Todas se encontraram e resolveram que era a hora de ir embora, só não encontravam Kaio. Ligaram várias vezes e só dava na caixa de mensagem. Deduziram que ele havia ido embora e resolveram ir também... O problema era: como iriam?

Não havia mais ônibus e não tinham dinheiro pra taxi.

— Vamos apé. – Marlee sugeriu.

E foi o que fizeram, não tinham outra opção. Afinal, elas queriam perder alguns quilinhos mesmo.

O caminho não parecia ser tão longo enquanto conversavam. Marlee continuava encalhada, não que ela ligasse.

— Só fui a caça, porque caçar que é bom nada. – Falou calma, não era nenhuma novidade.

— É eu vi a sua caçada. Que tipo de caçador fica esperando a presa vir?

Apesar de rir com as amigas, América ainda estava com raiva.

— Eu até tentei me divertir, mas acabava olhando para Maxon. Se bem que também vi ele olhando pra mim algumas vezes, e nem desviava o olhar. – Falou com um sorrisinho bobo.

Amberly nem estava prestando a atenção, e as duas logo perceberam.

— No que esta pensando? – Marlee cutucou a barriga da irmã.

— Ou em quem? – América cutucou o outro lado.

— No 3B.

As duas olharam com cara de interrogação e soltaram um “Ahn?”

— Bonitão que Beija Bem. Acho que estou apaixonada.

— Também conhecido como: estou bêbada. Faz um quatro com as pernas! – Marlee brincou.

— Só bebi um copo. – Amberly se defendeu.

— Como? Achei que não tinha dinheiro.

— E não tinha, o 3B que comprou para nós.

— E como você sabia que lá dentro não tinha um “boa noite Cinderela” ? Você agora poderia estar no mato, mortinha.

Com cara de espanto Amberly disse. – Credooooo! Cade a madeira? Bate três vezes! Pensei que eu fosse a irmã mais velha aqui.

Na metade do caminho, um carro se aproximou, as três estavam tremendo, mas não era de frio. Estavam com medo. Continuaram agindo normalmente e apressaram os passos, o carro ia andando lado a lado com elas quando a janela do vidro se abriu.

— Entrem no carro. – Uma voz grossa falou.

Nenhuma das três olhou.

— É sério, querem uma carona?

Amberly abriu um largo sorriso quando o reconheceu, era o homem que ela havia beijado e nem sabia o nome.

As três, cansadas, pularam para o banco de trás.

— Ei... se for pra eu ir de taxista vou ter que cobrar.

Todos olharam para Amberly. Ela sacou a indireta e passou para o banco da frente.

— Qual é o destino, senhoritas?

— Casa. – Marlee respondeu chateada por sua única opção.

— Não querem ir comigo para a casa de um amigo? – Fez o convite esperançoso.

— Gato e solteiro? – Se animou.

— Fica para proxíma. Está tarde. – Pediu América.

— Na verdada está cedo. Olha! O sol está até aparecendo. – Brincou o homem.

— Bela tentativa, mas fica para outro dia – Amberly piscou.