Segredos desse amor - Las Amazonas.
5 Capítulo 5 - Você está grávida?
Inês se agarrou as palavras da mãe, o simples fato de ter ela ali, tão perto a tranquilizava.
— Agora, eu preciso ir, porque seu pai e eu também merecemos um momento de casal, filha. — passou a mão no rosto dela com carinho. — Se comporte com seu marido, tenha cuidado e não voltem tarde, sabe como essa estrada é perigosa.
— Eu é que tenho que mandar vocês terem cuidado, mamãe. — sentou na cama com cuidado e colocou a filha no colo, para que não acordasse. — Nós não vamos demorar, mas como você e o papai vão ter um momento de casal se vai levar a minha porquinha?
— Inês, você dormiu entre mim e seu pai até seus seis anos, nós temos alguns truques, meu amor. — sorriu ao ver a cara de espanto feito por ela. — Ou acha que eu não fugia pro banheiro a noite e arrastava ele comigo?
Inês estava mais vermelha que um pimentão e ouviu a risadinha sapeca da filha, que olhava as duas com os olhos semiabertos.
— Vovó foge com vovô, mamãe... Faz mozinho no banheio. — falou com um riso sapeca olhando a avó ficar mais vermelha que um pimentão. — Vovó gita muito, vovô manda ela fica quietinha.
— Vovó grita, minha filha? — segurava o riso e beijou a testa dela, que ria inocente olhando as duas. — Maria Clara, quem te ensinou isso? Que história de mozinho é essa, porquinha?
— Inês Maria! — Marília falou incomodada com o rumo que a conversa tomava, estava envergonhada. — Ela é uma criança! Cadê o seu juízo? Onde já se viu, ficar falando disso com uma menina, Inês.
— Ihh... — Clara falou mudando a expressão do rosto para séria e olhou a mãe e avó. — Vovó, não biga com ela, não! — gesticulou com as mãozinhas. — Olha eu... Vovô Rodrigo ama muito vovó, quando se ama assim, faz mozinho, num é, vovó?
Marília olhou a filha com surpresa e depois olhou a neta com carinho, era impressionante como a menina se parecia a mãe, até mesmo a esperteza e o jeitinho eram de Inês.
— Isso é uma conversa de adulto, filha. — arrumou o cabelo dela e beijou a testa de Clara. — Você já sabe que hoje vai ficar com a vovó, verdade? Tem que se comportar e não pode bagunçar, porquinha.
— Ficar com vovó? — falou com uma carinha triste. — Maisi mamãe... Tem meu mamá, não pode ficar sem, não pode! — fungou coçando os olhinhos.
— Você não quer ficar com a vovó, meu amor? — Marília pegou ela e a beijou com carinho. — A vovó te dar seu mamá, Clara, mas seus pais precisam sair, precisam conversar.
— Pecisam fazer mozinho, vovó? É isso? — mexeu na blusa da avó. — Eu vou, vovó, mas tem que levar o Oinc.
Inês suspirou com alívio e levantou da cama, olhou o relógio e se assustou, já estava atrasada e deveria estar pronta.
— Mãe, fica com ela, eu preciso me arrumar... — correu em direção ao closet.
(...)
Longe dali, tudo parecia ter mudado depois do surto de raiva de Olavo... Pilar estava arredia, sempre queria distância do marido, estava com medo e queria proteger o bebê que carregava em seu ventre, mas ainda tinha Diana, a filha mais velha do casal.
Diana era jovem, cheia de vida e amorosa, era a cópia fiel da mãe, mas ainda tinha um jeito doce e ingênuo de ser.
Mas como dizer por aí, nem sempre o destino é perfeito e para Diana não foi diferente. Desde que havia chegado na cidade, estava louca de amores por Victor Santos, mas sabia que a união era desaprovada pelo pai e ela não entendia aquilo.
Então, sempre recorria a mãe, que além de amiga também era sua confidente e sempre ajudava a manter os encontros entre os dois seguros.
— Mãe, porque meu pai não me deixa namorar o Victor? O que tem demais nisso? — estava deitada na cama com ela e abraçada a mãe. — Eu entendo que ainda dou a menina dos olhos dele, mas não pra tanto, entende?
— Porque nem tudo nessa vida é justo, filha, nem tudo é como planejado e nem tudo acontece como sonhamos. — estava sendo sincera, havia passado por aquela situação quando ainda era jovem. — Há muito, muito tempo atrás eu também amei um homem proibido, antes mesmo de conhecer seu pai, amei com todas as minhas forças ele, mas depois vi que não tinha o porque me manter em uma relação que não me traria nada, que eu não ganharia nada, minha pequena — falava pensativa e via algumas lembranças do passado em sua mente. — Mas quando existe amor, nós fazemos de tudo, até mesmo o mais improvável e por esse homem, sua mãe foi capaz de cometer as maiores loucuras que já fiz.
— Então, amou loucamente um homem que não era meu pai? Um homem proibido, mãe? — deitou a cabeça no ombro dela, gostava dos conselhos vindos dela e daqueles momentos. — Ele era proibido porquê? Era casado ou seu pai não queria ele com você?
