Seguindo meu instinto - Perina
6 A lagoa Azul
Notas iniciais
Quando Pedro acordou não encontrou Karina. Ela estava dando alguns socos no ar e chutando algumas bananeiras.
–Eii... Você gosta de acordar cedo em. O que esta fazendo?
–É eu não gosto, mas alguém me acordou com os roncos. Disse pra tirar o sorrisinho de sua cara. -Eu precisava lutar um pouco.
–Eu não ronco. O seu celular ligou?
– Não. Acho que pifou de vez mesmo. Deve ser os macacos que estava roncando na minha orelha a noite toda. Karina sabia que ele não roncava. Sorriu pela cara de duvida de o musico fazia.
–Engraçadinha.
–O que se ta pensando?
–Ah não sei não. Acho que vou nadar.
Pedro correu até próximo a mar, desfez-se de sua camiseta e desabotoou o shorts, Karina o olhava sem graça, passava a mão nós cabelos nervosa. “Lindo!” Pensou ela. Conseguiu voltar a sua seção de socos e chutes, quando o rapaz mergulhou.
–O que esta acontecendo comigo? Eu nem gosto dele. Disse pra si mesma.
No Hotel
Gael e Duca. João e Marcelo foram para marina, para mais um dia de busca. Hoje eles iriam visitar as ilhas próximo de onde eles aviam sumidos.
Na ILHA
Karina buscou água, enquanto Pedro encontrou algumas folhas de palmeiras para fazerem uma cobertura para os protegerem da chuva.
–Chuva? Perguntou Karina.
–É, nunca se sabe. Não sabemos quanto tempo mais vamos ficar aqui.
Pedro e Ka juntaram alguns galhos com cipó para colocarem as folhas de palmeiras.
–Aiii..
–O que foi? Tudo bem? Deixa eu ver. Ta doendo? Karina se cortou com a folha de palmeira. Pedro pegou um curativo e limpou a ferida. Karina estava tão indefesa naquela situação toda a sua brutalidade e alto defesa avia sumido. Pedro estava mais corajoso e confiante, a não ser pelos insetos que ele ainda detestava, mas estavam se ajudando. Ele quis saber sobre sua paixão por luta e como surgiu. Ela contou que foi através do pai, ele era lutador e abriu uma academia. Desde que se entende como pessoa sua paixão era lutar. Pedro contou de seu sonho em ser musico. Que um dia seria um guitarrista famoso. Karina sorriu. Aquele cabelo explicava tudo. Pedro terminou de cobrir sozinho, não se sabe quando uma chuva viria. O dia correu bem. Karina juntou alguns galhos e escreveu sobre a areia bem grande SOS, também não se sabe se passaria um helicóptero por ali. Pedro encontrou alguns cocos para que bebessem da água, mas o que Pedro olhava era o corpa da “esquentadinha”. Karina colheu algumas bananas para comerem. Pedro estava sentado comendo uma banana e enlouquecendo com o corpo da lutadora. Aparte de cima de seu corpo estava a mostra, a regata se foi.
–Vamos nadar. Vamos. Ta muito quente aqui e agente merece. Falou o musico com a boca cheia de banana.
Karina hesitou no começo, mas desfez se do short e foi para o mar com o musico.
Uma cama de folhas foi construída pelo casal. Pedro já dormia quando Karina foi se deitar, ao sentir o calor da lutadora, Pedro se virou e abraçou. Karina ficou envergonhada, mas não queria acorda-lo. Ele estava amolecendo o coração da lutadora. Dormiram abraçadinhos toda noite, o frio deu uma força pro jovem casal. Karina levantou primeiro outra vez, mas hoje era um dia especial, Karina esta completando 17 anos. Só conseguia pensar em seu pai e Bianca como estariam preocupados com ela ou felizes pela garota não estar mais por perto, “favorita” deve estar adorando ter o papai só pra ela. Percebeu seu pensamento egoísta e o afastou sabia que eles se preocupavam com ela. Karina caminhou até cachoeira para tomar banho. Há água era tão azul naquela parte, tão limpa. Tirou suas roupas e mergulhou ate onde a cachoeira se formava.
