Segunda Chance

10 Capítulo 10 - Quando o Roxo Vira Dourado


Notas iniciais
EU VOLTEEEEEI! NÃO ME MATEM POR FAVOR! Gente, é Halloween! Dias das bruxas! Acharam que essa bruxinha aqui não iria marcar presença? Bom... Mil perdões por essas três semanas de atraso! Eu não desisti da fanfic! É que eu tive um bloqueio e não consegui escrever. Agradeçam a essa música que me deu inspiração novamente: https://www.youtube.com/watch?v=gF7uUWsUcZE Boa Leitura

Muito bem. É só um jogo. Só um jogo mortal... Um jogo mortal de verdade. E tem de tudo: Um assassino, animatronics possuídos, uma criança em perigo e dois adolescentes que tem a burrada de entrar numa pizzaria mal assombrada! Supernormal! Não tem como isso dar errado! AH! Quem eu quero enganar?! Não tem como vencer isso!

— Hei, Marc. Se você não respirar, acabará surtando. – Eva me chamou atenção. Ela estava mais calma do que eu. Mil vezes mais calma, como se nem estivesse preocupada.

— Desculpe. Toda essa situação me assusta. Você parece estar mais tranquila do que eu.

— É porque eu estou livre agora. Se eu ficasse presa mais um segundo, acho que estaria como você. – Ela sorriu.

— Entendo.

— Bom... Puppet.

A marionete, que antes estava distraída com a caixinha de música, encarou a garota.

— Sim? – Sua voz era como um sussurro. Era uma coisa sombria de se ouvir.

— Você pode nos levar até o Henry?

— Posso. – Ele fechou a caixa, cessando a música, e começou a caminhar, saindo do escritório. – Sigam-me.

— Vamos, Marc. Não saia de perto de mim.

— Em um momento como esse, separar do grupo não é uma boa ideia.

— Concordo.

Nós saímos do escritório, entrando no corredor escuro. Eu não enxergava nada, por isso morria de medo. Já havia me acostumado com os animatronics, mas um assassino louco é diferente. Com certeza, a minha mãe iria cometer suicídio se eu morrer agora. Ela iria me perder e perder o Peter, afinal. Isso é o que eu chamo de tragédia de família!

— Puppet. – A voz da Eva me assustou, afinal, foram quase dez minutos de puro silêncio. – O que houve?

— Freddy... – Ouvi a voz dele. Parecia triste.

Eu segurei o braço de Eva quando percebi que ela iria se afastar. Ela me guiou na escuridão com alguns passos até parar. Soltou-me e se abaixou. Pelo som, eu soube que ela pegou alguma coisa.

— Não... – Ela murmurou.

— O que foi? – Perguntei.

Ao me aproximar mais da coisa, percebi que Eva segurava uma máscara de Freddy. Ao dar um passo, eu pisei em algo que me assustou. Meio hesitante, eu me abaixei e peguei seja o que for. Era um pouco pesado. Com alguns toques, reconheci o que era: Uma mão de animatronic.

— Ele...

— Ele quebrou o Freddy. – Eva completou a frase que fui incapaz de completar. – O destruiu completamente.

— Com um pedaço de ferro?

— Não. Ele mudou a arma. Seja o que for, pode ser usada contra o Henry. Eu não posso deixar isso acontecer.

— Precisamos ser rápidos.

— Muito rápidos. – Ela colocou a máscara no chão com cuidado. – Meu tio vai surtar.

— Como pode pensar no seu tio numa hora como essa?

— Não é como se eu ligasse. De qualquer forma, Puppet, prossiga, por favor.

Eva pegou o meu braço e me puxou, me conduzindo na escuridão.

Depois disso, exploramos por mais alguns lugares, silenciosamente, pela pizzaria. Encontramos Chica e Bonnie completamente destruídos, assim como Freddy. Puppet ficou quieto enquanto Eva segurava as cabeças dos animatronics, pensativa, com uma expressão muito séria.

— Por que ele está fazendo isso? – Perguntei, quebrando o silêncio.

— Realmente não faz sentido. Era para ele deixá-los ‘’vivos’’ para me matarem enquanto pensam que eu sou o assassino.

— E se ele os encontrou no caminho e os destruiu para se defender?

— É possível. Apesar de que isso não irá resolver nada. As almas estão vivas... E furiosas. Ele apenas está cavando a própria cova.

— Está dizendo que...

— Que não é o Henry quem está em perigo.

— Então o que faremos?

