Segunda Chance

7 Capítulo 7 - Líder


Notas iniciais
Gente, foram as piores duas semanas da minha vida! Era lição de casa, prova, trabalho! Um estresse total! Essa bruxinha não aguenta mais! Vamos ao que interessa: Meninas! Eu adorei os comentários! Sempre me fazem sorrir de alegria e me convencem a continuar mais um capítulo! Me perdoem por não responde-las, mas saibam que amei ver que vocês estão gostando dos personagens e que estão entendendo essa confusão toda! Respondendo a Irmã do Papyrus, eu pensei quase a mesma coisa sobre o Henry e Peter. Quem sabe no futuro, não? kkkkkkkkkk Sobre os Toys, infelizmente, eu não irei coloca-los na fic. Perdoe-me. É que eu nunca li algo sobre que eles estão possuídos por um espírito, portanto, considero que eles não tem um problema com Purple Guy, então não daria certo. E não posso forçar a entrada deles, senão eu teria problemas na organização dos personagens. Mas obrigada pelo seu comentário (adorei o seu Globo Repórter) Respondendo Bona Fazbear, obrigada pelos elogios e tudo mais. Olha, me perdoe pelos erros de crase. Realmente, não é por mal. Eu preciso ser mais atenta para identificar kkkkkkkkkk.

Todos que sabem da nossa existência devem nos considerar monstros. Até entendo o porquê. Eu também me consideraria.

Após aquele dia do ataque, quando eu morri, quero dizer, quando nós morremos, tudo mudou. Perdemos todo contato com os nossos pais e com o mundo exterior. Éramos almas perdidas, agoniadas, assustadas, com medo e sedentas de vingança. Então conhecemos Eva, uma adolescente especial que ouvia os nossos lamentos e tentava nos consolar. Ela foi a primeira pessoa que nos viu após aquela noite e não hesitamos em confiar nela, afinal, tudo o que queríamos era uma figura materna novamente. Eva sempre nos visitava e nos tratava como se fossemos crianças normais. Éramos como seus filhos... Ou irmãos mais novos. Ela nos apresentou ao The Puppet, um espírito antigo que possui o corpo de uma marionete da pizzaria onde nossas almas permanecem presas até hoje. Ele sabia o que nós sentimos porque ele sofreu o mesmo... Do mesmo assassino. Vimos os próximos animatronics serem construídos como novas atrações da pizzaria e os queríamos para ser como Puppet e ter o nosso próprio corpo. Nisso, o Golden Freddy já tinha um corpo para possuir, já que aquela roupa de urso dourado é algo antigo.

Quando estavam prontos, conseguimos fixar as nossas almas naqueles trajes que serviriam para divertir as crianças e aprendemos a arte do entretenimento, cantando e sendo gentil para aqueles que ainda possuem uma vida pela frente. Faz meses desde que esquecemos-nos de nossos nomes e de onde viemos, mas isso não era tão importante comparado ao nosso desejo de encontrar o assassino de roxo que nos tornou o que somos hoje. Éramos crianças, com os mesmos pensamentos e inocência, mas aquela noite de sangue nos transformou completamente, abriu os nossos olhos para a realidade e a criança dentro de nós desapareceu a cada dia. Pelos menos, nós sempre pensamos assim, apesar de Eva sempre nos tratar como se ainda fossemos tão pequenos.

Por Puppet, fui nomeado o líder daquela pizzaria. Motivo em especial? Provavelmente porque eu era quem mais cuidava dos meus amigos que se tornaram a minha nova família. Foi por essa razão que eu assumir o papel de Freddy Fazbear, o urso. E é assim que me conhecem desde então. Puppet se tornou o único que está acima de mim no comando, afinal, foi ele quem nos deu essas máscaras que usamos então ele merece a maior liderança. Golden Freddy era o único que se apresentava no palco ao lado de um coelho dourado e nos aguardava para que nos apresentássemos ao seu lado em breve. Porém, após a Mordida, as pessoas não o queriam mais perto de seus filhos e o dono da pizzaria decidiu abandoná-lo e substituí-lo. Golden nunca mais cantou e preferiu se esconder pela pizzaria, o que acabou por fazê-lo descobrir um poder especial: Teletransporte. Bem, eu não fiquei muito surpreso, afinal, Puppet é outro que possui algo especial também, só que aparentemente mais poderoso, provavelmente por causa de seus anos de prática. E é curioso saber que, mesmo eu não tendo nada de especial, eu sou o segundo no comando e não o Golden.

