Segredo Descoberto

4 Segredo "quase" Descoberto


Notas iniciais
Oiiee... pessoas lindas do meu core, acho que ontem eu postei nessa fic né? Eu acho que sim.. Enfim, esse capitulo ficou bem grande, espero que gostem... Obrigada pelos comentários maravilhosos: Lala LeonettaForever Jenni Luh Stelena Forever Jortini y Laliter 4ever Kelly Santos Blanco LeonettaForever Leonettaevida Mari Ferreira E também obrigada por favoritar a fic: Larissas2 Boa Leitura

Violetta Castillo

Quando a apresentadora perguntou aquilo um nó se formou em minha garganta, e minhas mãos suavam como nunca. Parecia que agora todos saberiam da verdade do pior modo... todos! Mas principalmente León, eu não podia simplesmente falar: "Ah, claro, o pai das minhas filhas? É Leonard Vargas!". Óbvio que eu não poderia falar assim, desse jeito. Eu nem sabia se algum dia eu contaria a verdade, mas eu também sabia que eu não podia ocultar da vida de Angel e Melissa, um pai.

Ao olhar para León disfarçadamente, vi um pequeno sorriso no canto de seus lábios, ele sabia que agora eu estava encurralada, mas ele não sabia que talvez esse sorriso sumisse assim que eu falasse a verdade... Mas talvez a verdade não fosse revelada agora, não hoje, não desse jeito...

Logo me recompus e tratei de responder, ou melhor, tentei responder, pois a apresentadora foi mais rápida:

— Bom, pessoal, Vilu, e todos os aqui presentes, lamentavelmente o programa têm que acabar agora. Nosso tempo se esgotou e nem percebemos. — A apresentadora diz sorrindo triste e eu suspiro aliviada e olho para León que agora me encarava frustado. Dei o sorriso mais cínico que tinha e ele revirou os olhos. — Até o próximo programa. — Ela diz e todos acenam pra câmera.

*****

— Vilu, essa foi por pouco! — Julia disse enquanto me acompanhava até o camarim. Enquanto eu estava com uma Angel histérica no colo.

— Nem me fale. Graças aos deuses do relógio eu escapei! — Digo rindo nervosa e ela me acompanha. — Eu vou me trocar rapidinho e você me espera aqui, tá bom? — Pergunto e ela assente pegando Angel, que logo começa a se esperniar. — A mamãe já volta filha. — Digo e entro no camarim.

Júlia Dias

Enquanto a Vilu foi se trocar no camarim, Angel não parava de chorar no meu colo, então decidi caminhar um pouco para ver se ela se acalmava.

Estava andando distraída e Angel pareceu se interessar pelo lugar e pelos detalhes coloridos do local.

Cheguei a um ponto que já não sabia aonde estava, aquele lugar era enorme! Maldita hora que eu decidi sair para caminhar! Comecei a caminhar a procura de algum segurança ou até mesmo alguém que me ajudasse a encontrar o caminho de volta, mas nada!

Entrei em um corredor e vi uma única porta aberta, fui caminhando em passos largos até lá, enquanto Angel tentava de todas as formas se desvencilhar de meus braços para descer pro chão. A larguei por um momento e fui até a porta procurar por alguém. Entrei lá e bisbilhotei por todos os cantos procurando alguém. O camarim aonde eu havia entrado era enorme, sem exageros, e por isso demorei alguns minutos. Quando desisti percebendo que não tinha ninguém lá, saí para fora do camarim e Angel não estava lá. Havia até me esquecido dela, e agora? Cadê aquela menina? A Vilu vai me matar se eu não achá-la!

No mesmo momento entrei em desespero e saí quase correndo procurando ela. Fala sério, ela só tem 3 anos, não conseguiria ir muito longe!