— Bom, eu não preciso me preocupar tanto assim se o assunto for o meu irmãozinho. Mas eu não quero que nada de ruim aconteça com o Vincent.

— Mas, Eva, ele é um assassino louco!

— Ele só é doente. E doenças podem ser tratadas.

— Nem todas.

— Então farei com que essa seja.

Eu não posso falar nada. Afinal, o que iria impedir uma Eva decidida e determinada?

— Onde está Foxy? E Golden? – Ouvi a voz sussurrante de Puppet.

— É mesmo. Será que eles ainda estão... Inteiros? – Perguntou Eva.

— Eu não consigo sentir a alma de Golden Freddy.

— E isso é ruim?

Eva me encarou, surpresa.

— Você entende o que ele diz?

— Er... Eu entendo agora. Mas, quando nos conhecemos, eu não entendia nada.

— Estranho... – Após fazer esse comentário, ela voltou a encarar Puppet. – E Foxy?

— Ele... – No lugar do vazio dos olhos da marionete, apareceram duas pupilas brilhantes, o que me deixou realmente assustado. -... Eu sinto que ele está vagando por esses corredores.

— Droga!

— Pode me explicar o que está acontecendo, Eva? – Perguntei, curioso.

— Se o Puppet não sente a alma de Golden, é porque ele está no corpo de animatronic. Agora, se ele está sentindo o Foxy...

— O que isso significa?

— Que ele acabou de ser quebrado.

— Até mesmo o Foxy se foi?

— Parece que teremos que ser mais rápidos, Marc. Olha! O pedaço de ferro que ele segurava há alguns minutos atrás.

Eva pegou o objeto, que estava num canto do chão. Ela ‘’atacou’’ o ar, como se o testasse para ver se era bom pra ser usado como arma.

— Está pensando em usar isso contra o Vincent? – Perguntei.

— Se for necessário...

— Shhhhh... – Puppet se aproximou de nós. – Estou ouvindo alguma coisa.

— O que?

— Parece ser... – Sem completar a frase, Puppet começou a andar, se afastando. Nós decidimos segui-lo.

A gente não andou muito. Acabamos por encontrar uma porta, onde pudemos ouvir vozes conhecidas:

— A culpa é toda sua, Mike!

— Minha?! Foi você quem fechou a droga da porta, Jeremy!

— Parem de brigar! Pensem em usar alguma coisa para sairmos daqui!

— É uma sala vazia, Fritz! Não há nada que possa ser usado!

— Por que nós não usamos essa sua cabeça dura?!

— Vá fazer algo de útil, Jeremy!

— Oh! Estamos condenados! – E por fim, ouvimos a voz de Thomas.

— Esses malditos estão brigando ao invés de cooperar! – Disse Eva, irritada. Ela se aproximou da porta, batendo com força.

— AAAAAH! A raposa voltou!

— Parem de choramingar!

— É a voz da Eva?

— Não, Fitzgerald, é a voz da sua mãe! Claro que sou eu!

— Eva! Eva, o que está fazendo aqui?! O Purple Guy está por aí, dentro da pizzaria!

— Eu sei, Mike. Vou cuidar dele assim que eu soltar vocês.

— Por favor, Eva! Nos tire daqui! Está escuro!

— Bom... Não faz diferença aqui fora. – Comentei, fazendo Eva rir.

— Agora, chega de gracinhas. – Disse enquanto levantava o pedaço de ferro que ela segurava. – Vou tentar tirá-los daí.

Eu abri os olhos e achei que estava em um pesadelo. Percebi que eu não estava em casa. Foi quando eu me lembrei de certa figura roxa que havia aparecido em meu quarto e me apagado. Levantei-me e descobri que estava na Sala de Festas da pizzaria Freddy Fazbear. Agora tudo faz sentido...

— Hei, menino... – Ouvi aquela voz assustadora. Olhei para um local perto do palco e vi o homem de camisa roxa assim como a sua calça que abria um sorriso assustador para mim.

— Você... Você é o cara assustador que trabalha aqui!

— E você é o irmão mais novo da Eva.

Na mesma hora, eu me afastei. Aquele olhar, aquele sorriso... E aquele machado que ele segurava não pareciam ser nada amigáveis.

— Você pretende me matar?

— É meio óbvio, não?

— Infelizmente... Pra mim.

— Não se preocupe. Você não estará sozinho. Encontrará a sua irmã em breve.

— O que quer dizer com isso? O que você fez com a Eva? – Me afastei um pouco mais.

