhos azuis como o céu vestido com um uniforme preto me esperava a porta.
– Olá senhorita, sou Mike e serei seu motorista, esta pronta? – perguntou ele sorrindo.
– Sim... – falei e ele pegou minha mala indo até o caro.
Olhei meus avós abraçados e sorri acenando, vi Rose descer as escadas correndo em minha direção.
– Tenho algo pra você! – disse me entregando um papel dobrado.
Abri e me deparei com um vestido longo lindo de um ombro só azul turquesa, o bojo era em formato de coração e tinha aplicações de pedras brilhantes que desciam como se estivessem caindo dali. Era simplesmente perfeito.
– Vou guardar com carinho. – falei beijando sua testa.
– Senhorita... – chamou o motorista novamente.
Acenei a todos e segui até o carro, entrei e Mike fechou a porta, olhei da janela todos parados na varanda. Sorri tentando passar a confiança que eu não tinha e então o carro partiu.
Fizemos parte do trajeto em silencio até que resolvi interagir com o motorista para tentar aliviar minha tensão.
– Então você é motorista do rei... – comentei e ele virou a cabeça rapidamente sorrindo.
– Sim, meu pai foi motorista real e agora... Aqui estou. – disse rindo um pouco.
– Você gosta? – pedi interessada.
– Hmmm... Sim... É um bom emprego... O rei e a rainha são muito bons... – disse ele e assenti concordando.
Seguimos o resto do caminho em silencio, logo avistei os portões do castelo. Mike parou o carro e um guarda veio até nós, falou rapidamente com ele e então os portões se abriram.
Passamos por eles e seguimos uma pequena rua parando em frente ao imenso castelo, Mike desceu e abriu a porta para mim, logo um homem enorme apareceu vestindo um terno cinza.
– Mike, demorou... As outras meninas já estão aqui... – disse ele encarando Mike.
– Desculpe senhor... – falou ele constrangido.
– Eu acho que a culpa é minha... – me intrometi chamando sua atenção.
– Sua? – pediu ele.
– Sim... Demorei a me despedir da minha família... – expliquei.
– Hmmm... Entendo... – disse me olhando como se me analisa-se – pode ir Mike, assumo daqui...
Ele assentiu e entrou no carro seguindo com ele para algum lugar que não sabia onde.
– Sou Emmet, conselheiro e fatalmente melhor amigo do príncipe... – disse piscando — então agora somos nós dois... – disse ele sorrindo.
– E isso é bom ou ruim? – pedi encarando-o.
– Depende... Você é uma boa garota? – perguntou ainda sorrindo.
– Desculpe... – falei a ele que não se conteve e soltou uma gargalhada.
– Adoro garotas más... Você é das minhas... – disse piscando e se virou começando a andar em direção as portas de entrada do castelo – você não vem? – disse parando e me olhando.
[N/B: O Emmet já aprontando das suas! Amo Emmet brincalhão. J ]
Comecei a segui-lo, abriu a porta e fez sinal para que passasse a sua frente, meus olhos se arregalaram assim que dei o primeiro passo para dentro. Era simplesmente perfeito, desci um pequeno degrau andando até o meio do salão de entrada, tinha um lustre enorme pendendo do centro do teto, a direita havia uma entrada que levava a algum outro cômodo que não pude ver direito e a esquerda uma entrada maior que me permitia ver parte da enorme sala.
– Vamos... – disse Emmet tocando meu ombro e passando por mim em direção à sala.
Respirei fundo e mais uma vez o segui, eu imaginava que castelo seria deslumbrante, mas ver tudo assim tão de perto era completamente diferente. Um tapete felpudo e com um brasão da família real se estendia por toda a sala, tinham sofás espalhados em completa harmonia e algumas mesinhas com decorações e vasos de flores.
– A ultima chegou... – anunciou e vi que a sala estava ocupada.
Catorze meninas estavam dispostas pelos sofás e uma mulher ruiva estava sentada elegantemente em uma poltrona perto da entrada e consequentemente perto de mim.
– Obrigada Emmet... – disse ela sorrindo para ele.
– Disponha Victória... – disse ele sorrindo e saindo da sala, não sem antes dar uma piscadinha para mim.
Balancei a cabeça em descrença. Ou ele era meio doido ou estava tirando com a minha cara, e nenhuma das duas opções eram boas.
– Bom meninas, agora que todas estão aqui gostaria da total atenção de vocês... – disse a mulher ruiva se levantando e andando até o centro.
Aproveitei sua deixa e me sentei em um dos sofás, ao lado de uma menina baixinha de cabelos espetados.
– Meu nome é Victória e vou ficar responsável por vocês enquanto estiverem aqui, digo isso porque apenas uma de vocês será escolhida e chegara ao trono – disse ela calmamente e todas se entreolharam – eu espero que não tenhamos problemas mais graves e que todas saiam ilesas daqui...
Ilesas? Como assim? Ela queria insinuar que havia perigo de alguém enfiar uma faca enquanto eu dormia apenas para ser a nova rainha? Ok, isso já não estava começando bem.
