Segredos
12 Plano C
Era madrugada. Eu, Christian, e Philips, estávamos esperando que as luzes se apagassem. O presidente Lowtner já havia ido dormir, mas não queríamos acordar nenhum dos empregados, ou enfermeiras.
— Acho que agora a gente já pode ir — Philips sussurra olhando os arredores — venham devagar, e tentem não fazer barulho.
— Tá bem — eu disse, dando pequenos passos, e Christian me segue.
A gente chega finalmente ao escritório do meu pai — o presidente — em busca da minha certidão de nascimento.
— Vou ficar aqui fora como precaução, caso meu pai apareça, posso inventar alguma desculpa. — falou, Philips abrindo a porta de chave.
Nós entramos, com exceção de Philips, e começamos a procurar os tais documentos que tanto almejávamos.
— Tem alguma coisa aí, Chris? — pergunto, vasculhando as gavetas.
— Não. Espera ai — ele sobe em cima de um banquinho preto e começa a procurar por cima dos armários.
Eu encontro alguns papéis, e abro algumas pastas.
Foi quando eu finalmente achei um envelope que continha "Isabel, dados" escrito à caneta.
—Chris — chamei-o num cochicho.
— O que?
— Encontrei alguma coisa aqui!
Philips entra no escritório e nos avisa pra sair porque o alarme havia disparado, pego o envelope e o braço de Christian, então a gente começa a correr. Quando estávamos longe o bastante, paro pra respirar fundo.
E involuntariamente, começo a rir.
— Está feliz? — questiona Chris.
— Estou — gargalho — não pela papelada, mas é que, Christian...
— Sim?
— Eu amo minha vida, tanto quanto eu amo você! — afirmo e começo a rir ainda mais —E agora, eu amo muito a minha vida!
—Eu também, Isabel. Também amo você —Christian responde, com um sorriso no rosto, e me leva de volta pro quarto.
Abrimos a porta e eu me arremesso na cama, estava exausta.
— Vai abrir agora o envelope? — ele pergunta, sentando na cama.
— Não. Vou deixar pra amanhã de manhã mesmo. O que acha?
— Faça o que achar melhor.
— Você pode dormir esta noite aqui comigo? — peço, dando espaço pra que ele se deite ao meu lado.
—Por que? Está com medo, ou alguma coisa assim? — Chris indaga, preocupado.
— Não, não. Só queria a sua companhia.
— Ah, então tudo bem. — ele retira os sapatos, e o casaco por cima da blusa e deita-se ao meu lado.
— Acha que o Philips está bem? — sussurro já no fim da noite.
— Sim, deve está. Ele é inteligente.
Eu apoio minha cabeça nos peitos de Christian, e enrolo seu corpo com meu braço. Então, finalmente consegui relaxar, e aliviar a ansiedade.
Eu já estava descalça então só tive trabalho em me cobrir e esperar que o dia amanheça.
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