— Eu não fiz nada... Ainda. Eu queria que os animatronics a matassem, mas seria muito cruel. A Eva merece uma morte rápida e indolor, afinal, ela foi muito gentil comigo e me respeitava.

— Por que quer nos matar? O que nós fizemos pra você?

— Essas suas habilidade sobrenaturais são uma ameaça para Purple Guy. Você e Eva podem falar com os fantasmas deles. E eu não quero problemas pra mim. Se conheço bem a Eva, ela nunca me deixaria em paz se descobrisse o que eu fiz. Eu poderia ser mandado para a prisão ou para o hospital psiquiátrico e não é isso que eu quero. E como você se parece muito com a sua irmã, eu sei que também me perturbaria. Por isso, eu vou matar os dois.

Dei mais alguns passos pra trás.

— Espere! Eu não quero morrer! Eu não quero que a minha irmã morra!

Ele começou a rir, o que me fez tremer de medo.

— É o que todos dizem quando estão a prestes a serem acertados com uma coisa como esta.

Quando o vi se aproximar, entrei em desespero e saí correndo. Pude ouvi-lo rir de longe. Os corredores estavam escuros, mas eu não parei de correr por nada. Meu Deus! O que eu vou fazer? Não sei para onde ir e não sei o que pode acontecer. Bom... Há uma grande probabilidade de eu ser a nova vítima de Purple Guy. Se as outras crianças não conseguiram, por que eu conseguiria?

Tropecei em algo, o que me fez cair no chão. Meus braços ardiam por causa do impacto, mas, obviamente, nada grave comparado ao que estava por vir. Senti uma luz me iluminar e olhei pra trás. O assassino estava segurando o machado e a lanterna.

— Olha só o que eu encontrei em plena escuridão: Um menino perdido.

Assim que ele levantou o machado, pronto para me atingir, eu rolei para o lado, sentindo e ouvindo a lâmina bater contra o chão perto de mim violentamente, e me levantei o mais rápido o possível, voltando a correr. Infelizmente, eu não fui veloz o suficiente e ele acabou segurando o meu braço fortemente.

— Devo admitir que foi mais fácil pegá-lo aqui do que lá no seu apartamento. – Ele levantou o machado novamente. – Vamos acabar com isso logo.

Antes que ele me atacasse, eu chutei a perna dele, o que provavelmente não o machucou, mas o distraiu por um segundo e me desse uma chance de me livrar. Saí correndo até encontrar a primeira porta que vi, mas fui incapaz de fechá-la antes que ele entrasse.

— Chega de joguinhos, seu pirralho.

— Não... Por favor... – Eu dava passos pra trás enquanto ele se aproximava.

Tudo estava tão tenso que eu poderia desmaiar ou até mesmo ter um ataque cardíaco de tanto que o meu coração pulava por causa do medo e do desespero de sair vivo dessa.

— Olha, eu realmente sinto muito. Eu não pretendia machucar nem você e nem a Eva, mas não vejo outra escolha. – Por mais que a sua voz soava como se estivesse mal pelo o que pretendia fazer, aquele sorriso e olhar não mostravam nada além de uma expressão de um psicopata se divertindo.

É o fim...

Ou não.

Pelo menos... Não é pra ser agora, não pra mim. Eu sou especial. Sou muito especial. Talvez eu seja até mais do que a minha própria irmã. Puppet me disse através de telepatia que, se eu precisasse de ajuda, eu poderia chamá-los. Mas, para isso, eu precisarei estar bem concentrado. Ou seja, o medo e o desespero não podem me distrair.

Fechei os olhos e respirei bem fundo, tentando ignorar o machado que estava sendo levantado novamente para logo me acertar. Implorei por ajuda mentalmente, mas não ouvi nada em troca. É como se eu estivesse pensando sozinho e que a minha mensagem não houvesse retorno.

Bom... Pelo menos, eu tentei. Senti uma lágrima escapar do meu olho e deslizar por meu rosto. Provavelmente, seria a última coisa que eu sentiria na vida.

— Hã?! O que?! – Ouvi a voz assustada de Purple Guy, o que me fez abrir os olhos e me deparar com luzes brancas, que tinham o formato de seis crianças viradas de costas pra mim, encarando o assassino à frente.

Eram fantasmas.

— Finalmente o encontramos, seu maldito. – Escutei a voz de criança ecoada.

— Achou que aquela noite seria a última vez que nos veria, assassino? – Outra voz infantil ecoada.

— Nós queríamos dar um destino trágico aos guardas de segurança.

— Mas nada comparado ao que faremos com você!

