Segundos

7 Capítulo 7


Notas iniciais
EM BREVE vou postar um desenho da Nocturna =) Imagino que estejam curiosos né, e eu to ensaiando um pokinho... Alguns rascunhos... mas admito que ta legal até =D Ah, gente, n se eskeça: REVIEWS SEDUZINTES PRA UMA FIC SEDUZINTE! VIVA A CAMPANHA! Emeacompanhenotwitter: Mariana_Nyah

Crona fechou a porta atrás de si, entrando no quarto escurecido de Nocturna. Ela caminhou até onde a mulher estava sentada – Na cama, nota-se.

– Nocturna-sama?

A mulher tinha a cabeça abaixada. A levantou, olhando a moça mais nova. Pendeu a cabeça.

– Você é uma garota muito estranha... Me lembra eu mesma quando criança... Isso não é bom, antes que você pense coisas assim.

Nocturna murmurou, suspirando depois. Acenou para que se sentasse em sua frente. Crona o fez, apreensiva.

– Seu mantra. Qual é?

– ... C-Como assim?

– Sua mãe, Medusa, tinah aquelas coisas de Nake Snake, e sei-lá-mais-oque. Você? Tem um, certo?

Crona mordeu a ponta do lábia inferior.

– Não faço idéia... Nunca tive o mínimo contato com a minha magia

– Imaginei isso. Crona – Chrona. Esse \'H\' que ás vezes colocam no seu nome pode fazer muita diferença, sabia?

Crona pendeu a cabeça.

– ... Hã?

– Crona quer dizer \'A Obscura\'. Chrona, com H, deriva de Chronos, o deus do Tempo. Ele era o Rei Titã, pai dos Três Grandes Deuses... Mas isso não interessa, certo?\'

– Ah... Sim.

– Não, errado. Na verdade, \'só\' por causa desse H, você não pode voltar ao passado. Imagine quantos erros poderia concertar, não é? Bom, agora esqueça. Culpe a sua mãe, por não ter lhe botado um H no nome.

Crona fez cara de surpresa.

Por lógica, então, os poderes de alguém são baseadas em seu nome. Isso é uma fraqueza — Seria possível prever ataques de bruxas desse jeito, muito facilmente.

– Ah, bom.. E, sem H, o que eu posso fazer?

Nocturna sorriu, de um jeito diferente de que Crona já havia visto.

– Seus poderes são vastos... Existem muitas coisas relacionadas com a Obscuridade. Mas, claro, sua história de vida é uma parte importante que vai com certeza influenciar no que pode fazer... Por seu histórico, vamos dizer assim... Imagino que tenha a ver com o medo e a loucura. Sua vida, foi, basicamente, o contato direto constante com isso.

Ela pareceu refletir... Olhou pro lado, olhou para ela, e sorriu novamente, dessa vez serena, de olhar calmo.

– Apesar de tudo, você é uma mocinha que eu gostaria de ter na família.

Crona abaixou o olhar imediatamente, corando.

– Crona. Escute.

Ela levantou a cabeça, percebendo uma mudança de tom.

– Seus medos, fazem mal á você. Então, provavelmente, a sua magia quer canalizar o poder destrutivo deles, para que eles afetem seus inimigos, não você. A primeira demonstração de seu poder, nunca é intencional. Você tem de estimular a sua magia, pra que ela possua seu corpo, ou seja: Não faça isso sozinha, pelo amor de Deus. Vai ser um problema se eu não estiver perto pra te trazer de volta.

– Hum, sim, vou me lembrar.

Crona escutava com atenção, apesar de desagradavelmente estressada. O dia havia sido estressante, mas muito estressante.

– É isso. Apenas para que tenha cuidado. Acabou. Se quiser deitar, por causa das cólicas... Á vontade, não vou mais precisar de você hoje

– Demo... Como sabe?

– Ah, está óbvio que você está com dor em algum lugar... E depois, é só ler a sua mente.

– NANI?

