Era aproximadamente onze horas da manhã quando a Chloe, entra para me dá meus remédios, assim que tomei saí do quarto para tomar um ar, e deixei Christian no quarto, escrevendo uma carta para seu pai.

Fui até o jardim —que por sinal era lindo —e fiquei por lá. Alguns minutos depois encontro Philip vindo em minha direção.

—Oi, espero não está incomodando —disse ele, com um sorriso largo.

—Está tudo bem... —falei.

Ele sentou ao meu lado, e eu dei mais um pouco de espaço para que ele se sentisse a vontade em sua própria casa.

—Seu pai é um homem maravilhoso. —afirmei, olhando para um pequeno pé de laranja, que ficava em nossa frente.

—Sim, ele é. Só pega um pouco no meu pé. —ele fixou seus olhos em mim.

—Tenho certeza que ele só quer o seu bem —disse, e virei os olhos para ele.

Eu não sabia bem ao certo se Philip era um daqueles garotos incertos com a vida, ou um garoto rebelde e rude, mas ele me parecia inofensivo.

Me levantei rapidamente ao lembrar do que tinha marcado com Christian, mas Philip pareceu confuso.

—Espere! —disse ele, e eu olhei-o. —o que foi?

—Nada, eu tenho um compromisso.

—Mas eu achei que estivesse livre o dia todo.

—Eu sinto muito. —disse, e sai correndo do jardim.

Uma parte de mim, estava correndo de medo. Eu não sabia quem ele era, e tinha medo da resposta.

Cheguei no quarto quase sem fôlego, e parei em frente ao Christian.

—Estou atrasada?

—Só alguns minutos, mas não tenho pressa.

—Eu tenho.

Christian é inteligente o bastante para ter em mente tudo que iríamos fazer, ele é calculista e isso tirava o peso das minhas costas;

Ele me explicou que teríamos que ir até o escritório do presidente Lowtner, mas não iríamos fazer nada demais.

—Só temos que achar algo que diz respeito a você. —ele continuou.

Eu nem estava muito ansiosa, nada costuma dar certo na primeira vez;

O presidente Lowtner, viajou essa manhã, e ainda não tinha voltado, isso era tempo suficiente para nós.

—Isso é seguro? —perguntava.

Ele só assentiu com a cabeça.

As 20h da noite formos até o escritório que ficava ao lado do quarto do Philip, mas não demos a mínima, seguimos em frente.

Entramos finalmente, era tudo tão organizado. Papeladas em fileira alfabética, livros e outras coisas mais. O presidente era um homem incrível!

Ao tentar pegar uma pequena papelada perto da mesa, derrubo alguns livros no chão.

—droga! —gritei.

Christian tampou a minha boca, com intenção de fazer silêncio.

—shh! —falou. —nada aqui. —disse Christian ao se aproximar dos formulários.

—Vamos embora, por hoje já chega.

Ao abrirmos a porta damos de cara com o Presidente Lowtner, ainda em choque pela surpresa. Eu realmente não sabia o que dizer.

Ele estava se segurando para não dar broncas em nós, logo nos nossos primeiros dias, mas invadimos o seu espaço. Estava com vergonha por isso.

—O que vocês estão fazendo aqui? —perguntou, bravo.

Eu não conseguia falar uma palavra sequer, mas Christian quebrou o silêncio entre nós.

—Desculpe, senhor.

—Nós só queríamos... —tentei dizer algo.

—Falar comigo. Eu pedi. —disse Philip, entrando na conversa. Ele vinha do corredor e aparentemente, entendeu o que estava acontecendo.

—Isso! O Philip pediu que nos encontrássemos. —finalmente falei, me sentia horrível por mentir para ele.

—Ah, então está bem; Mas aqui não é lugar de encontros.

—Tudo bem, senhor. —Christian disse aliviado.

O presidente entrou em seu escritório, fechou a porta e nos deixou a sós do lado de fora.

—Muito obrigada mesmo, Philip. —agradeci.

Ele deu uma piscadela para mim, e saiu.

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Ao deitarmos na cama aliviados, Christian me pareceu bem mal.

—O que foi?

—Nada, é só... —pausou —me desculpa, Isabel. Eu fui um tolo.

—Tá tudo bem, eu até gostei da nossa experiencia. É só tomarmos cuidado da próxima vez, e tudo ficará bem. —falei, acariciando seus cabelos.

—Então haverá uma próxima vez?

Ele me pareceu surpreso, e eu sorri.

—Eu não sou de desistir fácil. Você ainda vai se meter em muita encrenca comigo!

—Contanto que seja com você.

Pisquei os olhos, e me aconcheguei dentro dos lençóis, tentei dormir, ou relaxar: nada. Tentei contar estrelas mentalmente: nada. Então me lembrei do que algumas enfermeiras faziam para mim quando eu estava em alguns dos meus dias difíceis e agitados.

—Christian. —sussurrei.

—Oi?

—Canta pra mim?

Ele deu um sorriso meigo e envergonhado.

—Eu não sei cantar.

—Vamos, eu te ajudo.

E assim, cantamos uma canção de ninar. Nem me lembro a hora que peguei no sono.

Notas finais
Obrigada por chegar ao final do capítulo! Gostou de algo:? OBRIGADA! Não gostou? Tudo bem, normal! Mas que tal expor seus pensamentos e dúvidas nos comentários? Obrigada leitor (a)