— Espero que esteja com medo, Purple Guy. – Um dos fantasmas apareceu atrás dele.

— Porque nós faremos que essa noite seja bem assustadora.

— Não... Não! Fiquem longe de mim!

Ele largou o machado e tentou sair pela porta, mas os fantasmas bloquearam a passagem. Ele tentou correr para o outro lado, mas era perseguido pelo espírito de um garotinho. Então o assassino olhou na minha direção e se aproximou. Por um momento, eu achei que ele iria me atacar, mas ao ser empurrado fortemente para o lado, percebi que a ideia era outra.

Antes de Purple Guy me empurrar, atrás de mim, havia no chão um traje de Spring Bonnie que não é mais utilizado atualmente. Deve já ter esquecido de que esse personagem existe de tanto sucesso que o Bonnie roxo faz. Purple Guy rapidamente começou a vestir o traje dourado. Eu vi que os fantasmas não estavam mais atrás dele, apenas observando o seu assassino. Foi aí que percebi o seu plano: Ele está usando o traje como uma armadura contra os espíritos das suas vítimas, que não podem atacá-lo.

Purple Guy se levantou e, ao ver que o plano estava dando certo, ele começou a gargalhar, como se a sua insanidade estivesse no limite. Porém, há algo que ele esqueceu, um erro grave que não tem retorno para ser consertado. Essa fantasia foi banida por um motivo bem óbvio entre os funcionários: Esse traje contém molas defeituosas que lhe perfuram de maneira fatal. Uma vez em seu corpo, você já está condenado. E Purple Guy acabou de cavar a sua própria cova.

Não demorou nada para que as molas se destravassem e lhe perfurassem por todo o corpo, da cabeça aos pés. Ele gritava, gemia e até tentava sair, mas as molas praticamente o prendiam dentro do traje. O sangue escorria por todos os lados da roupa, criando uma poça avermelhada. Purple Guy não aguentava mais e caiu encostado na parede atrás de si. Ele não tinha mais forças para gritar, mas ainda gemia.

Eu assistia tudo junto com os espíritos das crianças. Por mais que aquela cena me incomodasse muito tanto quanto aquele cheiro de sangue, eu precisava ser forte. Me aproximei do homem, que ainda gemia e, obviamente, chorava.

— Esse é o fim. – Falei com a voz trêmula. – Você pediu por isso desde o seu primeiro ato como assassino. Essa dor que você está sentindo agora não deve ser nada comparada ao terror que causou a eles. Iria fazer o mesmo comigo, não? Parece que o jogo virou.

Lágrimas grossas e avermelhadas caíam dos olhos do animatronic.

— O que foi? Está com medo? – Sorri. – Mas é claro que está. A sua vida acaba aqui e ninguém pode ajudá-lo. Mas... O que? Por que está me olhando assim? Não é apenas a sua vida? É outra coisa que lhe assusta? Eles? Eu? Não. Está com medo de nunca mais ver alguém, não é?

Ignorando o fato de eu estar pisando na poça de sangue, eu me aproximei.

— Quem? Você tem família? É isso? Está preocupado com a sua esposa? Seu filho? – Ele arregalou os olhos. – Você tem um filho? Ah sim! Eu percebi a semelhança. Quer dizer, vocês não tem a mesma doença, mas o físico é parecido. Está preocupado com ele? Não precisa. Ele é forte, como você. Ah! Você está com medo de nunca mais poder vê-lo, não é? Pense assim, Purple Guy: Será o melhor para vocês dois. Afinal, ninguém iria querer ter um pai como você.

— Henry! – Ouvi a voz de Eva.

— Eles estão vindo. Eu prometo, Purple Guy. Não. Eu prometo, Vincent, que eu não contarei a ninguém sobre o seu segredo.

Nisso, ele respirou pela última vez, para logo ficar completamente imóvel, morto. Eva e Marc entraram na hora.

— Henry? – Ela me chamou. Eu me virei lentamente, encarando aqueles olhos safiras. Eva correu até mim e me segurou no colo, me abraçando e beijando o meu rosto. – Você está vivo!

Não sei se era a emoção do momento, mas senti uma vontade de chorar. Escondi o meu rosto em seu pescoço, não querendo que ninguém me veja naquele estado. Oras! Eu passei por muita coisa, afinal! Lutei pela minha vida e ainda vi um homem sendo praticamente cortado na minha frente! Imagine o trauma que vou passar depois dessa!

— Shhhhh! Calma! Eu estou aqui. – Eva tentava me acalmar enquanto me abraçava forte, tentando me trazer conforto e segurança.