León Vargas

Eu não acredito! Como que ela tem duas filhas? Será que foi tão fácil me esquecer depois que ela foi embora sem motivo algum?! Devia ser por isso! Em uma dessas viagens que ela fez com o pai deve ter arrumado um "namoradinho" por aí. Logo depois viajou e engravidou! Parece que a Violetta que eu conhecia havia mudado muito, afinal, ela já tinha duas filhas entendem? Duas!

Eu ainda estava no estúdio, atordoado com essa "descoberta", estava tudo praticamente deserto, já era perto de 12:30h, e provavelmente todos já haviam ido embora para suas casas e suas famílias!

Há pouco tempo atrás recebi a ligação da Lara, minha namorada. Estamos juntos há uns 4 meses, e cá entre nós, foram os piores quatro meses da minha vida! Não me perguntem o motivo de eu ainda estar com ela, sendo que eu estou vivendo um inferno. Acho que a resposta óbvia é: Violetta Castillo.

Desde que ela foi embora há alguns anos atrás, eu procurei e fiquei com várias mulheres, todas foram apenas ficadas, coisas passageiras, era apenas o momento de carência por não ter a Vilu do meu lado.

Minhas tentativas de me apaixonar de novo não deram muito certo, pois todas elas tinham um defeito, e por incrível que pareça, o defeito sempre era o mesmo: Elas não eram a Violetta.

Enquanto caminhava distraído vendo as inúmeras ligações de Lara, e que por motivo algum eu tinha vontade de retornar, trombei com uma coisinha pequenina que caminhava meio que tropeçando nos próprios pés. Me abaixei à sua altura e ela me olhou curiosa:

— Oi, lindinha, cadê sua mamãe? — Assim que disse isso, me veio um flashback de hoje cedo: "E quem é o pai dessa lindinha?", a voz da apresentações soou em minha mente. Mas será? Não, não era possível... A Vilu já deve ter ido embora. Mas essa garotinha era muito parecida com ela, os traços, o sorriso, tudo! E então lembrei da menininha que estava com Violetta hoje cedo, e sim, era essa mesma!:

— Maman tá tocando a loupa. — Ela falo tudo enrolado e mexendo na barra do vestido.

— E sua "maman" deixou você sair por aí sozinha? — Pergunto e ela sorri sapeca.

—Eu fugi da Zu(Ju). — Ela fala e eu só entendo a parte do " fugi".

— Sua mamãe deve estar te procurando, sabia?! Vem, vou te levar até ela. — Digo e pego ela no colo.

— ANGEL! — A mesma mulher que estava com a Violetta antes, aparece desesperada e vem até mim. — Ai, obrigada! Você achou ela! — A mulher diz pegando a garotinha. — Angel você não pode sair por aí sozinha, é perigoso! — A mulher fala olhando pra garotinha que tudo indica se chamar Angel.

— Quelo a maman! — Angel diz fazendo bico.

— Nós vamos até sua mãe agora. — Ela diz.

— A Violetta ainda está aqui? — Pergunto com a sobrancelha arqueada.

— Sim, estou. — Vejo a mesma vir até nós e a garotinha esticando os bracinhos para ir com ela, e a mesma a pega — Mas já estamos de saída. — Ela fala se dirigindo ate a porta.

— Espera! Temos que conversar, Violetta! — Digo e ela se vira para mim e sorri sarcástica.

— Não temos nada para conversar, León! — Ela diz e sai me deixando lá plantado com cara de idiota.

Violetta Castillo

Quando saí do camarim não vi nem sinal da Júlia e de Angel, então saí à procura delas. Assim que as encontrei, vi León conversando com elas e a Júlia com um olhar de: "Alguém me tira daqui antes que eu fale o que não devo!". E logo depois escutei Leon perguntando por mim, então me intrometi na conversa, e depois saí de lá deixando-o com cara de taxo.

Estávamos nos dirigindo até o carro, eu para o meu e Júlia para o dela que estava estacionado ao lado do meu:

— Você não disse nada para ele né, Júh? — Pergunto receosa a olhando.

