Seja apenas meu...

4 E antes do casamento...


Notas iniciais
Olá! Após mais de um ano ( Meu Deus... ) finalmente retomei Seja Apenas Meu. Quero pedir desculpas por ter levado tanto tempo. Eu já tinha este capítulo na cabeça mas um bloqueio me impediu de escrever por todo este tempo. Durante o hiato de “Seja apenas meu” muitas coisas aconteceram: Eu escrevi Minha Redenção ( que está terminada, podem procurar e ler sem receio XD ) junto com minha querida Chibi Lord ( amada amiga e alma gêmea!). Minha Redenção se tornou muito popular e foi uma experiência maravilhosa para mim como autora... acho que foi a primeira vez que eu realmente me senti uma autora kkk. E comecei também uma nova fanfic ( sebaciel, óbvio) chamada “A capa manchada de sangue”. Passei por algo muito difícil também que vou relatar nas notas finais. Por favor, leiam. Foi duro mas consegui. O capítulo está pronto! Espero que gostem. Amo vocês. Boa leitura.

Nos dias subsequentes a rotina da mansão mudou drasticamente. O dia ficou curto para tantas atividades e afazeres.

Além de seus compromissos de trabalho a agenda do jovem lorde teve de se adequar às demandas do casamento.

Mademoiselle Nina já havia tirado as medidas do jovem conde e trabalhava incansavelmente em seu traje de núpcias. Representantes de diversas lojas caras e sofisticadas, que variavam de tecidos a flores, queriam ter audiências com o noivo na ânsia de conquistar este cliente abastado e poderem ter a honra, e em consequência o prestígio, de fornecer seus produtos para o casamento de duas famílias tão famosas e proeminentes como Phantomhive e Midford.

Sebastian continuou a servir o seu senhor com dedicação mas nenhum deles voltou a falar do casamento sob o ponto de vista de seus sentimentos.

Ambos se comportavam como se o assunto estivesse encerrado.

Ciel muitas vezes olhou para Sebastian e viu-se tentado a iniciar o assunto, mas as palavras morriam em seus lábios a cada vez que via o comportamento do criado.

O mordomo prosseguia em seus afazeres diários ostentando aquele belo sorriso. Encantava a todos e, secretamente, se divertia com a impaciência de seu jovem amo.

Ele procurava parecer sempre radiante e bem humorado quando o assunto era a recepção e a cerimônia.

E isso irritava Ciel profundamente.

Sebastian agendava entrevistas com os fornecedores diariamente. Sentia-se satisfeito, na verdade. Seu mestre lhe pertencia... sua alma, seu corpo e seu coração. Realmente não via motivo para abalar-se.

Até aquele dia.

Numa manhã ensolarada, na véspera do casamento, Lady Elizabeth e sua mãe lady Frances chegaram à mansão Phantomhive para acertarem os últimos preparativos. Era a primeira vez que ela vinha à mansão em muito tempo.

Sebastian recebeu-as com amabilidade e permitiu-se avaliar a jovem noiva: Elizabeth era agora uma moça adorável.

Não trazia mais os cabelos naquele penteado infantil e cheio de cachos, mas sim soltos e bem arranjados sob um elegante fascinator. Sua voz não tinha mais o timbre irritante de outrora e assim também era com suas maneiras.

Ela se tornara uma bela dama.

A jovem estivera ausente por quase dois anos, em uma respeitável escola para moças no exterior. Retornara rapidamente quando convocada por sua majestade para a realização de sua união com o conde Phantomhive. O tempo distante fora longo e a mudança em sua pessoa era impressionante.

Ciel veio recebê-las na entrada e Sebastian também pôs-se a avaliar o jovem lorde.

O conde estava um tanto carrancudo e isso agradou muito ao servo. Mas então, após cumprimentar educadamente a tia, Ciel olhou para Elizabeth e o mordomo notou uma sutil mudança em sua expressão.