— Hã... Eva. – Marc chamou a atenção da minha irmã. Possivelmente fazendo-a perceber que tinha um cadáver na frente dela.

— Essa não! Vincent... Não... – Claro que a Eva ficou sentida com aquilo, pois eu sei que ela o respeitava muito.

— O que aconteceu aqui?

— Ele mesmo se matou. – Disse um dos fantasmas com tom frio.

— Droga... Eu sabia que ele iria se ferrar, mas nunca pensei que poderia ser desse jeito.

— A gente não podia fazer nada, Eva. Ele estava totalmente fora de si.

Eva ficou quieta por alguns segundos até finalmente dizer algo:

— Marc... Segure o Henry pra mim?

— Hã... Tá. – Cuidadosamente, ela me deu para o rapaz, que tentava me deixar o mais confortável o possível em seu colo.

— Tire-o daqui. Por favor.

— Tudo bem. – Fomos pra fora da sala. A porta estava meio aberta, então eu podia ver o que estava acontecendo. Nós dois podíamos ouvir o que ela poderia dizer. Quer dizer, eu sabia que ela iria falar com os fantasmas, então o Marc provavelmente entenderia a metade da conversa.

— Então... É isso, não é? – Eva perguntou.

— Obrigado por tudo o que fez por nós, Eva.

— Você foi uma grande amiga.

Ela riu.

— Não precisam me agradecer. Vocês merecem. Agora estão livres.

— A gente não precisa mais de um corpo de animatronic?

— Não. Vocês têm que ir para outro lugar agora. Um lugar bem melhor que esse. Ainda não se lembram de seus nomes verdadeiros, não é?

— Não.

— Então terei que usar os que estamos acostumados.

Ela se ajoelhou na frente de um dos fantasmas.

— Freddy, você foi um líder muito responsável. Promete que cuidará dos outros?

— Prometo.

— Bonnie, meu pequeno, nunca deixe de ser um bom menino. Só assim fará muitos amigos.

— Eu prometo que serei bom.

— Esse é o espírito. Chica.

— Você vai com a gente?

— Não. Eu tenho que ficar.

— Aaaaah...

— Não chore. Você é o sorriso desse grupo. Quando alguém estiver triste, mostre a ele que ainda há motivos para sorrir. Afaste todas as tristezas de cada coração que encontrar.

— Eu prometo.

— Foxy, você foi muito corajoso. Vai proteger os seus amigos?

— Claro que vou.

— Então é uma promessa.

Ele riu.

— Puppet, como se sente?

— Ansioso.

— Ótimo. Você saiu daquele corpo de marionete tão rápido e de repente. Espero que encontre um lugar melhor do que este com a mesma velocidade.

— Vou tentar.

— E você, Golden? Como está?

— Agora é você quem fará uma promessa pra mim.

— E qual seria?

— Ajude o Peter. Faça-o viver.

Ela ficou calada por alguns segundos e depois respondeu:

— Eu prometo.

Vi que eles se abraçaram. Uma típica cena tocante de despedida. Eles desfizeram o abraço e as crianças sorriram e acenaram para Eva.

— Tchau. – Disseram em coro.

— Tchau.

Com isso, os espíritos se foram. Eva abaixou a cabeça e depois veio até nós. Fechei os meus olhos na hora.

— E então?

— Está feito. Vou trancar essa sala.

— Mas e o corpo do Vincent?

— Ele precisa ficar de castigo por um tempo. Não se preocupe. Se as crianças conseguiram ficar nesse estado esse tempo todo, ele conseguirá ficar por alguns anos.

— E se a polícia descobrir?

— Deixe que o descubram. Isso não é mais problema nosso.

— O que fará quando os outros guardas perguntarem sobre o Vincent?

— Diremos que ele fugiu.

— E o que faremos agora?

— Iremos para a sua casa. O Henry está quase dormindo. Isso é bom para encontrarmos o pesadelo de Peter.

— Espero que esse pesadelo seja realmente assustador para nos causar tantos problemas.

— Acredite, eu também estou muito curiosa.

Notas finais
CALMA AÍ! Mais uma vez, me perdoem pelo atraso! Eu sei que devem estar pensando ''Aaaaah! Não terá mais Purple Guy, nem animatronics''! Mas se animam! Entraremos no tema dos Nightmares, gente! O pesadelo ainda vai começar! Da próxima vez que eu me atrasar, podem me chamar na mensagem privada e dizer "HEI! Continua!'' kkkkkkkkkkkkkkkkk Feliz Halloween!