– Vocês terão atividades diárias, não todos os dias, mas, gostaria da colaboração de vocês ok? São atividades preparatórias, que a futura rainha ira utilizar em seu reinado. – disse olhando cada uma de nós – bom todas vocês foram escolhidas pela família real, isso já as da um grande privilégio, mas o alvo é ser escolhida pelo príncipe...
– Quando o veremos? – pediu uma menina loira, com cabelos compridos que iam até a metade de suas costas, ela era bronzeada e suas pernas eram compridas e finas, para mim até de mais.
– Vocês o verão em breve... – disse ela olhando-a diretamente – como dizia... Vocês terão tudo que precisam roupas, joias, sapatos, e qualquer coisa que quiserem podem me solicitar que providenciarei para vocês.
“As refeições serão feitas no salão das refeições junto com a família real. Quanto às relações com o príncipe não se preocupem, todas terão seus momentos com ele, as atividades são decididas pelo mesmo e vocês serão avisadas ou por mim ou pelo próprio.”
“Seus quartos já estão prontos, vocês ficarão no segundo andar do palácio já que o terceiro é destinado à família real, cada uma terá uma dama de companhia disponível para suas necessidades. O contato com suas famílias é liberado, mas com moderação, terão direito a uma carta por semana, entendam, não queremos interferências durante a seleção.”
“Não existem datas para as “eliminações”, apenas o príncipe decide quando e quem voltara para casa. Mas, não sairá de mãos vazias, cada candidata ganhara uma casa no centro de New Moon e uma quantia boa em dinheiro. Bom alguma duvida?”
Todas as meninas estavam quietas, pareciam pensativas. Olhei em volta, eram realmente bonitas, mas afinal porque escolheriam uma futura rainha feia não é?
– Ok, já que não temos perguntas vocês estão dispensadas para subirem aos seus quartos, suas damas já às esperam lá, se precisarem de qualquer coisa podem mandar me chamar... – disse ela sorrindo simpática.
Victória parecia uma mulher séria aquelas decididas, além de linda é claro, seu cabelo ruivo caia em suas costas com cachos bem feitos, usava um vestido social azul marinho de mangas curtas que ia até os joelhos e moldava seu corpo.
– Vou deixar cada uma em seu quarto e nos vemos no jantar, o almoço de vocês será servido no quarto e a tarde vocês podem descansar e se prepararem para o “primeiro” encontro com o príncipe... – disse ela sorrindo amistosa.
Levantamo-nos e a seguimos para fora da sala subindo as escadas e entrando no enorme corredor, Victória ia indicando o quarto de cada uma e assim fomos nos separando.
Meu quarto era um dos últimos do corredor, assim que entrei avistei minha dama em pé ao lado da minha cama.
– Olá senhorita... – disse ela sorrindo abertamente.
– Olá... – cumprimentei-a.
– Sou Lúcia sua dama de companhia, qualquer coisa que precisar é só me dizer e farei o possível para atender. – disse ela rapidamente.
– Obrigada, sou Isabella, mas pode me chamar de Bella... – falei sorrindo e ela retribuiu.
– Gostaria de alguma coisa? – pediu olhando em expectativa.
– No momento só quero me deitar um pouco, pode ser? – perguntei olhando a cama que era extremamente convidativa.
– Claro... – concordou tirando algumas almofadas da cama e arrumando-a para mim me deitar.
Agradeci e disse que se precisasse dela iria apertar o botão que havia me indicado ao lado da cama. Assim que Lucia saiu deitei-me na cama a sentindo afundar com meu peso, suspirei de contentamento.
Meus pensamentos vagaram para minha família, o que estariam fazendo agora? Vovó provavelmente estaria fazendo suas tortas e vovô trabalhando nos jardins, Rose disse que ajudaria vovó no meu lugar levando as tortas para os mercados o que me deixou feliz. Tirei o desenho que Rose deu-me de dentro do busto do meu vestido, sim, ótimo esconderijo, e coloquei-o em baixo do travesseiro fechando meus olhos e respirando fundo tentando assimilar tudo que havia acontecido até agora.
[...]
Almocei no quarto um delicioso frango ao molho madeira, era simplesmente uma das melhores coisas que já havia comido na vida, e de sobremesa um mousse de maracujá maravilhoso também, eu amava doce então me deliciei como nunca.
Depois de satisfeita, dispensei minha dama novamente e combinei que ela me acordasse a tempo de me arrumar para o jantar de logo mais a noite. Peguei no sono quase que imediatamente depois que deitei na cama.
Fui acordada por uma voz suave que chamava meu nome e percebi que era Lúcia que com toda sua gentileza tentava me acordar para me arrumar. Levante-me e Lúcia preparou a banheira para mim, nunca havia tomado banho de banheira, era muito bom e relaxante, quando menos esperava senti as mãos delicadas dela em meus ombros em uma deliciosa massagem.
Assim que sai do banheiro um vestido verde repousava sobre a cama. Andei até ele pegando-o nas mãos, era lindo.
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– Espero que goste... – disse Lúcia.
– É lindo! – afirmei a ela sorrindo.