Então, eu me tornei o novo mascote ao lado de Bonnie e Chica. Foxy até entrou, mas desistiram dele e, desde então, o deixaram preso em sua Enseada do Pirata, esperando ser consertado. Provavelmente isso demorará anos para acontecer. Eva disse que devíamos tentar cooperar com o trabalho, por isso, espalhamos alegria de dia e sermos livres de noite. Foi aí que lembramos que o nosso assassino vestia o mesmo uniforme que a pessoa que nos vigia toda noite. Sim, ele era um guarda noturno. Chegamos a vê-lo na noite passada, quando Eva não estava presente. Quero saber o motivo para ele ter voltado. Não tinha nenhuma criança por perto, então não foi por causa de mais uma vítima. Deve estar planejando algo terrível, mas o que? Por que? O que devemos fazer para impedi-lo? Para encurralá-lo?

Para matá-lo?

— Freddy? Freddy? Freddy!

— Hã! Ah, desculpe, Bonnie. O que foi?

— Estou preocupado. Está muito pensativo. Eu posso até lhe confundir com o Puppet. Aconteceu alguma coisa?

— Obrigado pela atenção, amigo, mas está tudo bem.

— Mesmo?

— Sim.

— Fico aliviado.

Sorri. Bonnie é o meu braço direito. Ele tem um jeito bem educado e calmo. Dá para notar que está sofrendo como todos nós, mas não quer deixar isso muito visível para não abalar quem está próximo.

— Oi, gente. – Foxy se aproximou, um pouco cabisbaixo, como sempre. Por mais que Golden Freddy fosse a alma que mais sofreu, não é ele quem guarda tanto rancor quanto o raposo, em minha opinião. Ele é, com certeza, o mais sério de todos nós, mas seu jeito impulsivo pode fazê-lo estragar um plano quando necessita de paciência.

— Olá. – Bonnie cumprimentou. – Nossa! Você está mais acabado do que o normal. Espero que o dono da pizzaria arrume logo alguém para lhe consertar.

— Obrigado, Bonnie. A ideia de ver alguém me tratando como uma simples atração me deixa muito animado. – Disse, irônico.

— Pense no lado bom: Você pode se apresentar conosco. O que acha de ser um baterista?

— Sério, fica quieto.

— Acalme-se, Foxy, ele estava apenas tentando alegrá-lo. – Eu disse.

— No dia em que eu me alegrar, será quando eu usar isso... – Ele levantou o seu gancho na mão direita. — ...Para furar os olhos dele.

Suspirei. Não tem jeito para tirar esse mau humor do Foxy. Mas todo mundo tem defeitos. Foxy não é diferente. Ele tem um coração, apesar da cabeça dura.

— Fiquei sabendo que não tem apenas um guarda noturno no escritório.

— Como assim, Bonnie? – Perguntei, curioso.

— É. Eu vi após... O acontecido de ontem. A Eva pediu para que trabalhassem todos juntos só esta semana. Não sei os detalhes.

— Provavelmente, ela deve ter feito isso porque sabe que um deles é o nosso assassino.

— Talvez. As probabilidades de ser isso são altas.

— Beleza. Eu quero ser o primeiro a colocá-los pra correr. – Disse Foxy.