— Você já quer saber demais, minha filha, demais! — afagou os cabelos dela, por mais que negasse, o assunto ainda tirava seu chão. — Ele era mais velho que eu, tinha uma família, era casado... — viu ela se assustar e suspirou. — E sim, eu carrego um remorso comigo até hoje, mas eu era uma menina, estava tão perdida, tinha acabado de perder meus pais e ele me estendeu a mãe, me deu um teto, me deu trabalho e até cuidou de mim, da maneira errada, mas cuidou.
Diana olhava ela com espanto, aos seus olhos Pilar era uma mulher pura e quieta, a mãe não era de muitas palavras e ela jamais pensou que fosse capaz daquilo, que ela tivesse um passado com aquele. Sem dúvidas, era mil vezes pior que o seu presente.
— Se envolveu com um homem mais velho e casado, mamãe? — Diana ouviu o soluço dela e o início de um choro silencioso e logo abraçou ela. — Eu não te julgo, não me envolvi com nenhum homem casado, mas sei o que sente, sei o desespero que você sentiu quando ainda era uma menina ... Mas nunca imaginei que fosse capaz disso, de se envolver com um homem casado, mamãe, se não quiser falar mais, eu entendo.
— Não é isso, minha filha, mas querendo ou não, ainda mexe comigo... — beijou os cabelos dela e secou as lágrimas. — Mas agora estou com seu pai, estamos casados, somos felizes e em breve chegará alguém mais para completar a família. — sorriu de canto e sentiu o aperto dela.
— Está falando sério? Foi confirmado, mãe? — sorriu. — Está realmente grávida?
— É o que parece, meu amor... — deu um sorriso feliz. — Estou grávida! — falou pensativa e com certo nervosismo, a conversa havia tirado ela do eixo e do foco.
O homem ainda mexia muito com ela, não podia afirmar que era amor, porque o orgulho falava sempre mais alto, mas ela sabia que ainda existia algo ali, algo entre os dois e aquilo sim a preocupava.
(...)
Marília estava em sua cama com Clara grudada em seu corpo, o marido estava agarrado a sua cintura e ela estava imóvel. Sabia que se mexesse, por mais que fosse de leve, os dois acordariam de imediato.
Rodrigo dormia até então tranquilo, mas algo o tirava do sério, algo o deixava maluco e ele sabia o que era, sempre fazia amor com Marília, não existia um dia em que não fizessem e aquela abstinência o deixou sem rumo e sem muita noção, o corpo pedia por sexo, pedia pelo corpo da esposa.
Marília notou ele inquieto, tocou o rosto do marido que estava vermelho e balançou ele de leve, Rodrigo acordou e levou as mãos até o grande volume formado entre as suas pernas e gemeu baixo de dor, ela suspirou e por fim sorriu.
Os dois eram como fogo e gasolina, não podia estar próximos demais que já pegavam fogo, mas diante da situação da noite, teriam que se controlar.
— Vai no banheiro, toma um banho frio... — sussurrou carinhosa e passou a mão no rosto dele. — Amanhã eu te recompenso por isso, Rodrigo.
— Não, banheiro não... — colocou a mão dela em sua ereção e gemeu sofrido. — Como fazíamos no tempo da Inês, meu amor.
— Rodrigo... — gemeu de dor, sentindo a neta agarrar seu seio por cima da camisola e sugar com vontade. — Eu queria, queria muito, mas olha pra mim, assim não dá. — tirou o seio da boca de Clara e beijou o rosto dele. — Mas posso te ajudar, coroa bonitão. — sorriu cúmplice.
— Me ajuda, eu fico feliz só com a ajuda... — falou manhosos se roçando nela. — Vai, Marília... Pega com carinho, amor, com a sua mãozinha macia.
(...)
HORAS DEPOIS...
Inês e Victoriano rolavam pela cama como se o mundo fosse acabar, estava cansados, era um encontro esperado pelos os dois. Ali, iriam repor todas as forças sugadas pelo cansaço excessivo e a correria dos dias.
Ela estava ofegante, mas tinha um sorriso bobo nos lábios e estava abraçada a ele, sentia o corpo latejar em um desejo incontrolável e insaciável, sempre queria mais e mais. Os dois sentiam a necessidade dos momentos a sós, dos momentos de amor, dos momentos em que eram só eles dois. Dos momentos em que o amor tomava conta de tudo e eles esqueciam os problemas do lado de fora daquelas quatro paredes.
Aquela cabana escondida era o refúgio do amor dos dois, dos momentos mais difíceis aos momentos mais felizes, ali tudo se transformava em amor.
— Você ainda aguenta mais, grandão? — falou com um sorriso sapeca e deitou a cabeça no peito do marido, tentando controlar a respiração descompassada.
— Eu aguento a noite inteira, meu amor, minha pequena... — falou carinhoso afagando as costas dela e logo tomou os lábios de Inês com um beijo apaixonado e lento.
— A noite toda, como nos velhos tempos, Victoriano. — puxou os cabelos dele de leve e mordeu os lábios do marido com força, demostrando que ela dominava ali. — Mas hoje eu quero te falar uma coisa, amor. — o olhou nos olhos, deixando um pouco de lado o calor do momento.
— Fala, minha leoa... — suspirou atento aos belos olhos verdes que a esposa tinha. — O que quer me falar? — viu ela dar um sorriso sapeca. — Está me lembrando o dia em que me disse que estava grávida... — Inês! É isso? Você está grávida? — falou esperançoso e com um largo sorriso de orelha a orelha.
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