— Não, claro que não! — Ela diz rápido.

— O que ele queria? — Pergunto curiosa enquanto Angel não parava quieta no meu colo.

— Bom, eu vou falar desde o começo, ok?! — Ela diz e eu assinto — A Angel não parava quieta e não parava de chorar lá na frente do seu camarim, daí eu saí para ver se ela se acalmava, e cheguei a um ponto que não sabia aonde eu estava. Larguei Angel no chão por um instante e entrei em um camarim que estava com a porta aberta, mas não tinha ninguém. Quando saí para fora do camarim ela não estava lá e então eu saí procurando por ela, e a encontrei com o León. — Ela diz por fim.

— Que bom que ele não suspeitou de nada. — Digo suspirando e colocando Angel na cadeirinha. — Agora eu só vou buscar a Melissa e ir embora descansar. — Digo entrando no carro — Nos vemos na sua casa, Juh.

— Mas você não disse que só ia buscar a Melis... Ah, é mesmo, a Mel está com a minha vizinha né! — Ela bate a mão na testa e eu solto uma gargalhada.

O caminho até a casa da Julia eu fui pensando. Hoje foi por pouco, eu posso até ter brincado com a Júlia aquela hora, mas por dentro eu estava quase explodindo só de pensar que eu quase contei tudo. Seria o maior caos, aquele programa ia virar casos de família e não um programa de entrevista. Definitivamente eu queria contar a verdade, mas só de pensar na possibilidade de ele tirar as gêmeas de mim eu fico com um aperto no coração.

Saí de meus pensamentos com minha princesinha me chamando:

— Maman?

— O que foi, filha? — Pergunto a olhando pelo espelho.

— Quem ela aqueie titio? — Ela perguntou com os olhinhos verdes vidrados em mim.

— Um amigo da maman, filha. — Digo suspirando e ela dá de ombros voltando a brincar com a boneca que estava no carro.

Mais alguns minutos se passaram e enfim chegamos na casa da Júlia. Ela já tinha chego, pois o carro já estava na garagem. Estacionei e saí do carro tirando Angel logo em seguida, apesar de que eu não iria demorar, eu não ia deixar ela sozinha dentro do carro. A peguei no colo e atravessei a rua, e toquei a campainha e ela logo foi atendida pela Júlia já com outra roupa:

— Oi, Júh, cadê a Mel? — Pergunto e ela dá espaço pra mim entrar.

— Ela está brincando na sala. — Dito isso Angel se esperneia e eu largo ela no chão que vai correndo brincar com a irmã.

— Meninas, vamos? Já está na hora. — Pergunto sorrindo e elas se levantam de mãos dadas e vêm até mim. Apesar de apenas 3 anos, elas já falam de tudo(principalmente francês), e caminham por tudo. — Agora eu já vou indo, Júh, e obrigada por cuidar delas. — Digo e ela assente sorrindo.

Fui até o carro e arrumei as gêmeas nas cadeirinhas, logo depois entrei no mesmo e saí rumo a nossa casa.

Logo que chegamos tirei as duas das cadeirinhas e peguei uma em cada mão e entrei no prédio aonde ficava meu apartamento. Era no 15° andar, o último.

Entrei em casa e Angel saiu correndo para olhar TV, já Melissa me acompanhou até o quarto:

— Maman? — Ela fala enquanto eu troco de roupa no closet.

— Oi, filha? — Grito do closet.

— Vamos no paique amanhã? — Ela pergunta e eu saio do closet com um vestido simples, florido, e uma rasteirinha.

— Vamos ver, tá? — Digo e ela assente. Me surpreende a capacidade dela de entender as coisas, Melissa sempre foi mais compreensiva do que Angel que sempre foi mais impaciente e sapeca. — Agora vem que a mamãe vai fazer um lanche para nós. — Digo saindo do quarto e ela me segue.

