Segundas Chances
1 Prólogo
Notas iniciais
– Não muito tempo atrás, eu era muito como você. Eu queria matar alguém que me prejudicou. Se eu tivesse matado a Branca de Neve eu não estaria nesse mundo, eu não estaria com essas pessoas e eu não teria meu filho, Henry. Então não, Zelena. Eu não vou te matar. Ao invés disso, eu vou te dar o que eu tive. Eu vou te dar uma segunda chance.
– E se eu não quiser? – a resposta de Zelena foi automática.
Ela sabia, lá no fundo, que deveria pegar essa segunda chance. Mas, para ter certeza, apenas para se assegurar de que sua irmã mais nova não estava simplesmente tentando brincar com sua mente e sentimentos, Zelena decide ser petulante, o mecanismo de defesa dela falando mais alto que o coração:
– Isso seria um erro, querida. Pegue-a. Use-a. O mal não nasce, é feito. E o mesmo vale para o bem. – Regina falava num tom manso, se levantando na cadeira que ela estava sentada.
– Se eu fosse você, eu consideraria criar um nova destino. – ela inclinou-se, apoiando-se nas barras da cela, e continuou, desta vez em um tom ameaçador – porque se você não fizer isso, eu estarei logo ali para pegar seu coração e esmagá-lo. Agora, se você me dá licença – olhando para o pingente, ela terminou seu discurso – eu deveria colocar isso em algum lugar seguro.
Talvez, Zelena pudesse ser uma pessoa melhor, até mesmo uma família com Regina. Não seria fácil, mas pareceu ser sua única opção.
Por isso, antes que sua irmã saísse ou Zelena pudesse se arrepender, a ruiva chamou a morena, tentando não dar a impressão de desesperada, mas sua voz soou baixa e insignificante:
– Espere!
– Sim, querida? – Regina continuou com suas costas viradas para Zelena, segurando apertado a maçaneta da porta – eu não tenho o dia todo, então se é só isso que você tem para dizer – a morena foi interrompida.
– Eu–Eu quero. Eu quero esse novo destino. Esse lugar é, na realidade, muito frio e eu não acho que eu seria capaz de sobreviver sozi–. Congelando. – a ex-Bruxa Má mentalmente se repreendeu pelo descuido – sobreviver sem congelar à noite.
Regina sorriu com arrogância e, graciosamente como sempre, virou-se, soltando a maçaneta. Seu olhar convencido encontrou sua irmã.
Zelena tinha sua cabeça em seus joelhos, envergonhada de sua confissão. É claro, ela lembra-se o que acontece quando ela está vulnerável. As pessoas tiram vantagem da situação. Eles me enganam em acreditar que se importam e, depois, na primeira oportunidade, pisam em cima de mim.
Debatendo internamente com seus sentimentos, igual à Zelena, Regina pensou se ela ia realmente, de fato, fazer o que ela estava prestes a fazer. Antes de arrependimentos, ela girou seu pulso rapidamente duas vezes, primeiramente para transportar o pingente para uma caixa dentro de seu mausoléu – seria um risco deixá-lo junto com ela, considerando o seguinte – e, em seguida, para colocar-se dentro da cela, sentando junto a moça mais velha.
Zelena não havia notado, mas quando sentiu uma mão insegura em seus cabelos ela pulou um pouco, se levantando rapidamente e encurralando-se na parede. Seu corpo estava tenso e, Zelena, preparada para o pior, especialmente quando Regina se levantou devagar, com uma sobrancelha perfeitamente arqueada, entretida.
– Desistiu da tal oferta de ‘segunda chance’ tão cedo, irmãzinha? Decidiu terminar o que Rumple não pôde, devo acrescentar, por sua causa em primeiro lugar? – Zelena estava preocupada para dizer o mínimo, mas decidiu não deixar aparente, ainda.
A morena olhou com as sobrancelhas franzidas agora, confusa, porém depois rolou os olhos. Deixe para a Zelena para o drama e fingir que tudo está bem:
– Você já acabou com o drama? – Regina disse secamente – Porque eu gostaria de te perguntar algo. Eu saberei se você estiver sendo honesta ou não. O que você prefere? Ficar aqui, nessa cela, ou na minha casa? Deixe-me avisá-la que não será permitido que saia.
Zelena não respondeu.
– Já estava estabelecido anteriormente que eu não tenho todo o tempo do mundo, então se você pudesse me responder, a qualquer momento, ainda hoje, eu ficarei grata.
– Eu prefiro ficar na sua casa. – Zelena murmurou, por um momento mais interessada nos tijolos da parede do que na pessoa em frente a ela. Mas, em seguida, ela travou seus olhos azuis nos marrons, que estavam a encarando atentamente e, com alguma dificuldade, falou honestamente – Obrigada.
– De nada... Agora, venha comigo. Eu deixarei a Xerife Swan saber que eu te liberei daqui. Afinal, eu ainda sou a prefeita, curiosamente.
Não esperando para ver se estava sendo seguida, Regina prontamente saiu da cela e se dirigiu para fora da delegacia. Zelena, um pouco aturdida, permaneceu ali dentro por alguns segundos antes de ter de aumentar seu ritmo para manter-se com o clique rápido do sapato de salto alto de Regina.
Fale com o autor