Sede de Sangue de um Shinigami e um amor obsessivo
9 Uma nova aliada e uma aviso dado .
Notas iniciais
A minha revelação foi feita, agora só esperava a condessa me atacar ou mandar alguns dos seus empregados fazer o trabalho, mas duvido muito disso, afinal seu mordomo está se tremendo de medo com uma simples akuma como eu. É Lamentável Lady Thatcher.
– Alice Michaelis contenha-se, não é civilizado da sua parte agir assim, principalmente sendo uma dama- aquela garota esta parecendo o seu pai, até a forma de me repreender é idêntica – Convenhamos, meu pai é um péssimo ser, mas ele parece agir conforme a situação e sendo um demônio, com toda certeza ele se aproveitou de alguma situação, seja qual ela for.
Alicie acalme-se você não pode perde o controle, lembre-se quem é o culpado por você está nessa situação. A Lady Thatcher não é culpada, ela é tão vítima quanto você.
– Menina, você mal sabe o que seu pai fez a mim — Minha voz saiu armagurada, foi como se tudo que sofrir nesses vinte anos voltasse a tona. Tive que me repetir várias e várias vezes que a culpada não é Thatcher, para assim minha áurea ficasse mais suave. Pobre mordomo o assustei tanto que ainda mantem distância.
– Realmente não sei, mas destruir minha mesa não resolverá nada — disse a Thatcher me encarando — E a algo que eu quero saber, como sabe que ele é o meu pai?
– Você é idêntica a ele — rir da forma mais irônica. — A mesma forma de trata as pessoas, o mesmo cheiro e o mesmo sorriso cínico. Você não nega que ter o sangue dele correndo em suas veias. – respondi.
– Ah, então é só por isso, pura dedução. Que decepção – disse a lady mostrando-se decepcionada com a minha resposta – Esperava algo diferente, mas analisando dessa forma....
– Tanta arrogância, mal sabe que a relação do seu pai comigo é bastante íntima — imitei o olhar de Sebastian, aqueles olhos são tão cheio de malicia e cinismo — Pode me considerar sua tia.
Meus olhos contemplavam a expressão de repulsa, nojo que a condessa fazia.
– My lady, sua sombra – disse Canterbury tremendo de medo. Eu olhei para onde o mordomo apontava e vi a sombra de Sasha tomar conta da parede, ela estava realmente irritada. Aos poucos a híbrida foi se acalmando e sua sombra demoníaca se escondendo em meio a sua sombra humana.
– Sua falta de elegância e postura trás o que eu mais odeio em um demônio, só não te faço em pedaços aqui e agora, por que não quero sujar o tapete com o seu sangue impuro. – o rosto angelical de Sasha expressava pura raiva – E serio? – ela debochou– Além de ser um demônio, assistente de funerário ainda é amante do meu pai? Os demônios são mesmo deploráveis.
– Eu demônio? — gargalhei com tamanha ignorância — Você é muito inocente. Estou um nível diferente de vocês, e, por favor, não diga que sou amante de um homem como seu pai. — aposto minhas jóias que minha cara de indignação está digna de uma atriz dramática. — Ainda sou pura como anjo, Lady Thatcher.
– Se você não é um demônio, o que você é então? Um anjo eu tenho certeza que não é, e creio que também não tenha a pureza deles, eu vi um bem de perto, e nesse momento você exala essência demoníaca. – disse a Thatcher – E meu pai é o tipo de ser que não se apega a nada e difama qualquer coisa que toca, será que foi isso que lhe aconteceu? Foi tocada pela impureza daquele demônio.
As palavras daquela piralha me vizeram abaixar o olhar, senti as lágrimas quentes rolarem em meu rosto, senti uma gota cair em meio as minhas pernas e ser absorvida pelo tecido — O que você quer saber, Sasha? — Perguntei ainda de cabeça baixa — Vamos diga o que você quer saber sobre seu pai. . .
Não sei explicar o que houve para que começasse a chorar feito uma criança assustada, acho que os sentimentos que tentei soterrar em meu coração vieram a tona, por mais que tente manter essa postura de akuma assassino meu coração e minha alma ainda são humanos. Isso é algo que nunca poderei esconder de mim mesma.
Enquanto estava perdida em minha mente ouvir a lady a minha frente suspirar cansada.