Após um instante de silêncio o nobre disse:

— Bem vinda, Elizabeth... você está... linda.

— Muito obrigada, Ciel... e é Lizzy... – Ela respondeu abaixando os olhos e fazendo um biquinho.

— Ah, desculpe-me... você está linda, Lizzy. – Ciel sussurrou sorrindo um tanto sem graça e em seguida desviando o olhar como ele sempre fazia quando eles eram crianças.

O rosto da noiva se iluminou ao ouvir o elogio junto ao seu apelido íntimo.

Suavemente ela ergueu as mãos e segurou nelas o rosto do jovem e depositou na face esquerda dele um pequeno beijo.

Ciel corou muito levemente e isso fez o cenho do demônio franzir-se quase imperceptivelmente.

Aquele dia prosseguiu cansativo para todos.

Ainda que Sebastian não se cansasse facilmente como os humanos ele sentia-se inquieto e um tanto perturbado.

Deveras, o motivo de sua impaciência não vinha de sentir-se cansado ou entediado e sim do fato de que, ao observar noivo e noiva naquele dia, pela primeira vez ele vira em Elizabeth não apenas a noiva arranjada e conveniente ao seu contratante... mas uma desagradável e potencial rival.

Desde que conhecera a prima de seu mestre Sebastian a vira unicamente como uma fonte de momentos ridículos que possibilitavam o riso.

Onde estava agora o turbilhão de voz esganiçada e trejeitos extremamente irritantes?

Na hora da despedida, Ciel ajudou-a a subir na carruagem como ele sempre fazia. Um gesto bem normal, um cavalheiro auxiliar a dama. Mas neste dia esse gesto casual de cavalheirismo picou o espírito do demônio, pois ele observou Elizabeth apertar os dedos de Ciel quando ele lhe ofereceu a mão e o nobre deslizou o polegar levemente pelos dedos dela.

Até aí, absolutamente nada de extraordinário, não é mesmo?

Os próprios jovens não pareceram dar a isso nenhuma importância.

Mas Sebastian experimentava na própria carne o ferrão do ciúme pela primeira vez. Absolutamente esquecido de que ele próprio sempre se divertira em cravá-lo desapiedadamente em todos aqueles que ele servira durante os milênios.

***

Naquela noite, já na hora de Ciel se deitar, Sebastian trouxe um pouco de chá para seu mestre.

O jovem já havia se banhado e terminava de fechar a longa camisa de dormir. Ele pegou a xícara oferecida e sorveu um pequeno gole em silêncio. Sebastian então disse com um tom de voz que pingava ironia:

— Para alguém que se mostrava infeliz com esta união, vejo que o senhor apreciou por demais a companhia de sua bela senhora hoje.

O cenho de Ciel franziu-se ao ouvir essas palavras e o tom em que foram ditas.

— E isso importa a você? Minha união não é excelente e conveniente? E você não está fazendo de tudo para que seja perfeito e memorável? Isso deveria agradá-lo. – Ele respondeu friamente, contendo seu desejo de dizer muito mais.

— Oh? Então foi tudo encenação? O senhor surpreende até a mim. Se não tivesse nascido em uma casa nobre poderia ter se tornado um ator renomado. – Sebastian deu uma pequena risada ao final.

— Poupe-me desses comentários descabidos. – Ciel bebeu mais um gole do chá para se acalmar e pousou a xícara no aparador – Você é quem gosta de ser irritante e de atuar, não eu. Pensa que sou idiota e que não notei o quanto você se divertiu às minhas custas nas últimas semanas?

Sebastian suspirou, não podia negar este fato. Realmente provocara e irritara seu mestre propositalmente por todo esse tempo. Teria exagerado um pouco?

—Talvez o senhor tenha me dado a devida paga hoje então? Ou talvez desposar lady Elizabeth não seja uma tarefa tão árdua quanto o senhor pensou que seria? – Sebastian sussurrou com indiferença na voz.

