Segunda Chance
15 Antes do inesperado
Notas iniciais
Tudo começou com aquele sonho. Lembro bem como era...
Era bem de manhã quando abri meus olhos, eu não lembrava o que estava acontecendo, exceto de uma coisa: eu tinha acabado de sair da minha casa. Ou melhor, suposta casa. A construção na qual saí, semelha-se muito à minha casa normal, porém, ao mesmo tempo, aparentava diferenças. Andava para algum lugar, sem lembrança de nada do que acontecera após aquele jantar. Será " aquele sonho " ou um qualquer ? Quem sabe ? Um sonho, creio que seja. Não controlo exatamente meu corpo, como se este não estivesse ouvindo meus comandos.
Bem, acho que não saberia o que fazer nesse sonho se eu pudesse controlar-me mesmo. O lugar é totalmente desconhecido por mim. Continuarei seguindo este estranho percurso então.
– Petra _ chamou-me a familiar voz. Virei em direção a voz. Será...
– Pai ? _ falei, surpresa. O que será que ele faz lá ? Perguntarei... Nada ? Não posso falar ? É claro que consigo, agora mesmo eu confirmei ser meu pai. — Você não vai tentar me impedir de novo, vai ?
Minha fala saiu sozinha da minha garganta. Não apenas meu corpo, mas minha voz também. Tenho controle apenas dos meus pensamentos !? E não somente isso, por que eu fiz essa pergunta ? Eu mesma não entendo minhas ações.
– Não, não _ negou o mesmo, me despertando dos pensamentos. Me sinto desconfiada agora após sua resposta. Ele me mostrou um pedaço de papel, dobrado. Uma carta... Vinda de mim ? — Estou só curioso com esse envelope.
– Você já leu então _ confirmei, sorrindo. Que carta é essa. A minha eu... Ah... " Deste mundo " não aparenta estar surpresa com nada. Eu sou a " Intrusa " ? — Então, espero que reconsidere e compreenda meu desejo.
– Pois eu me recuso ! _ afirmou, quase gritando, o que me surpreendeu, ele nunca falara comigo dessa maneira. — O que está pensando !? Perdeu a cabeça !!?!? Você tinha me prometido que não se arriscaria tanto !!
– Eu lembro, e eu cumpri parte do combinado: Não participei de todas as minha missões do grupo a seu pedido _ disse eu, calmamente. Ouvi atentamente. — Contudo, uma vez, o ----------- me disse que eu nunca teria certeza do que ocorrerá no futuro. Não importa o quanto eu tenha experiência em algo ou o quão bem eu conheça alguma coisa, eu nunca saberei o que o futuro me aguarda _ disse, com um sorriso sincero. Aquelas foram palavras muito familiares. Não sei quando, nem onde. Mas já escutei algo assim. Não consegui nem ouvi o autor daquelas palavras. — Sinto por desapontá-lo, pai, mas já vou indo.
Eu virei novamente meu corpo em direção do desconhecido caminho que atuava. Dei um longo suspiro, peguei uma bolsa que notara no momento e caminhei. Tomado uma certa distância, ouvi:
– Não se arrependa da sua decisão ! E ... Cuide-se e me visite logo.
Não entendi se aquilo fora um aviso ou uma ordem, porém, subitamente sorri.
– Lutarei com todas as minhas forças. _ firmei, confiante.
Do tudo que aconteceu aqui, eu entendi um grande nada. Me senti aliviada por alguma razão, mas não entendi nada.
Abri meus olhos. Voltei ao meu quarto, ao " do meu mundo ".
Levantei, fiz minha higiene matinal, me troquei e desci.
Na cozinha, meu pai tomava um longo gole de café enquanto lia seu jornal. Minha mãe enxugava alguns pratos. Sim, estou na minha casa. Sentei na mesa e tomei um longo gole de capuccino.
" Onde estão Rivaille, Eren e Hanji ? " Em suas respectivas casas.
Hanji e Eren simplesmente choraram quando eu os disse. Foi difícil convencê-los. Eren está com ela agora. E Rivaille ? Vocês devem perguntar. Bem, ele nada respondeu, não reclamou, mas não mostrou satisfação. Engraçado. Apesar de diferentes, Hanji e Rivaille se comportaram semelhantemente: mesmo os dois reagindo diferente, ambos mais ou menos aceitaram no final. E o Eren também ! Eles são um grupo estranho, nós somos.
Que engraçado. Nem passamos tanto tempo juntos, mas já sinto saudades deles, embora ter passado poucos dias com eles.
Basicamente, como antigamente. Exceto, é claro, que a escola continua fechada. O gás que foi criado pela Hanji deve ter sido realmente forte já faz mais de quatro meses desde então.
– Hum... _ tomei mais um gole, pensativa. Pergunto mais para mim mesma. — " Faz quatro meses " ? Estamos no mês de Março ?
Acho que estou esquecendo de alguma coisa. E ela tem relação com esse mês... Março... Já sei !!
– Mãe, vem comigo _ falei, puxando-a para fora de casa.
– O que aconteceu, Petra ? _ interrogou, perplexa.
Que cabeça é a minha. Afirmei sozinha na cozinha, coloquei Yoshiko para fora de casa sem uma explicação e ainda continuo não dizendo a causa.
– Ah, desculpe, mãe _ falei, soltei-a, envergonhada. — Mas depois de amanhã é aniversário do Eren !
Quando eu lembrei disso, nunca imaginaria o que ela viria a dizer ou acontecer...
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