– Você acha o que, que eu tenho sexto sentido? É óbvio que meu passatempo é ler sua mente. Como acha que eu descobriria que você ama meu filho? Já que você nunca fala as coisas, ora. Enquanto estiver aqui, sua privacidade é zero. Ah, e pare de lembrar como meu filho fica em um hobby, é nojento ver outra mulher pensar sobre o vestuário dele. Bom sonhos.

Ela disse, e deitou-se, fechando os olhos. Crona continuou ali, estática... Pensando... E olhando... E parando de imaginar... E... E...

– O-O-Ok.

Oh, merda. Ela, invés de ficar quieta, se levantou e saiu correndo da sala. Assim como foi correndo até as escadas, e foi correndo para a sala, onde todos estavam reunidos. Ela adentrou apressada, ofegante, e por um momento, todos a olharam e a confusão silenciou-se. Só a respiração apressada dela, como fundo. Ela apontou pra Maka, incrivelmente sem corar graças á atenção. Estava mais interessada em pensar sobre outra coisa. Chamou-a, com a mão, e já foi saindo da sala, para um lugar mais reservado á qual pudessem conversar. Maka já entendeu o recado, saindo da mesa rapidinho, e deixando os outros no vácuo, confusos. Assim, Maka seguiu Crona até uma sacada do segundo andar da casa, onde poderiam conversar em paz. – Crona! O que foi? Crona estava debruçada sobre a sacada, com aquela cara de sofrida. – Noc-Noc-Nocturna-sama! Ela lê minha mente quando está entediada! Crona disse, como se estivesse dizendo: \'Ela atirou em mim! Sério, ela ATIROU em mim!\' Maka relaxou os ombros. – Ah, bom... Você tem algum pensamento comprometedor, é isso? – Bom... É... Que... Eu gosto... De uma pessoa... E, óbvio, que eu penso coisas sobre ele... E é vergonhoso! Não sei como lidar com a vergonha! Maka sorriu, pendendo a cabeça. – Owwwn, porque não me falou antes, Crona? Ela encolheu os ombros. – Não sabia...

Ela disse, envergonhada. Maka continuou sorrindo, achando fofo Crona se envergonhar por coisas desse jeito... E ainda que Maka pensava que Crona nunca gostaria de alguém! Lhe era surpreendente. Há um tempo Ragnarök aparecia muito mais raramente, então Crona tinha mais tempo com ela mesma, pensar o que quiser... Talvez fosse essa privacidade a qual precisava, certo?

– Bom, Crona, eu compreendo se não quiser citar nomes, tá? Aliás, tenho quase certeza de que você não quer. Se está envergonhada.. O que você faz?

– Bom... Converso com o Senhor Canto...

Falou baixo, em um murmurio, sentindo-se ridícula e infantil por um momento, mas esse sentimento passou, afinal, estava falando com Maka, não com um desconhecido. Era sua melhor amiga, afinal.

– Ótimo. Pois hoje, você vai fazer diferente. Vai conversar com a gente. Sabe, hoje nós estávamos combinando de ver filmes até tarde... Descontrair um pouco!

– Demo, isso não quebra a \'concentração\'?

– E você acha que Nocturna vai protestar?

–... Hum... Nem um pouco.

– Ótimo!

~Quebra de Tempo~

– O QUE? Não, nem pensar Crona. Qualquer um, menos você.

– Demo, Nocturna-sama...!

– Meu bem, a Influência da Magia está se expandindo no seu corpo, até um simples filme de terror pode fazer ela se manifestar de maneira espantosa!

– ... Mas eu quero tanto...

- Meu deus, você teima quase igualzinho á Kid. Irritantemente persistente. Mas, já que você nunca quer nada, eu posso fingir que concordei sem perceber com esse absurdo.

– Pode? Sério? – Perguntou, feliz.

– Hum? Posso o que mesmo?

~Quebra De Tempo~

O filme havia acabado nesse instante. Crona riu um pouco, ao perceber como fora uma medrosa, não se desgarrando de Maka em momento algum... Já Maka apenas acompanhou o riso, dizendo coisas como \'Nem vem, eu também fiquei com medo!\'

– Hehe! Até que esse filme foi cool! Pena que não existem tantos como esse. A maioria são trash.