Pedro acordou, viu que a esquentadinha não estava ao seu lado, foi até a praia e não á encontrou. “Onde será que ela se meteu?” pensou ele. Pedro saiu procurando. “deve ter ido buscar água na lagoa”. Correu até lá.
–Esquentadinha? Esquentadinhaa...? Karina onde você tá?
–Pedro não se mova nem um centímetro de onde você esta ou eu prometo que quando nós encontrarem você estará cego e de pernas quebradas. Isso é uma promessa. Disse Karina quando viu que eles estava próximo de encontra-la em meio a um banho.
–Ta calma esquentadinha. É que eu acordei e não te encontrei.
–Agora encontrou, da meia volta e some daqui. Ela falava sobre os ombros cobrindo os seios com a mão de costa para Pedro que a olhava de cima da pedra.
–O esquentadinha, você não prefere que eu vá ai esfregar as suas costas.
–Pedro some daqui eu estou te avisando. Da o fora.
–Ta bom. Ta bom!!! Eu vou, só não demora. Você que o que pra café?
–Quero torrada, ovos mexidos e suco de laranja.
–Engraçadinha.
–O que você achar ta bom. Agora vasa.
–Ta tchau. Não deixe os bichos te morderem em... Virou as costas. -... Antes de mim.
–O que você disse?
–Nada. Nada. To indo. Fui.
No HOTEL
–Pai você tem que dormir um pouco, ficou o dia todo ontem procurando a Ka. Faz três noites que você não dorme. Disse Bianca olhando o pai com olheiras, barba sem fazer. Gael estava tão abatido, não comia ou dormia desde o sumiço da filha.
–Filha eu estou bem. Só estou preocupado com a minha filhinha. Falou Gael com a cabeça baixa e as mãos apoiada ao rosto. — Quero que saia hoje com o Duca para distrair.
–Pai eu não vou conseguir me distrair.
–Eu sei filha, mas vá ao shopping, compre algo bonito pra você e Karina pra quando ela voltar comemorarmos o aniversaria dela.
–Ta bom pai. Mas por favor, durma um pouco antes de você ir para marina outra vez. Eu estou com saudades dela também. Mas você sabe que a Ka sabe se virar bem, né pai?
–Eu sei filha. Por isso ainda não desisti. Ela não vai desistir de voltar pra casa e eu não vou desistir de trazê-la. Disse Gael limpando uma lagrima que saiu de seus olhos.
Bianca o abraçou e foi encontrar o namorado que estava coma família Ramos tomando café.
–Bom dia!!
–Bom dia!! Todos responderam.
–Oi Duca! Ele vai descansar um pouco e depois vai pra marina. Ele esta arrasado Duca. Estava até chorando. Duca abraçou quando ela começou a chorar em seu ombro.
–Vai ficar tudo bem Bi. Nós vamos encontrar ela.
Na ILHA
Pedro encontrou algumas bananas, amoras e coco. Karina terminou seu banho e foi encontrar o rapaz para tomarem café.
–Eiii... Estou morrendo de fome.
–Hum.. Cheirosinha.
–Cala boca. O que tem pra comer?
–O mesmo de ontem. Esquentadinha, você esta linda.
–Já falei pra você calar a boca.
–Que bundinha.
Karina derrubou Pedro no chão e deu lhes uns tapas.
–Você ta maluca? Por que fez isso?
–Falei pra calar a boca.
–Você é uma bruta mesmo. Um trator. Quer saber come sozinha.
Pedro saiu chateado com a forma que ela o tratou.
–Mulher doida. Ainda acha ruim de eu chama la de “esquentadinha”. Pedro comeu seu café do outro lado da praia, observava Karina de onde estava.
–A garota é maluca, mas é tão gostosinha. Minha Nossa que bundinha, que boquinha. O melhor beijo que eu já dei. Pra quem nunca avia beijado se saiu muito bem. Acho que gamei. Pedro observava Karina desenhar na areia.
Karina estava chateada com sua atitude, ainda não avia perdido a cabeça com ele, mas ela o mandou ficar quieto, mas com ele não adiantava, só blá blá blá... Só que Pedro não sabia que a tristeza de Karina tinha um motivo, não era só o fato de ela ter batido nele e sim seu aniversario que passaria sem sua família e amigos. Aquilo a estava perturbando. Pedro não aguentava mais a distancia e foi ate onde ela estava desenhando. Para resolverem a briga.