Começamos a me arrumar, coloquei o vestido que caiu perfeitamente em meu corpo, se ajustando em minha cintura e indo até um palmo acima dos joelhos. Lúcia arrumou meus cabelos e fez a maquiagem leve que pedi. Encarei os saltos a minha frente, já havia usado um uma vez, em uma loja, havia experimentado um par de saltos pretos tão lindos quanto estes.
– E se eu cair? – perguntei com medo.
– Isso não ira acontecer... – disse ela sorrindo.
Coloquei meus sapatos e fiquei de pé testando-os, dei alguns passos com ele ganhando alguma confiança. Se eu não caísse de cara no chão já estava muito feliz.
– Pronto... – disse Lúcia me avaliando descaradamente.
– Obrigada. – agradeci sorrindo.
Ouvi batidas na porta e logo Lúcia voltou avisando que as meninas já estavam descendo. Suspirei e me despedi saindo do quarto. Encontrei com a menina baixinha de cabelos espetados que usava um vestido amarelo de alças também muito bonito e caminhava com elegância com seus saltos.
– Olá... Sou Alice... – disse ela sorrindo.
– Olá... Sou Isabella, mas me chame de Bella... –disse aceitando sua mão estendida.
– Ansiosa? – perguntou rindo um pouco.
– Não... Acho que... Temerosa... – falei sorrindo amarelo.
– Não fique, esta linda... – disse me acalmando.
Olhei-a em busca de algum vestígio de mentira, mas seu sorriso e seus olhos pareciam sinceros. Será que era um truque? Afinal ela estava aqui com o mesmo “objetivo” que eu, ser a rainha e conquistar o príncipe.
Andamos pelo corredor encontrando Victória e as outras meninas ao pé da escada, nos reunimos e descemos em direção ao salão onde eram feitas as refeições. Vi um quadro grande com a foto do casal real e um menino loiro com olhos verdes que sorria carismático para a câmera.
Cheguei mais perto olhando o menino com atenção, algo nele era familiar a mim, parecia já ter o visto em algum lugar, o que era impossível já que aquele devia ser o príncipe e nunca estive no castelo para tê-lo visto.
Quando percebi as meninas já tinham se distanciado e entravam no salão, dei uma pequena corrida para alcança-las e este foi meu erro, como não tinha nenhuma pratica com saltos acabei escorregando e indo ao chão, ou, quase isso, já que um par de mãos e braços me segurou antes que atingisse o piso lustroso do palácio.
Levantei meus olhos para agradecer o estranho que me salvou de fatalmente quebrar um dente ou braço e me deparei com aquele par de olhos verdes, os mesmos do quadro. O estranho no centro. Anthony.
Então... Ele era o príncipe? Lembrei-me da carta “Edward ANTHONY Cullen”, não era uma coincidência, era ele, o príncipe.
– Achei que estava brincando quando disse que gostava de ficar sentada atrapalhando a passagem das pessoas... – disse ele com um sorriso, e que sorriso.
– Eu... Nunca brinco... – disse gaguejando sem desviar meus olhos dos seus.
Ele deu uma leve risada me colocando completamente de pé, já que estávamos em uma posição estranha, comigo curvada para trás e seus braços me sustentando.
– Esta bem? – perguntou ainda sorrindo.
– Sim... – falei ainda em choque – majestade... – completei fazendo uma pequena reverência.
– Deixe de bobeira... – disse ele e vi um pouco de irritação em seu olhar, mas foi rápido e logo ele sorria de novo.
– Filho? – chamou um homem loiro com olhos azuis como o mar.
Meu Deus o rei havia visto meu quase tombo, que vergonha, senti meu rosto pegar fogo.
– Pai, Mãe... Esta é Isabella Swan... – disse nos apresentando.
É claro que ele sabia meu nome completo, eu era uma das selecionadas o mínimo que eles tinham que saber era isso, deviam ter uma ficha completa sobre mim.
– Majestade, alteza... – falei fazendo novamente uma pequena reverencia.
– Você esta bem querida? – perguntou a rainha que segurava o braço do rei.
– Sim, desculpem eu tropecei... – falei ainda com as bochechas vermelhas.
– Acontece... – disse ela sorrindo calmamente.
– Vamos ao salão? – perguntou o rei.
– Claro... Me concede a honra? – disse o príncipe me oferecendo seu braço.
Assenti aceitando e peguei em seu braço, ele era forte, não musculoso em excesso, mas na medida certa para ser bom. Oh meu deus, porque eu estava pensando isso? Que merda Isabella se contenha.
Caminhamos em silencio até o salão onde todas já estavam sentadas, assim que passamos pela porta todos ficaram quietos e sentia o peso dos olhares sobre mim e o Anthony, ou melhor, o príncipe. Alguns olhares espantados, outros admirados, interrogativos e como esperado alguns de inveja e raiva. E mentalmente fiz meu pedido:
Que Deus me ajude.
[N/B: Woool, é bom DEUS te ajudar mesmo Bella, por que com toda a certeza do mundo você irá precisar minha linda .J ]
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