Segunda Geração de Semideuses:Herdeiros do Olimpo
24 Capítulo 23
Notas iniciais
– Quem diria, meus lacaios não conseguiram pegar você, Luke Jackson, nas olhe, você está aqui, queria te agradecer, poupou um grande trabalho de invadir o Acampamento Meio Sangue, obrigado — a voz grossa do caçador ressoava pela gruta.
– Não tinha nada marcado, resolvi vir dar uma visitinha — o moreno disse, irônico, os olhos verdes-mar fuzilando Órion.
– Ciclopes, vamos, prendam o Jackson e os outros dois garotos, os compradores chegarão daqui a meia hora.
Três daqueles gigantes vieram em direção aos garotos, agora Luke podia vê-los de perto, aquilo que cobria seu corpo não parecia pele, mas escamas, e a parte mais assustadora, não havia dois olhos na criatura, apenas uma fenda no meio da testa, Luke resolveu não olhar muito tempo para aquilo, sentiu seu braço sendo agarrado, e suas costas baterem nas grades de metal de cela.
O ambiente não era agradável, Luke ouvia gemidos de dor, e soluços abafados, a porta de ferro se fechou.
– Não acredito, não!! Deveria ter pensado em algo melhor — era uma voz familiar, vindo de perto.
– Alex, é você?
– Luke? Sim, sou eu, sabe onde Tyler está? — a voz dela era falha, como se estivesse chorando.
– Não, ele deve ter sido levado para uma outra sela, tem alguma ideia de como sair daqui? — o moreno recostou a cabeça na grade de ferro da jaula.
– Não, os ciclopes não têm chaves, nada que tranque essas coisas, deve ser algo relacionado à magia — Alex fez o mesmo, fazendo com que Luke sentisse seu cabelo em sua nuca, ele tinha cheiro de amêndoas, trazia conforto a ele.
– Vamos ficar aqui por um tempo — Alex cortou o gelo.
– Quer conversar? — Luke já sabia a resposta, pelo pouco que tinha convivido com Alex, ela não lhe dissera nada sobre ela, mas se surpreendeu com a resposta.
– Eu diria não em qualquer outra situação, mas, eu sinto que precisamos fazer isso, vamos começar com o quê?
– O passado?
– Você começa.
– Olha, minha vida não foi muito animada nesses últimos anos, tem certeza?
– Tenho sim.
– Bem, meu nome é Luke Christopher Jackson, realmente não sei o que se passava na cabeça dos meus pais quando escolheram esse nome ma...
– Luke Castellan.
– Oi?
– Seus pais queriam homenagear ele, foi um herói, morreu na guerra contra Cronos, era o semideus da profecia, como você.
– Continuando, meu histórico escolar é péssimo, e me orgulho disso, he he he, mas fora isso, não tenho nenhum título.
– Essa é a sua história? Tipo, toda ela? — a voz dela soava irônica.
– Eu avisei, vamos partir para a sua?
–Ok, está pronto, prepare a pipoca e os lenços de papel.
– Hm.
– Eu não sei meu nome real, mas no orfanato me deram um: Alexandra Joanne, sem sobrenome, os casais que me adotaram por um tempo não quiseram me dar seus nomes, não que eu ligue pra isso.
Luke ouviu-a soluçando, Alex estava chorando?
– Não fui adotada por muitas famílias, mas quando a última teve a coragem de me levar para casa, eu fugi, tinha uns oito, nove anos, daí um sátiro me encontrou, e ele me trouxe para o acampamento, é isso.
– Alex, tem certeza que é só isso, não quer mais falar sobre? — Luke sentiu a tenção na voz da garota.
– Eu, eu, não sei — ela gaguejou.
– Pode falar, não tenho nada pra fazer.
– Eu não conheci meus pais, mas, eu queria saber quem eles são, e, e a unica coisa que eu tenho deles é essa maldita marca de nascença, eu sei que Afrodite é minha mãe, mas não é a mesma coisa, nunca a vi de qualquer maneira.
Ela não se segurou mais, soluçou, e apoiou as mãos no chão, fora da jaula.
– Você conseguiu, isso é bom — Luke passou a mão direita pela grade grossa, e levou-a até a mão de Alex, a garota apertou sua mão, Luke retribuiu.
Luke virou de lado, e respirou fundo o aroma de castanhas do cabelo da morena.
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