– Canterbury, quero que sirva a sobremesa em meu escritório – disse a condessa ao se levanta da mesa – Essa é uma conversa que devemos ter em um lugar mais apropriado. Venha Alice – chamou a lady
O escritório tinha uma decoração um tanto extravagante para uma Lady, as paredes eram pintadas em vinho com detalhes em dourado de pequeninas flores , as linhas douradas na parede contornavam as bordas da parede ; as cortinas vermelhas dançavam conforme o vento . Apesar da cor forte nas paredes os moveis em são sofisticados, a mesa de madeira envernizada reluzia com os raios da lua que entrava pelas grandes janelas de vidro, a poltrona continha belas almofadas de bordadas com fio de ouro e o toque final para completar a beleza do lugar, rosas amarelas decoravam os vasos de porcelana.
Com um pequeno gesto Sasha me pediu para sentar na poltrona na minha frente, ela observava cada movimento meu, como se eu representasse qualquer perigo a ela. Criança tola se soubesse que esse selo me impede de machucá-la.
– Então Sasha, o que deseja saber sobre o seu pai? — perguntei encarando os seus olhos castanhos
.
– Minha curiosidade agora esta em você, Alicie – respondeu – Não consigo entender o que você é. – disse me encarando – Mas é claro que eu ainda quero saber que tipo de relação você tem com o meu pai.
– Sou uma mera humana amaldiçoada, você pode não acreditar, mas ainda sou uma humana. — segurei as lágrimas que tentavam escorrer em meu rosto, eu sabia que aquilo era uma mentira contada para mim mesma.
– Você tem aura demoníaca, como pode ser humana? – perguntou a lady.
– Vou te contar uma história, minha lady. — Limpei os vestígios das lágrimas e a encarei. — Um pobre comerciante a beira da falência Suplicou alguém lhe ajudasse, mas a única pessoa ou melhor ser que ouviu suas suplicias foi demônio faminto. O anjo das trevas ofereceu ajuda, porém essa ajuda tinha um pequeno preço a ser pago.
– Deixe-me eu adivinhar, sua alma – disse Lady Sasha.
– Exatamente. O pobre o homem ficou apavorado e sugeriu um acordo com o demônio — Desviei o meu olhar para as paredes vermelhas do cômodo.
– Acordo?
– Quando ele conseguisse tudo que queria, o demônio poderia levar a alma de sua esposa e fazer o que quiser com seu herdeiro. — respondi a condessa. — Claro que o demônio ficou interessado na proposta daquele humano covarde. Uma alma por duas.
– O humano construiu seu império no ramo da exportação de matéria prima, se casou com uma bela moça da alta classe inglesa e teve uma bela filha chamada Alicie. — Sorri ao mencionar a minha mãe — A pequena herdeira desde criança frequentou as melhores escolas inglesas, mas a menina tinha certa dificuldade nas matérias exatas. A pedido da senhora Michaelis ao colégio Santa Rita, a escola mandou o seu melhor professor.
A jovem Lady ficou um tanto surpresa ao ouvir o meu sobrenome na história.
– Alphonse era nome dele, era um homem bastante elegante e frio. A pequena Alicie admirava seu professor e essa admiração se transformou em um amor platônico, chegava ser cômico a atitude da futura herdeira do império Michaelis.
Engoli o nó que começava a se formar em minha garganta.
– Em um dia comum lady Michaelis voltava para casa, da biblioteca de Londres, ao chegar em casa Alicie foi a procura da de sua mãe , mas a condessa não se encontrava em nenhum cômodo da casa. A moça subiu a escadaria até os quartos da casa, caminhou até ao quarto de seus pais... — meus olhos arderam ao lembrar aquela cena, para continuar a história foi preciso que eu respirasse fundo várias vezes. — Sua querida mãe estava nos braços de seu amado professor, ele a beijava, entretanto o corpo da sua mãe estava começando a ficar pálido e o ruivo de seus cabelos perde a cor. Em ato desespero a lady gritou chamando atenção do homem. Alphonse se levantou e caminhou em direção da jovem, ela tentou fugir, mas aquele ser a segurou e a jogou contra a parede do corredor a machucando. Ele explicou toda história para pobre e menina... E por final a transformou em sua serva para toda eternidade.
– Isso só reforça a ideia que eu tenho sobre os demônios, eles são abomináveis – disse a Lady com desprezo. Seus olhos dirigiram para os meus, mostravam bondade e solidariedade, eram sentimentos tão puros – Embora eu seja filha de Sebastian eu o odeio, minha história com ele não é nada comparada a sua. Uma coisa você pode ter certeza Alicie, você acabou de ganhar uma aliada. Farei o impossível para que você consiga se libertar dele, é uma promessa!
– Obrigada Lady Thatcher, espero essa liberdade há 20 anos.
– Nem precisa, agradecer uma coisa a senhorita pode ter certeza, jamais deixarei que os demônios saiam ganhando. – disse seria, mudando sua expressão logo em seguida, para uma mais amena — Agora vamos comer essa torta maravilhosa para trazer um sorriso a esse rosto, e que dessa vez seja um sorriso sincero.