— Precisamos encontrá-lo logo. – Ouvimos uma voz conhecida. Viramos-nos e vimos Chica entrar no local e se aproximar de nós. Chica é a única presença feminina do nosso grupo. Ela também tem sede de vingança como a gente, mas não deixa de ser o sorriso do local... Pelo menos enxergamos um sorriso por baixo daquele traje de galinha.

— Chica, onde esteve?

— Conversando com o Puppet.

— Sério? E ele lhe respondia?

— Claro. Ele não é mal educado como você.

— Só perguntei porque o Puppet não é muito de falar.

— Ele gosta de ouvir os meus problemas.

— Já não bastava os dele?!

— Cala a boca. Freddy, eu acho que tem algo errado com ele.

— Não. O Foxy continua o mesmo rabugento de sempre. – Falei.

— O que disse?!

— Não é isso! – Chica exclamou. – Estou falando do Puppet. Ele me pediu para sair da Sala de Premiações, mas eu... Eu ouvi atrás da porta...

— Você é louca?! – Foxy interrompeu. – Onde já se viu bisbilhotar os assuntos logo de alguém como ele?! Se com o Golden Freddy é ruim, com o Puppet é um absurdo!

— Fica quieto! Eu ainda não terminei! Bem, como eu dizia, eu ouvi o Puppet falando sozinho.

— Hã? – Bonnie virou a cabeça para o lado, fazendo uma expressão confusa.

— É. Ele estava sentado naquela caixa de presente e começou a falar sozinho.

— Estranho...

— Não precisam se preocupar. – Eu disse, calmamente.

— Não?

— Não. Chica, o Puppet é especial. Ele deve estar se comunicando mentalmente com alguém.

— Sério?! Ele faz isso?

— Talvez faça muito mais.

— Com quem ele deve estar falando? – Perguntou Bonnie.

— Provavelmente com alguém que seja tão especial quanto ele.

— O Golden?

— É provável.

— E a Eva?

— Ela não fica pra trás.

— Acha que o Puppet está tentando avisar alguma coisa para a Eva?! Será que a visita do Purple Guy é um sinal de algo mais grave?!

— Eu pedi para que o irmão dela a convencesse de não voltar mais pra cá. – Disse o raposo.

— O que?! – Exclamou Bonnie e Chica.

— Fez bem, Foxy.

— Hã?! Mas, Freddy...

— Nós não podemos ver a Eva como um peão que nos ajudará a capturar Purple Guy. Quando se ofereceu para ajudar, ela pediu humildemente a nossa amizade. Apenas isso. Não é justo usá-la como peça depois de tudo o que ela fez por nós.

— Mas... Eu gosto quando a Eva está por perto. – Disse Chica, tristemente.

— É. Eu também. – Bonnie falou no mesmo tom.

— Amigos, não fiquem assim. – Ouvimos outra voz conhecida, só que a menos escutada da pizzaria.

— Puppet. – Falei. – O que o traz aqui?

Percebi que ele mexia na nova caixa de música que ele havia ganhado de Eva na outra noite.

— Eu ouvi a conversa. Entendo que estejam com medo, mas depender da Eva não vai ajudar em nada. Viram o que aconteceu ontem? Sempre acreditávamos que, quando tivermos chance, nós mataríamos Purple Guy. Mas... – Ele abriu a caixa de música, que começou a tocar uma melodia calma. -... Por medo, desperdiçamos.

— Foi momento de fraqueza. – Começou Foxy. – Da próxima vez, nós estaremos prontos.

— Quem sabe? – A marionete começou a caminhar lentamente de volta ao corredor, mas Chica se aproximou e o chamou:

— Hã... Puppet. – O maior virou-se pra ela. – Com quem você estava falando? Na Sala de Premiações... Você estava falando com alguém, não é?

— Chica! – Foxy repreendeu.

Eu não disse nada. Apenas assistia, curioso para saber qual a resposta que ele dará à nossa garota.

— Acho que isso não é importante agora, não acha?

— Des... Desculpe. Eu só queria saber.

— Não se envergonhe. Curiosidade é algo que todos têm o direito de ter.