Ciel não respondeu. Sentia-se sufocado pelas suas obrigações, sua afeição por Elizabeth e seus sentimentos por Sebastian. As ironias e sarcasmos deste em nada contribuíam para aclarar suas ideias.

— O que foi, jovem mestre? Preocupado com sua noite de núpcias? – a voz de Sebastian era cheia de zombaria e isso foi a gota d’água para a paciência de Ciel.

— Saia! Fora do meu quarto agora! – o jovem comandou, o dedo em riste apontando para a porta.

Os olhos do demônio reluziram escarlates e, numa fração de segundos, Ciel foi atirado contra o colchão. As orbes bicolores se arregalaram em choque.

No segundo seguinte o ser estava sentado sobre os quadris do mestre, uma perna de cada lado do corpo do jovem. Seu peso e seu tamanho imobilizando o menor por completo. Um dos seus pulsos estava firmemente preso à cama por uma das mãos de Sebastian enquanto a outra mão do criado apertava levemente o seu pescoço.

— Você me pertence... não se esqueça disso... – a criatura infernal rosnou baixo com os olhos luzindo vermelhos – Nem um laço abençoado por Deus será mais forte do que o laço que o prende a mim...

Ciel notou a escuridão tomando conta do quarto e soube que ela vinha de Sebastian.

Com a mão livre ele agarrou o pulso do demônio tentando afrouxar o aperto em seu pescoço.

Uma parte de si, o instinto natural de sobrevivência que todos possuem, se agitou fazendo seu coração se acelerar e um frio arrepio correr por sua espinha.

Mas outra parte de si, o mestre frio e poderoso, incendiou-se em fúria por aquele tratamento ameaçador.

Sebastian riu, seus dentes estavam pontiagudos e ele prosseguiu cheio de crueldade e malícia:

— Você é meu e eu vou fazer você se lembrar disso... e ela também deverá sabê-lo... todos saberão! Eu invadirei a cerimônia e o reclamarei diante de todos.

Suas garras, agora longas, marcavam a pele macia e branca do pescoço de Ciel.

— Eu atirarei a estúpida noiva um canto do altar. E então rasgarei as suas roupas, meu lorde, e o possuirei diante de todos e os seus gritos de dor e prazer serão a sinfonia deste casamento maldito. – ele gargalhou.

Ouvir isso fez algo dentro de Ciel se revoltar.

Ele soltou a mão que segurava a de Sebastian e desferiu um soco no rosto do Servo com toda a fúria que ele conteve por todos aqueles dias.

O som de seu punho golpeando a face de Sebastian reverberou pelo quarto.

O golpe, apesar de forte e de ter realmente doído, não foi o que fez o servo parar e sim a expressão de raiva e sem absolutamente nenhum traço de medo nos olhos de Ciel.

— Solte-me agora, Sebastian!! – ele gritou e um momento depois o demônio recolheu-se a sua forma humana e se afastou de seu senhor.

Ciel se levantou e agarrou o mordomo pelo colarinho e rosnou entre dentes.

—Agora, Sebastian? É assim que você demonstra que se importa? Me ameaçando? Um servo não ameaça o seu senhor! Entendeu?! — Ciel rosnou, a fúria vibrando em sua voz.

Eles ficaram se olhando por um longo momento.

O coração de Ciel batia tão rápido que o sangue parecia latejar em seus ouvidos, a raiva transparecendo em seus olhos. A marca do contrato reluzindo incandescente.

Como Sebastian ousara ameaçar algo como aquilo?

Como se toda aquela situação fosse um capricho seu e por tanto como se ele devesse receber punição?!

Sua indignação era total.

Sebastian observou seu jovem senhor enquanto era puxado pelo colarinho.

Sim, aquele era o seu mestre... a fúria e a vontade de ferro que o atraíram para a pequena vítima do sacrifício.

A voz de comando, firme e autoritária, fazendo seu nome reverberar pela sala e a marca do contrato em sua mão queimar como fogo.

