Notas iniciais
Oi minhas e meus lindos leitores!!! Primeiramente, me desculpem pela demora, eu realmente não tive como postar pq tava em provas! Mas queria agradecer pela paciência enorme de vocês.... Queria explicar aqui meus dias de postagens, então... vou postar agora ou nas quartas ou nas sextas tá?! É nesses dias que eu atualizo todas as minhas histórias. Beijos!

Quando acordei, não tinha ninguém ao meu lado, o que quer dizer que pela primeira vez, Christian tinha se levantado mais cedo. Ele chega de repente ao quarto, com uma bandeja cheia de comida na mão, e esbanjava sorriso, como sempre.

–Bom dia. –diz, ainda sorrindo.

–Bom –disse, sentando-me na cama. –, você acordou cedo...

–Mudança de rotina. –informou-me parecendo casual, neste instante pôs a bandeja na minha cama, e me ofereceu café. –quer?

–Não, obrigada. Não tomo cafeína, achei que soubesse. –comentei.

–Ah, eu esqueci! Suco? –não respondi nada, apenas aceitei o suco de laranja que ele tivera me dado. –Se divertiu ontem?

–Muito. –sorri ao me lembrar.

Ele também sorriu o que não o tornava egoísta.

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Já tinha se passado dois meses que eu estava na casa –mansão –do presidente Lowtner, o que era estranho, pois algumas vezes acordo achando que estou no manicômio.

Rapidamente, Christian me puxa entre o corredor para dentro do quarto, e dispara:

–Temos um plano B!

–Temos? –pergunto confusa.

–Temos! –ele se empolga a cada palavra dita.

–E qual é o plano? –indaguei. –Não envolve policia, ou escritórios, né?

Ele cerrou os olhos, levando graça na minha provocação.

–Não, Isabel! Envolve o manicômio, voltaremos lá.

–Ah, é? –Aquilo de algum modo me causou certa sensação duvidosa. Voltar aquele lugar onde fui jogada tão pequena e nova? Mas por outro lado, eles nunca me fizeram mal... A não ser pelo fundador de lá, uma vez ou outra ele obrigava as enfermeiras a me deixarem sem comer, por castigo... Porque eu não falava nada. –Estou ansiosa.

–Sabia que ficaria!

Ele saía do quarto quando eu segurei levemente seu braço.

–Christian? –chamei – Mas e o presidente? Ele não vai deixar, e eu não quero mentir pra ele –pausei –de novo.

–E não vamos querida. Nós vamos dizer que voltaremos lá, pra visitar as enfermeiras, e matar as saudades. Não vai ser mentira.

Ele tinha razão, era impossível de nós irmos lá e não falarmos pelo menos com a metade das pessoas. Quem diria que eu falaria alguma coisa. Graças a Christian que me fez falar em nosso primeiro diálogo: 1 à zero pra ele.

–Tá. –aceitei, e então inesperadamente ele me deu um beijo na testa, e simplesmente saiu.

Depois fui ao jardim, – que eu tinha ido muito ultimamente. –e encontrei Philip deleitado ao chão que era coberto por grama.

–Oi. –disse, estava em pé, minha cabeça virada para baixo olhando para seu rosto.

Ele olhou para cima e lá estava eu, meus cabelos estavam um pouco maior agora, e as pontas faziam uns cachos dourados, usava também uma coroa de flores preta que o Presidente tinha me dado alguns dias atrás, foi sem cerimônia, apenas deixou em cima da minha cama, junto com um batom vermelho, e um cardigan branco de mangas compridas, que eu também usava aquele dia.

–Oi. –pareceu surpreso.

–Tudo bem?

–Sim, só estou pensativo com uns assuntos.

–Quais? –perguntei, mas cocei a garganta ao perceber que não era da minha conta. – Desculpa.

–Tá tudo bem, é sobre a faculdade.

Ouvi Christian e o Presidente me chamar, e fiquei um pouco desapontada.

–Vamos fazer o seguinte, amanhã a gente conversa, ok?

–Tá bem, até amanhã então.

Então sem perceber já estava olhando para ambas.

–Oi, o que houve?

–Só queria que me explicasse o que vai fazer no hospício. –pediu o Presidente, frio. Ele usava um terno azul escuro, o que o deixava mais sério de alguma forma.

–Manicômio –corrijo-o – Eu estava só querendo visitar as enfermeiras.

–Mas minha filha, acha seguro?

Filha? Tinha ouvido direito?

–Eu sei que você desaprova isso, mas estou com saudades delas. Elas me ajudavam muito, sabia?

–Tudo bem, eu os deixo lá então. Mas não vou poder ficar, tenho uma reunião hoje.

–Perfeito! –Christian disse, deixando claro sua animação.

Formos ao carro do Presidente Lowtner que era três vezes maior que o de Christian, inteiramente cinza, tinha conforto no banco de trás, e não êxito ao imaginar como seria o banco do carona. Enfim, chegamos.

–Cuidado. Não arranjem problemas. Venho busca-los daqui a algumas horas. –avisou.

Saí do carro e fui até a janela da porta do Presidente para agradecê-lo. Beijei sua bochecha, e sussurrei:

–Tomaremos cuidado, obrigada pai.

E ele sorriu.

Corremos freneticamente até a sala da secretaria onde imaginamos que estaria o fundador do manicômio, o doutor Jones.

Batemos a porta e ele respondeu em tom sonoro:

“Pode entrar”

–Olá, sentiu saudades? –apareci, mas ele não sorriu nem nada.

–Então você fala, menina? –debochou, percebi que ele estava um pouco mais gordo do que de costume, e deixou a barba crescer.

–Olá, fundador. –disse Christian ao aparecer na sala.

–Doutor! –exclamou, e foi abraça-lo.

–Tudo bom com o senhor? Então eu queria saber se você tem a lista do nascimento da Isabel... Algo que possa nos ajudar.

–O presidente Lowtner pediu isso? –interrogou Jones.

–Não, senhor. Mas...

–Sem mais, rapaz. Não posso dar-te informações assim.

Eu só os observava, acho que nunca tinha reparado o sotaque meio britânico do Senhor Jones. Era engraçado.

–Mas não tem nenhuma informação que possa nos dar? –resolvi falar, implorando.

–Talvez. Mas não acho que serviria.

–Qualquer coisa serviria, por favor. –insisti.

–Eu me lembro de quando você chegou –começou a falar –assustada, frenética, chorosa... Sua mãe te pôs no colo e prometeu te dar um livro se você calasse a boca, eu achei estranho, mas você se calou.

–Continue. –pedi.

–Depois que você se calou, sua mãe chorou muito, e continuou fazendo a papelada.

–E meu pai? Onde ele está?

–Ele não estava lá... –pausou, até continuar novamente – Você chegou numa ambulância no começo, mas logo sua mãe chega para acalmar seus nervos.

Então eu comecei a chorar.

–E por quê? Por que ela me trouxe aqui?

–Desculpe senhorita, mas eu não posso...

Eu chorei insistindo para mais informações, mas “Fale o com Presidente” foram suas palavras.

–Não. –falei. –Tem que haver outro jeito.

–Ele tem um escritório, que fica no sótão da sua casa, é lá que estão guardados seus documentos.

Olhei-o esperançosamente a fim de que ele me falasse mais. Mas não o fez.

–Não fui eu quem contou, se alguém perguntar.

Assenti com a cabeça e saímos do escritório. Christian me envolveu em seus braços e se virou para mim: “Vai ficar tudo bem” sussurrava.

–Vamos ver as enfermeiras. –falava enquanto limpava as lágrimas.