Segundo Travesseiro
3 Parte Final
Notas iniciais
Pois é, aqui acaba o mistério...espero que tenham gostado.
Embora estivesse alterado, tentou usar um tom brincalhão.
- Hey, eu sou um bom cozinheiro, entendeu? Os ingredientes é que não ajudam!- Okay, então vou te dar de Natal um avental ‘Beije a cozinheira’.“Beije? Só isso?”O menor arregalou os olhos com o pensamento que teve e Gerard encarou-o. - Desculpe, é que eu não perco o hábito de me referir a você como uma menina às vezes. – ele riu, fazendo Frank ter um flashback repentino de todas as vezes em que isso acontecera.- Não é nada.Frank encostou-se no balcão, esperando que as waffles ficassem prontas o mais rápido possível para que pudesse sair dali. Começou a roer as unhas e imaginou se não estava parecendo uma criança ou uma menina. A culpa era da casa, a culpa era da casa, a culpa era da casa. Repetiu como um mantra dezenas de vezes, esperando que Gerard sentisse mais um de seus pressentimentos ruins e resolvesse acompanhar Ray.- Tem algo errado? – Gerard perguntou, encostando-se também, perigosamente perto. – Você esteve agindo estranho o dia inteiro.Frank pigarreou. Ele franziu as sobrancelhas para dar ênfase a sua suposta confusão:- Não, nada.- Pelo amor de Deus, Anthony. Se tem uma coisa que eu notei nesse lugar é que ela faz com que algumas verdades se sobressaltem aos seus olhos. – Ele não sabia como estava deixando o mais novo mais desnorteado ainda. Vendo a interrogação pregada na testa do outro, Gerard continuou. – Tudo isso que estamos passando não é somente essa atmosfera ruim, Frank. Somos nós. Os nossos infernos estão florescendo, porque esse lugar é propício. Todos os meus pesadelos fazem sentido agora, sabe por quê? Porque sou eu, que estive esse tempo todo trancado aqui dentro. E essa casa conseguiu emergir o que havia de pior e de melhor em mim.Frank arregalou os olhos mais uma vez. Gerard estava deixando-o assustado. Porque aquilo fazia sentido. Depois de minutos em que nenhum falou nada, Gerard recomeçou.- O que há de errado?Agora, bem, ele estava deixando claro que havia sim algo diferente no ar.- Nada, já disse. Eu só…- Só…?Ele engoliu.- Como você se sentiu quando viu que todos esses problemas, na verdade, estavam dentro de você?Gerard permitiu-se dar um sorriso brando e Frank logo notou que parecia uma criança curiosa com vários questionamentos a um adulto. Não deixou-se envergonhar por isso, entretanto.- Senti que deveria ter dado mais atenção a mim. Se eu tivesse me preocupado comigo antes, não teria surpresas aqui. Eu teria sabido que sentimentos miseráveis estavam me corroendo, eu teria sabido que perdi muita coisa da minha vida por me preocupar demais com os outros. Senti que deveria me importar com Arthur antes de me importar com o Gerard a que todos estão acostumados.Frank pestanejou várias vezes, fingindo olhar para o teto para que não lacrimejasse. Engraçado como em um minuto estavam falando de banalidades e noutro discutiam algo tão importante. E Gerard continuava com a sua incrível naturalidade. Engoliu.- Você não vai chorar, vai? – o maior brincou. E no segundo seguinte… — Oh, Deus, você vai! Não acredito, Frank. – ele tentou inutilmente segurar uma gargalhada, puxando o menor para um abraço e afagando a sua cabeça. – Owwn, como ele é setimental. - Cale a boca, Way. – Frank lamuriou, enterrando-se na curva do pescoço dele.Gerard afastou-se para dizer-lhe algo, ainda rindo do amigo, mas antes que pudesse sequer formular uma frase decente sua boca foi tomada pela de Frank, que não ligou para as lágrimas salgadas que misturaram-se aos beijos seguidos.Porque ele estava tendo outro déjà vu.Nem no seu sonho mais real era tão bom como agora. O seu gosto, o toque, as línguas. E ele quase afastou-se do mais velho para beliscá-lo e ter certeza de que isso era real. O cheiro de waffles queimadas, entretanto, serviu melhor que um beliscão.Afastaram-se relutantemente, os dois com os lábios inchados e com expressões distintas. Por um tempo, eles continuaram calados até Frank virar-se para desligar o aparelho e retirar o jantar, pondo tudo em pratos separados.Ele suspirou quando Gerard respirou bem em sua nuca, fingindo olhar os waffles.- Pretendo ter mais alguns pesadelos essa noite, você se importa?Frank mordeu o lábio.- Claro que não. Mas traga seu próprio travesseiro para que não roube o meu durante a noite. – retrucou, virando-se para encontrar os lábios de Gerard outra vez.---*Mikey teve péssimas experiências na casa, tanto que abandonou-a depois algumas semanas. Isso é verídico ;;
Notas finais
Eu também ia preferir o beijo aos waffles...hihi...Gostaria de agradecer a todos que acompanharam e me deram aquela força com reviews. Obrigado.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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