“Ah... Ciel... Ciel... seja apenas meu...” . Sebastian pensou, semicerrando os olhos e sorrindo deliciado para seu senhor.

Ciel olhou aqueles lábios se entreabrindo num sorriso, a língua de Sebastian umedecendo-os.

Os olhos do demônio, atraindo-o, seduzindo-o.

Como só ele era capaz de fazer.

A suave fragrância de Sebastian encheu suas narinas.

E sua raiva deu lugar a um sentimento de mágoa.

— Seu idiota! – e com isso Ciel chocou sua boca contra a de seu servo, soltando seu colarinho e lançando seus braços ao redor do pescoço dele.

Sebastian o abraçou e correspondeu ao beijo fervorosamente.

A boca de seu mestre... tão macia e doce.

O sabor dos lábios de Ciel era puro deleite. Como água pura e cristalina oferecida a alguém que estava a morrer de sede. Como viver sem aquela dádiva?

“O que você fez comigo, meu pequeno senhor...”

Sebastian empurrou Ciel suavemente até ele se deitar na cama. As bocas se separaram apenas para dois pares de olhos se encontrarem. Os azuis, profundos, atraindo e fascinando como mares sem fim. Os rubros, embriagando a alma como o mais requintado vinho.

Sebastian deslizou o nariz pela pele delicada do pescoço de seu senhor, aspirando a fragrância única que ele tanto adorava.

Ciel...

Nada possuía o mesmo perfume. Tão suave, sutil... mas tão poderoso em despertar no demônio o desejo.

O criado levou os lábios ao primeiro botão da camisa que o lorde usava para dormir. Tomou a pequena peça de madrepérola entre os dentes e delicadamente a arrancou. Ciel o olhou surpreso por um momento mas em seguida sorriu e nada disse para repreender Sebastian.

Um a um os botões foram arrancados deste modo e displicentemente atirados ao chão. Sebastian se ergueu e suas mãos afastaram o tecido macio, revelando aquela visão de pecado.

Suave e aveludada pele... macia e acetinada. O corpo jovem e esguio. Os ombros, hoje, bem mais largos do que foram na infância. A musculatura firme porém delgada. Ciel elevou os braços à altura rosto, exibindo suas formas e Sebastian sorriu.

Ah... a bela imagem diante de seus olhos. Deliciosa e divina, capaz de inspirar o espírito do mais exigente artista. A boca do demônio, ansiosa, praticamente salivava de pura antecipação.

Sebastian abaixou — se, sua boca ávida desejava beijar, sentir a textura sedosa daquela pele. Os mamilos rosados atraindo-o. Ele precisava senti -los enrijecer em sua boca a cada carícia que sua língua atrevida fizesse. Suga-los ate receber como recompensa os gemidos preciosos do seu mestre.

Mas a mão de Ciel o deteve enquanto os lábios suaves se curvavam num sorriso levado.

— Não. — ele sussurrou — primeiro tire as suas roupas.

Sebastian prontamente começou a desabotoar e retirar o seu fraque e então a voz altiva de Ciel soou.

— Devagar... sem pressa.

Sebastian sorriu. Seu jovem senhor desejava vê-lo se despir lentamente? Seu desejo era uma ordem.

Os dedos dedilharam pelos botões do colete escuro, e o tecido cedeu e abandonou o torso largo. Em seguida, Sebastian principiou a retirar lentamente cada botão branco e delicado de suas casas. Seus olhos fixos no rosto de Ciel, apreciando como os olhos do jovem seguiam suas mãos e depois se fixavam em cada pedacinho de pele alva que surgia por entre a fina cambraia.

O jovem lorde ergueu uma das pernas e, suavemente com o pé, acariciou o ombro forte de Sebastian.

Com um movimento que era mais como o toque gentil de um afago, Ciel fez deslizar a branca camisa de seu servo.

