Seja O Que Parece Ser
5 A Ira da Tirana Vermelha
"-Absolem?" — perguntou Alice. "-Absolem. A lagarta. Ele é sábio. E absoluto. É Absolem"- respondeu a Chapeleira. "-Ah. Mas...o que exatamente aconteceu por aqui?" "-Para começar, a Rainha de Copas está mais furiosa desde que a outra Alice fugiu. Como deve saber, a Rainha de Copas também comanda parte do País do Espelho, com o nome de Rainha Vermelha do tabuleiro de xadrez. A Rainha Branca anda tentando impedí-la de fazer mais bobagens. Mas isso não está funcionando nem com ela. Portanto, isso não está trazendo problemas só para Wonderland. O País do Espelho também está sendo afetado. E isso tudo está uma desordem desde que a outra Alice foi embora. Alguns a culpam. Outros te apoiam numa revolução do Submundo. Eu não posso fazer nada, já que o tempo parou desde que o papai recitou 'Brilha, Morceguinho' para a Rainha e a irritou... E tem mais. Eu sei, e todos aqui sabem que você vive num orfanato. Nós temos a resposta para a sua monótona vida lá. E sabemos seu parentesco de cór. Apenas nos ajude."
Alice engoliu em seco. "-Eu vou fazer treze anos ainda. E já vou começar uma revolução?" "-A sua antepassada tinha seis e conseguiu causar tudo isso. Você tem o dobro da idade que ela tinha. Obviamente, pode parar. Do mesmo jeito que eu comecei a fazer chapéis e roupas MÁGICAS com oito anos." A Chapeleira bebericou um pouco do chá. "-Hum. Tá. Mas...o que pode acontecer? E, a propósito, qual é seu verdadeiro nome?" "-O que pode acontecer?"- ela riu — "Bom, a Rainha sempre solta o pássaro FelFel, depois que a outra Alice fugiu. E solta o Capturandam uma vez por semana. O Jaguadarte não é propriedade dela, é uma criatura que dorme há anos, mas pode apostar que, se acordar, não vai ser nada legal. E a Rainha pode colocar todo seu exército de cartas e peões contra você. Mas você é persuasiva, Alice. Sempre consegue o que quer. É de família. Ah, e meu nome é Margareth Tarrant, filha única do sr. Tarrant, chapeleiro real há anos." "-Ah, legal." Então, um homem amalucado surgiu, saindo de dentro da casa da lebre. Era o Chapeleiro. Seus cabelos eram de um laranja-berrante, os olhos eram verdes-elétricos e ele usava um traje antigo bem colorido. Parecia bem novo para já precisar de uma herdeira. "-ALICE!" -gritou. Então ele saiu correndo e a abraçou. "-Você faz falta aqui, menina! Precisa ver o quanto tudo mudou. Você fez diferença. Ah! E já sabe qual é a semelhança entre um corvo e uma escrivaninha?" -ele falou. "-Hã... pai. Ela é a bisneta, ou tataraneta, ou...bom, tanto faz, da Alice. A original. Essa é, digamos, uma cópia dela" "-Dá no mesmo"-falou ele sorrindo. Alice tentou dar um sorriso, mas só de lembrar do que ela poderia enfrentar... "-Agora, Alice, vamos ao Absolem. Ele vai ser mais específico. E depois temos que visitar o País do Espelho..." -falou Margareth. "-FORA A TIRANA VERMELHA!" — gritou a Lebre, tendo mais um ataque de riso. Todos deram risada, menos Alice, que estava pasma demais pra sorrir. A loucura de todos era o que salvava o País das Maravilhas. Seria ótimo se no outro mundo eles tratassem assuntos preocupantes com tanto bom humor.
Notas finais
Se não entenderem um termo ou não conhecerem um personagem, podem perguntar que eu esclareço, e com prazer.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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