–Tenho que mudar meu julgamento sobre você — sorri para a Lady,que sorriu também em resposta.
Depois de comermos a sobremesa lady Thatcher me deu um titulo de credito correspondente ao valor que deveria ser pago pelos serviços prestados.
Na manhã seguinte era muito cedo quando me preparava para sair da mansão Thatcher, desci as escadas junto com Canterbury, pobre mordomo ainda temia minha presença. No final da escada se encontrava Hannah e Sasha.
– Obrigada pela hospitalidade, Sasha — agradeci a condessa — Sentirei sua falta.
– Não foi nada Alicie, sempre será bem vinda em minha mansão. Eu lhe faço uma visita um dia desses — sorriu a jovem condessa.
–-*--*
Depois da despedida entrei na carruagem que havia alugado para voltar, o cocheiro era o mesmo daquele dia. As incontáveis oito horas se passaram enquanto lia um livro sobre as teorias da vida pós morte, sorria toda vez que lia " quando morrermos um ente querido por nós vem nos buscar e levar consigo".
Ouvir o som da charete para, os passos apressados do cocheiro se aproximaram da porta, o barulho da trinca avisou abertura da porta. Meus olhos se fecharam por conta claridade do local, a mão direita do guia da charete estava estendida a mim para que possa descer do veículo.
– obrigada — agradecir.
– disponha senhorita — Disse o belo rapaz a minha frente vermelho — eeer, por favor não me ache atrevido. Mas quer sair comigo para passear na praça?
– bem... — senti as minhas bochechas corar com a pergunta feito por aquele homem vestido de preto a minha frente, seus olhos verdes esmeraldas suplicavam por uma resposta minha. — depois do meu expediente você pode vim me buscar. — respondi.
– que horas senhorita Alicie? — Perguntou nervoso.
– cinco da tarde, na hora do chá.
– estarei lhe esperando — o cocheiro pegou minha mão esquerda e levou até altura da sua boca, os lábios quentes e finos dele depositaram um beijo suave.
Ele se afastou de mim e subiu na charete, meus olhos azuis observava o veiculo sumir ao meio da multidão de Londres.
– que cavalheiro esse rapaz — a voz irônica de Under suou atrás de mim.
– Olá Under, como foi o dia sem minha presença ?
Caminhei para porta da funerária e abrir, o barulho do sino ecoou pelo estabelecimento totalmente empoeirado. É só ficar um dia fora isso vira uma zona, francamente tenho que ensinar ao Undertaker como se faz trabalho domésticos.
– um tédio, senti falta de suas canções tolas — riu o shinigami ao sentar em um dos caixões — vejo que voltou inteira, a Lady Thatcher não quebrou o pescoço ao saber que o papai dela é seu mestre .
– no começo confesso que quase pulei em cima dela, mas depois de uma longa conversa ficamos amigas — foi minha vez de sorrir agora — ela vai me ajudar a voltar a ser humana Under!
A expressão de Under não foi a que esperava, seus olhos verdes ficaram triste e preocupados, o sorriso bobo em seu rosto sumiu. Senti angústia e medo vindo dele, o encarei sem entender aquilo tudo.
– Alicie, não faça isso! — pediu o shinigami.
– por que não ? — fiquei em entender aquela reação — finalmente voltarei a ser uma pessoa comum... e... e você chamou pelo nome certo?
– Isso não vem o caso agora, você tem que entender que se você tentar quebrar o selo terá que pagar um preço, e garanto que ele será alto demais — Under se levantou e se aproximou de mim, sua mão direita foi ao meu rosto — você quer saber qual é o preço?
Apenas acenei com a cabeça.
– você terá que dar vinte anos da sua vida ao shinigami — seus dedos passaram pela minha boca enquanto dizia tais palavras .
– vocês são imortais, não tem o por que querer meus anos de vida ! — Exclamei assustada — não faz sentido algum Undertaker.
– não podemos fazer isso de graça minha cara, essa foi a punição que deus deu aqueles que uniram aos demônios e querem voltar a ser humanos — suspirou o meu chefe ao se afastar de mim — e sem contar que se você tentar quebrar o selo Sebastian irá mata-la, demônios são possessivos com os seus servos minha doce Alice.
– Eu nunca quis me unir alguém como o Sebastian! — Gritei revoltada — eu não mereço isso... só quero voltar ser uma simples mulher.
– o mundo nunca foi justo com ninguém — o shinigami a minha frente passou as mãos sobre suas cicatrizes como se lembra-se de algo doloroso — o aviso foi dado, agora me der o pagamento e volte ao trabalho.
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