O demônio tomou o belo tornozelo na palma de sua mão e o beijou, aspirando o delicioso aroma da pele de seu senhor. Os dentes alvos roçaram de leve, intercalando pequeninas mordidas com beijos, enquanto a outra mão do servo, ávida, buscou as coxas macias do conde.

Desejo, egoísta e possessivo. Ninguém mais tinha o direito de tocar seu precioso de olhos azuis.

Sebastian desceu a boca lentamente, saboreando, sugando cada centímetro das pernas torneadas. Com um ronronado baixo, seus dentes se enterraram na parte mais tenra e interna das coxas de Ciel.

Não para ferir mas para enlouquecer. Numa carícia selvagem.

O mais jovem gemeu alto ao gesto, fechando os olhos em seguida quando a língua quente do mais velho acariciou aquela região agora tão sensível.

— Ah... já há quantos dias eu não provo a sua pele... – o servo mordiscou as coxas fartas e macias – há quantos dias eu não sinto esse prazer...

— Não deixa de ser culpa sua... – o nobre sussurrou mordendo os lábios. Sua mão buscou seu membro rígido, já dolorido e necessitado de atenção e começou a estimula-lo com movimentos rápidos de vai-e-vem.

— Não... – os olhos do demônio brilharam na escuridão e ele prontamente segurou a mão do jovem, a afastando – Não roube de mim esse momento.

E no momento seguinte sua boca tomou o lugar da mão de Ciel.

O nobre arfou e sua mão foi em direção aos brilhantes cabelos negros. A sensação daqueles dedos correndo pelos fios sedosos e depois os prendendo firmemente excitou Sebastian.

Ele lambeu e sugou o jovem da base até a ponta. Sua língua brincou na pequenina fenda úmida, colhendo o pré-gozo que já começava a gotejar.

Era por demais delicioso.

Sebastian lentamente começou a tomar Ciel por inteiro em sua boca, avançando lentamente. O jovem delirava sentindo o calor e a saliva do criado envolvê-lo completamente. O mordomo tomou o mais que pode de Ciel e suavemente enquanto o forçava ainda mais fundo começou a mover a garganta como se fosse engolir.

—Ah! Deus!

O nobre jogou a cabeça para trás, o movimento estimulava e comprimia seu membro de uma forma enlouquecedora. Sebastian não demonstrava o menor reflexo de refluxo que um humano possuiria por satisfazer outro de forma tão... profunda.

— S- Sebasti...Sebastian...! – Ciel gemeu alto indicando que estava muito próximo.

Sebastian removeu o membro do jovem da boca e o posicionou diante de seu rosto e continuou a bombeá-lo de forma rápida. Os lábios entreabertos esperando a recompensa de seu diligente trabalho.

A semente preciosa de seu senhor jorrou com força, preenchendo a boca ansiosa do servo demoníaco. Sebastian a engoliu avidamente, arrepios de prazer descendo por sua espinha diante do sabor único e indescritível de Ciel, a energia vital dele vibrando no sabor de cada gota. E o mordomo fez questão de sugar cada uma delas, e depois ainda lambeu o membro do jovem completamente.

Ciel ainda arfava quando estendeu a mão para acariciar o rosto de Sebastian.

— Venha... – foi o sussurro rouco dele.

O servo beijou a palma da mão que o tocava e ergueu o corpo para alcançar a gaveta da mesa de cabeceira. Retirou de lá um pequeno frasco, próprio para perfume, que continha um líquido claro e viscoso. Pôs uma pequena quantidade sobre os dedos e em seguida espalhou o óleo de aroma suave em seu membro, acariciando-se em movimentos vigorosos enquanto seus olhos deslizavam pela tentadora visão que era o corpo de seu contratante.

Mais que isso... seu amante, seu amado.

Mais uma vez tomou o frasco e deitou mais um pouco sobre os dedos, tornando-os escorregadios.