– YAHOO! O GRANDE EU, ACHOU ESSE FILME RIDÍCULAMENTE PATÉTICO, EM FRENTE AO PODER DE UM GRANDE DEUS E-

– MAKA CHOP!

Maka executou o ataque infame. Ela colocou um dedo á boca, e fez \'xiii\', com a testa franzida.

Escutaram isso?

Ela perguntou, e um pequeno silêncio se instalou.

\'Toc, Toc, toc.\'

O som saiu metálico, pela porta principal ser de vidro. Havia alguém batendo na porta.

– Não sinto a presença de alma. Pode ser alguma bruxa de alto nível. Melhor não atender.

Kid murmurou baixo, falando pra todos. Eles estavam sentados em um daqueles sofá-cama grandes o bastantes para todos caberem.

– Também não. Talvez seja melhor chamar Nocturna-sama, não?

Sussurrou.

– HEY! Tem alguém aí? Estou procurando por Nocturna, ela está aí?!

Ouviu-se uma voz familiar. Era jovial, mas estava claro que não era um Justin Law da vida ali fora.

– Quem deseja falar com ela?

Um breve silêncio, e uma breve hesitação. Bem breve. Passos foram escutados, os de Nocturna descendo a escada e indo até a sala.

– O que diabos me acordou?

– Tem uma visita aí, oka-san. Um homem. Quer falar com você.

Kid fez questão de responder, desgostoso. Nocturna arregalou os olhos.

Será possível...?

– Nocturna? É você? Pois é. Eu não tive tempo de avisa-la, as coisas estão tensas na Shibusen. E aqui fora está beeem frio.

\'Shibusen? Esse homem é da Shibusen?\'

Kid pensou, consigo mesmo, inconformado por não o conhecer.

Nocturna foi correndo até a porta, parou, respirou, e a abriu. O homem que estava ali surpreendeu até mesmo as garotas no sofá.

Ele tinha olhos azul-gelo, de tão claros. A pele era igualmente clara, resultado de rara exposição ao Sol. Ele parecia algum doente excluso, mas os cabelos extremamente negros, em contraste com tanta claridade, que faziam seu charme. Ele tinha um ar de maduro, com as mãos para trás e o peito estufado. Vestida um suéter preto, com uma camisa social branca por baixo, e uma jeans. Antes de tirá-lo, tinha um óculos escuros estreito no rosto, sem grau.

\'Que tipo de idiota usa óculos escuro durante a noite?\'

Kid criticou internamente. Estava odiando a presença daquele cara, e mais ainda o jeito despojado e íntimo com o qual falava com sua mãe.

Ele imaginava se já dormiram juntos.

É, ele sabia, era perversidade, mas ele estava em um momento realmente muito ciumento. Odiava quando algum homem se metia a besta com sua mãe.

Ele gostava de ver sua mãe junto de seu pai, ponto final.

– O que houve na Shibusen? Algo sério?

Nocturna perguntou, ignorando plenamente as crianças ali. O homem entrou nessa e respondeu os ignorando também, vendo a chance de não dizer seu nome.

– Sim. Jack e Kim descobriram que já sabíamos que eram bruxas. Mas, tentaram fugir, nós fomos atrás, houve um indesejado embate, mas no fim, tudo acabou bem. Na verdade, vim porque você disse que devíamos conversar sobre... Bom. Você sabe sobre quem.

O homem quis olhar para alguma das crianças, mas se impediu no último momento.

Não quer mesmo dizer quem é?

A moça mandou uma mensagem de leitura labial, cobrindo sutilmente a boca com o cabelo que caiu pra frente. O homem pareceu olhar pras crianças, um momento um pouco duradouro para Kid, e depois, voltou a olhar para a bruxa.

– Não. Vamos conversar.

Ele disse, claramente pedindo um lugar para conversar, longe das crianças.

Nocturna assentiu.

– Ótimo. Vamos.