Estava na cozinha preparando algo para comermos, já era 17h00 e as meninas não comeram quase nada hoje. Quando comecei a ouvir alguns gritos histéricos da sala: "Essa buneca é minha, Angel!"; "Para de menti Melissa".

Fui em passos largos até a sala antes que ela seja destruída pelas duas, apesar de serem irmãs e serem bastante apegadas, as duas são igual cão e gato quando se trata de brigas:

—Posso saber o que está acontecendo aqui? — Pergunto com as mãos na cintura e as olhando com cara brava.

— Maman, a Angel pego minha buneca! — Melissa disse chorando.

— Angel! Devolva a boneca da sua irmã e vá pegar a sua! — Digo olhando para Angel.

— Mas minha buneca tá no carro, maman. — Ela fala cabisbaixa e dando a boneca para Melissa

— Lívia — Chamei minha empregada e ela logo chegou — Deixei o macarrão no fogo, cuida pra mim que eu tenho que ir buscar a boneca da Angel no carro. — Digo e ela assente.

— Vamos, meninas. — Digo indo até a porta e às chamando. — Mel, não está esquecendo de nada? — Pergunto e ela nega confusa — Cadê sua sapatilha? — Pergunto e ela sai correndo pro quarto e depois volta só com um pé — E a outra?

— Não sei, maman. — Ela diz quase chorando e ouço uma risadinha de Angel.

— Angel! — Olho para ela repreendendo-a, e ela vai até o armário e abre a portinha tirando de lá o outro pé da sapatilha da irmã, e eu a olho balançando a cabeça negativamente. — Vocês ainda vão me enlouquecer um dia. — Digo e as duas riem alto — Agora vamos! — Digo terminando de pôr a outra sapatilha em Melissa e pegando uma em cada mão.

Descemos até o carro e pegamos a boneca de Angel. Depois, enquanto voltávamos e as duas tagarelavam caminhando um pouco à frente de mim, fiquei às olhando e imaginando minha vida sem aquelas duas coisinhas de olhos verdes... rapidamente balancei a cabeça na tentativa de eliminar esses pensamentos inoportunos e ouvi meu celular tocar "Nuestro Camino", nem me perguntem o porquê dessa música. Eu apenas gosto dela. Não é porque eu cantei ela com o León, não mesmo! Afinal, eu já o esqueci. Ou não? Isso não vem ao caso!

Para tirar esses pensamentos da cabeça logo tratei de pegar o celular e atender:

— Alô, Vilu? — Minha italianinha preferida diz.

— Oi, Fran, como você está? — Pergunto entrando no elevador.

— Bem, mas na verdade eu te liguei para chamar você para ir ao parque amanhã, eu vou levar a Isabella, e pensei que você também gostaria de levar as gêmeas. — Ela diz.

— Tudo bem, eu aceito. Hoje a Mel pediu para ir ao parque mesmo. —Digo e as gêmeas começam a pular e gritar — Meninas! — Olho com cara feia para elas que murmuram um "desculpa". — Quem mais vai ir?

— Eu, você, nossas amigas, e as crianças. — Ela diz.

— Tudo bem, a gente se vê amanhã... de manhã né?

— Sim, de manhã, aí já podemos almoçar em algum restaurante e assim podemos pôr o papo em dia. — Ela diz animada.

— Tá bom. — Rio da animação dela — Tchau, Fran. — Me despeço e desligo após um 'tchau' vindo da parte dela.

*****

— Quem quer ir no parque amanhã? — Pergunto olhando para as duas.

— EU! — Elas gritam e eu rio.

Depois foi tudo normal, jantamos macarrão com almôndega e depois dei banho nas duas, quando era por volta de umas 21h00 horas, coloquei elas na cama e também fui dormir....

Notas finais
Vilu se safou graças aos deuses do relógio, né? Hahaha... Gostaram dela ter duas filhas gêmeas? Sim? Não? Comentem por favor... Favoritem... Recomendem... Ate mais, amores!