— Meu jovem mestre... – Sebastian sussurrou, inclinando-se e tomando a boca de Ciel sofregamente. Os braços do jovem conde enlaçaram o pescoço forte do demônio, puxando-o para mais perto. Sua língua explorando a boca do mais velho, gemendo suaves sons de pecado que excitariam até o mais casto, que dirá então um demônio, a encarnação do pecado e da luxúria.

Os dedos de Sebastian buscaram a região íntima e macia entre as nádegas firmes de seu mestre. Carícias suaves e cheias de desejo espalhavam o óleo doce de amêndoas. A outra mão do criado apertou, rude, os montes arredondados, marcando a pele clara como marfim. Ciel mordiscou o lábio inferior da criatura infernal saboreando o baixo rosnado, feral e cheio de lascívia.

Aquele era o SEU ser de trevas. Escuridão profunda e mortal mas igualmente atraente e sensual. Seu inferno pessoal, que o tragava e envolvia...

E do qual ele não desejava se libertar.

Um dedo deslizou lentamente, penetrando a entrada do nobre. O gemido suave dele, praticamente um ronronado, brindou os sentidos de Sebastian.

Ele queria muito mais, ouvir mais, sentir mais... clamar como seu aquela alma e aquele corpo.

Tão quente, delicioso... os dedos prosseguiram seu erótico vai-e-vem. Outro dedo breve deslizou junto do primeiro. E o mordomo sorriu, seduzido e deliciado quando as pernas macias e deliciosas se afastaram ainda mais. O mestre abrindo-se para seu servo, seu cativo, seu escravo. O membro dele novamente duro e ansioso.

Sebastian não suportou mais a espera.

Tomou na mão seu próprio membro longo e rígido, que pulsava em pura antecipação do prazer tão desejado. Ele estimulou-se com algumas bombeadas rápidas em seguida levou a ponta até a entrada de seu amado senhor. Espalhou com a extremidade vermelha e ansiosa o óleo, misturado ao pré-gozo. Alinhou-se e lentamente adentrou.

Ciel fechou os olhos e entreabriu os lábios. Gemidos suaves e roucos a cada centímetro de seu criado que penetrava seu corpo. O óleo suave tornava tudo mais fácil e em consequência extremamente mais prazeroso.

Sebastian igualmente fechou os olhos e arfou. Ciel era quente e apertado, mais delicioso que qualquer um que Sebastian já tivera em sua longa existência. Os movimentos suaves, pequenas contrações o sugavam mais e mais para dentro.

E lenta e lascivamente ele se empurrou mais e mais até estar completamente dentro de seu jovem senhor.

As testas se tocaram e as respirações quentes se chocaram por alguns momentos enquanto ambos desfrutavam das sensações que os envolviam. Mas em seguida dois pares de olhos se abriram e se encontraram. Flamejantes olhos, rubros como lava líquida se encontravam com o azul profundo de um mar sem fim. As marcas do contrato brilhavam, no olho direito do jovem e na mão esquerda do demônio. Pulsando como a reforçar o vínculo que havia entre eles. Mente, corpo e alma.

A boca de sebastian avançou e tomou a de Ciel. Os olhos de ambos, ainda abertos, captando e gravando para sempre em suas mentes as feições e reações um do outro.

E o servo então começa a se mover.

As mãos grandes e fortes agarram os quadris do mais jovem puxando-os de encontro aos seus próprios. Os dedos firmemente tocando as nádegas do outro. Ciel fecha os olhos, enquanto geme.

Suas unhas deslizaram pelas largas espáduas de Sebastian, marcando a pele alva e perfeita do mordomo.

O mestre também clamava este corpo para si.

O demônio sorri, inebriado e excitado. A dor causada pelas unhas pequenas se cravando em suas costas apenas faziam elevar o calor infernal que já o consumia.

Ele força Ciel a se deitar, cobrindo o corpo menor com o seu maior. Suas estocadas ficando mais rápidas ao sentir as pernas de Ciel envolverem sua cintura.