Depois de dizer essas palavras, ele saiu. Puppet pode ser uma alma misteriosa, mas não me engana. Eu sei que ele quer tanto a companhia de Eva quanto nós.

— Bem... – Bonnie começou. – Acho que vou dar uma olhada nos guardas noturnos.

— Eu vou com você. – Foxy o acompanhou, me deixando sozinho com Chica.

— Freddy. – Ela chamou após alguns minutos de silêncio.

— Sim?

— Purple Guy pretende nos machucar de novo?

— Não se preocupe. Tudo acabará bem.

Ela parecia mais calma. Eu a ouvi suspirar e depois sair da sala, deixando-me completamente só. Infelizmente, minha amiga, eu não sei o que Purple Guy pretende, mas não é nada bom.

— É... Não está fácil pra ninguém.

A mente dela é vazia. Não entendo como uma pessoa consegue esconder os pensamentos enquanto dorme. Eva é realmente incrível. Porém, o cenário começou a mudar. De um vazio, se transformou na Sala de Premiações daquela maldita pizzaria. Bem... É melhor do que a completa escuridão.

— Bem vindo de novo.

Eu me virei e vi Eva sentada encima da caixa de presentes, onde eu costumo descansar.

— Oi.

— O que o traz aqui? Faz muito tempo desde que entraram na minha mente.

— Eu sei. — Eu subi na caixa. Como era bom ser pequeno novamente. Somente nos meus sonhos, eu posso me sentir como uma criança de novo, tendo um corpo normal, tamanho normal, mãos normais. Sentei-me e encostei a minha cabeça no ombro de Eva, que me abraçou protetoramente. – Estive ocupado.

— Fazendo o que? Você só pensa.

— Olha quem fala. Você não para de se meter em problemas complicados. E é raro você dormir.

— Irei perguntar de novo: O que o traz aqui? – Ela ignorou o meu comentário.

— Não sei o que fazer. Os meus amigos estão com medo.

— É normal.

— Me pergunto quando seremos livres.

— Quando eu encontrar o culpado.

Fiquei quieto por alguns minutos até finalmente encontrar algo pra dizer:

— Como vão as coisas com o menino?

— Peter?

— É.

— Não sei ainda. Perguntarei ao Marc.

— Certo. Não deixe aquela criança morrer, Eva. Se isso acontecer, o Golden nunca vai se perdoar.

— E como ele está?

— Até hoje está trancado naquela sala. Quando sai, procura simplesmente aparecer, sumir e aparecer novamente.

— Entendi. E, mudando de assunto, eu sinto muito pela invasão de Purple Guy na pizzaria. Não sei o que aconteceu para os guardas não perceberem. Como podem terem dormido durante o trabalho justo naquela noite? Isso nunca aconteceu.

Suspirei.

— Lembre-se de que um deles é um traidor. Pode ter acontecido algo.

— Você acha?

— Tenho certeza. Mas não se preocupe. Eu pedi ajuda.

— Pediu? Pra quem?

— Isso é assunto só nosso. Não quero estragar tudo.

— Como quiser.

Minha visão começou a ficar embaçada e senti um peso no corpo.

— Você está com cansado. Deite-se. – Eva pediu.

Eu coloquei a minha cabeça em suas pernas, usando-as como travesseiro, algo que faz muito tempo que eu não fazia. Provavelmente, era com a minha mãe, mas nem lembro se eu tinha uma. Fechei os meus olhos enquanto sentia a garota acariciar o meu cabelo que até esqueci que, um dia, já tive.

— Boa noite, Puppet.

Notas finais
Já estou pedindo desculpas por qualquer erro de português! Falarei novamente para todos dessa vez: Eu sei que há alguns personagens como os Toys, Balloom Boy e Mangle, que fazem falta, mas entendem que não conseguirei colocá-los tão cedo (NÃO ME MATEM POR ISSO). Obrigada, Irmã do Papyrus, por me lembrar de avisar. Capítulo 8 já está sendo feito.