Segredos....
21 Capítulo 22
Notas iniciais
Capítulo 21
-Arg! Isso está péssimo, vai precisar de muitas aulas- Victoria falou. Fazia bem uns 30 minutos que ela tentava me ensinar alguns feitiços diferentes dos que eu estava acostumada.
—Eu não consigo fazer isso! Não sei controlar o mau — respondi me sentando no sofá e colocando a cabeça entre as mãos, que estavam apoiadas nos joelhos
—Ora criança, todos com poderes conseguem mudá-los. Não passa uma escolha.
—Eu não sei como, não tive muitas experiências ruins
—Vamos mudar isso agora — Victoria passou a mão pelos cabelos parecendo estar com raiva- levante-se
Segui sua ordem, levantei ficando de frente para ela. Victoria levou as mão a minha cabeça, perto das têmporas, recuei na mesma hora.
—Calma Anne, não vou te machucar, vou pegar emprestado, como passo dizer, uma cópia das suas memórias para ver o que posso fazer.
—Não confio em você.
—Você vai ter que aprender, ou então nunca poderei te ajudar. Dou a minha palavra que não vou fazer mais do que isso.
—Está bem.
Respirei fundo e relaxei, ela colocou as mãos no mesmo lugar e pressionou um pouco. Victoria tirou as mãos depois de um tempo. Abri os olhos e vi a mesma segurando uma bola de fumaça roxa nas mãos, como se a tivesse a controlando.
—O que é isso?
—Como eu te disse, uma cópia das suas memórias, vou prepara-las para poder vê-las — ela respondeu e logo depois se concentrou nas memórias, que de um tom arroxeado passou para uma cor dourada.
—Como você mesma disse não teve muito sofrimento. Perdeu a mãe que descobriu estar viva, morou com uma mulher detestável, viveu na rua por um tempo e por último, acho que essa foi a pior lembrança, está perdendo a irmã...
—O que você está dizendo? Minha irmã está bem, levou um tiro, mas esta se recuperando.
—Se recuperando? Ninguém se recupera de uma bala como essa... Oh, eles não te contaram não é? Os poderes são como uma força vital, se eles secam...
—A pessoa morre — completei levando as mãos a boca.
Guardaram mais segredos de mim? Melany é minha irmã, tinha o direito de saber seu destino! Uma mistura de raiva com com angústia começou a me consumir e eu simplesmente deixei. Cai de joelhos no chão e gritei, um grito que eu guardava a muito tempo. Como alguém podia fazer isso? QUEM poderia fazer isso?! Claro, fiquei tão cega com essa história de Abrigo, poderes e principalmente com esse conto antigo, que não percebi. Foram eles, foi Victoria. Levantei e vi que ela olhava para mim com um sorrisinho no rosto, logo iria tirar aquilo.
A atirei na parede mais próxima com meus poderes, Victoria ficou perplexa com o ato mas não gritou nem reclamou, com a outra mão abri todas as gavetas da cozinha e peguei todos os objetos afiados e lancei em sua direção, só parei alguns sentimentos perto de seu rosto.
—Você que fez isso não é? Só para me atrair para seu lado e conseguir o que você queria.
—Olha, ela é inteligente! Realmente para a atrai para meu lado, o cara em quem você atirou era do meu lado, mas a arma não.
—Você está mentindo! Como pode ser tão baixa?
—Se eu estou mentindo, posso está mentindo sobre tudo, nada te impede de lançar todas essas facas em mim, vai, lança! Mas se você fizer isso, eu te prometo que sua irmã vai morrer de uma forma muito pior, e não só ela, todos com quem você já falou.
—você está me ameaçando ou melhor, blefando?
—Como você pode ser tão ingênua? Isso me dá até pena. Estamos no meio de uma guerra, tenho milhões de pessoas lutando pela mesma causa, e eu posso te garantir que nenhuma exitaria em matar para ganhar. E eu acho melhor você me soltar, ou alguma de nós duas não vai sair desse apartamento viva — Victoria falou abrindo a mão e criando uma bola de fogo
Mandei os objetos para as gavetas e depois a soltei, logo depois ela desfez a bola de fogo.
—isso até que foi divertido, mas, infelizmente você gastou todo o seu tempo fazendo birra em vez de aprender alguns truques com pessoas mais experientes- ela reclamou batendo as mãos — Bem, agora eu tenho que ir, te vejo no nosso próximo encontro, e espero que você leve a chave para mim.
—Acha mesmo que eu vou fazer alguma coisa por você, minha irmã pode perder os poderes, mas eu não vou te dar a droga da chave para você destruir o mundo.
—Que fofa! Fala como gente grande, mas isso já não é mas uma opção querida, o tempo de boazinha já acabou. Agora, ou você me dá a chave para eu poder pegar logo o que é meu de direito ou eu faço um massacre no Abrigo de Nova Iorque.
—Você não vai conseguir fazer isso, temos exércitos também, podemos nos proteger por fora e por dentro.
—Deixa eu te contar um segredo, em uma guerra use tudo, e principalmente ameaças e pessoas infiltradas.
Terminando de dizer isso, ela caminhou em direção à porta com seus sapatos fazendo barulho no piso de madeira, lancei uma bola de fogo em sua direção, mas foi apagada com apenas um levantar de mãos.
—Acho que seria bom você praticar mais- ela comentou e logo saiu rindo pelo corredor
Agora a bomba estava armada nas minhas mãos, e estava a ponto de explodir.
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