Gemidos roucos, respirações descompassadas.

Duas vozes se entrelaçando, da mesma forma que os dois corpos suados em sua dança de desejo e entrega. O som de pele deslizando contra pele, cheiros, sabores, sentidos ao máximo.

Quando o auge chega Sebastian, arfa, a boca aberta em meio a um gemido áspero. Sua semente quente jorra preenchendo Ciel. O jovem lorde goza pelo segunda vez nesta noite, suas coxas se comprimindo em torno dos quadris de seu amado, de seu algoz. Sua semente se lança entre os dois ventres, misturando-se ao suor e ao júbilo de ambos.

Ciel olha nos olhos de Sebastian e tenta sussurrar mas está tão cansado que sente que irá adormecer nos braços do mordomo. Já há semanas que ele não tem paz para dormir devido há tanta pressão, raiva contida e sentimento de ter de arcar com uma obrigação que faria infeliz a ele, também a sua noiva e talvez, agora ele pensava, também a Sebastian.

Ele sente seu corpo pesado devido à exaustão. A sensação boa de seus músculos relaxando após o prazer. E suavemente resvala para um sono profundo e sem sonhos.

Na manhã seguinte Ciel acordou sozinho em sua ampla cama.

— Sebastian?

Levantou-se e caminhou nu para o banheiro e notou que seu banho estava preparado. A banheira estava cheia com água fragrante e fumegante mas não havia sinais do servo. Ele o chamou mais uma vez mais nada do servo aparecer.

Ciel achou tudo estranho mas decidiu banhar-se antes de procurar pelo mordomo. Era o dia de seu casamento e muito em breve a alta sociedade londrina chegaria à mansão Phantomhive.

Enquanto se banhava a mente de Ciel se agitava em pensamentos sobre como evitar a cerimônia com a ajuda de Sebastian. Como fazê-lo sem desonrar Elizabeth ou sua família? Não parecia haver uma solução para isso.

Findo o banho, Ciel saiu da banheira e está secando seu corpo ao ouvir três pequenas batidas na porta.

— Sebastian! Entre! Por que demorou?

Mas quem adentra o quarto não é Sebastian mas sim Tanaka o idoso antigo mordomo da família.

— Bom dia, jovem mestre. – o bom homem saúda o nobre com um sorriso sincero.

— Oh! Bom dia...Tanaka... – a confusão no rosto de Ciel é visível – onde está Sebastian?

Tanaka abre um sorriso ainda maior, os olhos cheios de rugas se enchendo de lágrimas. E com uma reverência ele responde.

— O Sr. Sebastian foi generoso com este velho e cedeu a mim a honra de vesti-lo e prepará-lo para o seu casamento.

O choque atinge Ciel.

Notas finais
Tensão no auge! Assim que gosto de terminar meus capítulos kkkk Teremos pelo menos mais um capítulo antes do final! Por favor, comentem pra eu saber se vocês gostaram ou não. Isso é muito importante pra mim. Agora voltando ao assunto do hiato e do porque de eu ter retomado a história : uma coisa que aconteceu também foi o fato que eu descobri que eu estava com câncer... Foi assustador e eu pensei tantas coisa e tive tanto medo. Uma das coisas que eu pensei foi “Seja apenas meu” ainda não teve final... Foi quando eu decidi que ia escrever e terminar e romper com o meu bloqueio. Passei por uma cirurgia há menos de 20 dias e escrevi durante a minha recuperação. Estou bem e decidida a prosseguir com minhas histórias até o fim. Estou aguardando os resultados de alguns exames pra saber se já estou curada ou não mas estou confiante então as minhas histórias não vão parar, isso eu prometo. Agradecimentos a todos os amigos especiais que me apoiaram nestes dias difíceis. Amo todos vocês e sou muito grata. Não vou dar os nomes porque vocês são muitos mas saibam que cada um de vocês está no meu coração assim como os meus leitores. Muito obrigada e até breve.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.