–“Esquentadinha” hoje é o seu aniversario? Pedro viu o bolo que ela fez com um numero 17 encima e um “Feliz Aniversario” escrito embaixo.
–É sim. Olha Pedro me desculpe pelo que eu fiz. É que eu estou chateada não queria te bater. Eu sinto muito. Disse sem olha-lo.
–Esta tudo bem.
–Eu sei que eu sou uma bruta, um trator como você bem disse.
–Karina me desculpe, falei aquelas coisas no meio da raiva. Você é “esquentadinha” sim, mas eu não deveria ter falado aquelas coisas pra você. Eu não consegui ficar de boca fechada. Mas convenhamos eu não conseguia parar de pensar em você toda peladinha tomando banho.
–Cala boca Pedro. Disse Karina o olhando feio.
–Ta. Ta. Me desculpe?! Eu não deveria ter falado aquelas coisas.
–Ta tudo bem. Não é a primeira vez que alguém me chama assim. Já estou acostumada.
–Ka, você não pode se acostumar com as pessoas te ofendendo e te tratando mau. Disse agachando junto a ela e erguendo seu rosto. –Eu sei que eu não deveria ter falado aquilo também. Me desculpe.
–Ta tudo bem. Me desculpe pelos tapas.
–Deixa isso pra lá. Por que você não me contou que é o seu aniversario?
–A sei lá. Não é nada de mais.
–Claro que é, se você tivesse me contado tinha pegado algumas flores pra você.
–Não precisa esta tudo bem.
–Não, não, não vou pensar em algo pra comermos e quando estivermos com a sua família comemoramos do jeito certo.
–Você quem sabe.
–Agora você tem que sobrar a velinha. Disse apontando para o desenho na areia. Karina sorriu e assoprou desfazendo o desenho.
Pedro passou o dia tentando pegar um peixe pro jantar, quando Karina veio e mostrou como se faz. O peixe serviria. Pedro deu um jeito de limpa ló enquanto Karina acendeu a fogueira. Pedro já tinha colhido algumas frutas, banana, cocos e algumas amoras roxas que encontrou. E umas flores para presenteá-la.
Pedro colocou o peixe na brasa. Conversaram sobre suas famílias e amigos. Pedro contou sobre João e como ele era dramático, falou de alguns amigos da escola e como estava triste por deixa-los por causa da mudança, mas não seria ele o motivo de seu pai não realizar seu sonho. Karina contou sobre Pri e Cobra, como eles eram seus amigos e lhe faziam bem. Falou sobre sua mãe e o fato de não tela conhecido, se segurou para não chorar apesar dos olhos marejados. O jantar estava deliciosa apesar de ser um peixe e algumas bananas. Pedro deu as flores e as amoras que avia colhido.
–Esquentadinha parabéns!
–Obrigada!! São lindas e o jantar estava ótimo.
Pedro sorriu, um sorriso largo que chegava aos seus olhos. Karina não conseguia parar de olha lo. Ele foi tão legal, cuidando dela e preparando o jantar. Karina levantou e o abraçou, estava se sentindo protegida por ele. Pedro a olhou meio sem jeito. E num roupam-te Karina o beijou. O beijo era doce e tranquilo. Pedro a segurou pela cintura e abraçou firme. Com os olhos fechados Karina segurou seus cabelos macios. O beijo seguia agora mais firme e intenso. Pedro já estava animadinho. O ar faltava em seus pulmões quando se separaram. Karina o olhou sem jeito e antes que ela fugisse ele abraçou, ela se recostou em seu peito. Ficaram por um longo tempo ouvindo seus corações e suas respirações, perdidos em pensamentos. Pedro a levou para se deitarem em sua cama improvisada, ainda não aviam trocado nenhuma palavra. Adormeceram um no braço do outro.
.....
Amando incondicionalmente
Há uma chama acendendo no meu coração
Chegando ao ponto mais elevado, me tirando da escuridão
Finalmente eu posso vê-lo claro como um cristal
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