Sedento
1 Capítulo 1
- Venha rápido, nós vamos se atrasar — disse ela com um belo sorriso em seu rosto. — Ja estou indo, — respondi — vá na frente, tenho de terminar algo. Ela não tinha ideia do que eu ia fazer, nem ao menos desconfiava de minha vida secreta, de meu mundo paralelo em minha mente, de minha outra personalidade que eu sempre fiz questão de esconder. Noites e mais noites em claro, pensando não apenas em mim, mas por nós três, principalmente quanto tempo demoraria para ela descobrir sobre nós, sobre minhas duas mentes e minhas duas personalidades. Vivi cada dia como um pesadelo, mas me parecia satisfatório, isso me acalmava e me deixava feliz por um tempo, até sentir vontade fazer isso novamente. — Terminei, demorei mas cheguei, isso que importa! — Exclamei olhando para seus olhos fixos em um tom meio inocênte. — O que estava fazendo? — Perguntou ela. — Nada demais, apenas uns segrededos meus, cada um com o seus, não é mesmo? — Respondi com um ar de misterioso. — Ah, Ok! Cada um com o seus — Ela concordou comigo em um tom meigo e cheio de doçura em sua voz — um dia vou descobrir os seus. "Sim minha cara, cada um com os seus, pena que eu sei de todos os seus segredos", pensei quase deixando sair pela boca meus pensamentos. — Então, o que vamos assistir hoje? — Perguntei com a intenção de mudar de assunto, não queria levantar suspeitas, afinal, estavamos ali para um suposto encontro. — "Zodiac", um filme de um serial killer, que gostava de assassinar jovens casais, e o filme ainda é baseado em fatos reais. — Respondeu-me sem tirar o belo sorriso do rosto. — Uuuh! Adoro Serial Killers, "muito mais ainda os que existiam" — Falei e pensei. No decorrer do filme, aquele desejo de minha outra personalidade estava vindo à tona e tive de sair rápido, sem dar satisfação a ela. Não via a hora de chegar em casa e me acalmar, no caminho tentei pensar nela e seu sorriso, em seus olhos castanhos, quase como caramelos. Quando estava chegando no porão de minha casa, não pensava como eu, como outro qualquer ser sociável que apresentava ser, já não pensava mais por mim, nem pelos meus atos. Foi quando estava preparando a mesa grande que se encontrava em meu porão quando ouvi uma voz: — Jimmy, você esta ai? — Paracia uma voz que eu conhecia, mas não me recordava quem era. — Não esta aqui, saia, estamos ocupados, volte outra hora. — respondi em um tom macabro e assustador. Ja estava tudo na mesa quando escutei passos e pisadas no chão de assoalho de madeira, vindo para o porão e esperei o intruso entrar pela escada e acertá-lo com um golpe certeiro na cabeça e depois usá-lo em minha exaltação pessoal pelo impensável.
Quando o capo do intruso foi levado a luz, vi que era ela, a menina que me dava atenção, era ela que havia invado minha casa e por nada, eu simplesmente iria matar por nada.
Meu consciente falou mais alto, não importava se era ela ou desconhecido, eu tinha de fazer isso, tinha matar o desejo por sangue em minhas mãos. Seus olhos eram lindo, duas amêndoas azuis olhando com dor e piedade para um que tinha nos olhos, o desejo e a vontade de matar, apenas pelo nada, nada.
Infelizmente, tive de fazer isso, meu corpo clamava por justiça e por isso acertei sua cabeça e vi o sangue descer e manchar o chão que um dia ela pisou.
Fale com o autor